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Tomate Beefsteak

Solanum lycopersicum Beefsteak
Tomate, Pomme d'amour

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Variedade tardia de frutos vermelhos muito grandes, com peso entre 200 e 700 g. A polpa deste tomate é densa, suculenta e contém poucas sementes. O sabor é suave. Sementeira em março - abril para colheita de julho a setembro.
Dificuldade de cultivo
Iniciante
Altura à maturidade
1.50 m
Largura à maturidade
50 cm
Humidade do solo
Solo húmido
Emergência
14 dias
Modo de semeadura
Semeadura em abrigo, Semeadura em abrigo aquecido
Período de sementeira Março para Abril
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Período de colheita Junho para Setembro
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Descrição

A Tomate Beefsteak é uma variedade tardia, que produz grandes frutos vermelhos, pesando entre 200 e 700 g. A sua polpa é densa, suculenta e contém poucos frutos. O seu sabor é suave. Semeia-se em março-abril para colheita de julho a setembro.

O tomate é originário da América do Sul e da América Central. Várias variedades já eram cultivadas pelos Incas muito antes da chegada dos Conquistadores. Continua a surpreender a grande diversidade varietal desta solanácea. O termo "tomate" vem do Inca Tomatl e designa tanto a planta como o fruto. Existem frutos de todas as cores — talvez não azuis — de todas as formas e tamanhos. As variedades antigas são plantas de crescimento indeterminado e podem viver dois anos. As variedades mais recentes são de crescimento determinado e deixam de crescer ao atingirem o porte de arbusto, pelo que não é necessário tutorar nem estacar.

O tomate faz parte dos muitos alimentos que nos chegaram do Novo Mundo, tal como o feijão, o milho, as abóboras, as batatas e o piri-piri. Demorou mais tempo a conquistar o nosso paladar. Durante muito tempo cultivou-se pela sua beleza e propriedades medicinais. Pensava-se que era tóxico devido à semelhança com o fruto da mandrágora, outra solanácea. Só a partir do início do século XX passou a integrar habitualmente as mesas.

O tomateiro é uma herbácea perene em clima tropical, cultivada como anual nas nossas latitudes. Vai ficando lenhificado com o tempo e produz pequenas flores amarelas pouco vistosas, reunidas em cimos que se transformarão em frutos.

É inegável que o seu fruto é muito bonito e colore agradavelmente a horta. Apresenta também vários benefícios nutritivos. Pouco calórico como a maioria dos legumes, rico em água, contém uma molécula muito interessante: o licopeno, um potente antioxidante. Quanto mais tempo a tomate for cozinhada, maior a disponibilidade deste composto. Destaca-se também pela sua riqueza em vitamina C, provitamina A e em oligoelementos.

Atualmente, as suas qualidades gustativas e nutricionais são amplamente reconhecidas. Para o jardineiro, o tomate figura entre os hortícolas essenciais do verão. Deve-se apenas decidir qual a utilização desejada para orientar a escolha entre as variedades disponíveis — para saladas, para molhos, para consumo direto, para cozinhar, etc. Também convém ponderar em que momento se pretende a colheita, resposta que será condicionada pelo índice médio de insolação estival da região onde se encontra a horta. Tranquiliza-se: a escolha é vasta e há tomate para cada situação! E se a tomate necessita de muito sol e calor, não exige necessariamente muito espaço; por isso, nada impede cultivá-la em vaso no balcão, privilegiando-se as variedades de frutos pequenos. Atenção: os frutos imaturos, os caules e as folhas contêm solanina e não devem ser consumidos.

A colheita: conforme as variedades, de precoces a tardias, podem decorrer entre 50 e 100 dias entre a data de repicagem e a colheita. Não existe truque que permita afirmar, a priori, que um tomate atingiu a maturação completa. A colheita deve ser feita quando, no mínimo, o fruto adquiriu completamente a cor anunciada e quando a sua textura, mantendo-se firme, apresenta um ligeiro amolecimento. Para melhor conservação, deve colher-se o fruto com o seu pedúnculo.

A conservação: as tomates conservam-se por menos tempo quanto maior for o seu teor em água. Mantêm-se bem alguns dias na gaveta dos legumes do frigorífico ou expostas à temperatura ambiente. Para as conservar por mais tempo, consideram-se métodos culinários como tomates confitados, tomates secos, molhos, frutos congelados, conservas, compotas ou sumos. Adora-se confitar, pois é simples e muito saboroso: corte os tomates ao meio e recolha o sumo. Coloque as metades de tomate com a face cortada voltada para cima, no tabuleiro do forno. Tempere com sal, pimenta e açúcar, e leve ao forno a temperatura muito baixa durante pelo menos uma hora. Retire as tomates e consuma de imediato; caso contrário, conserve-as num frasco de vidro e cubra com azeite.

