Resumo
A Aglaonema é uma planta de interior com uma folhagem decorativa, colorida e variegada. Originária das florestas tropicais do Sudeste Asiático, quentes e húmidas, adapta-se ainda assim bem aos nossos interiores, desde que lhe seja proporcionado um ambiente estável e cuidados adequados.
Contudo, como acontece com qualquer planta, as suas necessidades vão mudando ao longo das estações. Rega, humidade, fertilização… cada período do ano exige alguns ajustes para garantir a sua boa saúde. Uma manutenção bem pensada permite não só favorecer um crescimento luxuriante, mas também prevenir doenças e problemas relacionados com as variações de temperatura e de humidade.
Neste artigo, descubra como cuidar da Aglaonema ao longo de todo o ano, adaptando a sua manutenção a cada estação para que se mantenha bonita e saudável.
Tenha em conta que algumas espécies de Aglaonema são mais exigentes no cultivo, como a Aglaonema pictum ‘Tricolor’: cultivam-se nas mesmas condições que as restantes, mas no extremo “superior”: mais luz, mais humidade ambiente.
Tenha também em conta que se o seu interior for particularmente estável em termos de luminosidade, temperatura e humidade ambiente, poderá aplicar cuidados mais constantes, menos dependentes das estações. Aperceber-se-á disso se a sua planta continuar a produzir folhas no inverno com a mesma regularidade.

Aglaonema pictum ‘Tricolor’, uma bela variedade um pouco delicada
A primavera: a estação da renovação
A primavera é a época ideal para dar um novo impulso ao seu Aglaonema. Depois dos meses de inverno, durante os quais o crescimento abrandou, a planta recupera gradualmente o vigor. É, por isso, o momento certo para adaptar os cuidados e acompanhá-la nesta fase de renovação.
Mais luz para um maior crescimento
Com o aumento da luminosidade natural, o Aglaonema começa a produzir folhas novas. Para o ajudar:
- Verifique se está colocado num local bem iluminado, protegido do sol direto, que poderia queimar a sua folhagem. O Aglaonema tolera uma luminosidade média, mas cresce melhor com o máximo de luminosidade possível.
- Se o interior for escuro, pode utilizar uma lâmpada de crescimento para compensar a falta de luz.
Rega e humidade: é preciso encontrar um equilíbrio
Na primavera, a planta sai do seu período de repouso e precisa de mais água:
- Regue quando a superfície do substrato estiver seca nos primeiros centímetros (geralmente uma vez por semana, mas adapte a frequência à temperatura ambiente, ao substrato e ao vaso).
- Utilize água à temperatura ambiente para evitar um choque térmico nas raízes.
- Mantenha uma boa humidade ambiente, borrifando regularmente as folhas e/ou colocando um humidificador nas proximidades.
Mudança de vaso: um novo começo
Se o seu Aglaonema parecer apertado no vaso ou se as raízes começarem a sair pelos orifícios de drenagem, esta é a época certa para o mudar de vaso.
- Escolha um vaso ligeiramente maior (mais 2 a 3 cm de diâmetro).
- Prefira um substrato bem drenante, como uma mistura de substrato para plantas de interior à base de turfa, enriquecido com perlite e, se necessário, areia grossa.
- Aproveite a mudança de vaso para examinar as raízes e retirar as que estiverem danificadas ou apodrecidas.
Adubação: um impulso de energia
Depois do inverno, o seu Aglaonema precisa de nutrientes para retomar bem o crescimento:
- Comece a adubar com um adubo líquido para plantas verdes, equilibrado ou rico em azoto.
- Aplique o adubo a cada quatro a seis semanas, diluindo ligeiramente a dose recomendada para evitar um excesso de adubação.
- Reduza ou interrompa a adubação se notar manchas castanhas nas folhas, sinal de um excesso de sais minerais.
Vigilância e cuidados com as folhas
A primavera é também uma boa oportunidade para limpar a folhagem:
- Passe um pano húmido sobre as folhas para remover o pó e permitir uma melhor fotossíntese.
- Inspecione a planta para detetar eventuais parasitas, como cochonilhas ou pulgões, atraídos pelo novo crescimento.
- Em caso de problema, utilize uma solução à base de sabão preto diluído para tratar naturalmente o seu Aglaonema.

