Bali, a Ilha dos Deuses, é um lugar à parte no arquipélago indonésio. Visão paradisíaca de horizontes longínquos, inspirou muitos paisagistas em busca de exotismo e requinte para o jardim. O jardim balinês é uma das tendências atuais a explorar por todos os jardineiros que procuram um paraíso na terra!
Ao apostar em plantas resistentes às condições climáticas dos nossos jardins do hemisfério norte, o jardim balinês torna-se uma fonte de inspiração invulgar, a adaptar em casa, interessante para zonas específicas e protegidas. Vejamos como criar uma composição com folhagens luxuriantes que nos fazem viajar até ao outro lado do mundo, desde o jardim de água ao jardim fechado, passando pelas imediações de uma piscina.

ideias para um jardim exótico balinês

Os elementos do jardim balinês: cores e elementos decorativos

Quem visitou Bali sabe que este minúsculo enclave hindu no seio da gigantesca Indonésia reúne tesouros arquitetónicos e naturais que o transformaram num destino muito procurado nos últimos anos.

Define-se como uma concentração de natureza, de arrozais impressionantes, mas também de uma mineralidade omnipresente, devida ao seu caráter vulcânico, e de uma espiritualidade acompanhada por uma estética singular. Tudo aqui é requinte, e os jardins escondem, por detrás da exuberância verdejante, estátuas de pedra, divindades omnipresentes que recebem as oferendas diárias. Os elementos decorativos incluem também a pedra escura, o basalto local e os seixos pretos polidos. A água dos lagos ou das fontes, os terraços de madeira, o mobiliário de verga, bambu ou madeira exótica, e as portas indianas esculpidas são outros tantos convites a simular, em casa, a entrada num segundo jardim imaginário. A pedra de lava e o basalto podem ser facilmente substituídos por xisto, ardósia ou até cerâmicas adequadas. Os vasos e as taças grandes pontuam os espaços e, quando possível, um alpendre confere um espírito asiático. O verde da natureza e o preto dos elementos minerais são frequentemente contrastados por um guarda-sol balinês com franjas de cor viva. Por fim, um móbile evoca o som tradicional do gamelão local (orquestra tradicional balinesa) e completa a atmosfera balinesa.

tendência do jardim balinês
Mobiliário de verga, vasos de terracota, guarda-sol balinês, antigas portas indianas e estátuas são elementos característicos do jardim balinês

O jardim-jungla

Este jardim, composto essencialmente por folhagem, está perfeitamente em sintonia com o jardim balinês, onde a exuberância prevalece sobre as florações, que estão efetivamente presentes, mas permanecem em segundo plano perante a profusão vegetal.

O jardim balinês integra-se assim perfeitamente num jardim exótico ou num jardim-jungla: escolha uma parte protegida do jardim para a transformar num recanto de verdura balinês, onde palmeiras rústicas, fetos gigantes, Tetrapanax e outras plantas adaptadas aos nossos climas mais rigorosos ocuparão o seu lugar, plantadas em massa, em redor de algumas plantas perenes escolhidas pela sua folhagem XXL ou recortada: fetos persistentes como Asplenium scolopendrium e Matteuccia struthiopteris, Cyathea medullaris, Arundo donax variegadas e Petasites de folhas largas. Será possível plantar aqui e ali alguns bolbos de Crinum asiaticum num terreno húmido, para integrar algumas florações delicadas.

tendência do jardim balinês
Cyathea medullaris, Matteuccia struthiopteris e Petasites, Arundo donax 'Variegata' e Asplenium scolopendrium

Em redor de uma piscina num jardim costeiro

Delimitar uma zona reservada do jardim, como a piscina, é uma boa forma de imaginar que se está em Bali. No entanto, as plantas tropicais que se encontram na ilha são demasiado frágeis para o nosso clima. É, portanto, necessário encontrar substitutas para recriar o cenário balinês. No nosso exemplo, a sobriedade exprime-se através de plantas persistentes, necessárias em redor de uma piscina, e de folhagens magníficas.
Bananeiras, cordilinas e palmeira-ráfis asseguram a base, enriquecida por cóleus de tonalidades anisadas, como 'Copinto Caipirinha' ou 'Margarita', e por um taro de folhagem preta.
Mantenha alguma contenção numa composição contemporânea, com três ou quatro plantas no máximo, e aposte numa diversidade um pouco maior num jardim mais denso. Aqui, o guarda-sol balinês e a espreguiçadeira de madeira tornam-se acessórios indispensáveis nos dias quentes de verão.

plantas tropicais exóticas junto à piscina em Bali
Bananeiras e palmeiras-ráfis rodeiam a piscina. Será possível acrescentar a folhagem preta de orelhas-de-elefante, a folhagem dourada de cóleus e a floração tigrada de algumas canas.

