Num jardim, as plantas aromáticas são muitas vezes reunidas no mesmo local. É prático para a colheita, mas também se pode ver as coisas sob outro ângulo. Com efeito, as flores e a folhagem de algumas destas plantas são tão ornamentais que se integram perfeitamente nos canteiros.
Uma vasta gama está ao nosso dispor: hortelãs, funcho, alecrim, armolas, cebolinho, hissopo, orégão, sálvias, tomilho, alfazemas, azeda, etc. Evidentemente, esta lista não é exaustiva. Proponho-me apresentar as minhas plantas favoritas e as minhas associações preferidas.
1) O púrpura: a elegância incarnada
As folhas arroxeadas trazem elegância e originalidade ao jardim. Destacam-se em particular:
- A armola vermelha (Atriplex hortensis rubra), tão perfeita numa salada como num canteiro, onde acrescenta uma deliciosa nota de fantasia. No jardim, é ideal para criar dinâmicos ecos de cor nos canteiros.

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Certas variedades de azeda não ficam atrás — veja só: o Rumex 'Purpurea' ou azeda púrpura, de folhagem vermelho-violácea, e o 'Sanguineus', com folhas verdes nervuradas de vermelho, são particularmente atraentes. No meu jardim, esta última faz maravilhas ao lado do sino-de-coral púrpura 'Purple Petticoats' e da Ajuga reptans 'Black Scallop'.

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As salvas oficinais apresentam diversas variações de folhagem. Salvia officinalis 'Purpurescens' distingue-se pelos seus jovens rebentos de tonalidade púrpura. Associada a uma alfazema e a uma artemísia ('Powis Castle', por exemplo), o efeito é magnífico.
2) O amarelo e o dourado, perfeitos para quebrar a monotonia
Gosto muito da vivacidade das folhagens amarelas. Algumas chegam mesmo a roçar a fluorescência na primavera, como a do orégão dourado ou Origanum vulgare 'Aureum'.

Note-se que, embora o orégão seja originário da bacia mediterrânica, o meu jardim nas Ardenas acolhe a espécie-tipo bem como a variedade dourada (num canteiro argiloso, mal drenado e com rusticidade algo maltratada) e ambas estão de boa saúde. Espalham-se mesmo à vontade há anos. Os caminhos da natureza são impenetráveis! Acrescento ainda que as flores são muito visitadas por pequenas borboletas.
Na mesma categoria, encontra-se o tomilho, Thymus citriodorus 'Aureus'. As suas minúsculas folhas douradas são um encanto, ao qual se junta um delicioso perfume cítrico.
3) As variegadas luminosas
Entre as que apostam no motivo variegado, destaca-se a bela presença do Origanum vulgare 'Country Cream' e do Thymus microphylla 'Variegata', com folhagens orladas de creme.
Se preferir o amarelo, vai gostar do Thymus citriodorus 'Variegated', uma variedade de tomilho-limão de folhas pequenas, mas também de certas sálvias, entre as quais a 'Icterina', com folhas verdes orladas e variegadas de amarelo. Quer mais cor e contraste? Opte pela Sálvia 'Tricolor', de folhagem marginada de verde, rosa e branco, ou então pela Mentha suaveolens 'Variegata', com belas variegações brancas sobre fundo verde.

As hortelãs têm má fama, é verdade, e plantá-las num canteiro pode parecer arriscado. São conhecidas por ser invasoras, mas não passam de viajantes. Munidas da sua mochila, vagueiam entre as plantas e os jovens rebentos emergem onde há espaço. Ou seja, se tiverem concorrência, serão mais dóceis. A escolha é vasta nesta família, nomeadamente ao nível dos perfumes que emanam das folhas: hortelã-verde, marroquina, pimenta, chocolate, bergamota, crespa, limão… Não abra mão delas!
4) Os cinzentos, perfeitos para valorizar as outras plantas
As santolinas (Santolina chamaecyparissus) distinguem-se pela sua elegância e pela bela cor prateada da sua folhagem. A variedade 'Edward Bowles' oferece uma elegante combinação verde-cinzento e flores branco-creme que combinam maravilhosamente com ervas-dos-gatos, estipas, milefólios brancos e alguns Allium sphaerocephalon. As flores da santolina são também muito melíferas. As touceiras podem ser facilmente podadas em forma de bola, conferindo estrutura ao jardim.
5) As plantas gráficas para um toque de leveza

