Resumo
As bananeiras em poucas palavras
- As bananeiras têm uma magnífica folhagem luxuriante, ampla e de cor verde-tenra.
- São plantas vigorosas que apreciam o calor e a humidade e cujo crescimento é muito rápido.
- Algumas espécies apresentam folhas marcadas de vermelho-púrpura.
- Símbolo de exotismo e de paisagens tropicais, a bananeira é a planta de evasão por excelência.
- Algumas espécies são verdadeiramente rústicas e podem ser cultivadas nas regiões temperadas!
A palavra da nossa Especialista
As bananeiras impressionam-nos pela sua silhueta majestosa e pelas suas folhas imensas. A sua presença no jardim cria imediatamente uma atmosfera luxuriante e exótica, tropical. A maioria delas teme o frio e deve, portanto, ser cultivada em estufa ou no interior… mas também existem variedades rústicas, como o Musa basjoo, que permitem desfrutar de um pouco de exotismo no jardim, mesmo nas regiões temperadas. No entanto, no exterior, nos nossos climas, há poucas hipóteses de se conseguirem colher bananas! Em qualquer caso, as bananeiras ornamentais não são cultivadas pelos seus frutos, muitas vezes pequenos e não comestíveis, mas pela sua folhagem e pelo seu aspeto exótico. As bananeiras rústicas adaptam-se bem a uma plantação em exterior em plena terra (embora também possam ser colocadas em vaso e recolhidas para o interior durante o inverno), enquanto as espécies tropicais são sobretudo cultivadas como plantas de interior.
A bananeira é uma planta luxuriante que precisa sobretudo de calor e humidade. Desenvolve-se melhor num local soalheiro e abrigado dos ventos dominantes. A sua plantação realiza-se quando já não há riscos de geada, a partir de meados de maio. Quanto à manutenção: proteja-a do frio no inverno, com várias camadas de manta de proteção de inverno, ou recolha-a sob abrigo se estiver em vaso. A bananeira necessita de regas abundantes e de aplicações de adubo regulares. Em geral, as bananeiras são plantas vigorosas e que crescem muito rapidamente. São bastante fáceis de cultivar.
Descrição e botânica
Ficha de identidade
- Nome latino Musa sp.
A bananeira é uma grande planta perene herbácea que assume uma silhueta arborescente e oferece uma vegetação exuberante. Possui folhas enormes, de uma bela cor verde tenra! As bananeiras reúnem 70 espécies, pertencentes ao género Musa. São originárias principalmente do Sudeste Asiático, onde crescem em sub-bosques e orlas florestais. A bananeira desenvolve-se bem em climas quentes e húmidos; é, por isso, cultivada sobretudo em regiões tropicais… Mas existem também espécies capazes de se adaptar a um clima mais frio. É o caso, por exemplo, da Musa basjoo. Embora seja chamada «bananeira-japonesa», esta espécie é originária da China, onde cresce até aos 3 000 metros de altitude. Isso explica a sua boa rusticidade (suporta até -12 °C), o que a torna a bananeira mais difundida nos jardins. Existem também outras espécies bastante resistentes ao frio, como a Musella lasiocarpa (até – 10 °C). As bananeiras podem ainda ser cultivadas em alpendre/marquise, em estufa ou em apartamento, como plantas de interior. As espécies tropicais não toleram temperaturas abaixo dos 10 °C.
O cultivo das bananeiras é muito antigo, sendo consideradas uma das primeiras plantas a ser cultivadas pelo Homem. Os budistas já as mencionavam no século VI antes de Cristo. O cultivo das bananas chegou à América Central no início do século XVI, mas expandiu-se sobretudo no século XIX. As bananas são hoje um alimento de base em muitas regiões tropicais. São também uma das frutas mais consumidas em Portugal. Para além do seu interesse gastronómico, as bananas têm excelentes qualidades nutritivas, bem como propriedades medicinais.
As bananeiras (Musa sp.) deram o nome à família das Musaceae, da qual representam a quase totalidade das espécies (70 espécies em 78). Esta família conta, de facto, com um único outro género, Ensete, com apenas 8 espécies. Por serem muito próximas, as Ensete são também designadas por bananeiras. Por vezes, considera-se ainda um terceiro género: Musella (como a Musella lasiocarpa).

