Fazer compostagem na varanda
Para uma jardinagem ecológica
Resumo
Pensa-se mais frequentemente em fazer composto num jardim do que numa varanda. As razões são várias: a falta de espaço e os inconvenientes que isso pode causar, como os cheiros ou os mosquitinhos. Se tiver uma varanda e vontade de reciclar os seus próprios resíduos alimentares e de saber mais sobre este tema, eis algumas pistas sobre as soluções disponíveis.
Porquê fazer composto na varanda?
Fazer compostagem numa varanda, tal como num jardim, é uma prática ecológica. Por um lado, permite reciclar os resíduos biodegradáveis, incluindo os restos alimentares de origem vegetal que se geram todos os dias. E isto não é nada negligenciável, uma vez que os biorresíduos representam 30% daquilo que é colocado no lixo. Por outro lado, a compostagem permite produzir um adubo natural de qualidade, económico e que pode ser reutilizado para alimentar as próprias plantas.
Outro facto a ter em conta: a lei contra o desperdício e a favor da economia circular, de fevereiro de 2020, determina que todas as pessoas deverão dispor de uma solução prática, a partir de 1 de janeiro de 2024, para separar os seus biorresíduos. Prevê que cada agregado familiar separe os seus resíduos alimentares num contentor específico, que será recolhido por veículos próprios. Tudo isto está, naturalmente, ainda a ser implementado, mas, como nem todas as pessoas vivem no campo, a questão ganha ainda mais importância: como fazer compostagem na varanda?

um vermicompostor numa varanda com sombra
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Como fazer um bom composto em 5 passosQue compostor escolher para uma varanda?
Uma varanda, por maior que seja, só poderá acolher um compostor de pequenas dimensões, consoante o espaço disponível. Além disso, o compostor não ficará diretamente em contacto com a terra, como acontece num jardim.
Existem várias soluções: adquirir um vermicompostor ou um pequeno compostor adequado para utilizar numa varanda, disponível no comércio.
O compostor pode ser de madeira (material que se degrada no exterior após alguns anos), de plástico (material leve e duradouro) ou de metal (tendo o cuidado de evitar que enferruje).
O vermicompostor permite decompor os resíduos vegetais graças à ação de minhocas do género Eisenia, que os ingerem e depois os expelem, formando húmus ou composto. Ao contrário do que se poderia pensar, as minhocas Eisenia não são as mesmas que se encontram na terra de jardim. Para realizarem este trabalho de decomposição, as minhocas precisam de determinadas condições: oxigénio, uma temperatura entre 15 e 20°C e um nível de humidade não demasiado elevado.
A vantagem desta opção é não ser necessário revolver e arejar o composto, uma vez que são as minhocas que se encarregam desse trabalho. Com efeito, o vermicompostor é constituído por várias caixas empilhadas umas sobre as outras, e as minhocas deslocam-se de uma para a outra, de baixo para cima, à medida que avança a decomposição dos resíduos. A caixa mais baixa serve para recolher o «líquido do composto» e as caixas superiores para recolher o composto maduro. Para saber mais, consulte os nossos conselhos neste artigo sobre o vermicompostor.
Esta solução é especialmente recomendada para a compostagem numa varanda pela ADEME (Agência da transição ecológica) e pela cidade de Paris. Segundo a ADEME, a vermicompostagem não produz maus odores, quando é corretamente utilizada. Vale a pena experimentar!
Outra opção consiste em adquirir um mini-compostor disponível no comércio. Existem modelos especialmente concebidos para varandas ou para utilização no interior, como o compostor Bokashi. Este método, originário do Japão, permite decompor os restos alimentares num balde hermético, adicionando fermentos específicos.

