Resumo
« Não tinha plantado campânulas e coração-de-maria aqui? A menos que sejam margaridas perenes… » Para evitar este tipo de contrariedade, existe felizmente uma solução contra os lapsos de memória: marcar as plantações com etiquetas de jardim! Quadradas, redondas, retangulares, em forma de coração ou de losango, em ardósia, em madeira, metal ou em plástico, para espetar ou pendurar nos canteiros, ao pé de uma planta em vaso, em jardineira ou numa composição floral, existe quase tantos tipos de etiquetas quantas plantas há na natureza… não é fácil encontrar o caminho nesta selva de etiquetas!
Que modelo escolher, que formato e que material são os mais indicados? Porquê marcar as plantas? Com o que escrever nestas etiquetas?
Descubra como fazer a escolha certa em função da utilização e das suas necessidades em matéria de etiquetagem no jardim, na horta, no pomar e até no terraço!
Por que razão colocar etiquetas no jardim? Qual é o interesse?
As etiquetas fornecidas no momento da compra nos sacos de sementes ou nas plantas deterioram-se rapidamente: o sol e a chuva acabam depressa com a sua legibilidade. O nome das plantas apaga-se num instante, deixando o jardineiro sem referências perante certas plantas perenes ou certos bolbos que desaparecem debaixo da terra no inverno e se encontram potencialmente ameaçados por uma infeliz enxadada. Nada disto acontecerá quando tiver inscrito nas etiquetas tudo o que não deve ser esquecido.
Marcar a localização das plantações evita muitas dores de cabeça: as etiquetas de jardim são os auxiliares de memória do jardineiro. Recordam-lhe, de forma lúdica e decorativa, o que foi semeado ou plantado em determinado local. Num ápice, permitem identificar os vegetais: a etiqueta é uma espécie de bilhete de identidade botânico.
→ Na horta, colocadas no início das linhas de cultivo, criam referências entre as linhas de sementeira e as plantações.
→ No pomar, suspendem-se nos ramos para ajudar a identificar as árvores de fruto ou os arbustos de frutos silvestres.
→ No jardim ornamental, são úteis para catalogar com precisão e rigor o nome das plantas ou para indicar a sua origem, tornando-se então o máximo para os colecionadores!
Outras vantagens: permitem personalizar o jardim e criar momentos de troca com as crianças, nomeadamente para despertar o seu interesse pela natureza, ou com os visitantes, sobre os nomes de flores, arbustos, frutos e legumes. Em suma, unem o útil ao agradável!

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Ferramentas de jardinagem: as indispensáveisQue tipo de etiqueta para que plantas?
O tipo de etiqueta depende antes de mais da utilização prevista: identificar uma planta, informar sobre as variedades cultivadas, indicar uma data de plantação, organizar melhor uma parcela, registar uma doença que tenha surgido ou os cuidados prestados. Uma etiqueta de jardim nunca é puramente decorativa, é antes de mais informativa. O que não é incompatível com a estética! Para isso, existem dois tipos de etiquetas:
- Para suspender na planta com a ajuda de um atilho (fio, ráfia, …)
- Para cravar diretamente na terra junto à planta
Para os arbustos e as plantas perenes
Nem sempre é fácil distinguir as ervas daninhas das belas plantas nos canteiros de perenes! Identifique as plantas com etiquetas para cravar, montadas em estacas bem altas. Etiquetas para suspender bem visíveis também podem ser muito úteis para inscrever o nome das plantas nos canteiros e nas bordaduras. Escolha placas suficientemente grandes para serem lidas de longe ou no meio da abundância das folhagens.
Para os bolbos
Podemos recomendar marcadores de bolbos: etiquetas especialmente concebidas para assinalar as plantações de bolbos e evitar cavar inadvertidamente onde se encontram, caso não tenham sido previamente identificados.
Para as sementeiras
Prefira etiquetas curtas com as extremidades pontiagudas, que se cravem diretamente na terra ou no substrato. Oferecem sempre espaço suficiente para inscrever o nome da planta.
Para a horta
Escolha etiquetas «técnicas», fáceis de marcar a lápis apagável (do tipo marcador de giz) em cada face, de preferência curtas para cravar diretamente na terra: poderão ser reutilizadas ano após ano para identificar as culturas. São concebidas para permitir ao jardineiro localizar as diversas plantações de legumes e sementeiras com toda a simplicidade.
Para o pomar
Prefira etiquetas em materiais duráveis, munidas de um atilho que permita suspendê-las diretamente nos ramos, nos caules ou à volta dos ramais das árvores de fruto.

