Resumo
As roseiras fazem parte das plantas indispensáveis nos jardins. Oferecem uma incrível diversidade de cores, formas de flores, períodos de floração, hábitos e utilizações, capazes de satisfazer todos os gostos.
Embora geralmente se associe as suas flores a rosas em caules com espinhos, sabia que existem variedades sem espinhos ou com poucos espinhos, também designadas inermes? A vantagem destas roseiras é poderem ser cultivadas sem riscos junto a zonas de passagem, em espaços pequenos ou em vaso, além de a sua manutenção ser muito mais fácil.
Roseiras arbustivas, roseiras trepadeiras e lianas sem espinhos ou quase: eis a nossa seleção de 12 variedades com muitas qualidades que vale a pena descobrir.
As roseiras arbustivas sem espinhos
As roseiras arbustivas paisagísticas são geralmente fáceis de cultivar e requerem poucos cuidados. Vigorosas, resistentes às doenças, de dimensão modesta, raramente ultrapassando os 2 metros, e com uma floração abundante, integram-se em praticamente todos os tipos de jardins.
‘Kew Gardens’, uma floração abundante semelhante à da roseira-brava
A roseira David Austin ‘Kew Gardens’ é um arbusto grande, apreciado pelas suas inúmeras qualidades. A sua floração reflorente inunda o verão e o início do outono, quase sem interrupção, com flores semelhantes às da roseira-brava. Apresentam uma cor branca pura, realçada por um centro amarelo-limão e um conjunto de estames dourados.
O arbusto apresenta uma silhueta ereta, totalmente desprovida de espinhos, atingindo, na maturidade, 1 metro e 50 de altura por 1 metro de envergadura.
Vigorosa, com uma folhagem saudável, resistente às doenças e bem rústica, encontrará o seu lugar no segundo plano de um canteiro florido ou numa sebe paisagística.

Roseira ‘Kew Gardens’
‘Reine des Violettes’, uma roseira antiga intemporal
‘Reine des Violettes’ possui o encanto nostálgico das roseiras antigas, associado a uma extraordinária coloração variável. As flores grandes revelam-se no final da primavera (maio-junho), e por vezes novamente no final do verão (setembro-outubro), se as condições forem favoráveis. São bem formadas, com pétalas dispostas em rosetas densas, e exibem uma coloração púrpura-violácea, matizada de vermelho no centro, que evolui para um tom mais claro entre o parma e o malva.
Quanto ao perfume, as notas são florais e muito intensas.
A folhagem também não fica atrás, oferecendo, em caules desprovidos de espinhos, surpreendentes tonalidades verde-azuladas.
Esta roseira antiga, que aprecia os climas quentes, revela-se vigorosa e pouco sensível às doenças.
Arbusto amplo mas denso, atingindo no máximo 1 metro e 50 de altura por 1 metro de envergadura, será cultivado em vaso, num canteiro ou em grupos de 3 exemplares, para alegrar uma relva bem cuidada.

Roseira ‘Reine des Violettes’
‘Carolyn Knight’, uma silhueta pequena de coloração original
A roseira David Austin ‘Carolyn Knight’ oferece uma floração em tons quentes, combinando laranja-acobreado, dourado e reflexos rosados. Das suas flores grandes de 8 cm, em forma de taça e muito dobradas, liberta-se um perfume guloso a mel e amêndoa, acentuando ainda mais o carácter acolhedor desta variedade inglesa.
Reflorescente, esta roseira floresce incansavelmente desde o verão até aos primeiros frios do outono.
Este arbusto vigoroso e saudável não ultrapassa 1 metro e 25 de altura por 1 metro de envergadura. Quase sem espinhos, poderá ser plantado numa bordadura, num canteiro de flores ou numa sebe de arbustos.