O truque do jardineiro: recomenda-se cultivar várias variedades de tomate a cada ano, de forma a minimizar o risco de perda total da colheita devido a um evento climático ou a uma patologia específica.
Para atenuar o fenómeno da 'podridão apical do tomateiro' — não se trata de uma doença, mas de uma carência em cálcio — pulverize uma maceração de consolda rica em cálcio sobre os tomates.
No repicagem, não hesite em enterrar a planta até às primeiras folhas. Isto irá estimular o sistema radicular, garantindo uma boa produção de frutos.
As associações vencedoras na horta são muitas vezes as mesmas no prato. É um bom meio mnemónico para lembrar que o tomate e o manjericão combinam bem.

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Colheita

Período de colheita Junho para Setembro
Tipo de legume Legume fruto
Legume de cor vermelha
Tamanho do legume Gigante
Interesse Sabor, Valor nutricional, Produtivo
Sabor Suave
Utilização Cozinha

Hábito

Altura à maturidade 1.50 m
Largura à maturidade 50 cm
Crescimento Rápido

Folhagem

Persistência da folhagem Caduca
Folhagem colorida Verde escuro
Aromático? Folhagem perfumada ao esfregar

Botânica

Género

Solanum

Espécie

lycopersicum

Cultivar

Beefsteak

Família

Solanaceae

Outros nomes comuns

Tomate, Pomme d'amour

Origine

Hortícola

Anual / Perene

Anual

Referência do produto42871

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Plantação e cuidados

A preparação do solo: as plantas de tomate são extremamente fáceis de cultivar. O sol e o calor têm um papel determinante no sucesso desta cultura. Em contrapartida, satisfazem-se com qualquer solo, embora prefiram solos ricos e drenantes. Recomenda-se enriquecer o substrato com um pouco de areia se estiver demasiado compacto.

Semeio em estufa: a partir de meados de fevereiro até maio, realize as sementeiras no interior ou em estufas aquecidas, em caixas de sementeira a cerca de 20 °C. Enterre as sementes sob 5 a 7 mm de terra para sementeira, pois necessitam de escuridão para germinar. Não utilize composto nesta primeira fase, corre-se o risco de queimar as futuras raízes. O crescimento dos pés de tomate é muito rápido: as sementes germinam em duas semanas, em média. Não deite fora uma caixa de sementeira cuja germinação não tenha ocorrido nesse prazo, por pensar que sejam irrecuperáveis. Algumas variedades demoram e levam o seu tempo. Quando os rebentos tiverem cerca de quinze cm, considere a repicagem.

Repicagem em plena terra: quando as geadas deixarem de ser uma ameaça, geralmente depois de meados de maio, efetue-se a repicagem dos rebentos em plena terra. Escolha os locais mais soalheiros e quentes do jardim. Ao pé de um muro virado a sul é uma posição ideal. Descompacte o solo e cave um buraco de pelo menos 3 a 4 vezes o volume do sistema radicular do rebento. Enriqueça o fundo com um pouco de composto bem decomposto. Coloque o rebento, que pode ser enterrado até às primeiras folhas, e volte a fechar. Aperte o solo, forme uma cova em redor do pé e regue abundantemente. Evite molhar as folhas para proteger os rebentos das doenças fúngicas.

Manutenção: a aplicação de uma cobertura morta ao pé dos rebentos permite manter alguma humidade e evitar a necessidade de capinar. Os rebentos de tomate não necessitam de regas abundantes; o seu sistema radicular busca recursos em profundidade. Regue abundantemente apenas em caso de seca prolongada.

Semeadura

Período de sementeira Março para Abril
Modo de semeadura Semeadura em abrigo, Semeadura em abrigo aquecido
Emergência 14 dias

Cuidados

Humidade do solo Húmido
Resistência a doenças Boa
Descrição da poda Alguns jardineiros não são partidários da poda dos tomateiros. Outros recomendam retirar as folhas em contacto directo com o solo para evitar doenças fúngicas. Sugerem também suprimir os rebentos laterais, ou seja, todos os novos brotos na axila das folhas, à medida que surgem, para concentrar a seiva nos ramos e nos cachos principais de frutos. O objectivo é obter menos frutos, mas de maior dimensão. Há ainda quem retire as folhas em redor dos frutos para lhes garantir um acesso permanente ao sol. Considera-se que praticar sistematicamente uma ou outra destas técnicas nem sempre é adequado à multiplicidade de situações encontradas nos jardins. Consoante a exposição, a variedade cultivada, a região, o tipo de solo, etc., todas estas práticas têm a sua razão de ser. Recomenda-se sobretudo procurar um equilíbrio adequado, que cada jardineiro deverá experimentar em função das suas próprias condicionantes.
Poda Poda recomendada 1 vez por ano

Para que local?

Tipo de utilização Horta, Estufa
Rusticidade Até +1.5°C (zona USDA 10b) Ver o mapa
Dificuldade de cultivo Iniciante
Solo leve e rico em matéria orgânica
Exposição Sol
pH do solo Todos
Tipo de solo Argilo-limoso (rico e leve), 192

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