Várias etiquetas segundo as suas utilizações no jardim
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Que modelo de etiqueta escolher?
Plástico, ardósia, metal ou até madeira, as etiquetas de jardim estão disponíveis em diferentes materiais. Nem sempre é fácil escolher. A durabilidade, a frequência de utilização e também o valor decorativo são critérios a ter em conta. Cada material tem as suas qualidades e, por vezes, as qualidades dos seus defeitos.
No exterior, as etiquetas estarão sujeitas às agressões da chuva, do sol e do vento, pelo que deverão ser resistentes às intempéries e ao teste do tempo. Deve dar preferência a materiais robustos e resistentes à corrosão, como a ardósia, o plástico, o alumínio, o zinco ou o cobre. Para o interior, em alpendre, jardim de inverno ou numa estufa, terá mais liberdade e poderá optar por etiquetas menos versáteis, em madeira ou em cerâmica. Uma breve panorâmica:
- As etiquetas de ardósia: naturais, duráveis, sem manutenção e estéticas, pontuam os canteiros ou canteiros mistos com harmonia e elegância. As etiquetas de ardósia são muito resistentes às variações climáticas e podem ser cravadas na terra sem risco de apodrecimento. Com tonalidades que vão do cinzento ao preto, trazem um toque vintage muito decorativo ao jardim. Integram-se também em composições mais contemporâneas e minerais. Nelas se escreve o nome da planta ou qualquer informação com um simples giz, um marcador de giz, um lápis de grafite ou tinta branca.
- As etiquetas metálicas, em cobre ou em alumínio: leves e resistentes à corrosão, suportam bem o calor e o tempo. Podem, por isso, ser reutilizadas inúmeras vezes. Nelas se escreve o que se pretende registar com um marcador permanente. O alumínio é sem dúvida o material mais técnico, preferido pelos jardineiros mais exigentes. O cobre, por sua vez, causa sempre boa impressão ao desenvolver naturalmente uma bela pátina verde com o tempo. As etiquetas de cobre têm um charme inigualável e integram-se perfeitamente na vegetação.
- As etiquetas de madeira: ecológicas e recicláveis, são indissociáveis de um jardim natural. Em madeira de carvalho, de castanheiro ou colorida, são particularmente resistentes ao sol e à chuva. As etiquetas de madeira podem ser repintadas à vontade, de modo a aumentar a sua longevidade e a reutilizá-las para anotar o nome de uma nova planta.
- As etiquetas de plástico: são fabricadas em polipropileno ou em acrílico, consoante os modelos, dois materiais que resistem bem ao tempo. Podem, por isso, ser reutilizadas. O nome da planta pode ser escrito com um marcador de giz apagável com água ou com um marcador permanente.

Etiquetas: diferentes materiais disponíveis
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Com o que escrever nas etiquetas?
Existem várias soluções, resistentes tanto à humidade como à luz solar, para marcar de forma duradoura as etiquetas de jardim, sejam em ardósia, em plástico, em madeira ou em metal:
- os marcadores de giz: ideais para escrever em etiquetas fabricadas em ardósia, em metal ou em acrílico
- os lápis de grafite: particularmente indicados para marcar etiquetas em madeira
- os marcadores permanentes: utilizam-se para escrever em todo o tipo de etiquetas, em madeira, em acrílico, em metal ou em ardósia
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