Anemopsis californica
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Descrição
A Anemopsis californica é uma planta perene rastejante de solos húmidos e margens, cuja floração não passa despercebida. Forma curiosas espigas de flores minúsculas brancas, assentes sobre uma gola de brácteas igualmente brancas. Notavelmente florífera, cobre-se de flores na primavera, no verão e no outono, pontuando com pequenas velas nevadas uma folhagem persistente verde-viva que por vezes adquire belos tons violáceos ao sol. Vigorosa e prolífica, pode mesmo, em condições ideais, tornar-se invasora, estendendo-se por dezenas de metros. Aprecia o sol e propaga-se em qualquer solo fresco, mesmo em canteiro elevado ou em rochedo.
A Anemopsis californica, mais simplesmente designada Anemópsia-da-califórnia, é uma planta rastejante da família das saururáceas, aparentada com os Houttuynia, sem qualquer relação com as anémonas. Trata-se de uma perene persistente originária do sudoeste dos Estados Unidos, da Baixa Califórnia e do México. O seu habitat natural são prados húmidos, salgados ou alcalinos, até mesmo salinos, até aos 2000 m de altitude. Esta planta surpreendente propaga-se tanto através de grossos rizomas subterrâneos como por caules estoloníferos que desenvolvem, a intervalos regulares, rosetas foliadas. A longo prazo, esta planta com 30 a 45 cm de altura é capaz de formar imensos tapetes cobrindo vários metros quadrados. Muito florífera, esta anemópsia produz numerosas inflorescências semelhantes a pequenas espigas cónicas compostas por minúsculas flores amareladas e carnudas em botão, que se tornam brancas ao desabrochar. No final da época, as inflorescências apresentam frequentemente tons rosados. Cada espiga é rodeada na base por uma coroa de 6 brácteas petaloides brancas. A floração é descontínua da primavera ao outono, se o solo não secar demasiado, dando origem à formação de uma única pequena semente castanha por espiga, que evoca um grão de pimenta. As folhas, suculentas, dispostas em rosetas, são ligeiramente pubescentes, invaginantes na base e espatuladas. Apresentam forma lanceolada a cordada e medem entre 10 a 20 cm de comprimento, com uma tonalidade verde-médio a verde-baço, mais ou menos violácea ao sol.
Esta Anemópsia é uma excelente planta para zonas húmidas a pantanosas, que se instalará facilmente nas proximidades de pontos de água, tendo contudo em conta o seu desenvolvimento significativo. Apenas as geadas fortes conseguem vencer esta surpreendente perene. Possui virtudes depuradoras interessantes em grandes tanques, ao mesmo tempo que oferece flores originais. Graças ao seu porte muito tapizante, pode ser utilizada como cobertura vegetal, mesmo em rochedo fresco, desde que se lhe deixe espaço suficiente. Esta perene aprecia o sol mas tolera a meia-sombra. Gosta de terras ricas e pesadas, frescas ou mesmo muito húmidas, e cultiva-se indiferentemente em margens soalheiras, num sub-bosque fresco e com meia-sombra, ou na borda de canteiro com meia-sombra, em companhia de epimédios, pervinca ou Pachysandra. As flores cortadas secam facilmente e podem ser incorporadas em ramos secos.
Os rizomas da Anemopsis californica são utilizados na medicina tradicional pelos índios da América, que também adornam as suas bordados de contas com os seus pequenos frutos.
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Anemopsis californica em imagens...
