Resumo
A rega é um aspeto que não deve ser subestimado na manutenção das plantas. Em conjunto com a água da chuva, fornece a água necessária à sua sobrevivência e ao seu crescimento. Uma rega adequada permite às plantas absorver os nutrientes do solo, realizar a fotossíntese e transportar os minerais essenciais para todas as partes da planta. Uma rega inadequada pode comprometer estas funções vitais e provocar problemas de saúde na planta. Tanto a rega demasiado frequente e abundante como a rega insuficiente têm consequências nefastas para as plantas, que sofrem então de excesso de água ou de desidratação.
Neste artigo, veja como identificar os sinais de uma planta com sede ou desidratada, em comparação com uma planta que recebeu água em excesso. Em seguida, conheça as medidas a tomar para remediar estes problemas e preveni-los no futuro.
A importância de uma rega adequada para a saúde das plantas
Cada planta tem necessidades específicas de água. Algumas plantas preferem solos sempre húmidos, muitas apreciam um solo fresco, enquanto outras desenvolvem-se bem em solos secos. As condições climáticas e o tipo de solo influenciam as necessidades de água da planta. No caso das plantas em vasos, o tipo de substrato, a sua capacidade de retenção de água, a sua qualidade e o tamanho do vaso também desempenham um papel importante. Por conseguinte, é essencial familiarizar-se, em primeiro lugar, com as especificidades de cada espécie vegetal presente no jardim e, depois, ter em conta a influência do tipo de solo ou de substrato e das condições climáticas. Quando se fala aqui de condições climáticas, considera-se o conjunto de todos os fatores: o vento tem um efeito dessecante nas plantas, a chuva nem sempre é eficaz a penetrar no solo, e o calor e o sol direto no verão aumentam radicalmente as necessidades de água de algumas plantas.
Saiba-se que o excesso de água pode ser tão prejudicial como a desidratação. As melhores ferramentas para observar se as necessidades de água das plantas estão ou não satisfeitas são os olhos e as mãos: tocar no solo ou no substrato a alguns centímetros de profundidade revela-se muito útil.
A ter em conta: quando se fala de solo fresco, apreciado por muitas plantas que não são de tipo mediterrânico, faz-se referência a um solo que transmite uma sensação de frescura ao toque: não é húmido e pegajoso, nem está seco, mas conserva alguma frescura entre duas regas. É frequentemente o caso dos solos ricos em húmus, com permeabilidade média, comuns, siltosos ou ligeiramente argilosos, com uma drenagem razoável ou boa.

Uma rega adequada passa pela observação das plantas e do solo
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Sintomas
Quando uma planta tem falta de água, apresenta geralmente alguns sinais característicos que indicam o seu estado de desidratação. O sinal mais simples de identificar é o ressecamento das folhas ou o facto de as margens ficarem castanhas e «estaladiças», enquanto os caules podem parecer finos e quebradiços. Ao tocar nas folhas, parecem secas e podem até curvar-se para baixo. A planta não recebe água suficiente para manter uma transpiração normal.
As folhas também podem começar a descaírem e a ficar moles; para evitar uma perda excessiva de água por transpiração, perdem a rigidez habitual, enrolam-se sobre si mesmas e caem. A planta abranda o crescimento e as flores murcham mais rapidamente do que é habitual, pois concentra os seus recursos limitados na sobrevivência, em vez de os canalizar para a reprodução.
Ao observar o solo, verificará que está seco ao toque ou que se racha facilmente. Numa planta em vaso, o substrato descola-se das paredes do recipiente.

