Resumo
O Nandina domestica, também conhecido por bambu-sagrado, é um pequeno arbusto ornamental de folhagem persistente, de aspeto gráfico e colorida durante todo o ano. Apesar do seu nome comum, não é um bambu, mas sim um arbusto originário da Ásia e do Japão. Ideal para espaços pequenos, adapta-se particularmente bem ao cultivo em vaso, num terraço ou numa varanda, onde desenvolve as suas cores variáveis e a sua silhueta arredondada muito elegante.
Pouco exigente, o bambu-sagrado aprecia exposições soalheiras ou de meia-sombra e resiste bem ao frio (até cerca de -10 a -15 °C em vaso). Graças ao seu crescimento moderado, encontra facilmente lugar num vaso grande, isolado ou combinado com outras plantas.
Descubra a nossa seleção de 7 variedades compactas de bambu-sagrado para cultivar em vaso.
→ Olivier e Virginie apresentam também algumas variedades interessantes neste vídeo:
Nandina domestica ‘Fire Power’: um bambu-sagrado anão de cores flamejantes
Verdadeira estrela entre os bambus-sagrados anões, ‘Fire Power’ é uma escolha notável para o cultivo em vaso. O seu nome evocador anuncia a cor: no outono, a sua folhagem flameja em vermelho-púrpura, como se estivesse a arder! Este espetáculo prolonga-se durante todo o inverno, iluminando os cantos mais cinzentos do terraço.
Na primavera, os seus rebentos jovens adquirem tons vermelho-acobreados. No verão, a sua folhagem torna-se mais discreta e passa inteiramente a verde tenro, por vezes ligeiramente azulado, formando uma almofada densa e cuidada. Este bambu-sagrado forma uma touça compacta de 60 cm em todas as direções. Não requer cuidados especiais, além de uma rega regular, pois, como todos os bambus-sagrados, detesta a seca.
Ideias para combinar: experimente-o com um sino-de-coral roxo ou uma festuca-azul, para criar um bonito contraste de folhagens, ou coloque-o num vaso com amor-perfeitos ou heléboros de floração invernal, para prolongar o efeito colorido até à primavera.

À esquerda: a Nandina ‘Fire Power’ no outono; à direita: a sua folhagem no verão
Bambu-sagrado ‘Twilight’: uma folhagem variegada e luminosa para vasos
Se procura um bambu-sagrado fora do comum, ‘Twilight’ é ideal para si. Esta variedade confere um toque de luz graças à sua folhagem variegada em tons de verde e branco-creme. Na primavera, os rebentos jovens surgem em tons rosa-creme, lembrando os dos salgueiros-camarão. É uma planta cheia de delicadeza e elegância, ideal para trazer frescura a uma varanda virada a nascente ou a poente.
Em julho, surgem delicadas flores brancas, que depois dão lugar a bagas escarlates durante a estação fria. De crescimento lento, atinge 1 metro de altura em adulta, com cerca de 50 cm de largura, o que a torna muito adequada para o cultivo num vaso grande.
Ideias de combinação: ‘Twilight’ combina maravilhosamente com uma folhagem mais escura, como a de um sino-de-coral ‘Obsidian’, ou, pelo contrário, numa composição em tons luminosos, com um carriço ‘Everest’ e algumas campânulas brancas, para criar um conjunto cheio de luz.

O Nandina domestica ‘Twilight’. À esquerda: a sua folhagem primaveril rosa e branca; à direita: a sua folhagem de verão verde e variegada de creme
Bambu-sagrado ‘Blush Pink’: um bambu-sagrado com rebentos rosados
‘Blush Pink’ é uma variedade recente de bambu-sagrado que seduz pelos seus notáveis rebentos jovens verdes primaveris, tingidos de rosa-acobreado nas extremidades. Esta tonalidade delicada acrescenta um verdadeiro toque de originalidade a um jardim, terraço ou varanda. À medida que a estação avança, a folhagem torna-se verde-clara e depois adquire tonalidades vermelho-vivo, ou mesmo acobreadas, no outono, proporcionando uma bonita gradação de cores ao longo do ano.
Este bambu-sagrado mantém-se compacto, formando um tufo denso de 70 a 80 cm em todas as direções. É perfeito para o cultivo em vaso, quer isolado, quer em composição.
Ideias de associação: associe-o a um carriço de tonalidade bronze ou a um gerânio vivaz de flores cor-de-rosa, ou crie um contraste suave com uma eufórbia ‘Ascot Rainbow’, para obter uma composição luminosa e cheia de delicadeza.