Na vida como num canteiro, há sempre necessidade de um pouco de leveza. O funcho verde (Foeniculum vulgare) ou a variedade bronze (Foeniculum vulgare 'Giant Bronze') formam belas «névoas». O seu porte aéreo será perfeito para aligeirar uma composição florida generosa. Aqui em companhia da roseira 'Prieuré de Saint-Côme', da dália 'Twinings after Eight' e de Tagetes minuta.
Porque não experimentar com o Lysimachia purpurea 'Beaujolais' e a armola vermelha mencionada acima: a combinação é igualmente divina.
Note-se que é necessário escolhê-las bem em função das condições que lhes podem ser oferecidas. É evidente que o tomilho, numa terra argilosa e mal drenada, não resistirá muito tempo, assim como o cebolinho e a salsa terão dificuldade em desenvolver-se em terra seca. Atenção também à exposição! Por fim, saiba que algumas destas aromáticas são anuais mas autossemeadoras, como a armola, por exemplo.
E da sua parte, cultiva algumas destas belas aromáticas com folhagens atípicas ou inflorescências coloridas inéditas? Quais são as suas preferidas?
Num jardim, as plantas aromáticas são muitas vezes reunidas no mesmo local. É prático para a colheita, mas também se pode ver as coisas sob outro ângulo. Com efeito, as flores e a folhagem de algumas destas plantas são tão ornamentais que se integram perfeitamente nos canteiros. Uma vasta gama está ao nosso dispor: hortelãs, […]
Exalando mil sabores e tantos perfumes, do mais subtil ao mais poderoso, as plantas aromáticas e condimentares têm também a vantagem de ser pouco exigentes. Cultivam-se em todo o lado, qualquer que seja o tamanho ou o estilo do jardim: em vaso nos terraços ou nas varandas e em plena terra, à escolha, num espaço dedicado, na borda da horta e até no interior dos maciços.
No nosso jardim, estão por todo o lado e eis como as "arranjamos":
1- Na horta, « classadas » por temática, em canteiros elevados
Porque é muito prático, agrupámos as aromáticas mais frequentemente usadas na cozinha em canteiros elevados. As mediterrânicas que embelezam churrascos e pizzas (orégão, manjericão, tomilho) estão plantadas ao sol, num substrato drenante porque receiam a humidade. Em meia-sombra, a lúcia-lima coabita com a erva-cidreira e a hortelã-marroquina; servem para infusões. Um terceiro canteiro, sempre à meia-sombra, acolhe o cebolinho, o coentro, a salsa e a pimpinela-menor, que se cultiva tanto pelo nome encantador como pelo ligeiro sabor a pepino!




2- Na beira do terraço, em forma de sebe baixa
As aromáticas "volumosas", que à maturidade formam subarbustos, são usadas em sebe baixa na borda do terraço virado a sul: são o alecrim, o estragão, a sálvia, o Helichrysum (perpétua-das-areias) e a santolina, de bonita folhagem acinzentada.
3- Com as roseiras, num casamento romântico
Há vários anos que a sálvia-esclareia se instalou (é autossemeadora) no maciço um pouco romântico das roseiras, na companhia da agastache de folhas anizadas, da monarda bergamota e da erva-dos-gatos, de que o nosso gato Michoko adora... o que compensa um pouco o cheiro da ruda fétida que ele detesta mas cujo porte de folhagem azulada eu adoro. Este ano penso acrescentar algumas plantas de malvaísco; a sua floração combinará na perfeição com a das roseiras inglesas David Austin.







4- No meio das vivazes
Todos os anos e em todos os maciços semeio generosamente, e duas ou três vezes (para delas usufruir por mais tempo), sementes de funcho-bastardo porque acho a sua silhueta muito elegante. E se uso as folhas com peixe e para realçar saladas de pepino, também enfeito os meus ramos com as suas maravilhosas umbélulas. O funcho-bronze e a angélica encontraram o seu lugar num maciço "Prado", onde não destoam entre as gramíneas. Finalmente, a sálvia-ananás, que floresce tardiamente e cujas folhas são maravilhosas numa salada de frutas, instalou-se noutro maciço mais colorido.
5- Ao pé das árvores de fruto
Intercalei tanaceto, reputado por afastar os vermes, entre duas filas de framboeseiras (as reflorentes e as não reflorentes estão separadas porque não se podam da mesma maneira, mas isso é outro assunto...) e aguardo que os nossos jovens pomos estejam bem estabelecidos para plantar, à sua sombra, algumas plantas de artemísia, orégão-dourado e camomila.
E na tua casa? Tens um pequeno espaço de estilo medieval, uma bonita espiral em pedras secas onde elas estão agrupadas ou, como nós, és antes adepto do "freestyle", instalando-as um pouco por todo o lado? Conta-nos!
Exalando mil sabores e tantos perfumes, do mais subtil ao mais poderoso, as plantas aromáticas e condimentares têm também a vantagem de ser pouco exigentes. Cultivam-se em todo o lado, qualquer que seja o tamanho ou o estilo do jardim: em vaso nos terraços ou nas varandas e em plena terra, à escolha, num espaço […]


