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Tomate Borgo Celano Ferme de Sainte Marthe

Solanum lycopersicum Borgo Celano
Tomate, Pomme d'amour

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Uma variedade italiana, muito antiga, cujos cachos têm cerca de dez frutos, de 50 a 100 g cada. Ovais, com um mamilo, apresentam uma pele vermelha e dura que contém uma polpa espessa. É um tomate de meia-estação, produtivo, ideal para secagem.
Dificuldade de cultivo
Iniciante
Altura à maturidade
1.50 m
Largura à maturidade
50 cm
Humidade do solo
Solo fresco
Emergência
14 dias
Modo de semeadura
Semeadura em abrigo, Semeadura em abrigo aquecido
Período de sementeira Fevereiro para Abril
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Período de colheita Julho para Outubro
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Descrição

A Tomate Borgo Celano é uma variedade italiana, muito antiga, cujas pencas comportam cada uma cerca de uma dezena de frutos, de 50 a 100 g. Ovais com um mamilo, apresentam uma pele vermelha e resistente que envolve uma polpa espessa. É um tomate de meia-estação, produtivo, ideal para secagem. Esta variedade de crescimento indeterminado semeia-se de fevereiro a março, em ambiente quente, para uma colheita de julho a outubro.

O tomate é originário da América do Sul e da América Central. Várias variedades já eram cultivadas pelos incas muito antes da chegada dos conquistadores. Surpreende sempre a profusão varietal desta solanácea. O termo « tomate » vem dos incas Tomatl e designa tanto a planta como o fruto. Existem frutos de todas as cores (vermelhos, claro, mas também verdes, amarelos e mesmo algumas variedades muito raras, azuis), de todas as formas e tamanhos. As variedades antigas são de crescimento indeterminado e podem viver dois anos. As variedades mais recentes são de crescimento denominado determinado e deixam de crescer na fase de arbusto, pelo que não é necessário tutorá-las nem estacá-las.

O tomate faz parte dos muitos alimentos que nos chegaram do Novo Mundo, tal como o feijão, o milho, as abóboras, as batatas e a pimenta. Chegou às nossas papilas gustativas somente mais tarde. E com razão: durante muito tempo cultivou-se pela sua qualidade estética e medicamentosa. Pensava-se que era tóxico por causa da sua semelhança com o fruto da mandrágora, outra solanácea. Só a partir do início do século XX se tornou habitual nas nossas mesas.

A planta do tomateiro é uma herbácea perene em clima tropical, cultivada como anual nas nossas latitudes. Fica lenhificada com o tempo e produz pequenas flores amarelas pouco vistosas, reunidas em cimas, que se transformarão em frutos.

É preciso admitir que o fruto é muito bonito e colore agradavelmente a horta. Apresenta também várias qualidades nutritivas. Pouco calórico como a maioria dos legumes e rico em água, contém notavelmente uma molécula muito interessante: o licopeno, um poderoso antioxidante. E quanto mais tempo o tomate for cozinhado, mais licopeno fica disponível. Destaca‑se também pela riqueza em vitamina C, provitamina A e em oligoelementos.

Hoje, as suas qualidades gustativas e nutricionais já não estão em dúvida. Para o jardineiro, o tomate figura entre os hortícolas imprescindíveis do verão. Basta definir a utilização pretendida para se orientar entre as numerosas variedades existentes: saladas, molhos, consumo direto, cozinhados, etc. Deve também considerar-se em que momento se pretende a colheita, resposta que será naturalmente condicionada pela insolação média de verão da região onde se encontra a horta. Não há motivo para preocupação: a escolha é vasta e há tomate para todas as situações! E se o tomate necessita de muito sol e calor, não requer necessariamente muito espaço. Por isso, não se deve privar de o cultivar em vaso na varanda, privilegiando as variedades de fruto pequeno. Atenção: os frutos imaturos, as hastes e as folhas contêm solanina e não devem ser consumidos.

A colheita: consoante as variedades, das precoces às tardias, podem decorrer entre 50 e 100 dias entre a data de repicagem e a colheita. Não existe um truque infalível para afirmar a priori que um tomate atingiu o seu amadurecimento completo. A recolha deverá ocorrer quando, pelo menos, o fruto revestir-se totalmente da cor anunciada e quando a sua textura, mantendo-se firme, apresente um ligeiro amolecimento. Recomenda-se colher o fruto com o pedúnculo, para melhor conservação.

A conservação: os tomates conservam-se por menos tempo quanto maior for o seu teor de água. Mantêm-se bem alguns dias na gaveta de legumes do frigorífico ou expostos ao ar livre. Para os conservar mais tempo, consideram‑se métodos culinários como os tomates confitados, os tomates secos, os molhos, os frutos congelados, as conservas, os compotes ou os sumos. Adoram‑se confitar porque é simples e muito saboroso: corte os tomates ao meio e recolha o sumo. Coloque as meias‑tomates com a face cortada para cima no tabuleiro do forno. Salpique com sal, pimenta e um pouco de açúcar e leve ao forno a temperatura muito baixa durante pelo menos uma hora. Retire e consuma de imediato; caso contrário, reserve num frasco de vidro e complete com azeite.