Roseira ‘Carolyn Knight’
‘Mrs John Laing’, belas flores para ramos
A roseira antiga ‘Mrs John Laing’ combina uma floração abundante com um perfume inebriante. De junho a julho e, depois, em setembro-outubro, oferece delicadas flores de 10 cm, muito globulares, de uma suave coloração rosa-pálido matizada de prateado.
Se a flor é muito utilizada em ramos, isso deve-se à sua boa durabilidade, ao perfume intenso, quase inebriante, e à sua resistência às intempéries.
A sua silhueta pequena não ultrapassa 1,30 m de altura por 90 cm de envergadura.
Bem rústica, pouco exigente, resistente à geada e às doenças, esta roseira adaptar-se-á a muitos jardins e poderá até ser cultivada em altitude.
Quase sem espinhos, ficará magnífica num vaso grande no terraço ou junto à entrada da casa, para aproveitar ao máximo o seu perfume.

Roseira ‘Mrs John Laing’
As roseiras trepadeiras sem espinhos
As roseiras trepadeiras conferem muita verticalidade ao jardim graças aos seus longos ramos flexíveis, que partem à conquista de diversas estruturas (muro com treliça, arco, caramanchão, pérgula…). Muitas vezes perfumadas e reflorescentes (florescendo várias vezes ao longo do ano), algumas variedades também produzem rosas sem espinhos.
‘Zéphirine Drouhin’, uma encantadora variedade antiga
A roseira trepadeira ‘Zéphirine Drouhin’ cobre-se, de junho a outubro, de belas flores dobradas de 7 cm, num rosa intenso, muito vivo e luminoso, por vezes tendendo para o vermelho-claro. Exalam um perfume frutado intenso a framboesa ou groselha-preta.
A sua silhueta flexível e arbustiva atinge 3 metros de altura por 2 metros de largura. Não tem espinhos ou apresenta muito poucos.
Os ramos desta roseira trepadeira serão conduzidos numa treliça ao longo de uma vedação ou de um muro. Muito rústica (resiste a temperaturas inferiores a -15°C), esta roseira adapta-se até mesmo a jardins de clima montanhoso.

Roseira ‘Zephirine Drouhin’
‘Madame Alfred Carrière’, uma roseira conhecida pelas suas muitas qualidades
A roseira trepadeira ‘Madame Alfred Carrière’ recebeu numerosos prémios, prova das suas qualidades: vigor, resistência às doenças e ao frio, floração abundante e quase ausência de espinhos.
De junho até às primeiras geadas, quase sem interrupção, oferece ramos de flores com grandes flores dobradas de 10 cm, brancas-marfim, realçadas por um delicado coração com reflexos rosados. As flores revelam um perfume frutado agradável e intenso.
Esta roseira atinge quase 4 metros de altura por 2 metros de largura e cobrirá facilmente um portão, uma rede metálica ou uma pérgula. Pode ser cultivada mesmo em solos pobres e em zonas sombrias, onde proporcionará luminosidade e exuberância.

Roseira ‘Mme Alfred Carrière’
‘Malvern Hills’, uma variedade solar
A roseira David Austin ‘Malvern Hills’ é uma verdadeira cascata luminosa: durante todo o verão e até às primeiras geadas, cobre-se de cachos de pequenas flores dobradas de um amarelo-acobreado muito quente, que vai ficando mais pálido com o tempo. Oferecem um delicioso perfume suave e almiscarado.
Vigorosos, os seus ramos pouco espinhosos, que atingem mais de 3 metros de altura, cobrem-se de uma elegante folhagem semi-persistente (que se mantém em climas amenos), que cobrirá uma pérgula, um caramanchão ou uma vedação.
Esta roseira é ideal para grandes espaços e também pode conferir um toque selvagem e natural a um canteiro.

Roseira ‘Malvern Hills’
‘Snow Goose’, adoráveis pompons imaculados
A roseira David Austin ‘Snow Goose’ cobre-se, do verão ao outono, de encantadoras pequenas flores dobradas com um aspeto despenteado, que fazem lembrar margaridas. São de um branco delicado e abrem-se num pequeno centro creme, exalando notas almiscaradas.
Esta roseira inglesa revela-se pouco sensível às doenças, muito rústica, vigorosa e fácil de cuidar graças aos seus ramos pouco espinhosos.
Pode atingir até 3 metros de altura por 1 metro de largura e será uma excelente escolha para cobrir um pilar ou embelezar uma vedação e uma rede metálica.