Num jardim protegido, de clima ameno

É certamente o local mais adequado para criar um jardim balinês, sobretudo se habitar na costa da Bretanha e do Atlântico, que beneficiam de uma humidade atmosférica suficiente para se aproximarem do clima tropical húmido da Ilha dos Deuses, ou no litoral mediterrânico, adaptando algumas plantas. Será então possível tirar partido de plantas de bela folhagem, um pouco sensíveis ao frio, mas que resistirão aos invernos amenos destas regiões ou que poderão ser plantadas em vasos grandes: Alpinia zerumbet 'Variegata' e belos gengibres variegados substituirão as cores das cordilinas fruticosa locais. Uma palmeira-rainha (Syagrus romanzoffiana), um jasmim-manga (Plumeria obtusa), escolhidos pela sua delicadeza e pelo seu perfume inebriante, juntar-se-ão a estas plantas.
Na região mediterrânica, será mesmo possível considerar uma árvore-do-viajante e palmeiras tropicais! Pense também numa bela trepadeira exótica, como a bignónia-rosa, e em alguns lírios-aranha, igualmente exóticos.

Ao plantar densamente, recupera-se o efeito de selva descrito anteriormente. Elementos decorativos completam esta composição, como uma porta trabalhada ou uma portada pintada, e um carrilhão de bambu.

plantas para um jardim balinês
Alpinia zerumbet 'Variegata', Ismene festalis 'Zwanenburg', Plumeria obtusa e Syagrus romanzoffiana

O jardim de água ao estilo de Bali

A água está omnipresente em Bali e nos seus jardins mais belos. É perfeitamente possível imaginar um jardim balinês em redor de um cenário aquático, quer se trate de um pequeno lago ou de uma zona húmida mais extensa. Instale aí plantas que cresçam em solo húmido ou que apreciem ficar submersas, como os papiros, os lótus (Nelumbo nucifera) e os nenúfares. Jarros, rodgérsias e ligulárias serão perfeitos com a sua grande folhagem para criar uma atmosfera tropical, para além da sua floração branca ou amarela. Para uma zona extensa, acrescente um ruibarbo-gigante, o ruibarbo-do-Brasil, impressionante quando está bem estabelecido, ou então Astilboides tabularis. Aqui, apreciamos a folhagem variegada de Fatsia japonica 'Spider Web' junto à zona húmida, para integrar ainda mais folhagens excecionais.
A decoração terá aqui, uma vez mais, um papel importante: uma única estatueta hindu, alguns seixos ou um pavimento preto e uma corrente de chuva são perfeitos!

ideia de inspiração para um jardim balinês
Lótus, Cyperus papyrus, jarros e Fatsia 'Spider Web'

Evasão tropical num pátio, num logradouro ou num jardim fechado

Estes locais muito protegidos permitem instalar plantas que não sobreviveriam noutros lugares. A presença das paredes cria um microclima benéfico para o nosso jardim balinês. A seleção seguinte é adequada para uma zona soalheira, e todas estas plantas crescem igualmente bem em vaso, podendo eventualmente ser resguardadas durante o inverno.

Ao substituir a Cordyline fruticosa que cresce em Bali por uma Cordyline banksii, igualmente colorida mas resistente, acrescenta-se o máximo de cor, realçada, por exemplo, pelo vermelho ou pelo rosa vivo de um hibisco-dos-pântanos, que cresce bem em vaso, controlando cuidadosamente o substrato, que deverá permanecer húmido. A seu lado, uma bananeira indispensável, a Musa 'Basjoo', interessante pela sua resistência ao frio e pelas suas dimensões em adulto, ou grandes canas-da-Índia de folhagem lisa, asseguram também o exotismo. Uma bela trepadeira que ocupa pouco espaço pode igualmente insinuar-se, como uma Gloriosa rothschildiana. Durante o verão, retire uma costela-de-adão ou uma estrelícia da sala e instale uma pequena fonte provisória para aperfeiçoar a atmosfera tropical.

composição exótica e tropical para um terraço
Hibiscus moscheutos, Gloriosa rothschildiana, Cordyline banksii 'Electric Flash' e Musa 'Basjoo'

Consulte a nossa seleção de plantas adaptadas ao espírito exótico no nosso viveiro online, assim como a nossa página de inspiração Jardim balinês no nosso caderno de tendências 2026!

