A romeira (Punica granatum) pertence à família Lythraceae. Esta espécie é originária da Ásia Ocidental e Central, nomeadamente do norte do Irão até ao Turquemenistão e noroeste da Índia. O seu habitat natural corresponde a zonas áridas ou semiáridas de baixa altitude.
O cultivar ‘Asmar’ foi identificado num viveiro em Vaucluse e posteriormente difundido na Europa; a data exata da sua obtenção não é conhecida, mas trata-se de uma seleção recente de variedades de frutos negros. A forma madura do ‘Asmar’ é um arbusto de múltiplos troncos, com porte arbustivo e arredondado, atingindo cerca de 3,50 m de altura e 2 m de largura no espaço de 10-12 anos. Os ramos são por vezes espinhosos, a sua casca cinzenta-acastanhada e lisa torna-se escura e fissurada com a idade. A folhagem é caduca, constituída por folhas opostas, simples, ovais a lanceoladas, com 3 a 7 cm de comprimento e 1 a 2 cm de largura. São de um verde brilhante na primavera e no verão, tornando-se douradas no outono antes de caírem. A floração ocorre de maio a julho: flores simples, solitárias ou em pequenos grupos, com 4 a 6 cm de diâmetro, com pétalas franzidas de vermelho a vermelho-escuro, suportadas por um cálice coriáceo em forma de taça.
As romãs do ‘Asmar’ são frutos esféricos com 6 a 8 cm de diâmetro. Na maturação, a sua casca é quase negra e contém bagos ou arilos vermelho-vivo. A casca é espessa, coriácea e brilhante; o interior compartimentado contém numerosos arilos vermelhos com sementes brancas semi-duras. Esta textura intermédia é mais agradável do que a das variedades com sementes duras, como a 'Provence'. A polpa é acidulada e um pouco doce, refrescante, com um perfil aromático equilibrado. O rendimento é bom em climas quentes, e a coloração escura da casca indica um elevado teor de antocianinas nos frutos.
Época e método de colheita
A colheita dos frutos ocorre de outubro a novembro, consoante as condições climáticas. As romãs estão maduras quando a casca se torna lustrosa, começa a rachar ou adquire uma coloração uniforme, e quando os lóbulos do cálice terminal (persistente no topo do fruto) se curvam para o interior. A colheita faz-se com tesoura de poda, conservando um fragmento do pedúnculo.
Conservação dos frutos
Num local fresco e seco, os frutos conservam-se várias semanas, ou mesmo alguns meses. A casca espessa do ‘Asmar’ favorece uma boa conservação, mas devem evitar-se temperaturas demasiado baixas (próximas do gelo) ou ambientes demasiado húmidos, que favorecem o aparecimento de bolor.
Utilizações culinárias
As romãs ‘Asmar’ são apreciadas pelo seu sumo muito vermelho, ligeiramente acidulado. Consomem-se os bagos em saladas, em compotas, xaropes ou como acompanhamento de pratos salgados. A sua polpa é crocante, refrescante e rica em antioxidantes.
Utilização no jardim: plantação e manutenção
A romeira ‘Asmar’ planta-se ao sol, num solo profundo, bem drenado, preferencialmente calcário ou argilo-arenoso. Uma vez bem enraizada, tolera bem a seca estival. Uma rega regular em períodos de calor melhora a qualidade dos frutos. A poda, ligeira, realiza-se no final do inverno para eliminar a madeira morta, equilibrar a ramagem e estimular a frutificação. Pouco sensível a doenças, este frutícola mantém-se saudável se o clima for seco e quente.