Musa troglodytarum : ilustração botânica
A bananeira terá sido denominada Musa por Lineu em homenagem a António Musa, médico do imperador romano Augusto no século I antes de Cristo.
As Ensete ventricosum, ou «bananeiras-da-abissínia», são apreciadas nos jardins pelas suas grandes folhas verdes com nervura central vermelha, embora sejam pouco rústicas. São originárias de África.
Apesar da sua silhueta imponente, a bananeira não é uma árvore. Trata-se de uma planta herbácea; não produz madeira nem forma um verdadeiro tronco… é mais correto considerá-la uma erva gigante do que uma árvore! As bananeiras são, de facto, plantas monocotiledóneas, como as palmeiras ou as gramíneas — e são, por isso, bastante próximas das «ervas» que formam os prados e os relvados. As monocotiledóneas podem assumir um hábito arborescente, mas nem por isso são verdadeiras árvores.
As bananeiras possuem, portanto, um pseudo-tronco ereto, que se pode designar por «estipe» (como nas palmeiras), no cimo do qual se desdobram folhas oblíquas ou horizontais. Este pseudo-tronco resulta simplesmente da sobreposição da base dos pecíolos («caule» que suporta uma folha), fazendo crescer a planta em altura.
As bananeiras são plantas exigentes em nutrientes e vigorosas, que crescem muito rapidamente. A Musa itinerans ‘Mekong Giant’, em particular, tem uma velocidade de crescimento excecional. As bananeiras mais pequenas medem um metro de altura, enquanto as maiores atingem 5 a 6 metros. No seu habitat natural, as bananeiras podem ultrapassar os 10 m de altura. As bananeiras de porte compacto podem facilmente ser cultivadas em vasos.
É preciso esperar no mínimo três anos para ver a bananeira florescer. Se residir numa região fria, há menos probabilidade de florescer e, sobretudo, de frutificar. Nas regiões mediterrânicas, pelo contrário, é mais fácil obter flores.
A bananeira floresce no verão, pelos meses de julho-agosto. A floração da Musella lasiocarpa é particularmente longa, muitas vezes durante vários meses.
As bananeiras oferecem então uma grande inflorescência, geralmente pendente no extremo de um pedúnculo longo e espesso, mas que pode também ser ereta, voltada para o céu.
As inflorescências são protegidas por largas brácteas. As flores são pequenas e em forma de tubo longo e fino. São de cor amarela ou branco-creme, e estão mais ou menos escondidas pelas brácteas. As flores femininas estão alinhadas na parte superior da inflorescência. São elas que, após a polinização, darão origem às bananas. As flores masculinas encontram-se na parte inferior e aparecem mais tardiamente.
Na Musa basjoo, as brácteas são castanhas e protegem pequenas flores amareladas. Contudo, noutras espécies, as brácteas assumem cores muito belas e conferem à inflorescência um aspeto decorativo. Assim, a bananeira-vermelha, Musa coccinea, apresenta superinflorescências vermelho-vivo, enquanto a Musa ornata oferece uma floração rosa muito bela. A floração da Musella lasiocarpa é muito diferente das outras espécies: a inflorescência é ereta, amarelo-vivo, com brácteas radiadas.
No seu habitat natural, as bananeiras são polinizadas, entre outros, por morcegos!
As flores das bananeiras são comestíveis! São apreciadas na Ásia e podem ser consumidas cruas em saladas, ou cozinhadas. Possuem bons valores nutritivos e propriedades medicinais.

A floração de uma bananeira / Pormenor das flores, agrupadas sob uma bráctea / A floração amarela da Musella lasiocarpa (foto Stefan Bellini)
Quando surgem, as folhas estão enroladas em forma de charuto, e desdobram-se em seguida. A planta apresenta então folhas muito grandes e largas, que atingem até três metros de comprimento! As folhas são sustentadas por um longo pecíolo, que se prolonga no limbo sob a forma de uma nervura central espessa e rígida. De cada lado desta partem nervuras secundárias, paralelas entre si, não ramificadas.
