Buganvília glabra Sanderiana
Buganvília glabra Sanderiana
Bougainvillea glabra Sanderiana 'Alexandra'
Buganvília
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Descrição
A Bougainvillea glabra ‘Sanderiana’, como todas as buganvílias, é uma trepadeira emblemática das nossas costas mediterrânicas, mas também do litoral atlântico de Espanha e Portugal, regiões onde o sol reina sem partilha, sempre poupadas pela geada. Esta espécie muito popular em França, com folhas semi-persistentes, tem um crescimento mais compacto do que outras espécies de buganvília, atingindo até 5 m de altura em terra plena, menos quando cultivada em vaso. Não se deixará de maravilhar com o magnífico espetáculo da sua floração exuberante, onde se admiram na realidade as bonitas e pequenas brácteas florais em forma de coração, de um rosa-violeta vivo e luminoso, que contrastam deliciosamente com as discretas flores brancas. Os jardineiros de regiões mais continentais poderão cultivá-la num vaso grande, para recolher no inverno num local fresco e luminoso, mantido livre de geadas.
A Bougainvillea glabra ‘Sanderiana’, mais conhecida por Buganvília, pertence à família das Nictagináceas, tal como a dondiego-da-noite (Mirabilis jalapa). A B. glabra é originária das florestas tropicais do Brasil, mas encontra-se atualmente em muitas regiões de clima ameno. A B. glabra está na origem de muitos cultivares e híbridos recentes. É também a espécie mais utilizada para a cultura de bonsais. Em certas regiões, a buganvília é considerada invasora. Algumas culturas atribuem-lhe propriedades mágicas, como na Reunião, onde se evita introduzir a buganvília nas casas por se acreditar que dá azar.
A Bougainvillea glabra ‘Sanderiana’ é um arbusto sarmentoso de crescimento bastante lento, cujos longos ramos se agarram ao suporte através de espinhos lenhosos e curvos. Em boas condições, a planta atingirá 5 m de altura por cerca de 2 m de envergadura, dimensões que serão mais modestas se for cultivada em vaso. Os longos ramos flexíveis apresentam folhas mais ou menos persistentes, dependendo do rigor do inverno. São inteiras, ovais e arredondadas, de base cordada, glabras, de textura um pouco mole e de cor verde médio vivo. As flores desabrocham de maio a setembro nos ramos com 2 anos de idade. Agrupadas em panículas, são brancas, tubulares, de pequeno tamanho e muito apreciadas pelos insetos polinizadores. São as brácteas que as envolvem, de tamanho médio (4 a 6 cm) e de um rosa-violeta vivo, que se notam ao longe. A sua textura, delicada e gofrada, não deixa de lembrar a do papel de seda (em inglês, chama-se a esta flor "Paper Flower"). Ao envelhecer, as brácteas adquirem uma bela tonalidade rosa velho.
A Buganvília glabra ‘Sanderiana’ transporta o jardineiro, pela luxuriância da sua floração em extraordinárias "foguetes" floridos, para horizontes longínquos, e cobre com vigor, onde se dá bem, uma pérgola, uma grande treliça, ou mesmo toda uma fachada da casa orientada a sul. Só se dará realmente bem nos nossos climas amenos, simultaneamente muito soalheiros e poupados por geadas fortes. A cultura em vasos é perfeitamente possível, permitindo decorar um pátio ou uma varanda durante toda a estação favorável.
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Buganvília glabra Sanderiana em imagens...
Hábito
Floração
Folhagem
Botânica
Bougainvillea
glabra
Sanderiana 'Alexandra'
Nyctaginaceae
Buganvília
Hortícola
Plantação e cuidados
Plantação da buganvília em terra plena: na primavera, após as últimas geadas.
Nas regiões quentes e abrigadas de geadas fortes. Em Portugal, estas condições correspondem às zonas de clima mediterrânico ameno, como o Algarve e algumas áreas abrigadas da costa. Nas regiões ligeiramente mais frias, algumas variedades como a 'Violet de Mèze' podem adaptar-se bem em situações muito expostas e abrigadas, como junto a um muro virado a sul.
Quer em vaso quer em terra plena, a buganvília necessitará do máximo de exposição solar, um solo leve, bem drenado, sem excesso de calcário. O pH ideal situa-se entre 5,5 e 6,5. Durante a plantação, na primavera, recomenda-se misturar 2/3 de turfa loira com 1/3 de terra de jardim. Regue sem excesso, a Buganvília é uma planta de terreno relativamente seco que tolera muito bem a secura uma vez bem estabelecida. Uma buganvília menos regada será mais florífera, mas o seu crescimento será mais lento. Regue regularmente durante o período de crescimento. Deixe secar a terra entre duas regas. No inverno, diminua a frequência das regas.