O Aglaonema aprecia uma boa luminosidade. A primavera é a época ideal para o mudar de vaso
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Aglaonema: plantação, cultivo e cuidadosO verão: calor e vigilância
O verão é uma época em que o Aglaonema pode desenvolver-se plenamente graças ao calor e à luz. No entanto, esta estação exige também uma atenção especial, pois as temperaturas elevadas, o ar seco e uma exposição excessiva à luz podem fragilizar a planta. Eis como adaptar os cuidados para que se mantenha saudável durante o verão.
Ajustar a rega de acordo com o calor
Com a subida das temperaturas, o Aglaonema precisa de mais água, mas é importante não cair em excessos.
- Regue sempre que o substrato começar a secar à superfície, geralmente duas vezes por semana, consoante o calor e a humidade ambiente. Durante os períodos de calor intenso, poderá ser necessário regar 3 vezes por semana.
- Verifique sempre a humidade do substrato antes de regar para evitar o excesso de água, que poderá provocar o apodrecimento das raízes.
- Evite que a água fique acumulada no prato, esvaziando o excesso depois de cada rega.
Luz: evite os raios solares
No verão, a luz é mais intensa, o que pode ser benéfico, mas também problemático se o Aglaonema ficar demasiado exposto.
- Certifique-se de que a planta recebe o máximo de luz possível, mas evite o sol direto, que poderá queimar as folhas.
- Se a luz for demasiado direta, afaste a planta das janelas ou utilize uma cortina fina para filtrar os raios solares.
Humidade: prevenir o ar seco
Com o calor do verão e a eventual utilização do ar condicionado, o ar pode tornar-se demasiado seco para o Aglaonema, que se adapta aos ambientes domésticos, mas prefere uma humidade ambiente entre 50 e 70 %, onde se desenvolve melhor.
- Pulverize as folhas várias vezes por semana com água sem calcário.
- Agrupe as plantas para criar um microclima.
- Utilize um humidificador de ar para evitar que as folhas sequem.
Vigilância dos parasitas: atenção aos indesejáveis
O verão favorece a proliferação de certos parasitas, nomeadamente cochonilhas, pulgões e aranhiços vermelhos, atraídos pelo calor e pelo ar seco ou húmido.
- Inspecione regularmente a parte inferior das folhas e os caules para detetar eventuais invasores.
- Em caso de parasitas, utilize uma solução natural, como sabão preto diluído (consulte os artigos correspondentes nas ligações deste artigo).
- Aumente ligeiramente a humidade em redor da planta para impedir que os aranhiços vermelhos se instalem, pois detestam a humidade.
Adubo: nutrir com moderação
Sendo o verão uma época de crescimento intenso, o Aglaonema poderá beneficiar de um aporte de nutrientes, mas não se deve exagerar.
- Tal como na primavera, aplique um adubo líquido para plantas verdes a cada quatro a seis semanas, respeitando cuidadosamente as dosagens indicadas.
- Evite adubar quando as temperaturas forem muito elevadas, pois um crescimento demasiado estimulado sob calor intenso poderá enfraquecer a planta.
- Se notar manchas castanhas nas folhas, espace as aplicações de adubo para evitar a acumulação de sais minerais no solo.
Prevenir os golpes de calor e os choques térmicos
O Aglaonema não suporta temperaturas excessivamente elevadas nem variações bruscas; o intervalo ideal de temperaturas situa-se entre 18 e 26 °C.
- Evite colocá-lo perto de um aparelho de ar condicionado ou de uma ventoinha que sopre diretamente sobre a planta.
- Se a temperatura ultrapassar os 30 °C, vigie mais atentamente a humidade e regue um pouco mais frequentemente para evitar que a planta sofra de stress hídrico.
- Se arejar a divisão, tenha o cuidado de não expor a planta a correntes de ar demasiado frescas, sobretudo ao final do dia.
O verão é uma época fundamental para o desenvolvimento do Aglaonema. Com um bom equilíbrio entre rega, humidade e luz, poderá desenvolver-se sem sofrer com o calor.
O outono: uma transição suave
O outono marca o fim do período de crescimento ativo do Aglaonema. À medida que os dias ficam mais curtos e as temperaturas descem, a planta começa a abrandar o seu metabolismo. É um período de transição durante o qual é necessário adaptar gradualmente os cuidados, para preparar o Aglaonema para enfrentar o inverno com toda a tranquilidade.