Aprecia estas atmosferas exuberantes e tão exóticas? Descubra outras composições inspiradoras nestes artigos que abordam o tema:

E todos os nossos conselhos para criar em casa uma atmosfera de jardins exóticos ou tropicais:

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O jardim de estilo exótico seduz um número crescente de jardineiros. O bambu, a palmeira e a bananeira estão entre as plantas mais apreciadas para criar cenários que evocam a floresta tropical, mas existem muitas outras! Para que este sonho se torne acessível e duradouro, no exterior e mesmo em climas frios, há uma única opção: optar por plantas verdadeiramente rústicas, resistentes aos rigores invernais. Aqui fica uma pequena seleção das nossas plantas (arbustos e perenes) preferidas!

1) O Trachycarpus fortunei, dito "Palmeira-cânhamo" - Rusticidade: - 18 °C

Não, as palmeiras não existem apenas na Croisette… também existem no norte de França, quando se trata, por exemplo, do Trachycarpus fortunei, capaz de suportar temperaturas até - 18 °C. Esta capacidade de resistir ao frio deve-se às suas origens montanhosas (China e Japão), bem como às fibras espessas que protegem o seu tronco. Podendo atingir 8 a 10 metros de altura, planta-se em plena terra, que prefere fértil e ligeira, apreciando tanto o sol como a meia-sombra.

O Trachycarpus fortunei, uma palmeira de exterior, rústica
Palmeira-do-moinho - Trachycarpus fortunei

2) A bananeira ou Musa basjoo - Rusticidade: - 12 °C / - 15 °C

O Musa basjoo é uma bananeira de exterior, rústica, também conhecida como "bananeira-japonesa". É uma planta valorosa que geralmente não produz frutos, mas que desdobra, todos os anos, as suas grandes folhas decorativas. Pode atingir mais de 2 metros de altura, ou mesmo mais, se se tiver o cuidado de lhe fornecer o que necessita: regas regulares e um solo fértil. O seu único ponto fraco reside na fraca resistência ao vento. Para evitar que as suas folhas se transformem em lamentáveis andrajos, é imprescindível protegê-la, plantando-a numa zona já arborizada ou num espaço fechado por muros.

Ligeiramente menos rústica, mas ainda assim bastante resistente, descubra também a bananeira-do-Sikkim (ou Musa sikkimensis) 'Red Tiger', uma variedade de folhagem gráfica, verde-clara com o reverso púrpura, elegantemente estriada de bordô.

Uma bananeira de exterior rústica: o Musa basjoo, dito bananeira-japonesa
Musa basjoo - Bananeira-japonesa

3) Os bambus: Phyllostachys vivax e Fargesia robusta - Rusticidade: - 20 °C e - 15 °C

Os bambus fazem parte dos grandes clássicos dos jardins exóticos, mas a sua rusticidade varia muito consoante as espécies e variedades. Entre os mais espetaculares, destacamos particularmente o Phyllostachys vivax 'Huangwenzhu', um bambu-gigante (rastejante… convém prever uma barreira anti-rizomas) que ergue as suas canas verdes estriadas de amarelo a mais de 10 metros de altura. De crescimento rápido, formará depressa uma pequena floresta. De porte relativamente mais modesto (4 a 5 metros de altura) e não rastejante, o Fargesia robusta adapta-se melhor aos jardins pequenos. Apresenta longas folhas verdes e colmos verde-anis, luminosos.

O Phyllostachys vivax Huangwenzhu, um bambu-gigante que pode atingir 10 metros de altura
Phyllostachys vivax - Bambu-gigante

4) Fatsia japonica Spider's Web - Rusticidade: - 15 °C

O Fatsia japonica 'Spider's Web' é um arbusto que não falta de personalidade! Com cerca de 2 metros de altura, esta arália-do-japão apresenta uma folhagem persistente, verde-escura generosamente salpicada de branco-creme. As suas folhas palmadas podem atingir até 20 cm de diâmetro. São encimadas, no verão, por flores globosas brancas que se transformam depois em bagas negras, igualmente decorativas. É um arbusto que se dá bem à sombra ou à meia-sombra, em solo fresco.