O pequeno truque do jardineiro: recomenda‑se cultivar várias variedades de tomate todos os anos, a fim de minimizar os riscos de perda total da colheita devido a um fenómeno climático ou a uma patologia particular.
Para colmatar o fenómeno da 'podridão apical do tomateiro' — não se trata de uma doença, mas de uma carência de cálcio — pulverize uma maceração de consolda rica em cálcio sobre as plantas.
Na repicagem, não hesite em enterrar a planta até às primeiras folhas. Isso terá o efeito de estimular o sistema radicular, garantindo uma boa produção de frutos.
As associações vencedoras no jardim são frequentemente as mesmas no prato. É um bom meio mnemónico para lembrar que o tomate e o manjericão combinam muito bem.

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Colheita

Período de colheita Julho para Outubro
Tipo de legume Legume fruto
Legume de cor vermelha
Tamanho do legume Médio
Interesse Valor nutricional, Cor, Produtivo
Sabor Suave
Utilização Cozinha

Hábito

Altura à maturidade 1.50 m
Largura à maturidade 50 cm
Crescimento Rápido

Folhagem

Persistência da folhagem Caduca
Folhagem colorida Verde escuro
Aromático? Folhagem perfumada ao esfregar

Botânica

Género

Solanum

Espécie

lycopersicum

Cultivar

Borgo Celano

Família

Solanaceae

Outros nomes comuns

Tomate, Pomme d'amour

Origine

América do Sul

Anual / Perene

Anual

Referência do produto43401

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Plantação e cuidados

A preparação do solo: as plantas de tomate são extremamente fáceis de cultivar. O sol e o calor desempenham um papel determinante no sucesso desta cultura. No entanto, adaptam-se a qualquer solo, embora prefiram solos ricos e drenantes. Pode-se enriquecer o substrato com um pouco de areia se este for demasiado compacto.

Sementeira sob chassis: A partir de meados de fevereiro até maio, recomenda-se efetuar as sementeiras no interior ou em estufas aquecidas, em caixas de sementeira a cerca de 20 °C. Enterram-se as sementes a 5 a 7 mm num substrato específico para sementeira, porque necessitam de escuridão para germinar. Não se deve utilizar composto nesta primeira etapa, pois corre-se o risco de queimar as futuras raízes. O crescimento das plantas de tomate é muito rápido: as sementes germinam em cerca de duas semanas, em média. Não se deve deitar fora uma caixa de sementeira cuja emergência não tenha ocorrido nesse período, pensando que está irrecuperável; algumas variedades demoram e levam o seu tempo. Quando as plantas atingirem cerca de quinze cm, considera-se a repicagem.

Repicagem em plena terra: uma vez que as geadas já não são de temer, normalmente por volta de meados de maio, recomenda-se efetuar a repicagem das várias plantas em plena terra. Escolhem-se os locais mais ensolarados e quentes do jardim. Ao pé de um muro virado a sul é uma posição ideal. Descompacta-se o solo e cava-se um buraco com pelo menos 3 a 4 vezes o volume do sistema radicular da planta. Adiciona-se no fundo um pouco de composto bem decomposto. Coloca-se a planta, que pode ser enterrada até às primeiras folhas; depois tapa-se. Compacta-se, forma-se uma cavidade em redor da planta e rega-se abundantemente. Evitar molhar as folhas, para proteger as plantas das doenças fúngicas.

Manutenção: A aplicação de uma cobertura ao pé das plantas permite manter alguma humidade e evita a necessidade de capinar. As plantas de tomate não necessitam de muita rega; o seu sistema radicular procura água em profundidade para encontrar os recursos disponíveis. Regue abundantemente apenas em períodos de seca prolongada.

Semeadura

Período de sementeira Fevereiro para Abril
Modo de semeadura Semeadura em abrigo, Semeadura em abrigo aquecido
Emergência 14 dias

Cuidados

Humidade do solo Tolerante
Resistência a doenças Boa
Descrição da poda Alguns jardineiros não são partidários da poda dos tomateiros. Outros recomendam remover as folhas em contacto directo com o solo, de modo a evitar doenças fúngicas. Sugere-se eliminar os rebentos laterais, isto é, todas as novas pousses na axila das folhas, à medida que surgem, para concentrar a seiva nos ramos, e nos grupos principais de frutos. O objectivo é obter menos frutos, porém maiores. Outros ainda retiram as folhas à volta dos frutos para permitir que estes tenham acesso permanente ao sol. Considera-se que praticar sistematicamente uma ou outra destas técnicas nem sempre é adequado à multiplicidade de situações encontradas nos jardins. Conforme a exposição, a variedade plantada, a região, o tipo de solo, etc., todas estas técnicas têm a sua razão de ser. Recomenda-se, sobretudo, um equilíbrio adequado, que só pode ser experimentado localmente, em função das restrições de cada jardim.
Poda Poda recomendada 1 vez por ano

Para que local?

Tipo de utilização Vaso, Horta, Estufa
Rusticidade Até +1.5°C (zona USDA 10b) Ver o mapa
Dificuldade de cultivo Iniciante
Solo drenante e rico em matéria orgânica
Exposição Sol
pH do solo Todos
Tipo de solo Argilo-limoso (rico e leve), 130

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