Por serem muito grandes, as folhas são frágeis e facilmente rasgadas pelo vento. Algumas espécies, como a Musella lasiocarpa, possuem folhas mais pequenas e menos sensíveis ao vento.
Habitualmente, as folhas são verde-claro a verde-médio. Têm uma tonalidade muito bela, com nuances amarelas quando expostas ao sol. A Ensete ventricosum ‘Maurelli’ distingue-se pela sua folhagem marcada de vermelho-escuro, arroxeado. Existem também bananeiras com folhagem variegada de branco. A Musa ‘Siam Ruby’ possui folhas inteiramente vermelhas!
No final do ano, as folhas caem com o frio e as primeiras geadas, mas reaparecerão na primavera. As bananeiras têm, assim, um comportamento caduco nas regiões de clima temperado, enquanto mantêm as folhas durante todo o ano nas regiões quentes ou quando cultivadas em interior.
Se o frio for intenso, as partes aéreas podem desaparecer. Na bananeira-japonesa (Musa basjoo), as folhas morrem a partir de – 2 °C e as partes aéreas (pseudo-troncos) desaparecem a partir de – 7 °C. No entanto, a cepa permanece viva e a planta rebrotará da base na primavera. Para as bananeiras pouco rústicas, o ideal é recolhê-las sob abrigo no inverno e colocá-las no exterior no verão (plantá-las num canteiro estival temporário, ou deixá-las em vaso numa varanda). As espécies tropicais cultivam-se preferencialmente como plantas de interior, a temperaturas que se mantêm acima dos 10 °C.

Ensete ventricosum ‘Maurelii’ / Musa basjoo (foto David J. Stang) / A folhagem variegada da Musa x paradisiaca ‘Ae Ae’ (foto Mokkie)
A bananeira é uma planta que cria rebentos. Possui um rizoma (caule subterrâneo), que emite rebentos mais ou menos afastados da cepa. É possível recolhê-los para multiplicar a planta. Do mesmo modo, estes rebentos substituem a planta de origem quando esta morre (por exemplo, após a floração ou em caso de frio).
Sob um clima quente e húmido, as flores dão lugar a cachos de bananas. As bananas são geralmente amarelas, alongadas e curvadas. No entanto, podem também assumir cores surpreendentes: verde, rosa, violeta ou vermelho… São rosas e aveludadas na Musa velutina!
As bananas que consumimos não têm sementes. São, portanto, estéreis. Os frutos são partenocárpicos, surgindo sem que tenha havido fecundação. Estas bananeiras são assim multiplicadas de forma vegetativa. Nas outras espécies, selvagens ou cultivadas como plantas ornamentais, as bananas contêm numerosas sementes. Os seus frutos não são verdadeiramente comestíveis. São geralmente pequenos, cheios de sementes e insípidos.
As bananeiras são monocárpicas: cada pseudo-tronco floresce apenas uma vez. As bananeiras morrem após florescerem e frutificarem, mas produzem rebentos que as substituem.

Cachos de bananas / Um fruto de bananeira selvagem, cheio de sementes (foto Warut Roonguthai) / As bananas cor-de-rosa da Musa velutina (foto Hans Hillewaert)
Leia também
10 plantas exóticas e rústicas para jardim SelvaAs variedades
Musa basjoo - Bananeira-japonesa
- Período de floração Agosto, Setembro
- Altura à maturidade 4,50 m
Musella lasiocarpa
- Período de floração Agosto à Outubro
- Altura à maturidade 1,65 m
Ensete ventricosum em sementes
- Período de floração Julho
- Altura à maturidade 3 m
Ensete ventricosum Maurelii
- Altura à maturidade 3 m
Musa sikkimensis Red Tiger - Bananeira-do-Sikkim
- Período de floração Agosto, Setembro
- Altura à maturidade 2,50 m
Musa basjoo Sakhalin - Bananeira-japonesa
- Período de floração Agosto, Setembro
- Altura à maturidade 3 m
Musa itinerans Mekong Giant - Bananeira
- Período de floração Agosto, Setembro
- Altura à maturidade 10 m
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Plantação de uma bananeira, em vaso ou no jardim
Onde plantar as bananeiras?
