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Musa paradisiaca Pisang Seribu - Bananeira

Musa × paradisiaca Pisang Serbu
Bananeira , Banana

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Mais informações

Esta bananeira fruteira forma um pseudotronco, folhas largas e, quando atinge a maturidade num clima suficientemente quente, um cacho muito comprido, carregado de centenas de bananas pequenas, apertadas umas contra as outras. Os frutos são curtos, de sabor doce, comestíveis e decorativos. Muito sensível ao frio, esta planta cultiva-se em plena terra apenas nos jardins costeiros mais amenos e abrigados, ou em alguns microclimas mediterrânicos. Noutras regiões, instala-se num vaso grande e passa o inverno numa estufa luminosa ou num alpendre / marquise. A colheita ocorre 80 a 180 dias após o aparecimento da inflorescência.
Altura à maturidade
2.50 m
Largura à maturidade
1.75 m
Exposição
Sol, Semi-sombra
Rusticidade
Até -6,5°C
Resistência à seca
Média
plantfit-full

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Melhor período de plantação Abril à Maio
Período razoável de plantação Março à Junho
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Período de floração Julho à Outubro
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Descrição

A bananeira ‘Pisang Seribu’ é uma planta de coleção, procurada pelo seu aspeto exótico e pela sua frutificação bastante espetacular. Se o calor for suficiente, produz um longo cacho pendente carregado de inúmeras pequenas bananas, o que lhe valeu os nomes de bananeira “mil dedos” ou “dos mil frutos”. É uma bela planta, mas muito sensível ao frio: desenvolve-se bem numa estufa luminosa, numa marquise, num vaso grande ou em plena terra, nos jardins quentes do litoral, bem protegidos do vento. Nos nossos climas, é cultivada como uma curiosidade botânica de encanto tropical.

A bananeira ‘Pisang Seribu’ pertence à família das Musáceas. Está integrada no grupo hortícola Musa AAB Group ‘Pisang Seribu’, ou seja, trata-se de uma bananeira triploide proveniente do complexo Musa acuminata × Musa balbisiana. A designação Musa chiliocarpa, ainda muito utilizada em viveiros, corresponde a uma antiga designação hortícola e botânica atualmente considerada sinónimo de Musa × paradisiaca. A origem do complexo cultivado situa-se na Ásia tropical do Sudeste, na região malaia.

‘Pisang Seribu’ é uma antiga variedade cultivada no mundo malaio e indonésio; o seu nome significa “banana mil”, em referência aos seus cachos excecionalmente abundantes. É também conhecida no Vietname pelo nome de Chuối trăm nải, que pode ser entendido como “bananeira das cem mãos”. Esta planta não é uma árvore no sentido botânico.
É uma planta perene herbácea de rizoma, cujo “tronco” é um pseudotronco formado pelo encaixe apertado das bainhas foliares. Em plena terra, num clima realmente favorável, a planta pode atingir cerca de 3 a 5 m de altura e 2 a 3 m de largura. Em Portugal, onde é geralmente cultivada em vaso, estufa ou marquise, o seu desenvolvimento não ultrapassa 2 a 3 m de altura e 1,50 a 2 m de envergadura. O volume do recipiente, o calor disponível, a rega e a fertilização influenciam fortemente o seu vigor. O seu hábito é ereto, amplo e exuberante: as folhas são muito grandes, inteiras, verde-claras a verde-vivo, oblongas e percorridas por uma nervura central pronunciada. Rasgam-se facilmente, como acontece com muitas bananeiras, sem que isso comprometa a saúde da planta. O crescimento é rápido durante a estação quente, do final da primavera ao final do verão. Rusticidade: cerca de -3 °C, pontualmente -4 °C em solo bem drenado e numa situação muito abrigada.

A floração surge no pseudotronco suficientemente desenvolvido. A inflorescência emerge do centro da coroa foliar e alonga-se, formando uma haste pendente que apresenta primeiro as flores femininas férteis e depois as flores masculinas. Em ‘Pisang Seribu’, esta inflorescência é particularmente longa e cobre-se de um número muito elevado de pequenas bananas dispostas em mãos compactas. Tal como acontece com as outras bananeiras, cada pseudotronco só frutifica uma vez; depois da colheita, definha e será substituído por um dos rebentos produzidos pela cepa. Esta variedade não necessita de outra bananeira para produzir frutos. Frutifica por partenocarpia, ou seja, sem fecundação, e os seus frutos são geralmente desprovidos de sementes.

Os frutos de ‘Pisang Seribu’ são muito numerosos, pequenos, curtos e finos, com alguns centímetros de comprimento. São verdes e depois tornam-se amarelos quando amadurecem. A polpa é clara, tenra quando madura, macia e doce. O número de frutos varia consoante o calor disponível, a riqueza do solo ou do substrato, a rega, a dimensão do recipiente e a idade do pseudotronco.

A colheita faz-se quando as pequenas bananas estão bem formadas e roliças, e quando as arestas da casca começam a arredondar-se. O intervalo entre o aparecimento da inflorescência e a colheita varia entre 80 e 180 dias, consoante a temperatura e as condições de cultivo. Corta-se o cacho inteiro, ou partes do cacho, se possível, e deixam-se os frutos amadurecer à sombra, num local temperado.
As pequenas bananas conservam-se durante pouco tempo depois de amarelecerem. Para as conservar durante alguns dias, colhem-se ainda firmes, no estádio de verde maduro ou no início do amarelecimento, deixando-as depois amadurecer à temperatura ambiente e à sombra. Os frutos muito maduros devem ser consumidos rapidamente ou cozinhados.