Reduzir gradualmente a rega
Com a descida das temperaturas e a diminuição da luz, o Aglaonema tem menores necessidades de água.
- Regue com menos frequência do que no verão, aproximadamente uma vez por semana, consoante a rapidez com que o substrato seca.
- Verifique sempre a humidade do solo, introduzindo um dedo a 2-3 cm de profundidade antes de regar.
- Evite absolutamente o excesso de água, pois as raízes demoram mais tempo a absorver a humidade nesta época, o que pode favorecer o apodrecimento.
Espaçar as aplicações de adubo
O Aglaonema entra numa fase de crescimento mais lento e já não precisa de tantos nutrientes.
- Reduza a frequência das aplicações de adubo e depois suspenda completamente a fertilização a partir do final de outubro.
- Um excesso de adubo no outono pode provocar a acumulação de sais minerais no substrato e enfraquecer as raízes.
Limpeza das folhas
O outono é uma boa altura para revitalizar o Aglaonema.
- Retire as folhas amareladas ou danificadas com uma tesoura limpa e desinfetada.
- Limpe as folhas com um pano húmido para eliminar o pó acumulado e maximizar a fotossíntese.
- Aproveite para inspecionar a planta e detetar eventuais parasitas.
Gerir a diminuição da luz
Os dias ficam mais curtos e a luminosidade diminui, o que pode abrandar o crescimento e afetar a cor das folhas.
- Mude o Aglaonema para um local mais luminoso, como junto a uma janela virada a nascente ou a poente.
- Se a luz natural se tornar insuficiente, considere utilizar uma lâmpada de cultivo para compensar a falta de iluminação.
- Rode o vaso regularmente para que todas as folhas recebam a mesma quantidade de luz e para evitar que a planta se incline numa única direção.
Vigiar as temperaturas e a humidade
O Aglaonema aprecia um ambiente estável e receia variações bruscas de temperatura.
- Afaste-o de fontes de calor, como radiadores, e de correntes de ar frio junto a janelas abertas ou portas que dão para o exterior.
- Vigie a humidade ambiente, que pode começar a diminuir com o aquecimento no interior.

As belas folhagens coloridas de Aglaonema
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Aglaonema: doenças, pragas e problemas comunsO inverno: repouso e sobriedade
O inverno é um período delicado para a Aglaonema. A redução da luminosidade, o ar seco provocado pelo aquecimento e as temperaturas mais baixas abrandam o seu metabolismo. Nesta estação, o objetivo é evitar erros de manutenção que possam enfraquecer a planta e proporcionar-lhe condições adequadas ao seu repouso invernal.
Rega: menos, mas melhor
A Aglaonema precisa de menos água no inverno, porque o seu crescimento abranda.
- Regue um pouco menos frequentemente, quando o substrato estiver seco em cerca de metade do vaso.
- Evite absolutamente a água acumulada no prato, para prevenir o apodrecimento das raízes.
Temperatura: proteger do frio e das correntes de ar
A Aglaonema é uma planta tropical que não tolera temperaturas inferiores a 15 °C.
- Mantenha uma temperatura ambiente estável.
- Afaste a planta de janelas mal isoladas, de portas que dão para o exterior e de locais expostos a correntes de ar frio.
- Tenha atenção aos radiadores: o calor direto pode secar a planta e queimar-lhe as folhas.
Humidade: evitar o ar demasiado seco
O aquecimento interior tende a secar o ar, o que pode afetar a Aglaonema. Se a humidade descer abaixo dos 50 %, pondere utilizar um humidificador de ar.
Adubo: pausa no inverno
Como a Aglaonema não tem um crescimento ativo no inverno, não precisa de receber nutrientes.
- Interrompa completamente a aplicação de adubo entre novembro e fevereiro.
- Retome a aplicação de adubo apenas no início da primavera, quando o crescimento recomeçar.
Vigilância e manutenção mínima
O inverno é um período em que é sobretudo necessário vigiar a planta e evitar erros de manutenção.
- Continue a limpar as folhas com um pano húmido para remover o pó e otimizar a fotossíntese.
- Verifique a ausência de pragas, pois o ar seco pode favorecer o aparecimento de aranhiços vermelhos.
- Se a planta parecer enfraquecer, não entre em pânico: é normal que abrande a sua atividade.
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