A bananeira precisa de calor. Plante-a de preferência em pleno sol, ou a meia-sombra mas com uma luminosidade elevada. No entanto, se a cultivar numa estufa ou num alpendre, é preferível sombreá-la nas horas mais quentes, para evitar que o sol queime as folhas.
Escolha um local abrigado do vento, protegido por muros ou por outras plantas. Como as folhas da bananeira são muito grandes e compridas, e compostas por nervuras paralelas, o vento tem tendência a rasgá-las rapidamente. O ideal é plantar as bananeiras junto a um muro exposto a pleno sul: assim, beneficiarão de uma situação protegida e quente.
A bananeira é uma planta exigente em nutrientes, precisa de um substrato rico em matéria orgânica e fértil. Junte-lhe composto ou estrume. Se a cultivar em vaso, será necessário adubar regularmente.
Embora a bananeira aprecie solos frescos ou mesmo húmidos, deve ser plantada num substrato drenante. Se a água estiver estagnada, pode asfixiar ou apodrecer o sistema radicular. Sugerimos a instalação de uma camada de drenagem no fundo do buraco de plantação.
A bananeira cria um ambiente magnífico quando instalada à beira de um espelho de água, de um lago ou de uma piscina, por exemplo acompanhada de palmeiras, de Tetrapanax ou de Gunneras… Uma evasão garantida!
Não esqueça que a bananeira é uma planta imponente; certifique-se de a instalar num local onde tenha espaço suficiente para se desenvolver bem e estender a sua imensa folhagem (as folhas podem atingir até três metros de comprimento!).
Prefira plantar em vaso as espécies sensíveis ao gelo. Assim, poderá facilmente abrigar a sua bananeira do frio, levando-a para um alpendre, e colocá-la novamente no exterior no verão. As bananeiras originárias de regiões tropicais estão mais adaptadas a uma cultura em interior ou sob um alpendre durante todo o ano. Nesse caso, evite colocá-las em pleno sol direto, por exemplo atrás de um vidro orientado a sul, pois isso poderá queimar a folhagem. Instale, se necessário, um sombreamento nas horas mais quentes da tarde.
Quando plantar?
Se cultivar a sua bananeira em plena terra, aguarde o final da primavera para a plantar, quando já não houver risco de geadas, ou seja, a partir de meados de maio. É necessário que as temperaturas subam antes de a instalar. Num clima quente, ou para uma cultura em interior, é possível plantá-la durante todo o ano.
Como plantar uma bananeira?
Em plena terra:
- Comece por colocar o torrão a demolhar num recipiente cheio de água. Assim, o sistema radicular vai reidratar-se e a retoma da planta será facilitada.
- Abra um buraco de plantação com duas a três vezes o tamanho do torrão. Cave suficientemente fundo para soltar e descompactar o solo.
- Coloque uma camada de drenagem no fundo (cascalho, areia grossa, pozolana, cacos de vaso…). Isso evitará que a água estagne e apodreça as raízes.
- Instale terra de jardim misturada com composto bem decomposto e com substrato, eventualmente com um pouco de areia grossa para a drenagem.
- Retire a bananeira do seu vaso e coloque-a no buraco de plantação.
- Reponha a terra em volta da cepa e, em seguida, compacte para garantir um bom contacto entre a terra e as raízes.
- Regue abundantemente após a plantação.
Pode cobrir a terra com uma camada de mulching à base da sua bananeira.
Em vaso:
- Escolha um vaso ou tabuleiro grande.
- Coloque uma camada de drenagem no fundo: cascalho, cacos de vaso, bolas de argila…
- Instale uma mistura de bom substrato hortícola, de terra de jardim e de composto bem decomposto, com um pouco de areia grossa para a drenagem.
- Coloque a planta e reponha substrato em seu redor e, em seguida, compacte.
- Regue abundantemente.
Continue a regar várias vezes por semana após a plantação.

