Hieracium pilosella
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Pilosela
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Descrição
A Hieracium pilosella, também designada por Pilosella officinarum e mais conhecida como Pilosela ou Orelha-de-rato, é uma pequena planta medicinal perene e tapizante muito comum em França, onde coloniza locais secos e incultos. No jardim, esta formidável competidora pode ser utilizada como cobertura vegetal, especialmente em solos secos e muito bem drenados, onde impede a germinação e o desenvolvimento de ervas daninhas. Apesar de muito eficaz, não deixa de ser ornamental ao estender-se pelo solo formando um tapete ligeiramente prateado salpicado de flores de dente-de-leão de um amarelo-limão claro. As suas rosetas, coladas rente ao solo, infiltram-se entre as pedras de uma rocha ou nas juntas de pavimentos, vegetalizando zonas ingratas e pedregosas do jardim.
A Pilosella officinarum pertence à grande família das asteráceas, sendo prima do dente-de-leão, dos girassóis e das centáureas. Trata-se de uma planta perene originária de uma vasta zona que vai da Europa Ocidental à Ásia Ocidental. Está também presente no Norte de África. Em Portugal, encontra-se disseminada em solos secos, em charnecas de urze, aterros e clareiras, em rochedos e turfeiras, em grande parte do território, tanto em montanha como no litoral. É, portanto, uma planta de solo seco muito resistente, perfeitamente rústica e capaz de se adaptar a diversos climas.
A Pilosela forma rosetas de folhas persistentes, oblongas, inteiras, verdes na página superior e acinzentadas e felpudas na inferior, eriçadas de longos pelos sedosos e prateados. Na periferia das rosetas, a planta desenvolve estolhos folhosos que enraízam em contacto com o solo e dão origem a novas rosetas de folhas. A planta mede apenas alguns centímetros de altura (10 a 15 cm), mas estende-se rapidamente e pode cobrir mais de 50 cm de solo. A floração, muito prolongada no tempo, ocorre de maio/junho a setembro, consoante o clima. Do centro das rosetas emergem hastes de 25 cm que sustentam inflorescências amarelo-limão semelhantes às dos dentes-de-leão. São capítulos com 2 a 3 cm de diâmetro que darão lugar a sementes munidas de papilhos sedosos, acinzentados a avermelhados, que o vento se encarregará de dispersar. A planta liberta no solo substâncias que inibem o desenvolvimento das suas competidoras através de um fenómeno de alelopatia. Por vezes, pode auto-destruir-se, com as rosetas situadas no centro do tapete a definharem. As chuvas lavam as zonas assim desnudadas, tornando o solo novamente acolhedor para as sementes que germinarão e darão novos indivíduos bem vivos no coração do tapete. A raiz pivotante do Hieracium torna o seu arranque difícil.
O Hieracium pilosella, que requer muito pouca manutenção, é uma autêntica cobertura vegetal para terras pobres e bem drenadas. Em contrapartida, a planta pode revelar-se invasora, podendo limitar-se o seu desenvolvimento através da colocação de barreiras anti-rizomas ou pelo arranque regular dos estolhos indesejados. Muito rústica e extremamente económica em água, limita fortemente a proliferação de ervas daninhas e confere um aspeto precioso e bem cuidado ao jardim. Esta planta permite prescindir da rega necessária para um relvado, mesmo em clima seco, em zonas um pouco inacessíveis e, portanto, pouco pisadas. Pode associar-se a outras plantas tapizantes vigorosas, como a Phyla nodiflora ou a Achillea crithmifolia. As bonitas rosetas prateadas da Pilosela cobrem de forma eficaz e elegante o solo de maciços de vivazes robustas ou de arbustos de enraizamento profundo, tendo o cuidado de plantar a pilosela apenas quando as suas vizinhas estiverem muito bem estabelecidas. Constitui, finalmente, uma solução simultaneamente eficaz e ornamental para revestir um talude pedregoso e árido onde nada cresce.
Propriedades:
O Hieracium pilosella contém princípios ativos reconhecidos pela farmacologia moderna. Possui propriedades anti-infeciosas (antibióticas), desintoxicantes, adstringentes, colagogas, aperitivas, depurativas, vulnerárias, detersivas e diuréticas. O pó de pilosela é também utilizado para estancar hemorragias nasais.