Floração
Folhagem
Hábito
Botânica
Anemopsis
californica
Saururaceae
América do Norte
Plantação e cuidados
A *Anemopsis californica* aprecia uma exposição soalheira ou semi-sombreada. É uma planta muito fácil de cultivar, aceitando até um período de seca moderada se o solo onde está plantada for profundo. Pode ser plantada em qualquer tipo de solo, desde que seja fresco e não ácido, podendo mesmo ser calcário ou salgado, de preferência na primavera, pois a planta é destruída abaixo dos -10°C. Esta planta não exige ter as raízes submersas, encontrando-se na natureza em rochedos frescos, em solo drenado. Plante em grupo para criar um efeito de massa. Controle o crescimento para que não prejudique as plantas vizinhas. Aplique uma camada de cobertura morta no solo, em novembro, nas regiões onde o inverno é bastante frio. Divida as touceiras, em outubro, de três em três anos, e replante as cepas noutro local do jardim.
Quando plantar?
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Cuidados
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A rusticidade é a temperatura mais baixa do inverno que uma planta pode suportar sem sofrer danos graves ou mesmo morrer. No entanto, esta rusticidade é afetada pela localização (zona abrigada, como um pátio), pelas proteções (cobertura de inverno) e pelo tipo de solo (a rusticidade é melhorada por um solo bem drenado).
Os períodos de sementeira indicados no nosso site aplicam-se aos países e regiões situados na zona 8 da USDA (França, Reino Unido, Irlanda, Países Baixos).
Em regiões mais frias (Escandinávia, Polónia, Áustria...), adie a sementeira ao ar livre por 3 a 4 semanas ou semeie em estufa.
Em climas mais quentes (Itália, Espanha, Grécia, etc.), antecipe a sementeira ao ar livre de algumas semanas.
O período de colheita indicado no nosso site aplica-se aos países e regiões da zona 8 do USDA (França, Inglaterra, Irlanda, Países Baixos).
Em regiões mais frias (Escandinávia, Polónia, Áustria...), a colheita de frutas e legumes provavelmente ocorrerá 3 a 4 semanas mais tarde.
Em regiões mais quentes (Itália, Espanha, Grécia, etc.), a colheita provavelmente ocorrerá mais cedo, dependendo das condições meteorológicas.
O período de plantação indicado no nosso site aplica-se às regiões situadas na zona 9b do USDA (Litoral atlântico e vale do Tejo: Lisboa, Porto, Setúbal, Coimbra, Aveiro). Este período varia consoante o local onde reside:
- No interior centro e no Alentejo (Évora, Portalegre, Castelo Branco, Guarda, Viseu), adie a plantação de 2 a 3 semanas na primavera e antecipe-a de 2 a 3 semanas no outono em relação às datas indicadas, para evitar os picos de calor do verão e as geadas de inverno dos planaltos interiores.
- Nos Maciços do norte e do centro (Serra da Estrela, Serra do Gerês, Bragança, Chaves), é preferível plantar no final da primavera (maio), uma vez eliminados os últimos riscos de geada, ou no início do outono (setembro–outubro), quando o calor intenso do verão já tiver passado e as primeiras chuvas de outono tiverem regressado.
Em climas temperados, a poda de arbustos com floração na primavera (forsythia, espireia, etc.) deve ser feita logo após a floração.
A poda dos arbustos com floração no verão (amargoseira, perovskia, etc.) pode ser feita no inverno ou na primavera.
Em regiões frias, bem como para plantas sensíveis ao gelo, evite podar muito cedo, quando ainda podem ocorrer geadas fortes.
O período de floração indicado no nosso site aplica-se às regiões situadas na zona 9b do USDA (Litoral atlântico e vale do Tejo: Lisboa, Porto, Setúbal, Coimbra, Aveiro).
Este período varia consoante o local onde reside:
- No interior centro e no Alentejo (Évora, Portalegre, Castelo Branco, Guarda, Viseu), a floração será adiada de 2 a 3 semanas em relação às datas indicadas, por causa das primaveras mais secas e das variações de temperaturas mais acentuadas.
- Nos maciços do norte e do centro (Serra da Estrela, Serra do Gerês, Bragança, Chaves), a floração será adiada de 3 a 5 semanas. Ocorrerá principalmente entre maio e julho, dependendo da altitude.
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