Musa basjoo (foto: Illustratedjc)
Manutenção das bananeiras
A bananeira é uma planta exigente, tanto em água como em fertilizantes. Em vaso, aplique um fertilizante líquido de 15 em 15 dias. Em plena terra, não hesite em incorporar composto ou estrume. Será também necessário regar com frequência, de modo a que o substrato se mantenha relativamente húmido. Recomendamos a aplicação de uma camada de mulch para que a água não se evapore demasiado rapidamente. As necessidades em água e fertilizantes são elevadas durante todo o período vegetativo, da primavera ao outono. Reduza estes aportes no inverno, para não apodrecer o sistema radicular.
As espécies tropicais, cultivadas como plantas de interior, são sensíveis ao frio e precisam que a temperatura se mantenha acima dos 10 °C. Da mesma forma, para um cultivo em interior, sugerimos que borrife regularmente a folhagem das suas bananeiras. O ar das casas e apartamentos é frequentemente demasiado seco para elas. Pode também colocar bolas de argila expandida ou cascalho num prato, adicionar água, e pousar o vaso sobre esse cascalho. Ao evaporar-se, a água permitirá criar um microclima com um elevado nível de humidade.
Aconselhamos a fazer o transplante da sua bananeira de dois em dois anos, no início da primavera. Escolha um vaso ligeiramente maior de cada vez. Pode também realizar surfaçagens de vez em quando: retire um pouco de substrato à superfície, raspando alguns centímetros, e substitua-o por substrato novo.
As bananeiras podem ser afetadas por alguns parasitas, sobretudo quando cultivadas em interior ou em estufa. Pode nomeadamente observar o aparecimento de cochonilhas farinhentas: pequenos insetos de forma oval e aspeto branco pulverulento. Para os eliminar, pode utilizar uma mistura de água, sabão negro, óleo vegetal e álcool desnaturado ou, se o ataque for menos intenso, um simples pano embebido em água ensaboada. Atenção também aos aranhiços vermelhos. Eliminam-se facilmente pulverizando água sobre a folhagem. Por fim, as bananeiras podem ser atacadas por pulgões, e por vezes as folhas das plantas jovens são roídas por lesmas e caracóis.
As bananeiras são raramente afetadas por doenças. O principal cuidado a ter é evitar os excessos de humidade no inverno, que podem causar o apodrecimento das raízes.
→ Saiba mais sobre as doenças e parasitas das bananeiras na nossa ficha de conselhos
Leia também: Como cultivar uma bananeira em estufa ou alpendre? Conselhos para ter sucesso.
A proteção das bananeiras contra o frio:
Embora algumas espécies possam suportar temperaturas inferiores a -10 °C, é preferível protegê-las do frio. Isso ajudará a planta a conservar as suas partes aéreas (pseudotronco). Em climas com invernos frescos, ou para o cultivo de certas espécies como Ensete ventricosum, uma proteção invernal é indispensável.
Pode proteger a sua bananeira cortando as folhas mais baixas, depois instalar uma rede metálica em redor do pseudotronco e enchê-la com uma camada espessa de folhas mortas ou palha, de modo a isolá-lo do frio. Esta proteção pode ser retirada na primavera.
Se a cultivar em vaso: coloque a bananeira no exterior na primavera, quando os riscos de geada estiverem afastados. Recolha-a no outono. Pode deixá-la no exterior de finais de maio a setembro.
Descubra também os nossos conselhos em vídeo para hibernar as bananeiras:
Multiplicação
A melhor técnica para multiplicar as bananeiras é retirar os rebentos que aparecem perto da cepa principal, após se ter certificado de que possuem raízes. Também é possível multiplicá-las por sementeira.
Recolha de rebentos
A bananeira emite rebentos perto da cepa, que pode recolher separando-os da planta de origem. Faça-o na primavera, por volta do mês de maio.
- Identifique uma bananeira com rebentos suficientemente grandes, que meçam pelo menos 20 cm de altura.
