Os bordos-japoneses são sensíveis a uma doença muito frequente, a verticilose. Esta doença é causada por um fungo, o Verticillium, que penetra pelas raízes e obstrui os canais da seiva. Privada de seiva, a árvore definha, os seus ramos secam e ela morre. Todos os bordos-japoneses são sensíveis a este fungo e à data não existe qualquer tratamento curativo. Como fazer para ter bordos-japoneses sãos e saudáveis? Explicamos-te tudo!

Acer palmatum Dissectum Garnet

Acer palmatum Dissectum Garnet

É no solo que tudo se joga!

O Verticillium vive e desenvolve-se em solos pesados, húmidos e pouco permeáveis, tipicamente os solos argilosos e os solos que acumulam as águas de chuva. É nesse meio húmido que os esporos proliferam e que o fungo vai alargar a sua rede. Se plantas um bordo jovem neste caldo de cultura, podes ter a certeza de que as suas raízes serão contaminadas em apenas alguns meses.

A saber: O Verticillium é em tudo comparável no seu modo de propagação e no seu modo de infeção ao Phytophthora, outro fungo que parasita da mesma forma um grande número de arbustos de terra de urze como os rododendros, os loureiros-da-montanha, os troviscos... Tal como o Verticillium, o Phytophthora propaga-se em solos pesados e húmidos.

O plantio, uma etapa determinante para o futuro

Antes de plantar, assegura-te de que o teu solo é compatível com a cultura do bordo-japonês. O teu solo é leve, permeável e rico em húmus? Sem problema, podes plantar com confiança, tendo ainda o cuidado de que o solo não forme uma bacia; prefere locais onde o solo esteja ligeiramente sobrelevado.

O teu solo é pesado e argiloso e queres mesmo plantar um bordo? Escolhe primeiro um local obrigatoriamente sobrelevado ou em declive: um talude, uma elevação, um maciço rochoso... para que a água de chuva não venha ficar estagnada à volta da base. Prepara uma cova de plantação digna desse nome: cava um buraco de 50 a 80 cm de profundidade e usa um substrato composto por 1/3 de terra vegetal, 1/3 de pozolana e 1/3 de terra de folhas. Depois planta a mota do teu bordo ao nível do colarinho e rega!

Queres plantar em vaso? Assegura-te de que o fundo do vaso está perfurado e coloca uma camada de 10 cm de bolas de argila no fundo. Prepara depois um substrato rico e drenante, composto por partes iguais de terra para vasos e pozolana. Em seguida planta o teu bordo ao nível do colarinho.

Acer palmatum Trompenburg (1 e 2), Acer palmatum Osakazuki e Acer palmatum Dissectum

Água, mas sem excessos!

Como sabes agora, é em solo demasiado húmido que o Verticillium se desenvolve. Por isso, a rega, nos exemplares jovens plantados, deve ser feita com parcimónia e bom senso. Em plena terra, rega no momento do plantio e depois deixa o solo secar entre regas. É no verão que o arbusto necessita de água, não antes, nem depois. Podes colocar uma cobertura do solo no final da primavera de forma a manter o solo fresco durante o verão e regar no máximo uma vez por semana durante o calor intenso. Em vaso, rega uma a duas vezes por semana em caso de calor intenso, não mais. Antes de regar, tateia o substrato: se o dedo sair húmido, não regues e deixa o substrato secar.

É no verão, quando a atmosfera seca, que a folhagem dos bordos sofre. E é nesse momento que se tende a regar abundantemente. Não deves, portanto, confundir falta de humidade no ar com falta de humidade no solo. Se a folhagem seca e queima no verão basta regar ligeiramente a folhagem (ao fim da tarde ou de manhã) e proteger o arbusto do vento, plantando previamente alguns persistentes nas proximidades.

Exemplares adultos mais resistentes, mas não isentos

Mesmo respeitando todas estas boas regras de plantação o teu arbusto não está a salvo de um eventual ataque fúngico. É frequentemente ao fim de alguns anos de cultivo (2-3 anos, em geral, mas por vezes muito mais) que o fungo se manifesta.

Como o ver? Na primavera, quando o arbusto rebenta, um ou mais ramos contaminados vão desenvolver-se de forma anárquica. Os seus botões vão começar a abrir mais tardiamente que os outros e a secar de repente, como se o arbusto estivesse sem água. O ramo vai continuar a secar e depois morrer, desfigurando a silhueta do arbusto.

O que fazer? Nada! A não ser cortar, no inverno, o ramo morto e aguardar a rebentação. O arbusto vai assim lutar durante vários anos contra o fungo e formar novos ramos ou reconstituir o alburno do seu lenho morto. Às vezes é o fungo que vence, sobretudo se as condições de cultivo forem más. Mas muitas vezes é o bordo que ganha e suplantará o fungo.

O alburno deste ramo adulto está a reconstituir-se. Daqui a alguns anos não haverá qualquer rasto do ataque neste ramo.

Este bordo jovem 'Orange Dream', plantado num solo demasiado pesado, foi atacado quase em toda a ramagem. Formaram-se novos ramos. Vai ser transplantado para um solo mais leve!

Os bordos-japoneses são sensíveis a uma doença muito frequente, a verticilose. Esta doença é causada por um fungo, o Verticillium, que penetra pelas raízes e obstrui os canais da seiva. Privada de seiva, a árvore definha, os seus ramos secam e ela morre. Todos os bordos-japoneses são sensíveis a este fungo e à data não […]