Resumo

Modificado 0,01  por Patricia 5 min.

Essenciais nos nossos pratos, as plantas aromáticas desenvolvem-se facilmente em vasos ou em floreiras – nomeadamente as que têm raízes invasoras, como a hortelã. Apenas a angélica, alta e imponente, não é adequada a este tipo de cultivo.

Podem ser anuais (duram apenas uma estação), bienais (dois anos), bolbos, plantas perenes herbáceas ou arbustos. Por fim, se algumas podem desenvolver-se a meia-sombra, outras exigem uma exposição ao sol – à semelhança das «ervas de Provença», compostas tradicionalmente por uma mistura de tomilho, orégão, manjerona, alecrim, manjericão, serpilho e ainda de segurelha-das-montanhas, cerefólio e estragão.

Dificuldade

Que associações de plantas aromáticas fazer na varanda ou no terraço?

Para além dos tradicionais vasos, vários recipientes podem acolher as suas plantações ao sol da varanda ou terraço: uma tina pousada no chão ou uma grande floreira.

Se os vasos tradicionais acolhem muitas vezes uma única planta aromática, os vasos para morangos com os seus vasinhos laterais podem propor uma mistura de várias delas, como o bonito cebolinho no topo e a hortelã, o estragão, o tomilho-limão, a salsa nos lados. Numa tina, pode colocar estragão, manjerona, hortelã-variegada e sálvia-roxa. E numa floreira, seja um conjunto com cebolinho, manjerona, hortelã e estragão, seja uma mistura de plantas baixas e rasteiras, como a sálvia, o cebolinho, o loureiro, o tomilho e a salsa.

O cebolinho, tão estético numa floreira aromática como delicioso nas saladas!

Como organizar o cultivo destas ervas aromáticas?

Tradicionalmente, a plantação das floreiras aromáticas faz-se na primavera – idealmente a partir de plantas em vez de sementes, para as poder aproveitar desde as primeiras temperaturas quentes.

O recipiente a privilegiar são as jardineiras e floreiras com orifícios de drenagem. Coloque uma camada de bolas de argila no fundo do recipiente, para limitar o excesso de água. Encha metade da floreira com substrato, coloque as plantas e complete a floreira com mais substrato.

Para os vasos de morangos, recomenda-se a utilização de uma mistura de terra e areia grossa, com uma boa camada drenante no fundo.

floreira aromática ao sol

Floreira em madeira

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Como fazer a manutenção destas plantas condimentares?

Após a primeira plantação na floreira de aromáticas, convém regar as plantas generosamente. De seguida, o fornecimento de água depende das ervas escolhidas: o tomilho, o alecrim, a sálvia e as ervas mediterrânicas têm apenas necessidades moderadas, ao passo que as outras plantas aromáticas vão precisar de uma rega mais regular. O ritmo varia em função das condições meteorológicas: o dado a reter é que a terra nunca deve estar seca.

Bom saber: à exceção das ervas mediterrânicas, as outras plantas precisam de um substrato fertilizado regularmente – com um adubo líquido a cada 15 dias, durante a primavera e o verão.

Como colher as ervas aromáticas cultivadas em floreira?

Como colher e conservar as plantas aromáticas?

Durante o verão, pode colher livremente as ervas aromáticas frescas, conforme as suas necessidades. Mas também pode optar por as secar, para as poder utilizar nas outras estações. Para isso, é preferível colhê-las de manhã, quando o seu sabor está no auge. De seguida, agrupa-se em pequenos ramos que bastará pendurar num local seco, bem ventilado e, idealmente, escuro. Por fim, basta colocá-las num frasco de vidro para as conservar.

As ervas aromáticas (cebolinhos, salsa, cerefólio, manjericão e estragão) conservam-se melhor congeladas: para isso, basta picá-las finamente e moldá-las em cubos de gelo, cobrindo-as com água antes de congelar. Assim, é possível descongelar pequenas quantidades mesmo antes de as utilizar.

Bom saber: O manjericão realça os tomates em salada, a salva acompanha as carnes (vaca, vitela, porco), o estragão combina na perfeição com as aves, o tomilho e o alecrim perfumam as grelhadas de verão, os cebolinhos e a salsa refrescam as saladas de todo o tipo.

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