A fertilização não é absolutamente necessária, exceto em solos muito pobres. É possível fazer uma aplicação de fertilizante (com baixo teor de azoto) durante o período de crescimento e floração, geralmente da primavera até ao final do verão. Recomenda-se um fertilizante de base do tipo 1N (unidade de azoto), 0,75P (unidade de fósforo), 2,5K (unidade de potássio). Suspenda as aplicações durante o período de repouso vegetativo, ou seja, no inverno.
A buganvília pode ser conduzida de acordo com as preferências. Como grande cobertura vegetal, deixe a natureza atuar. Este arbusto sarmentoso necessita de um suporte para trepar. Pode estacá-la numa treliça fixa a um muro ou num arco, enrolando regularmente os rebentos jovens, finos e flexíveis, no suporte. Para fixar os ramos, utilize atilhos flexíveis, não metálicos. Atenção, algumas variedades possuem caules muito espinhosos!
Pode com moderação: a poda realiza-se no final do inverno, no reinício da vegetação. Deve ser ligeira para não travar o crescimento da planta. É preferível encurvar os ramos na horizontal ou em direção ao solo. Esta técnica estimula eficazmente a ramificação.
Plantação em vaso para interior:
Para a maioria das variedades, será preferível plantá-las em vaso de forma a poder recolhê-las para um local abrigado do frio, pouco antes do outono. Em vaso, a planta pode ser recolhida para uma varanda envidraçada, atrás de uma janela ou porta envidraçada. Escolha um substrato de qualidade, leve e fibroso, rico em turfa loira. Regue regularmente durante o período de crescimento e aplique um fertilizante do tipo 1N (unidade de azoto), 0,75P (unidade de fósforo), 2,5K (unidade de potássio). Deixe secar a terra entre duas regas. No inverno, diminua a frequência das regas e suspenda as aplicações de fertilizante.
Quando plantar?
Para que local?
Cuidados
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A rusticidade é a temperatura mais baixa do inverno que uma planta pode suportar sem sofrer danos graves ou mesmo morrer. No entanto, esta rusticidade é afetada pela localização (zona abrigada, como um pátio), pelas proteções (cobertura de inverno) e pelo tipo de solo (a rusticidade é melhorada por um solo bem drenado).
Os períodos de sementeira indicados no nosso site aplicam-se aos países e regiões situados na zona 8 da USDA (França, Reino Unido, Irlanda, Países Baixos).
Em regiões mais frias (Escandinávia, Polónia, Áustria...), adie a sementeira ao ar livre por 3 a 4 semanas ou semeie em estufa.
Em climas mais quentes (Itália, Espanha, Grécia, etc.), antecipe a sementeira ao ar livre de algumas semanas.
O período de colheita indicado no nosso site aplica-se aos países e regiões da zona 8 do USDA (França, Inglaterra, Irlanda, Países Baixos).
Em regiões mais frias (Escandinávia, Polónia, Áustria...), a colheita de frutas e legumes provavelmente ocorrerá 3 a 4 semanas mais tarde.
Em regiões mais quentes (Itália, Espanha, Grécia, etc.), a colheita provavelmente ocorrerá mais cedo, dependendo das condições meteorológicas.
O período de plantação indicado no nosso site aplica-se às regiões situadas na zona 9b do USDA (Litoral atlântico e vale do Tejo: Lisboa, Porto, Setúbal, Coimbra, Aveiro). Este período varia consoante o local onde reside:
- No interior centro e no Alentejo (Évora, Portalegre, Castelo Branco, Guarda, Viseu), adie a plantação de 2 a 3 semanas na primavera e antecipe-a de 2 a 3 semanas no outono em relação às datas indicadas, para evitar os picos de calor do verão e as geadas de inverno dos planaltos interiores.
- Nos Maciços do norte e do centro (Serra da Estrela, Serra do Gerês, Bragança, Chaves), é preferível plantar no final da primavera (maio), uma vez eliminados os últimos riscos de geada, ou no início do outono (setembro–outubro), quando o calor intenso do verão já tiver passado e as primeiras chuvas de outono tiverem regressado.
Em climas temperados, a poda de arbustos com floração na primavera (forsythia, espireia, etc.) deve ser feita logo após a floração.
A poda dos arbustos com floração no verão (amargoseira, perovskia, etc.) pode ser feita no inverno ou na primavera.
Em regiões frias, bem como para plantas sensíveis ao gelo, evite podar muito cedo, quando ainda podem ocorrer geadas fortes.
O período de floração indicado no nosso site aplica-se às regiões situadas na zona 9b do USDA (Litoral atlântico e vale do Tejo: Lisboa, Porto, Setúbal, Coimbra, Aveiro).
Este período varia consoante o local onde reside:
- No interior centro e no Alentejo (Évora, Portalegre, Castelo Branco, Guarda, Viseu), a floração será adiada de 2 a 3 semanas em relação às datas indicadas, por causa das primaveras mais secas e das variações de temperaturas mais acentuadas.
- Nos maciços do norte e do centro (Serra da Estrela, Serra do Gerês, Bragança, Chaves), a floração será adiada de 3 a 5 semanas. Ocorrerá principalmente entre maio e julho, dependendo da altitude.
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