Fatsia japonica Spider's Web: um arbusto surpreendente, de aspeto exótico
Fatsia japonica Spider's Web - Arália-do-japão variegada

5) O Tetrapanax papyrifera Rex, planta-do-papel-de-arroz - Rusticidade: - 10 °C

A meio caminho entre o arbusto e a perene, o Tetrapanax papyrifera 'Rex' é uma planta exuberante que seduz pelo tamanho XXL e a forma recortada das suas folhas, que se desdobram como um guarda-sol. Originária da China e do Japão, é uma planta rizomatosa, à semelhança do bambu, com tendência a alastrar, podendo ser necessária a instalação de uma barreira anti-rizomas. Cultiva-se ao sol não abrasador ou à meia-sombra, em solo fértil e de preferência fresco. O seu hábito laxo e o seu charme asiático fazem desta planta um complemento perfeito para os bambus.

Note-se que as partes aéreas desta planta são destruídas a partir de -5 °C, mas rebenta da cepa após -10 °C, uma vez bem estabelecida.

Tetrapanax papyrifera Rex: grande planta perene ou pequena árvore de folhas muito grandes
Tetrapanax papyrifera Rex - Planta-do-papel-de-arroz

6) Colocasia Pink China - Orelha-de-elefante - Rusticidade: - 10 °C / - 12 °C

Luxuriante, o Colocasia 'Pink China' distingue-se pela forma cordiforme, mas também pela cor da sua ampla folhagem: um bonito verde-tenro azulado que contrasta com o rosa dos seus pecíolos. Muito conhecido dos amadores de plantas de interior, este Colocasia pode ser cultivado no jardim, prevendo uma cobertura de solo para o proteger durante o inverno. Planta-se ao sol ou à meia-sombra, em solo fresco e humífero, apreciando regas regulares no verão.

O Colocasia Pink China: uma planta exótica rústica
Colocasia Pink China - Orelha-de-elefante

7) O Astilboides tabularis - Rusticidade: - 20 °C

O Astilboides tabularis (por vezes designado Rodgersia tabularis) é uma planta de sub-bosque espetacular que se distingue pelas suas grandes folhas inteiras, arredondadas, com cerca de 60 cm de diâmetro. Forma rapidamente um tufo que pode atingir 1 metro de altura e 70 cm de largura, ou mais, se o solo lhe for favorável. A sua folhagem generosa é acompanhada, no início do verão, por uma floração em espiga leve, de cor branco-creme. É uma

O jardim de estilo exótico seduz um número crescente de jardineiros. O bambu, a palmeira e a bananeira estão entre as plantas mais apreciadas para criar cenários que evocam a floresta tropical, mas existem muitas outras! Para que este sonho se torne acessível e duradouro, no exterior e mesmo em climas frios, há uma única […]

A pergunta pode parecer incongruente, mas numa altura em que se procura limitar o tempo passado no jardim e evitar grandes tarefas, pode fazer sentido perguntar: será que ainda vale a pena plantar bambu no teu jardim?

Do lado dos seus detratores as críticas não faltam: para eles esta planta impede-te de jardinar à vontade, é uma invasora que coloniza os maciços, uma conquistadora que aproveita a ausência para impor cada vez mais a sua dominação sobre o resto do jardim. Segundo estes mesmos críticos, o bambu cresce demasiado rápido, perde folhas o tempo todo e desenvolve-se de forma desordenada. Em suma, é um arbusto banal que cresce demais e que é preciso podar sem parar.

Os seus admiradores, em contrapartida, não poupam elogios e vêem no bambu uma excelente planta persistente que não se esvazia no inverno e que é perfeita como sebe opaca ou como corta-vento. Uma exótica de aspeto japonês e silhueta graciosa e leve, que susurra e ondula à mínima brisa. Uma planta arquitectónica com colmos rígidos e coloridos e um ramado elegante.

Não é um bambu, são vários bambus.