Folhas de cerejeira enroladas sobre si mesmas, por falta de água
Que fazer?
É importante agir rapidamente quando identifica estes sinais de desidratação numa planta. Uma rega abundante é o primeiro passo para reidratar a planta. Tenha o cuidado de regar lenta e profundamente, certificando-se de que a água chega bem às raízes da planta. Deixe a água penetrar suficientemente no solo para assegurar uma hidratação adequada. Se for uma planta em vaso e puder deslocá-la, mergulhe-a numa bacia ou num lava-loiça. Caso contrário, regue-a várias vezes no mesmo dia. Nos dias seguintes, continue a regá-la. Vigie a planta posteriormente e regue-a mais abundantemente durante algumas semanas, até recuperar um aspeto e um crescimento normais.
Para uma planta em vaso muito desidratada, é necessário mudá-la de vaso se o substrato estiver demasiado desidratado: se já não retiver água e continuar descolado das paredes do vaso, substitua-o integralmente.
Depois, não caia no excesso oposto: este regime de rega deve manter-se durante alguns dias a algumas semanas, consoante o tamanho da planta e o facto de estar em vaso ou em plena terra, entre outros fatores. Em seguida, retome as regas habituais, pois uma planta também sofre quando é regada em excesso.
É importante conhecer uma regra aplicável a qualquer tipo de planta e de rega: é preferível regar com menos frequência e de forma mais abundante do que manter as plantas sob uma espécie de perfusão através de regas frequentes. Por exemplo, é preferível regar 1 vez por semana com dois regadores do que deitar 1/2 regador de água de dois em dois dias. Trata-se apenas de uma indicação geral, pois, no verão, com calor canicular, algumas plantas precisam de ser regadas de dois em dois dias!
Naturalmente, tenha em conta eventuais restrições de água no seu distrito; não se trata, de modo algum, de as desrespeitar.
Prevenção
- Estabeleça um calendário de rega regular em função das necessidades específicas da planta e do ambiente, das estações do ano e também das suas observações (é muito importante observar as plantas!).
- Uma cobertura orgânica à volta da base da planta, com alguns centímetros de espessura, ajuda bastante a conservar a humidade no solo.
- A aplicação de composto no outono e na primavera também permite melhorar a capacidade de retenção de água do solo.
- Os depósitos para recolha de água da chuva são indispensáveis, se puder instalar um.
Proceder a estas melhorias ao longo de todo o ano permite encarar o período estival com maior tranquilidade. A gestão da água deve ser planeada durante todo o ano.
Sinais de excesso de água numa planta e medidas a tomar
Sintomas
Frequentemente, uma planta regada em excesso começa a ficar com as folhas amarelas. As folhas podem tornar-se flácidas e moles ao toque, por estarem cheias de água. Se a situação persistir, as raízes da planta apodrecerão devido ao excesso de humidade, o que limita o fornecimento de oxigénio e provoca uma má absorção dos nutrientes. Também pode observar um cheiro desagradável proveniente do solo, sinal da decomposição das raízes.
Além disso, uma planta que recebe água em excesso tem maior probabilidade de desenvolver doenças como a podridão das raízes ou doenças causadas por fungos patogénicos. As raízes tornam-se incapazes de fornecer à planta os nutrientes necessários, provocando um enfraquecimento geral da planta e uma diminuição da sua capacidade de resistir às doenças. Se observar manchas escuras ou bolores nas folhas ou nos caules, tal pode indicar a presença de doenças fúngicas provocadas pelo excesso de humidade.

Folhas de flor-de-cera moles e amarelas, sintomas de uma planta regada em excesso
O que fazer?
Para remediar o excesso de água, é importante deixar a planta secar devidamente.
Se a planta estiver num vaso, retire-a do vaso e elimine o substrato saturado de água. Examine as raízes. Se estiverem acastanhadas, moles e com um cheiro desagradável, é sinal de podridão das raízes. Nesse caso, será necessário remover cuidadosamente o substrato húmido à volta das raízes, limpá-las e cortá-las, se necessário, para eliminar as partes danificadas. Substitua o substrato.
Se recear que a situação se repita, escolha um vaso de terracota, poroso, que permita evaporar a água mais rapidamente, e adicione elementos de drenagem ao substrato, como a perlite, ou coloque bolas de argila ou cascalho no fundo do vaso para melhorar a drenagem. Não se esqueça de escolher sempre vasos com orifícios de drenagem para as plantas em vasos.
Se a planta estiver em plena terra, deixe-a tranquila! Regue-a novamente quando tiver a certeza de que o período crítico já passou. Se o solo for pesado, pouco drenante e asfixiante, desenterre a planta, adicione cascalho ou pozolana no fundo da cova de plantação e acrescente elementos de drenagem ao solo de plantação.
Reduza a frequência da rega para evitar um excesso de humidade no futuro.
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A rega das plantas em vasosUma rega adequada
Para evitar tanto a desidratação como o excesso de água nas plantas, é essencial compreender as necessidades específicas de cada espécie vegetal. Não compre uma planta sem saber se está adaptada ao seu solo e às suas condições climáticas. Informe-se sobre as suas necessidades (o nosso site está repleto de informações sobre plantas). Cada planta tem necessidades diferentes em termos de rega, consoante o seu tipo, a fase de crescimento e o ambiente em que se encontra.
Recomenda-se verificar regularmente a humidade do solo antes de regar. Introduza o dedo no solo até cerca de 2,5 cm de profundidade. Se o solo estiver seco a essa profundidade, é altura de regar a planta. No entanto, se o solo ainda estiver húmido, é preferível esperar antes de voltar a regar.
Utilize também vasos com orifícios de drenagem, para permitir que o excesso de água escoe livremente. A adição de um material de drenagem, como bolas de argila no fundo do vaso, é necessária para qualquer tipo de planta em vaso.
Não subestime a importância da qualidade da rega! Ao observar as suas plantas, agir rapidamente quando deteta sinais de stress hídrico e ajustar as práticas de rega em conformidade, ajuda as suas plantas a desenvolverem-se melhor.

Um substrato com boa drenagem, frequentemente benéfico para as plantas, sobretudo quando sofrem com o excesso de rega, e cobertura orgânica para ajudar o solo a conservar a humidade
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