Resumo
As tulipas, os narcisos, os açafrões ou os jacintos são plantas perenes que têm em comum o facto de formarem bolbos: estes órgãos subterrâneos de reserva permitem às plantas atravessar a estação desfavorável no solo. A planta envia reservas nutritivas para o bolbo, depois entra em repouso durante o inverno, e recorre a essas reservas na primavera para se desenvolver e florir. Certas plantas podem igualmente entrar em repouso durante o verão para sobreviver à seca. As plantas bolbosas são vendidas em diferentes calibres : trata-se de um critério essencial para escolher bem os seus bolbos. O calibre é determinante para o desenvolvimento da planta e a qualidade da futura floração. O preço varia igualmente em função do calibre, sendo os bolbos mais pequenos mais baratos do que os maiores.
Descubra todos os nossos conselhos para escolher bem os seus bolbos e garantir assim belas florações!
Por que razão comprar bolbos de grande calibre?
O calibre designa a circunferência dos bolbos, em centímetros. Quanto maior for o bolbo, mais reservas a planta acumulou, e maior será a probabilidade de produzir uma abundância de flores grandes e bonitas. Pelo contrário, os bolbos pequenos têm menos hipóteses de florescer, e quando florescem as flores são mais pequenas, menos numerosas… Um bolbo de grande calibre tem também mais hipóteses de pegar.
Os bolbos das plantas crescem naturalmente ao longo dos anos. Os bolbos pequenos são muitas vezes os de plantas mais jovens. Existe o risco de não florescerem logo no primeiro ano, precisando de tempo para acumular reservas, fazer crescer o bolbo e conseguir florescer. Ganha-se, portanto, tempo ao escolher diretamente bolbos maiores. Da mesma forma, os bolbos pequenos são geralmente menos robustos, menos resistentes, mais frágeis…
O calibre é, no entanto, muito variável de espécie para espécie, sendo que os bolbos botânicos possuem sempre um calibre inferior ao das variedades hortícolas. As campanhinhas-brancas e as uvas-de-jacinto, por exemplo, formam naturalmente bolbos muito mais pequenos do que as amarílises, os jacintos e as tulipas.
Os bolbos vendidos a preços baixos são frequentemente bolbos de pequeno calibre, pelo que existe o risco de a floração ser bastante pobre, ou de o bolbo não florescer no primeiro ano.
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Para além do calibre, outros critérios entram em conta na escolha dos bolbos:
- Os bolbos devem ser firmes, não devem amolecer nem esmagar ao toque,
- Não devem apresentar manchas ou vestígios de bolores; caso contrário, há risco de apodrecerem depois de plantados,
- Não devem apresentar feridas ou cortes,
- O bolbo não deve estar adiantado em vegetação (ou então muito pouco): sem folhas ou caules desenvolvidos.
A indicação nos sacos de bolbos que compra pode ser de dois tipos:
- «8/10», por exemplo, significa que os mais pequenos têm uma circunferência de 8 cm, e os maiores, de 10 cm (não ultrapassarão esta dimensão)
- «8 +» significa que os bolbos têm uma circunferência mínima de 8 cm (alguns do lote podem ser maiores)
Pode no entanto orientar a sua escolha em função do uso que pretende dar aos seus bolbos:
- Para um jardim naturalista, ou uma plantação numa grande relva, por exemplo, pode escolher bolbos pequenos e espécies botânicas, que deixará naturalizar-se.
- Para a forçagem, escolha os bolbos maiores.
- Para uma plantação em canteiro, escolha bolbos médios ou grandes.
- Para uma plantação em floreira, pode escolher bolbos de tamanho médio ou pequeno, de forma a ganhar espaço.
As plantas cujos bolbos são maiores têm geralmente um efeito impressionante, com flores grandes e numerosas. Ficam facilmente em evidência num canteiro, quando plantadas em pequenos grupos ou de forma relativamente isolada. Pelo contrário, as plantas que formam bolbos pequenos têm frequentemente um estilo mais natural e delicado. Ficam melhor plantadas em massa, por exemplo numa relva ou ao pé das árvores (chionodoxa, uva-de-jacinto, campainha-branca, açafrão…).

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Quadro recapitulativo
Para ajudar na compra das suas plantas bulbosas, apresentamos os calibres que recomendamos escolher:
| Tipo de planta | Calibres mínimos aconselhados |
| Amarílis | 30 e mais |
| Anemone coronaria (anémona-dos-floristas) | 6/7 e mais |
| Camassia | 12 e mais (bolbos mais pequenos na camássia: 6 e mais) |
| Chionodoxa | 5 e mais |
| Açafrão | 7/8 e mais (exceto para os açafrões botânicos) |
| Ciclames-de-nápoles / Cyclamen hederifolium | 10 e mais |
| Coroa-imperial | 20 e mais |
| Gladíolo | 12/14 e mais |
| Iris reticulata | 5 e mais |
| Jacinto | 16 e mais (pelo menos 18 para os jacintos forçados) |
| Lírio | 16 e mais |
| Uva-de-jacinto | 7/8 e mais |
| Narciso | 12 e mais (a partir de 7+ para os narcisos botânicos e os mini-narcisos) |
| Campainha-branca | 5 e mais |
| Ranúnculo | 6/7 e mais |
| Cila | 7/8 e mais |
| Tulipa | 10/12 e mais |
| Tulipa botânica | Variável. A partir de 4+ |
De um modo geral, os bolbos de espécies botânicas (narcisos, tulipas…) são frequentemente mais pequenos do que os das variedades hortícolas.
As plantas de bolbos pequenos (açafrões, campanhas-brancas, chionodoxa…) beneficiam de ser plantadas em massa. Recomendamos plantá-las em grande número e deixá-las naturalizar-se!
Pelo contrário, os bolbos grandes de amarílis ou de coroa-imperial são mais interessantes quando plantados isoladamente ou em pequenos grupos.
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