- Retire um desses rebentos, separando-o da planta de origem. Escave com cuidado para libertar o sistema radicular sem o danificar. Encontre o ponto onde o rebento está ligado à planta-mãe e corte essa parte, de preferência com uma faca afiada e desinfetada.
- Recomenda-se retirar as folhas mais antigas, conservando apenas as mais jovens.
- Replante-o imediatamente, em vaso ou em plena terra, num substrato rico e drenante.
- Regue abundantemente.
Se plantou em vaso, coloque-o num local quente, a meia-sombra.
Certifique-se de que o substrato se mantém húmido até o rebento retomar o crescimento.
→ Descubra também o nosso tutorial sobre a estaca de bananeira e os conselhos de Ingrid em Dividir a bananeira: como separar os rebentos?.
Sementeira
- Coloque as sementes de molho em água morna durante pelo menos 24 horas. Com efeito, as sementes de bananeira estão envolvidas por uma casca dura; colocá-las de molho permite amolecê-la e quebrar a dormência.
- Prepare um vaso enchendo-o com substrato especial para sementeira, ao qual pode juntar um pouco de areia.
- Semeie as sementes.
- Cubra-as com alguns centímetros de substrato.
- Regue.
- Coloque o vaso a uma temperatura de cerca de 25 °C. É preferível que as temperaturas sejam mais elevadas durante o dia do que durante a noite.
A germinação pode ocorrer nas duas semanas seguintes à sementeira, mas por vezes demora muito mais tempo, podendo necessitar de vários meses. Seja paciente.
Certifique-se de que o substrato se mantém ligeiramente húmido até à germinação.
Associação
Evidentemente, a bananeira é a planta ideal para os jardins exóticos! Combina muito bem com outras plantas de folhagem exuberante: Gunnera, Tetrapanax, Hosta, fetos-arbóreos, palmeiras, rícinos… Obterá um jardim-selva, composto por uma vegetação luxuriante. Pode também associar as bananeiras a albízias, iúcas e, eventualmente, a bambus, pela sua verticalidade e grafismo. Aproveite ainda a folhagem colorida de certas gramíneas, como Hakonechloa, Carex comans, Imperata cylindrica ‘Red Baron’… Para um aspeto sempre muito selvagem e exuberante, não hesite em instalar algumas lianas: lúpulo, trepadeira-chocolate, maracujazeiro, bignónia, glicínia…
Ao nível das florações, privilegie os tons amarelo – laranja – vermelho: canas-da-Índia, conteiras, montbrécias, estrelícias, dálias… Aproveite também a floração original dos Eucomis ou as flores muito elegantes dos Crinum.

A bananeira é ideal em jardins de estilo exótico! Musa basjoo, Kniphofia ‘Fiery Fred’, Eucomis ‘Sparkling Burgundy’ e dálias (foto Steven Bemelman – iBulb) e Tetrapanax papyrifera ‘Rex’
Pode associar as bananeiras a outras fruteiras exóticas ou originais, pouco comuns: diospireiro, feijoa, goji, kumquat…
Não hesite em colocar as bananeiras à beira de um lago ou de uma piscina, com outras plantas que criarão um ambiente paradisíaco: palmeiras, iúcas, linho-da-Nova Zelândia, fetos-arbóreos…! Estas plantas darão a impressão de estar de férias, proporcionando uma evasão total! Pense em escolher um local quente e protegido do vento.
Pode integrar a bananeira num canteiro de verão, sazonal, plantando-a após as últimas geadas e desenterrando-a no outono para a colocar sob abrigo. Componha um canteiro estival, em tons quentes, com plantas que instalará temporariamente: begónias, montbrécias, ipomeias de folhagem decorativa, capuchinhas, dálias, lantana, Cosmos atrosanguineus, zínias… Na mesma lógica, pode colocar a bananeira com outras plantas sensíveis ao frio a recolher numa estufa ou marquise no inverno (citrinos, estrelícias, etc.)
→ Descubra outras ideias de associações com a bananeira na nossa ficha de conselhos. A Gwenaëlle dá conselhos para integrar e associar uma bananeira num jardim pequeno.
Sabia que…?