Um compostor «Bokashi»
Que alimentos colocar num compostor na varanda?
Pode colocar no compostor cascas de legumes e de frutas, cascas de ovos esmagadas, saquetas de chá ou borras de café, restos de plantas não tratadas, ramos ou folhas da varanda. Todos estes elementos devem ser cortados em pedaços pequenos para facilitar a tarefa dos pequenos animais que os vão ingerir. Acrescentará também matéria seca, como cartão e papel, para equilibrar a mistura.
A evitar: No vermicompostor, não coloque citrinos, cebolas ou alho, que libertam acidez, podendo matar as minhocas que trabalham para produzir o composto.
Também não coloque carne, peixe, restos de pratos cozinhados, produtos lácteos nem pão.
Os compostores Bokashi aceitam, por sua vez, também citrinos, cebolas, restos de carne e de peixe, produtos lácteos e pão, sendo os resíduos decompostos graças a um fermento que o utilizador espalha sobre estes.

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O lombricomposto, lado práticoComo proceder?
Em primeiro lugar, o compostor deve ser colocado à sombra ou à meia-sombra, o que nem sempre é possível numa varanda. Será, portanto, necessário encontrar-lhe um local adequado, se quiser que o processo de decomposição funcione.
Em seguida, siga as instruções de utilização do vermicompostor ou do compostor adquirido.
Para obter um bom composto, é necessário encontrar um equilíbrio entre os materiais ricos em azoto (cascas, folhas, erva verde…) e os ricos em carbono (cartão, papel, palha, ramos…). Pode colocar uma camada fina de biorresíduos ricos em azoto, seguida de uma camada fina de resíduos secos (cartão, papel), alternando assim as camadas. A quantidade adequada de ar e de humidade também é importante. Convém, portanto, vigiar regularmente o composto, remexê-lo e regá-lo, se necessário.
Encontre neste artigo os nossos conselhos para conseguir um bom composto no jardim, bem como para utilizar um vermicompostor.
Para evitar os mosquitinhos ou se a mistura estiver demasiado húmida, alguns recomendam adicionar cartão ou cobri-la com cartão. Outra possibilidade consiste em evitar as cascas de frutos doces.

Como fazer um pequeno compostor?
Se quiser começar a fabricar uma pequena composteira caseira, pode começar por uma experiência em miniatura com elementos muito simples, como um vaso (suficientemente grande), um prato que colocará por baixo para recolher o líquido do composto e uma tampa para cobrir o composto.
Para os mais habilidosos, é possível encontrar na Internet tutoriais para fabricar um pequeno vermicompostor em madeira resistente à podridão ou em plástico. Os testemunhos de quem já experimentou são bastante variados neste tema.
Eis a ideia geral. Para fabricar um vermicompostor, uma opção possível consiste em utilizar caixas empilháveis de plástico opaco, nas quais se fazem furos para que as minhocas possam circular de um nível para o outro. Também é possível construir a estrutura das caixas em madeira e colocar uma rede metálica no fundo, o que permitirá a circulação das minhocas. Coloca-se depois uma tampa sobre a caixa que fica mais acima e pode acrescentar-se uma torneira à caixa que fica mais abaixo, o que permitirá recolher o líquido do composto.
Outra possibilidade consiste em informar-se junto da sua autarquia para conhecer as suas iniciativas a favor da compostagem, como acontece, por exemplo, na cidade de Paris, que organiza campanhas de oferta de vermicompostores a particulares.

exemplo de pequeno vermicompostor caseiro
Como utilizar o composto na varanda?
O vermicompostor e alguns compostores dispõem de uma torneira que permite recolher o lixiviado ou chá de composto. Este líquido utiliza-se como fertilizante na água da rega, desde que seja diluído na proporção de 1/10.
Também é possível recolher o composto maduro para colocar um pouco junto ao pé das plantas, sem o enterrar demasiado profundamente no substrato. Um composto maduro reconhece-se pelo facto de ter uma estrutura granulosa, ser negro e cheirar a húmus. Para o obter, são necessários vários meses (entre 3 e 8 meses, consoante os métodos utilizados).
Por fim, quem não tem sucesso com a compostagem ou não tem vontade de a fazer pode participar num compostor coletivo perto de casa. Importa saber também que existe lombricomposto já pronto, que pode ser comprado em saco.

Quando estiver maduro, o composto pode nutrir as plantas da varanda
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