Azálea Clotilde
Azálea Clotilde
Rhododendron x simsii 'Clotilde'
Azálea
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Descrição
A Azálea-da-Índia 'Clotilde' é uma variedade histórica muito rara em cultivo, que se encontra ocasionalmente em arboretos ou em colecções especializadas. É uma planta semi-persistente a persistente conforme a suavidade do clima, e mostra-se pouco resistente ao geelo, sofrendo a partir de cerca de -7°C. De crescimento relativamente lento, forma um tufo compacto, de porte um pouco espraiado, mais larga do que alta. A partir de abril, consoante as regiões, produz cachos de flores em trombeta, de um rosa claro delicado pontilhado por uma mancha amarela. Reservada a climas suaves e a solos com tendência ácida, recomenda-se cultivá-la em vaso para a recolher no inverno quando essas condições não puderem ser reunidas.
As Azáleas, que do ponto de vista botânico são na realidade Rhododendron, pertencem à família das Ericáceas, muito apreciada nos jardins pelos seus numerosos géneros ornamentais. Agrupa nomeadamente todas as urzes (Erica, Calluna, Daboecia...), o Medronheiro de frutos ao mesmo tempo decorativos e comestíveis, o encantador pequeno Leucothoe, os Kalmias (lauréis-das-montanhas), etc. Contam-se mais de mil espécies selvagens de rhododendrons, distribuídas pelas regiões temperadas, mas também nos trópicos (grupo das vireyas) e em zonas climáticas intermédias, como o Rhododendron simsii. Cresce de forma natural no sul da China e na metade norte do Sudeste Asiático. É o principal progenitor das azáleas-da-Índia, denominação horticultural que reúne híbridos muitas vezes obtidos na Bélgica. É o caso de 'Clotilde', que resulta do trabalho do obtentor Alexander Verschaffelt em Gante em 1851. Este especialista deu origem a dezenas de outras variedades, muitas das quais caíram no esquecimento.
A Azálea 'Clotilde' é um pequeno arbusto de crescimento relativamente lento, que em 10 anos de plantação atinge cerca de 70 cm de altura por 1 m de envergadura. Consoante os climas, poderá eventualmente alcançar 1,50 m de altura, sem nunca se mostrar verdadeiramente invasiva, o que permite plantá-la sem receio mesmo num pequeno maciço. Pode também cultivar-se em vaso nas regiões frias, já que não suportará os invernos nessas zonas devido à sua rusticidade limitada (-7°C a -9°C). Os horticultores belgas tinham o hábito (e continuam a ter) de forçar este tipo de plantas, ou seja, trazê‑las para o interior, a quente, para as fazer florir mais cedo, portanto no inverno. Em exterior, a planta floresce ordinariamente em abril ou maio. A folhagem semi-persistente a persistente conforme o clima é de um verde escuro, formada por pequenas folhas elípticas com extremidade pontiaguda medindo 3 a 6 cm de comprimento. Esta vegetação valoriza bem a floração clara, que se abre em cachos de 5 a 12 flores ou mais, nas extremidades dos ramos. As corolas são constituídas por cinco pétalas soldadas na base (fala-se de flores gamopétalas) e cuja extremidade se abre em trombeta. São de um rosa claro, por vezes mais intenso, com zonas ligeiramente mais escuras aqui e ali, e sobretudo uma das pétalas apresenta uma dominante amarela que confere um pequeno aspecto malhado muito estético.
Apreciando-se em clima atlântico, como o do sudoeste, a Azálea 'Clotilde' deverá ser plantada sob um sombreamento protector em zona mediterrânica, e obrigatoriamente em solo ácido, o que limita as possibilidades nessas regiões frequentemente calcárias. Dá-se bem em companhia de outras plantas de terra de urze, como as Andromédas do Japão (Pieris) de folhagens e florações tão decorativas. Nas regiões onde o inverno é demasiado rigoroso ou o solo inadequado, poderá cultivá‑la em vaso para ornamentar uma varanda sombreada no verão, acompanhada por outras plantas como as encantadoras Skimmias, ou por vegetais de aspecto mais exótico, tais como os cítricos.