Roseira ‘Snow Goose’
‘Mortimer Sackler’, um toque romântico
Mais uma roseira inglesa incontornável nesta seleção de roseiras trepadeiras sem espinhos: a roseira David Austin ‘Mortimer Sackler climbing’ oferece belas flores com cerca de dez centímetros, revelando um perfume típico de rosa antiga, guloso e frutado. São bem formadas, dobradas e de uma tonalidade rosa fresca, que se torna mais pálida em direção ao exterior. A floração ocorre quase sem interrupção de junho a outubro.
Os longos ramos desta roseira, que podem ultrapassar 3 metros de altura, têm poucos espinhos, o que facilita os cuidados e permite colocá-la mesmo junto a zonas de passagem: no terraço, sob um arco ou uma pérgula à entrada, ou ainda para cobrir um abrigo de jardim.

Roseira ‘Mortimer Sackler’
As roseiras trepadeiras sem espinhos
Maiores do que as roseiras trepadeiras, geralmente não reflorecentes (florescem abundantemente apenas uma vez por ano), mas muito floribundas, as roseiras trepadeiras oferecem-nos também belas variedades de roseiras sem espinhos.
Rosa banksiae ‘Lutea’, dimensões impressionantes
A roseira de Banks ‘Lutea’ é uma grande liana sem espinhos que pode ultrapassar 10 metros de altura e atingir 6 metros de largura. Floresce precocemente durante quase 3 semanas na primavera, entre março e junho. Esta liana revela então uma fonte de milhares de pequenas rosas duplas, de uma cor amarelo-manteiga invulgar, muito suave.
A sua folhagem, pouco suscetível a doenças, é persistente em climas com invernos amenos.
Rústica até – 10°C, aprecia o clima mediterrânico, mesmo seco, e as regiões a sul do Loire.
Particularmente vigorosa, precisará apenas de 4 ou 5 anos para cobrir um caramanchão ou trepar por uma árvore velha.

Roseira de Banks ‘Lutea’
‘Veilchenblau’, uma cor incrível
A roseira ‘Veilchenblau’ é uma variedade alemã que não deixa ninguém indiferente. Capta todos os olhares graças às suas cores vivas, que evoluem ao longo dos dias: um violeta-púrpura que adquire raros tons azulados ao murchar, realçado por um centro branco e um conjunto de estames dourados. A floração ocorre entre junho e julho e as rosas semi-duplas revelam um ligeiro perfume a pó de arroz, que se intensifica com tempo quente e calmo.
Fácil de cultivar, robusta e quase sem espinhos, adapta-se a todos os climas e a todos os solos.
A sua silhueta atinge até 5 metros de altura e 3 metros de largura. Iluminará maravilhosamente as zonas de meia-sombra do jardim ou esconderá construções inestéticas.

Roseira ‘Veilchenblau’
‘Maria Lisa’, um toque selvagem e radiante
A roseira trepadeira ‘Maria Lisa’ é uma bela liana com floração no verão. Entre junho e julho, produz ramos de flores semi-duplas de um rosa-vivo cintilante, iluminadas por um olho branco e um centro de estames dourados.
Resistente, vigorosa, pouco suscetível a doenças e rústica, não lhe faltam qualidades.
Ideal para cobrir grandes espaços, esta roseira trepadeira de hábito ligeiramente pendente apresenta dimensões modestas (4 metros de altura e 3 metros de largura) e revela-se quase sem espinhos.
Poderá ser conduzida em espaldeira ao longo de um muro, trepar por uma árvore velha ou integrar-se numa grande sebe livre, mesmo numa exposição de meia-sombra.

Roseira ‘Maria Lisa’
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