Geralmente fala-se do bambu como se existisse apenas uma variedade. Mas os bambus são muito diversificados: do pequeno Arundinaria pumila com apenas 20 cm de altura ao monstruoso Phyllostachys edulis que ultrapassa os 20 m, os bambus contam várias centenas de espécies e cultivares. Para tornar tudo mais claro, os horticultores agruparam-nos em duas subfamílias: os rastejantes, que correm e colonizam se não forem limitados, e os não-rastejantes ou cespitosos, que se adensam pela base e crescem de forma mais moderada.

Na família dos rastejantes encontra-se a estrela de todas, o Phyllostachys, seguido do Semiarundinaria, do Pleioblastus, do Sasa, do Chimonobambusa, do Shibatea...

Na família dos cespitosos (não rastejantes) conhecem-se as mais famosas, as Fargesias, e também o Yushania, o Chusquea, o Thamnocalamus, o Indocalamus...

Como escolher?

É facilíssimo e a questão determinante resume-se a: estás disposto a pegar numa pá para cavar uma trincheira de 50 cm de profundidade?

Se a resposta for sim, cavar uma trincheira é a tarefa necessária que te permite instalar uma barreira anti-rizomas e assim travar a expansão crescente dos bambus rastejantes. Essa "barreira" não é mais do que uma película de PVC suficientemente espessa para impedir os rizomas subterrâneos e contê‑los. Como instalar essa famosa BAR (barreira anti-rizomas)? É simples: cava uma trincheira à volta do teu bambu, com a forma e o comprimento desejados. Coloca a BAR inclinada para o exterior de modo que os rizomas sejam guiados e deslizem para cima. Deixa-a sobressair 10 cm e depois tapa, compactando. ver também o nosso vídeo

É uma tarefa indispensável se pretendes fazer uma sebe de Phyllostachys ou plantar grandes bambus isolados ou num maciço. Assim terás acesso a uma grande diversidade de bambus.

As minhas preferidas: Phyllostachys aureosulcata 'Aureocaulis', pelos seus colmos amarelo-fluorescentes, Semiarundinaria fastuosa 'Viridis' pelo seu lado espectacular e exótico, e a Sasa tessellata pelo folhado exótico que me evoca a Ásia.

Se a resposta for não, uma palavra de ordem: planta bambus cespitosos! Ou seja, bambus não rastejantes que não vão para a casa do vizinho nem transformam o teu jardim numa floresta virgem. As Fargesias, cada vez mais presentes no comércio, são as melhores candidatas! São perfeitas para cultivo em vaso, nomeadamente todas as variedades do Fargesia murielae, e são ideais em jardins pequenos onde o espaço é limitado. Têm, no entanto, algumas desvantagens: são mais caras, crescem muito mais lentamente (conta pelo menos 5 anos para obter uma planta bem formada), são de menor porte (medem entre 1,50 e 3 m) e não oferecem a mesma diversidade de forma e cor que as espécies rastejantes.

As minhas preferidas: Fargesia murielae 'Jumbo', pelo porte denso e compacto, Fargesia robusta pela altura imponente e Fargesia nitida Great Wall pela cor original dos seus colmos.

Em resumo, se és fã de jardinagem descontraída e relaxante e cavar uma trincheira te parece uma tarefa insuportável, opta por bambus não rastejantes. Para os outros, não hesites um segundo em plantar e misturar bambus rastejantes e não rastejantes. Sabe também que existem fóruns dedicados aos bambus onde peritos e amadores trocam conselhos e experiências sobre os "Boo": http://lesbambous.fr/forum/

A pergunta pode parecer incongruente, mas numa altura em que se procura limitar o tempo passado no jardim e evitar grandes tarefas, pode fazer sentido perguntar: será que ainda vale a pena plantar bambu no teu jardim? Do lado dos seus detratores as críticas não faltam: para eles esta planta impede-te de jardinar à vontade, […]

Entre as folhagens brilhantes e as fructificações decorativas, o outono brindou-nos com cores extraordinárias este ano. E as cores ainda perduram, graças à última floração da temporada, a da Isodon longituba, também chamada Rabdosia longituba. Se ainda não a conheces, aqui vai a sua apresentação e alguns conselhos para a cultivar bem...

rabdosia-longituba-isodon-longituba

Esta grande perene japonesa, originária da ilha de Honshu, é a última perene do jardim a florescer. Esta bela exótica, pouco comum nos nossos jardins, pertence à família das sálvias. Exótica pelo aspeto do arbusto que forma, cobrindo-se literalmente com uma nuvem de flores tubuladas de um azul elétrico intenso, algo raramente visto noutras perenes, a Isodon mantém-se, no entanto, fácil de cultivar.

