Ceratonia siliqua em sementes - Alfarrobeira
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Ceratonia siliqua
Alfarrobeira , Alfarrobeiro , Figueira-do-diabo , Pão-de-são-joão
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Descrição
Le Caroubier est une plante emblématique des régions méditerranéennes à climat sec et chaud. Cet arbre compact à croissance lente excède rarement 12 m de haut et forme une couronne arrondie très large, bien identifiable. Son tronc massif, souvent tordu, est couvert d'une écorce brune rugueuse. Ses feuilles sont composées, imparipennées (à folioles de nombre pair), d'un vert foncé lustré. Sa floraison automnale est constituée de petites fleurs regroupées en grappes, sans réel intérêt ornemental. Après fécondation, elles évoluent en longues gousses brunes, les caroubes, dont toutes les parties sont utilisées soit pour l'alimentation animale, soit humaine. Si sa résistance au gel est limitée, en revanche, il s'adapte très bien aux sols pauvres ainsi qu'à la sécheresse, grâce à son enracinement profond. Le semis est son mode de multiplication naturel.
Le Ceratonia siliqua, connu sous différents noms vernaculaires, tel que Pain de saint Jean-Baptiste ou Figuier d'Égypte, appartient à la grande famille des Fabacées (ou Légumineuses), riche de près de 23000 espèces ce qui la place en troisième position sur le podium des plus importantes familles botaniques. Outre de nombreuses plantes sauvages, elle regroupe de nombreuses espèces fourragères (luzerne, trèfle...), alimentaires (haricots, pois, lentilles...) et ornementales (Glycines, Albizia, Cercis ou Arbres de Judée...).
Le Caroubier qui est la seule espèce du genre Ceratonia provient de l'est du bassin méditerranéen et s'est répandu sur tout son pourtour. Rarement arbustif, il forme le plus souvent un petit arbre de 8 à 12 m de hauteur, pour une largeur équivalente ou supérieure. Il forme en effet une couronne arrondie très large et très dense, portée par un tronc puissant, à la surface tourmentée et couverte par une écorce brune très rugueuse. De croissance lente, il développe un bois dur et s'il lui faut une cinquantaine d'années pour atteindre sa taille adulte, il peut vivre jusqu'à 500 ans, donnant alors de superbes sujets à la silhouette vénérable, typique des paysages méditerranéens. Il est aujourd'hui cultivé essentiellement en Sicile et en Espagne.
Les feuilles persistantes en hiver sont composées, formées de 2 à 5 paires de folioles coriaces, de forme ovale, et mesurant de 3 à 7 cm de longueur. De couleur vert foncé vernissé sur le dessus, les feuilles qui atteignent 12 à 30 cm de long ont un rachis rougeâtre, de même tonalité que l'extrémité des tiges. Selon les zones climatiques, la floraison apparait entre juillet et novembre, sous forme de grappes de 15 cm de long, composées de petites fleurs démunies de pétales. Réduites à un calice, unisexuées ou hermaphrodites, les fleurs ont une couleur qui varie du jaune au brun en passant par le rouge. Néanmoins, elles sont assez peu décoratives. Chez les sujets issus de semis, ce qui est généralement le cas, la floraison apparait après 6 à 8 ans. Les fruits quant à eux n'apparaissent que sur le vieux bois d'au moins trois ans. Ce sont de grandes gousses brunes, de 12 à 30 cm de longueur, pour 2 à 3 cm de largeur, produites en grande quantité. Les vergers cultivés ont ainsi des rendements de 50 à 100 kg par pied. La caroube est constituée à 90% de pulpe, les 10% restants étant les graines. La pulpe est récupérée pour l'alimentation animale, et quand elle est torréfiée, donne une farine utilisée en confiserie et dans l'agroalimentaire. Les graines fournissent la gomme de caroube, connu en tant qu'additif alimentaire naturel sous le code E-410.
Arbre précieux dans de nombreux pays du sud, il est capable de s'implanter dans des sols très pauvres. Grâce à une symbiose avec des bactéries spécialisées, ses racines ont en effet la propriété (commune aux Fabacées) de pouvoir capter et fixer l'azote atmosphérique, compensant ainsi la pauvreté du sol). Son enracinement très puissant, capable de s'enfoncer jusqu'à 20 m de profondeur, lui permet également se supporter la sécheresse. Son seul point faible est sa rusticité, limité à -7°C environ pour un sujet adulte, ce qui limite sa plantation en extérieur au Midi de la France.
Le Caroubier est une espèce botanique qui trouvera sa place dans un jardin au naturel, où son aspect sauvage et ses capacités d'adaptation seront bien adaptés. Plantez en sa compagnie d'autres plantes de la même veine, comme les Cistes aux fleurs simples éphémères, mais sans cesse renouvelées, dont le charme simple n'a rien à envier aux variétés horticoles souvent plus fragiles. Le Pistacia lentiscus, ou Lentisque pistachier est tout aussi résistant aux conditions rudes des pays chaud, et séduisant par son feuillage fin et découpé et ses petits fruits rouges très décoratifs.
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Floração
Folhagem
Hábito
Botânica
Ceratonia
siliqua
Fabaceae
Alfarrobeira , Alfarrobeiro , Figueira-do-diabo , Pão-de-são-joão
Mediterrâneo
Plantação e cuidados
A sementeira de sementes frescas de alfarrobeira é relativamente fácil e realiza-se na primavera. Complica-se, porém, quando as sementes estão secas. Nestes casos, deixam de absorver água, o que impede a germinação. É, portanto, necessário tratar as sementes para permitir que os cotilédones atravessem a parede que se tornou dura.