- Utilizações
Os pseudocaules e as folhas da bananeira possuem fibras que podem ser utilizadas para fabricar, por exemplo, cordas, pasta de papel, têxteis… Engenheiros chegaram mesmo a desenvolver um revestimento ecológico e muito decorativo, obtido a partir dessas fibras. A bananeira Musa textilis dá o abacá, utilizado nomeadamente para fazer cordames. As folhas da bananeira também podem servir para fazer coberturas!
As flores da bananeira são comestíveis! Podem ser integradas cruas em saladas, ou cozinhadas.
As folhas são por vezes utilizadas para servir pratos, conferindo um efeito muito decorativo, ou para fazer embrulhos para a cozedura de arroz ou peixe, por exemplo.
As raízes e o estipe da bananeira-da-abissínia, Ensete ventricosum, permitem obter um alimento amiláceo, consumido nomeadamente na Etiópia.
Na África Oriental (Burundi, Ruanda, Congo…), produz-se também uma cerveja de banana, chamada Kasiksi.
Recursos úteis
- Descubra a nossa gama de bananeiras
- Os nossos conselhos em vídeo – Proteger as bananeiras no inverno
- Para acompanhar as bananeiras no jardim, descubra outras plantas de estilo exótico
- Um artigo de Ingrid no nosso blogue – 10 plantas exóticas e rústicas para jardim Selva
- As nossas fichas de conselho: Que bananeira plantar consoante a sua região? ; 5 bananeiras resistentes ao frio ; Como ter uma bananeira que produz bananas em Portugal?
- Saiba mais sobre as doenças e parasitas das bananeiras
- A nossa ficha de conselho: Cultivar uma bananeira em plena terra.
- O nosso tutorial: Como podar uma bananeira?
- Fique a saber tudo sobre a bananeira em A bananeira em 10 perguntas/respostas!
Perguntas frequentes
-
A minha bananeira poderá dar frutos?
Embora algumas espécies sejam rústicas, a bananeira precisa de um clima muito ameno para florescer, produzir frutos e para que estes cheguem à maturidade. No exterior, nos nossos climas, há poucas hipóteses de frutificar. Numa estufa, é possível. Em todo o caso, as bananas das variedades ornamentais têm pouco interesse para consumo! Para os frutos, convém cultivar de preferência as bananeiras Musa acuminata 'Dwarf Cavendish'... Ou Musa 'Helen's Hybride', uma bananeira simultaneamente rústica (-10 °C) e comestível, que produz pequenas bananas de sabor adocicado e com sementes.
-
As folhas da minha bananeira estão a ficar amarelas. Porquê?
Se isto acontecer no outono e a planta estiver no exterior, é normal. O frio faz naturalmente amarelecer e secar a folhagem. Corte as folhas e reduza as regas. Caso contrário, se as folhas estiverem amarelas e moles, é provável que sejam as raízes a apodrecer, devido a um excesso de humidade no inverno. Pare as regas; se a sua bananeira estiver em vaso, retire o prato por baixo e coloque a planta num local quente. O aparecimento de manchas amarelas na folhagem é frequentemente causado por uma exposição demasiado intensa ao sol. Se a cultivar em estufa, faça sombra às folhas nas horas mais quentes. Por último, o amarelecimento da folhagem pode dever-se a uma carência em elementos minerais. Nesse caso, aplique adubo.
-
A minha bananeira não floresce, porquê?
É preciso esperar que o estipe tenha pelo menos três anos para ver a bananeira florescer. Além disso, a bananeira é uma planta que necessita de calor. Floresce muito mais facilmente quando está instalada em estufa e beneficia de temperaturas elevadas e de boa luminosidade. Se a cultivar no exterior, num clima onde os invernos são frios, há poucas probabilidades de a sua bananeira florescer.
-
A minha bananeira parece morta...
Pode acontecer que o estipe congele durante um inverno frio, mas se a planta for suficientemente rústica, rebrotará da touça na primavera. Nesse caso, é necessário cortar o estipe ao nível do solo. Do mesmo modo, a bananeira morre naturalmente após a floração... mas, em geral, os rebentos surgem para tomar o seu lugar e substituí-la!
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