Resumo
Os Osteospermum ou malmequeres-do-cabo são plantas perenes costeiras geralmente cultivadas como anuais, pois não resistem a temperaturas inferiores a -5 °C. Os malmequeres-do-cabo apresentam folhas inteiras, estreitas e lobadas, e flores em capítulos coloridos, semelhantes a margaridas, em tons brancos, cor-de-rosa, malva ou alaranjados.
Os Osteospermum florescem de maio até outubro. A sua altura varia entre 10 e 60 cm, consoante as espécies. Também conhecidas como «calêndulas pluviais», estas plantas perenes, cultivadas como anuais, apreciam solos leves, bem drenados, mas não demasiado ricos, e uma exposição bem soalheira. Se a planta não receber luz suficiente, as flores tendem a fechar-se. Os malmequeres-do-cabo são utilizados em bordaduras, em canteiros, num jardim de rochas, mas também em vaso ou numa floreira.
→ Como cultivar um Osteospermum ou malmequer-do-cabo em vaso e numa floreira? Explica-se tudo na nossa ficha de aconselhamento.

O Osteospermum, uma bonita planta de cores variadas, com uma floração prolongada
Uma planta a (re)descobrir
As margaridas-do-cabo são disponibilizadas em mini-torrões fáceis de transplantar ou em saquetas de sementes para cultivar como anuais ou perenes, consoante a região. O género Osteospermum reúne cerca de 70 espécies, mas a maioria das variedades hortícolas resulta de diversos cruzamentos entre espécies selvagens, como Osteospermum ecklonis ou Osteospermum fruticosum. As margaridas-do-cabo apresentam-se em dezenas de variedades e cultivares, com alturas e cores variáveis.
Atenção! : as plantas jovens em mini-torrões são produtos profissionais destinados a jardineiros experientes. Após a receção, transplante-as e armazene-as sob abrigo (marquise, estufa, estufim…) a uma temperatura superior a 14 °C durante algumas semanas, antes de as instalar no exterior, assim que o risco de geada tiver sido definitivamente afastado. Para saber mais, leia «Anuais e hortícolas em mini-torrões».

As margaridas-do-cabo também são muito adequadas ao cultivo em varanda
Leia também
Margarida-do-cabo: plantação, poda, manutençãoA escolha do vaso e do substrato
O vaso
Os vasos de terracota são preferíveis, mas torna-se mais complicado no caso das floreiras, que se encontram mais facilmente em plástico. Em qualquer caso, os vasos e as floreiras devem ter orifícios de drenagem no fundo. Para uma planta de margarida-do-cabo, o diâmetro mínimo do vaso é de 25 cm, o que corresponde a um volume de cerca de dez litros.
O substrato
A margarida-do-cabo aprecia um substrato medianamente rico. Se o substrato for demasiado rico, a planta produzirá folhagem em detrimento das flores.
Para obter um substrato ideal, misture 1/3 de substrato para gerânios com 1/3 de terra de jardim não demasiado pesada e 1/3 de areia.
O local adequado para a sua margarida-do-cabo
Esta margarida africana exige o pleno sol para florescer bem e um local abrigado dos ventos frios.
Encontra o seu lugar em vasos ou floreiras de estilo campestre, num terraço ou numa varanda ao sol, virada a sul.

Pleno sol para os malmequeres-do-cabo!
Quando e como plantar um malmequer-do-cabo em vaso?
A plantação dos malmequeres-do-cabo faz-se na primavera, em abril-maio, fora dos períodos de geada.
Preveja 2 ou, no máximo, 3 mini-torrões para um vaso grande ou uma floreira (com um espaçamento mínimo de 25 cm), e apenas um para um vaso com 25 cm de diâmetro.
- Humidifique os torrões antes da transplantação;
- Coloque uma boa camada drenante no fundo do vaso, como cascalho ou bolas de argila;
- Encha o vaso ou a floreira com o substrato;
- Plante os mini-torrões no substrato e compacte ligeiramente com os dedos;
- Regue abundantemente para não ficarem «bolsas de ar» entre as raízes e o substrato.
Nota bene: também é possível produzir margaridas-do-cabo por sementeira num substrato especial para sementeira. A sementeira realiza-se de março a abril, numa terrina ou num vaso. Deve manter-se o substrato húmido, mas sem excessos, a uma temperatura entre 15 e 18 °C. A germinação ocorre ao fim de 10 a 15 dias. Após 3 semanas, poderá transplantar as plantas jovens para vasos individuais. Depois, quando as plântulas tiverem ganho vigor, transplante-as novamente para o vaso final ou para a floreira.

Osteospermum ‘Sumer Smile Orange’
Manutenção e eventuais cuidados
Invernagem ao abrigo da geada
Muito pouco rústico, o Osteospermum apenas suporta geadas ligeiras (-5 °C). É por isso que é cultivado, na maioria das vezes, como planta anual em climas temperados. No entanto, é possível mantê-lo em vaso, colocando-o ao abrigo da geada durante o inverno, sob um alpendre ou numa estufa fria. O vaso poderá voltar a ser colocado no exterior em maio, com a chegada da época favorável. Nas regiões onde os invernos são muito suaves, pode experimentar-se cultivar a margarida-do-cabo em plena terra.
Rega
Particularmente resistente à seca, requer, contudo, atenção à rega quando é cultivado em vaso. Regue apenas quando o calor intenso se prolongar e quando as hastes florais começarem a curvar-se e a inclinar-se. Regue sem molhar a folhagem e coloque uma cobertura morta junto à base (palha de linho, por exemplo) para limitar a necessidade de rega. Reduza bastante a quantidade de água durante a invernagem.
Aplicação de adubo
Durante todo o crescimento e para favorecer a floração dos Osteospermum cultivados em vasos: aplique um adubo orgânico líquido do tipo “adubo para gerânios” uma a duas vezes por mês. Suspenda a aplicação de adubo durante a invernagem.
Poda do Osteospermum
Para que as plantas de Osteospermum se desenvolvam bem e fiquem mais densas, belisque (isto é, corte as extremidades com os dedos), logo após a plantação na primavera, as hastes que parecerem demasiado compridas. Esta operação favorecerá a ramificação.
Não hesite em eliminar as primeiras flores: a planta oferecerá uma floração mais abundante posteriormente. Também pode retirar regularmente as flores murchas para estimular a planta a florescer mais.
Por fim, corte a touceira no outono antes de guardar os vasos ao abrigo da geada.

Osteospermum ‘Voltage Yellow’
Doenças e pragas
A margarida-do-cabo pode ser sensível ao oídio, revestimento esbranquiçado na folhagem, ao míldio e às manchas foliares. Para evitar estes problemas, espaçe suficientemente as suas plantas e regue junto ao pé, sem molhar as folhas. Também pode pulverizar preventivamente uma decocção de cavalinha ou um chorume de urtiga.
Se as doenças de criptogamia se declararem apesar das precauções tomadas, suprima imediatamente as partes ou as plantas doentes.
O malmequer-do-cabo também pode ser infestado por pulgões. Uma simples pulverização de água com sabão preto permitirá eliminá-los rapidamente. Caso contrário, confie nos predadores naturais dos pulgões: joaninhas, larvas de sirfídeos, larvas de crisopídeos…
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