Se a sua aparência exótica contrasta com as outras plantas do jardim, é uma perene que usarás com sálvias ou gramíneas num jardim naturalista ou então num grande vaso num terraço. Fácil de cultivar, gosta de locais luminosos e cresce em qualquer boa terra de jardim, sendo tão fácil como uma sálvia ou uma lobélia.

Requer, porém, um local quente e protegido, não porque seja frágil, mas para que as suas flores tenham tempo de amadurecer. A sua floração tardia ocorre entre o final de outubro e o início de novembro, altura em que, em muitas regiões, a geada já começa a aparecer. E, como muitas plantas perenes herbáceas, os seus botões florais ficam danificados já a partir de -2 a -3 °C.

O local de plantação deverá, por isso, ser escolhido com a máxima atenção: instala-a idealmente a sul ou a oeste, num local protegido dos ventos, entre outras plantas, para lhe oferecer o melhor isolamento térmico. Se, pelo contrário, vives numa região de clima ameno, o problema não se coloca e podes instalá-la onde quiseres.

Tardia a florescer no outono, também é tardia a rebrotar na primavera. É muitas vezes uma das últimas a retomar o crescimento... não te preocupes! No entanto, como muitas perenes tardias, as suas folhas jovens surgem quando as lesmas estão mais ativas. Vigia-a bem por volta do mês de abril e não hesites em espalhar alguns grânulos anti-lesmas à volta da base da planta de forma preventiva.

Entre as folhagens brilhantes e as fructificações decorativas, o outono brindou-nos com cores extraordinárias este ano. E as cores ainda perduram, graças à última floração da temporada, a da Isodon longituba, também chamada Rabdosia longituba. Se ainda não a conheces, aqui vai a sua apresentação e alguns conselhos para a cultivar bem… Esta grande perene […]

Muito próxima de uma Millettia japonica 'Satsuma' ou glicínia-de-verão, esta trepadora original vem diretamente da Ásia e, mais precisamente, do Japão. Tão volúvel como uma glicínia, os seus jovens caules volúveis enrolam-se em qualquer suporte e permitem-lhe atingir 5 a 6 m de altura.

Millettia japonica

Millettia japonica 'Satsuma'

Uma "glicínia" original: a glicínia-de-verão ou Millettia japonica

A originalidade desta trepadora, também chamada de "glicínia‑vermelha", reside nas suas flores. São de um magnífico vermelho‑carmesim com toques de violeta, de rara intensidade, e abrem‑se não na primavera, como muitas glicínias, mas no pleno verão, entre julho e agosto, renovando‑se até bem tarde na estação. Embora espetaculares pela sua cor vermelho‑carmesim mesclada de violeta, exalam um perfume discreto, menos intenso do que o das glicínias clássicas, mas ainda assim agradável. Além disso, a sua folhagem verde‑maçã é persistente, o que é uma mais‑valia quando queres dissimular um muro pouco atractivo.

Bom a saber: as flores da Millettia japonica 'Satsuma' são muito atrativas para as abelhas e outros insectos polinizadores, que nelas vêm forragear no pleno verão, altura em que os recursos florais por vezes são mais escassos.

Uma bela trepadora que cresce depressa…

A Millettia japonica 'Satsuma' é uma trepadora de crescimento rápido, capaz de atingir 5 a 6 metros em poucos anos se as condições forem favoráveis. Não necessita mais do que uma poda ligeira no final do inverno para eliminar a madeira morta e equilibrar a sua estrutura; ao mesmo tempo, guia os teus caules volúveis num suporte sólido, como uma treliça ou uma pérgola, para a ajudar a desenvolver‑se bem.