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Hábito
Floração
Folhagem
Botânica
Rhododendron
x simsii
'Clotilde'
Ericaceae
Azálea
Rhododendron x simsii 'Clotilde', Azalea 'Clotilde', Azalea indica ‘Clothilde’
Hortícola
Plantação e cuidados
Nas zonas amenas do litoral atlântico e nas regiões mais quentes, recomenda-se plantar a Azálea-da-Índia 'Clotilde' em exposição de meia-sombra (sobretudo nas regiões mais quentes), protegida dos ventos frios e dessicantes. Necessita de um solo fresco, humífero e leve, com tendência ácida, pois, como todas as plantas de terra de urze, não tolera solos calcários, nem solos pesados, encharcados no inverno. Cave um buraco com um volume três vezes superior ao do vaso. Molhe o torrão em água (não calcária) e plante o arbusto ao nível do colo, numa mistura composta por 1/4 de turfa, terra de folhas, cascalho ou pozolana, e terra franca. Regue abundantemente e mantenha o solo fresco no verão. As azáleas e os rododendros têm um sistema radicular pouco extenso. Por isso, receiam longos períodos de seca. Recomenda-se um solo enriquecido em húmus e rega abundante durante os períodos de seca. Além disso, este sistema radicular não é muito vigoroso, pelo que é indispensável aligeirar os solos pesados com materiais drenantes (cascalho, pozolana, argila expandida) no momento da plantação. Coloque uma cobertura de casca de pinho triturada à volta da base do arbusto todas as primaveras, de modo a conservar o frescor do solo e a manter um pH ácido. A manutenção resume-se a remover as flores murchas no verão e a limpar os ramos mortos. As azáleas e os rododendros podem, por vezes, ser atacados por otiorrincos, que mordem a margem das folhas e as radículas, assim como pelo célebre "tigre-do-rododendro", que raramente provoca grandes danos. O amarelecimento das folhas (clorose) no rododendro indica má assimilação do ferro no solo e pode provocar a morte prematura da planta. Se o calcário for muitas vezes a causa, um solo mal drenado ou um torrão plantado profundamente também podem explicar o fenómeno.
Em todas as regiões com invernos mais frios, onde se regista geada regular abaixo de -5°C, é necessário cultivar esta azálea em vaso para a hibernar num local luminoso e sem risco de geada. Também se aplica se o solo for calcário, permitindo instalá-la num substrato adaptado às plantas de terra de urze. Aplique um adubo orgânico pouco concentrado, com predomínio de potássio (o K da composição NPK), no final do inverno para apoiar a floração vindoura.
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Para que local?
Cuidados
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A rusticidade é a temperatura mais baixa do inverno que uma planta pode suportar sem sofrer danos graves ou mesmo morrer. No entanto, esta rusticidade é afetada pela localização (zona abrigada, como um pátio), pelas proteções (cobertura de inverno) e pelo tipo de solo (a rusticidade é melhorada por um solo bem drenado).
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Os períodos de sementeira indicados no nosso site aplicam-se aos países e regiões situados na zona 8 da USDA (França, Reino Unido, Irlanda, Países Baixos).
Em regiões mais frias (Escandinávia, Polónia, Áustria...), adie a sementeira ao ar livre por 3 a 4 semanas ou semeie em estufa.
Em climas mais quentes (Itália, Espanha, Grécia, etc.), antecipe a sementeira ao ar livre de algumas semanas.
O período de colheita indicado no nosso site aplica-se aos países e regiões da zona 8 do USDA (França, Inglaterra, Irlanda, Países Baixos).
Em regiões mais frias (Escandinávia, Polónia, Áustria...), a colheita de frutas e legumes provavelmente ocorrerá 3 a 4 semanas mais tarde.
Em regiões mais quentes (Itália, Espanha, Grécia, etc.), a colheita provavelmente ocorrerá mais cedo, dependendo das condições meteorológicas.
O período de plantação indicado no nosso site aplica-se aos países e regiões localizados na zona 8 do USDA (França, Reino Unido, Irlanda, Países Baixos).
Ele irá variar de acordo com o seu local de residência:
- Nas zonas mediterrânicas (Marselha, Madrid, Milão, etc.), o outono e o inverno são as melhores épocas para plantar.
- Nas zonas continentais (Estrasburgo, Munique, Viena, etc.), adie a plantação de 2 a 3 semanas na primavera e antecipe-a de 2 a 4 semanas no outono.
- Nas regiões montanhosas (Alpes, Pirenéus, Cárpatos, etc.), é preferível plantar no final da primavera (maio-junho) ou no final do verão (agosto-setembro).
Em climas temperados, a poda de arbustos com floração na primavera (forsythia, espireia, etc.) deve ser feita logo após a floração.
A poda dos arbustos com floração no verão (amargoseira, perovskia, etc.) pode ser feita no inverno ou na primavera.
Em regiões frias, bem como para plantas sensíveis ao gelo, evite podar muito cedo, quando ainda podem ocorrer geadas fortes.
O período de floração indicado no nosso site aplica-se aos países e regiões localizados na zona 8 do USDA (França, Reino Unido, Irlanda, Países Baixos, etc.).
Ele irá variar de acordo com o seu local de residência.
- Nas zonas 9 a 10 (Itália, Espanha, Grécia, etc.), a floração ocorrerá cerca de 2 a 4 semanas mais cedo.
- Nas zonas 6 a 7 (Alemanha, Polónia, Eslovénia e regiões montanhosas de baixa altitude), a floração será adiada de 2 a 3 semanas.
- Na zona 5 (Europa Central, Escandinávia), a floração será adiada de 3 a 5 semanas.