Nandina domestica ‘Blush Pink’. À esquerda: a sua folhagem jovem verde e rosa na primavera; à direita: as tonalidades outonais das suas folhas.
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Nandina, Bambu-sagrado: 5 ideias de associaçõesBambu-sagrado ‘Lemon Lime’: uma folhagem verde-limão para iluminar os seus vasos
Com ‘Lemon Lime’, destaque para a luminosidade! Esta variedade seduz pela sua jovem folhagem de cor verde-limão, que contrasta com o verde médio das folhas mais velhas. Não há vermelho, mas sim uma luminosidade bonita e duradoura. Em contrapartida, a floração é rara em ‘Lemon lime’. É uma variedade perfeita para iluminar um canto um pouco sombrio da varanda ou quebrar a monotonia de uma folhagem demasiado verde.
Na idade adulta, este bambu-sagrado formará lentamente um arbusto compacto com cerca de 60 a 70 cm de altura e de largura, ideal para vasos médios ou grandes.
Ideias para combinar: aposte em folhagens escuras, como a de um linho-da-Nova Zelândia de cor púrpura, ou em florações azuis, como as da lobélia ou da sálvia ‘Mystic Spires’, para criar um contraste espetacular.

A folhagem luminosa verde-limão do Nandina domestica ‘Lemon Lime’
Nandina domestica ‘Obsessed’: um bambu-sagrado colorido e estruturante
O Nandina domestica ‘Obsessed’, também conhecido pelo nome de ‘Seika’, é um arbusto compacto que oferece um espetáculo de cores em constante mudança ao longo de todo o ano. Na primavera, os rebentos jovens apresentam uma tonalidade vermelha intensa, que evolui para um verde profundo no verão e depois adquire tons púrpura no outono. Esta transformação sazonal confere uma dinâmica visual constante ao terraço ou à varanda.
Atingindo cerca de 1 metro de altura e 80 cm de largura, ‘Obsessed’ é ideal para o cultivo em vaso. O seu hábito ereto e denso torna-o uma excelente escolha para dar estrutura a um espaço exterior limitado.
Ideias de associação: Associe-o a gramíneas, como a Pennisetum, para criar um contraste de texturas, ou a plantas perenes de floração estival, como as equináceas, para prolongar os tons de cores harmoniosos.

Nandina domestica ‘Obsessed’
Bambu-sagrado ‘Gulf Stream’: uma variedade robusta e decorativa em vaso
‘Gulf Stream’ é uma aposta segura. Oferece um equilíbrio perfeito entre uma altura moderada, uma folhagem decorativa e robustez. A sua folhagem evolui ao longo das estações, passando do rosa-púrpura na primavera, ao verde-bronze no verão e, depois, ao vermelho-alaranjado flamboyant no outono e no inverno, proporcionando um espetáculo colorido durante todo o ano. No início do verão, produz panículas de pequenas flores brancas, por vezes seguidas de frutos vermelho-vivos que persistem no inverno, acrescentando um toque decorativo.
Atinge cerca de 1 metro de altura por 80 cm de largura. Com um hábito arbustivo e arredondado, é perfeito para o cultivo em vaso num terraço ou numa varanda. O seu crescimento lento e a sua resistência ao frio tornam-no uma escolha robusta para diversos climas.
Ideias para combinar: combina na perfeição com uma urze de inverno, uma rosa quaresmal ou ainda uma festuca glauca, para criar um cenário repleto de texturas e cores suaves.

Nandina domestica ‘Gulf Stream’
Bambu-sagrado ‘Filamentosa’: um bambu-sagrado original para colecionadores
Aviso aos apreciadores de plantas raras! O Nandina ‘Filamentosa’ distingue-se pela sua folhagem muito fina. O seu aspeto é leve e aéreo, quase de inspiração japonesa. Menos conhecido do que os outros, merece toda a atenção de quem procura originalidade e linhas depuradas. No verão, oferece panículas de flores brancas, que darão origem a cachos de frutos vermelhos.
O seu desenvolvimento é modesto, atingindo cerca de 90 cm de altura e ocupando uma área semelhante. Apresenta as mesmas tonalidades sazonais que os seus parentes: rosa-alaranjado na primavera, verde-amarelado no verão, terminando em vermelho-púrpura, a puxar para o violeta, no outono.
Ideias para combinar: valorize-o com gramíneas leves, como uma estipa, ou crie um contraste de texturas com uma hosta ou uma samambaia de folhagem larga. No entanto, a sua silhueta será mais valorizada quando plantado isoladamente, assumindo o aspeto de um bonsai invulgar.

Nandina domestica ‘Filamentosa’: a sua folhagem verde no verão e vermelha no outono.
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