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Hieracium pilosella em imagens...
Floração
Folhagem
Hábito
Botânica
Hieracium
pilosella
Asteraceae
Pilosela
Hortícola
Plantação e cuidados
A Heracium pilosella cultiva-se sem dificuldade ao sol, em terra muito bem drenada, pedregosa ou arenosa, ácida, neutra ou calcária, bem preparada e mobilizada para facilitar a sua instalação. Adapta-se razoavelmente bem a solos quentes e secos no verão. Em regiões verdadeiramente muito secas no verão, uma rega a cada 8 dias é suficiente para impedir que a folhagem seque. Em qualquer outro local, a planta desenrasca-se sozinha. Uma limpeza de infestantes cuidadosa é necessária no primeiro ano, até à cobertura total. A planta impede com relativa rapidez o desenvolvimento de ervas daninhas concorrentes.
Quando plantar?
Para que local?
Cuidados
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A rusticidade é a temperatura mais baixa do inverno que uma planta pode suportar sem sofrer danos graves ou mesmo morrer. No entanto, esta rusticidade é afetada pela localização (zona abrigada, como um pátio), pelas proteções (cobertura de inverno) e pelo tipo de solo (a rusticidade é melhorada por um solo bem drenado).
Os períodos de sementeira indicados no nosso site aplicam-se aos países e regiões situados na zona 8 da USDA (França, Reino Unido, Irlanda, Países Baixos).
Em regiões mais frias (Escandinávia, Polónia, Áustria...), adie a sementeira ao ar livre por 3 a 4 semanas ou semeie em estufa.
Em climas mais quentes (Itália, Espanha, Grécia, etc.), antecipe a sementeira ao ar livre de algumas semanas.
O período de colheita indicado no nosso site aplica-se aos países e regiões da zona 8 do USDA (França, Inglaterra, Irlanda, Países Baixos).
Em regiões mais frias (Escandinávia, Polónia, Áustria...), a colheita de frutas e legumes provavelmente ocorrerá 3 a 4 semanas mais tarde.
Em regiões mais quentes (Itália, Espanha, Grécia, etc.), a colheita provavelmente ocorrerá mais cedo, dependendo das condições meteorológicas.
O período de plantação indicado no nosso site aplica-se às regiões situadas na zona 9b do USDA (Litoral atlântico e vale do Tejo: Lisboa, Porto, Setúbal, Coimbra, Aveiro). Este período varia consoante o local onde reside:
- No interior centro e no Alentejo (Évora, Portalegre, Castelo Branco, Guarda, Viseu), adie a plantação de 2 a 3 semanas na primavera e antecipe-a de 2 a 3 semanas no outono em relação às datas indicadas, para evitar os picos de calor do verão e as geadas de inverno dos planaltos interiores.
- Nos Maciços do norte e do centro (Serra da Estrela, Serra do Gerês, Bragança, Chaves), é preferível plantar no final da primavera (maio), uma vez eliminados os últimos riscos de geada, ou no início do outono (setembro–outubro), quando o calor intenso do verão já tiver passado e as primeiras chuvas de outono tiverem regressado.
Em climas temperados, a poda de arbustos com floração na primavera (forsythia, espireia, etc.) deve ser feita logo após a floração.
A poda dos arbustos com floração no verão (amargoseira, perovskia, etc.) pode ser feita no inverno ou na primavera.
Em regiões frias, bem como para plantas sensíveis ao gelo, evite podar muito cedo, quando ainda podem ocorrer geadas fortes.
O período de floração indicado no nosso site aplica-se às regiões situadas na zona 9b do USDA (Litoral atlântico e vale do Tejo: Lisboa, Porto, Setúbal, Coimbra, Aveiro).
Este período varia consoante o local onde reside:
- No interior centro e no Alentejo (Évora, Portalegre, Castelo Branco, Guarda, Viseu), a floração será adiada de 2 a 3 semanas em relação às datas indicadas, por causa das primaveras mais secas e das variações de temperaturas mais acentuadas.
- Nos maciços do norte e do centro (Serra da Estrela, Serra do Gerês, Bragança, Chaves), a floração será adiada de 3 a 5 semanas. Ocorrerá principalmente entre maio e julho, dependendo da altitude.
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