…mas, uma rusticidade um pouco limitada

A Millettia 'Satsuma' tem muitas qualidades, salvo talvez a rusticidade, que lhe impede a cultura ao ar livre nas regiões mais frias. Rústica até cerca de -7 °C, esta trepadora é adequada às regiões amenas e temperadas; contudo, quando é cultivada encostada a um muro virado a sul a sua rusticidade fica reforçada. De resto, velhos exemplares resistiram a temperaturas de -12 °C por curtos períodos na região de Paris, e alguns chegam a afirmar que suportaria até -15 °C. Seja como for, esta bonita trepadora fará as delícias dos jardineiros amadores e dos que gostam de testar novidades; para os mais receosos, fica a saber que a Millettia pode ser cultivada em vaso e levada para o interior durante o inverno.

Como cultivar uma Millettia japonica?

A Millettia japonica 'Satsuma' aprecia um solo bem drenado, pois receia o excesso de humidade, sobretudo no inverno. Um solo fértil e humífero favorecerá um bom crescimento e uma floração abundante, mas adapta‑se também a terrenos mais pobres, desde que sejam suficientemente profundos. Quanto ao pH, tolera tanto solos ligeiramente ácidos como neutros, evitando‑se, porém, solos demasiado calcários que possam prejudicar o seu desenvolvimento. Para uma floração óptima, planta‑a ao pleno sol, idealmente protegida dos ventos frios, por exemplo encostada a um muro virado a sul.

A Millettia tem necessidades de água moderadas: aprecia regas regulares no primeiro ano para se enraizar bem, mas uma vez estabelecida tolera bastante bem a seca. No entanto, em períodos de calor intenso e prolongado, uma rega ocasional estimulará uma floração generosa e uma folhagem vigorosa.

A glicínia‑de‑verão planta‑se de preferência na primavera (março a maio) ou no início do outono (setembro a outubro), quando o solo ainda está suficientemente quente para favorecer um bom enraizamento antes do inverno.

Muito próxima de uma Millettia japonica ‘Satsuma’ ou glicínia-de-verão, esta trepadora original vem diretamente da Ásia e, mais precisamente, do Japão. Tão volúvel como uma glicínia, os seus jovens caules volúveis enrolam-se em qualquer suporte e permitem-lhe atingir 5 a 6 m de altura. Uma “glicínia” original: a glicínia-de-verão ou Millettia japonica A originalidade desta […]

De origem japonesa, a hortênsia Yoraku Tama é uma bonita selecção ainda pouco conhecida pelos jardineiros que, sem dúvida, vai tornar-se a estrela dos jardins de outono. Menos conhecida do que as suas primas as hortênsias macrophylla e paniculata, esta hortênsia é uma selecção de Hydrangea involucrata.

Hydrangea involucrata Tama Ryu

Hydrangea involucrata Yoraku

Afastadas pelos jardineiros, as Hydrangea involucrata são pequenos arbustos atarracados que raramente ultrapassam 1 m de altura e apresentam pequenas umbélulas de flores em tons malva pálido e rosa suave. São ligeiramente rastejantes e têm a particularidade de formar botões florais que se assemelham aos das peónias japonesas.

Mas voltemos ao nosso Yoraku Tama: esta nova selecção é realmente surpreendente porque, em primeiro lugar, produz inflorescências bem maiores do que a hortênsia involucrata selvagem (as flores medem cerca de 25 cm de diâmetro); em segundo lugar, as flores são duplas e de cor rosa porcelana, algo pouco habitual nesta espécie; e, por fim, as inflorescências abrem-se muito mais tarde do que as de outras hortênsias — aliás, é o último a florir no jardim!

Por fim, mais três pontos antes de a adoptares: -1. é compacto (1,20 m por 1,20 m) e pode ser plantado em vaso ou junto à porta de entrada da casa, -2. cresce em qualquer solo fresco e rico, desde que não lhe falte água durante o verão, e -3. não é sensível ao frio e floresce até novembro — sim, sim... é possível.

Hortênsia involucrata Yoraku em botão

Aqui está em detalhe o botão floral da hortênsia involucrata Yoraku Tama. Sem a folhagem, ver-se-ia quase uma flor de peónia a desabrochar.

De origem japonesa, a hortênsia Yoraku Tama é uma bonita selecção ainda pouco conhecida pelos jardineiros que, sem dúvida, vai tornar-se a estrela dos jardins de outono. Menos conhecida do que as suas primas as hortênsias macrophylla e paniculata, esta hortênsia é uma selecção de Hydrangea involucrata. Afastadas pelos jardineiros, as Hydrangea involucrata são pequenos […]