As bananas da Musa ‘Pisang Serbu’ são consumidas frescas e utilizadas para decorar sobremesas. Também podem ser salteadas na frigideira, flamejadas, adicionadas a uma compota ou a um bolo. Os frutos ainda verdes também podem ser cozinhados.

Com muitos cuidados e paciência, esta variedade ‘Pisang Serbu’ dará frutos. Mas também é interessante como planta para marquise ou terraço. Só deve ser cultivada no exterior nas zonas mais amenas e abrigadas do país: Algarve, litoral da Madeira, jardins protegidos e outros microclimas favoráveis. O Sul da Europa é, de modo geral, mais propício ao seu cultivo. Num cenário exótico, pode ser combinada com a Ensete ventricosum ‘Maurelii’, o Colocasia esculenta ‘Black Magic’, a Canna ‘Durban’ e o Hedychium coccineum ‘Tara’.

Como muitas plantas perenes, as bananeiras entram em dormência durante o inverno, com as partes aéreas a secarem e morrerem. As plantas expedidas no inverno são, por isso, podadas rente ao solo (folhas e caules) pelas nossas equipas, favorecendo assim um arranque ideal na primavera.

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Bananeira: plantação, cultivo e manutenção, em vaso ou no jardim
Ficha da família
por Alexandra 17 min.
Bananeira: plantação, cultivo e manutenção, em vaso ou no jardim
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Musa paradisiaca Pisang Seribu - Bananeira em imagens...

Musa paradisiaca Pisang Seribu - Bananeira (Hábito) Hábito
Musa paradisiaca Pisang Seribu - Bananeira (Colheita) Colheita

Hábito

Altura à maturidade 2.50 m
Largura à maturidade 1.75 m
Hábito estipe
Crescimento Rápido

Floração

Cor da flor amarela
Período de floração Julho à Outubro
Inflorescência Espigas
Descrição da floração A floração pode surgir no verão, entre julho e outubro, apenas numa planta já bem desenvolvida e cultivada num local quente. Num alpendre ou numa marquise, é bastante imprevisível, dependendo das condições de cultivo.
Cor do fruto amarela

Folhagem

Persistência da folhagem Caduca
Folhagem colorida Verde

Botânica

Género

Musa

Espécie

× paradisiaca

Cultivar

Pisang Serbu

Família

Musaceae

Outros nomes comuns

Bananeira , Banana

Sinónimos botânicos

Musa × chiliocarpa Pisang Serbu, Musa acuminata × Musa balbisiana AAB Group ‘Pisang Seribu’

Origem

Hortícola, Ásia do Sudeste

Referência do produto • 26000

Plantação e cuidados

A plantação da Musa x paradisiaca Pisang Serbu deve ser realizada na primavera ou no verão, num solo bem mobilizado, rico em húmus e que se mantenha fresco. É uma variedade pouco rústica (-3/-4 °C), indicada apenas para as regiões com invernos mais amenos. Escolha um local soalheiro e muito abrigado, pois o vento pode rasgar a folhagem. Mergulhe o torrão em água durante alguns instantes antes da plantação. Abra uma cova com três vezes o volume do torrão e coloque no fundo um leito de cascalho para facilitar a drenagem. Cubra com uma mistura suficientemente rica de terra de jardim, substrato, composto e areia, coloque o torrão e preencha com terra. Comprima bem e regue abundantemente.

Na primavera e no verão, forneça regularmente adubo orgânico. Regue regularmente no verão, aproximadamente 2 a 3 vezes por semana. A bananeira é pouco sensível a doenças e pragas.

No inverno, corte as folhas junto ao tronco e proteja a base, instalando uma rede metálica preenchida com folhas secas ao longo do pseudocaule. Cubra a parte superior com uma manta de inverno para evitar o excesso de humidade. A bananeira rebrotará a partir da base ou dos rebentos formados em seu redor.

É possível cultivar a bananeira num vaso grande, tendo em conta a altura que atingirá. Preveja uma mudança de vaso aproximadamente a cada 2 anos. Coloque o vaso no interior antes das primeiras geadas, num local luminoso, mas sem sol direto. Pulverize a folhagem, se necessário, ou encha um prato com bolas de argila húmidas, pois a bananeira, uma planta tropical, aprecia ambientes húmidos.

Quando plantar?

Melhor período de plantação Abril à Maio
Período razoável de plantação Março à Junho

Para que local?

Adequado para Prado
Tipo de utilização Canteiro, Isolado, Vaso, Estufa, Terraço
Rusticidade Até -6,5°C (zona USDA 9a) Ver o mapa
Dificuldade de cultivo Amador
Exposição Sol, Semi-sombra
pH do solo Todos
Tipo de solo Argilo-limoso (rico e leve)
Humidade do solo Solo fresco, drenante, rico, humífero.

Cuidados

Descrição da poda Limpe a planta na primavera, depois de passarem as geadas.
Poda Poda recomendada 1 vez por ano
Período de poda Abril à Maio
Humidade do solo Solo fresco
Resistência à seca Média
Resistência a doenças Boa
Hibernação A proteger

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