A escarificação é possível, mas nem sempre resulta de forma satisfatória. O método mais eficaz em presença de sementes secas é mergulhá‑las durante 1 hora em ácido sulfúrico diluído (atenção, verter sempre o ácido na água e não a água no ácido, pois neste caso existe um forte risco de projeção!). Coloque em seguida as sementes durante 24 h num recipiente cheio de água. O tratamento com ácido reproduz as condições naturais, já que as sementes são ingeridas por animais e atacadas pelos sucos gástricos do estômago antes de serem expulsas para o solo.
Se não houver ácido ou se o método causar receio, também se podem mergulhar as sementes durante 15 minutos em água a ferver, mexendo, e depois deixá‑las em maceração durante 24 h para acabar de amolecer os tegumentos.
A alfarrobeira forma uma longa raiz aprumada muito frágil, com apenas algumas raízes laterais curtas com menos de 1 cm. Para evitar partir a raiz durante a transplantação, há 2 possibilidades :
1/ Colocar as sementes em vasinhos preenchidos com uma mistura de turfa e areia muito leve, ou mesmo com vermiculite pura, para permitir extrair facilmente a plântula
2/ Utilizar vasinhos de turfa prensada que possam depois ser plantados diretamente (o vasinho permanece no solo, as raízes atravessam‑no sem problema).
Em ambos os casos, escolha vasinhos suficientemente profundos, cubra a semente com 2 a 4 cm de substrato e coloque‑os à luz, perto de uma janela, a uma temperatura de, pelo menos, 20 °C. Mantenha o substrato ligeiramente húmido, mas não encharcado, pois as plântulas não toleram excessos de água.
A germinação pode demorar de 30 dias a vários meses, e a taxa de sucesso varia entre 70 % e valores muito mais baixos se o tratamento da semente não tiver sido correto. Deixe as alfarrobeiras crescer até 15 a 20 cm antes de as plantar em terra.
Quando semear?
Para que local?
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A rusticidade é a temperatura mais baixa do inverno que uma planta pode suportar sem sofrer danos graves ou mesmo morrer. No entanto, esta rusticidade é afetada pela localização (zona abrigada, como um pátio), pelas proteções (cobertura de inverno) e pelo tipo de solo (a rusticidade é melhorada por um solo bem drenado).
Os períodos de sementeira indicados no nosso site aplicam-se aos países e regiões situados na zona 8 da USDA (França, Reino Unido, Irlanda, Países Baixos).
Em regiões mais frias (Escandinávia, Polónia, Áustria...), adie a sementeira ao ar livre por 3 a 4 semanas ou semeie em estufa.
Em climas mais quentes (Itália, Espanha, Grécia, etc.), antecipe a sementeira ao ar livre de algumas semanas.
O período de colheita indicado no nosso site aplica-se aos países e regiões da zona 8 do USDA (França, Inglaterra, Irlanda, Países Baixos).
Em regiões mais frias (Escandinávia, Polónia, Áustria...), a colheita de frutas e legumes provavelmente ocorrerá 3 a 4 semanas mais tarde.
Em regiões mais quentes (Itália, Espanha, Grécia, etc.), a colheita provavelmente ocorrerá mais cedo, dependendo das condições meteorológicas.
O período de plantação indicado no nosso site aplica-se às regiões situadas na zona 9b do USDA (Litoral atlântico e vale do Tejo: Lisboa, Porto, Setúbal, Coimbra, Aveiro). Este período varia consoante o local onde reside:
- No interior centro e no Alentejo (Évora, Portalegre, Castelo Branco, Guarda, Viseu), adie a plantação de 2 a 3 semanas na primavera e antecipe-a de 2 a 3 semanas no outono em relação às datas indicadas, para evitar os picos de calor do verão e as geadas de inverno dos planaltos interiores.
- Nos Maciços do norte e do centro (Serra da Estrela, Serra do Gerês, Bragança, Chaves), é preferível plantar no final da primavera (maio), uma vez eliminados os últimos riscos de geada, ou no início do outono (setembro–outubro), quando o calor intenso do verão já tiver passado e as primeiras chuvas de outono tiverem regressado.
Em climas temperados, a poda de arbustos com floração na primavera (forsythia, espireia, etc.) deve ser feita logo após a floração.
A poda dos arbustos com floração no verão (amargoseira, perovskia, etc.) pode ser feita no inverno ou na primavera.
Em regiões frias, bem como para plantas sensíveis ao gelo, evite podar muito cedo, quando ainda podem ocorrer geadas fortes.
O período de floração indicado no nosso site aplica-se às regiões situadas na zona 9b do USDA (Litoral atlântico e vale do Tejo: Lisboa, Porto, Setúbal, Coimbra, Aveiro).
Este período varia consoante o local onde reside:
- No interior centro e no Alentejo (Évora, Portalegre, Castelo Branco, Guarda, Viseu), a floração será adiada de 2 a 3 semanas em relação às datas indicadas, por causa das primaveras mais secas e das variações de temperaturas mais acentuadas.
- Nos maciços do norte e do centro (Serra da Estrela, Serra do Gerês, Bragança, Chaves), a floração será adiada de 3 a 5 semanas. Ocorrerá principalmente entre maio e julho, dependendo da altitude.
País de entrega e idioma
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