Prímulas: que variedade escolher?
Os nossos conselhos!
Resumo
As prímulas contam com cerca de 400 espécies e inúmeras variedades. Entre as prímulas acaulescentes muito coloridas e as grandes prímulas asiáticas, como orientar-se e fazer a escolha certa? Algumas espécies crescem bem em vaso, outras em canteiro rochoso ou na beira de um tanque. Escolha em função dos seus gostos, tendo em conta as condições de cultivo!
As prímulas não florescem todas na mesma época: Primula acaulis e auricula estão em flor desde o final do inverno, enquanto que será necessário esperar pelo verão para desfrutar da floração das prímulas asiáticas. Faça também a sua escolha em função do local: O seu jardim é ensolarado, sombrio, húmido? Tem um ponto de água, um canteiro rochoso…? Se tiver um tanque, aproveite para cultivar prímulas candelabro! Se já tiver um canteiro rochoso, acrescente-lhe algumas Primula auricula! Por fim, mesmo que não tenha jardim, algumas espécies adaptam-se ao cultivo em interior, e outras podem ser plantadas em floreira e colocadas no parapeito da janela.
Qual é o efeito pretendido?
- Para sair do inverno o mais depressa possível!
Para ter flores muito cedo, ainda antes do início da primavera, opte pela Primula acaulis (também chamada Primula vulgaris). Com floração a partir de fevereiro, é a espécie mais precoce! A floração muito colorida das numerosas variedades hortícolas fará esquecer o inverno. A Primula elatior oferece, a partir de março, uma floração amarela pálida muito natural, e a variedade Primula elatior ‘Gold Lace Red’ possui magníficas flores vermelhas com o coração amarelo. Quanto à Primula auricula, também floresce a partir de março e está disponível numa ampla paleta de cores.

Primula acaulis e Primula elatior ‘Gold Lace Red’
- Para ter flores no verão
Para desfrutar plenamente durante o período estival, escolha as prímulas asiáticas. A prímula-do-Japão (Primula japonica) floresce a partir do final da primavera. Descubra a soberba floração rosa intensa, quase vermelha, da variedade ‘Millers Crimson’! A prímula do Tibete (Primula florindae) oferece uma floração amarela de porte alto a partir de junho. Quanto à Primula vialii, revela, a partir do final da primavera, surpreendentes espigas violeta e vermelhas.

Primula vialii e Primula japonica (foto A. Breuvart)
- Para uma floração original!
Se para si a prímula rima com uma sensação de «já visto», se está cansado do seu lado muito clássico, quase banal, opte por uma floração insólita, que surpreende e foge das prímulas habituais! Deixe-se fascinar pela floração quase hipnotizante de Primula acaulis ‘Zebra Blue’! Ou pela de Primula ‘Elizabeth Killelay’, com pétalas vermelho-escuro orladas de um filete branco. Descubra também Primula ‘Francisca’ e as suas flores verdes, algo pouco frequente quando se está habituado às cores muito vivas das prímulas. Quanto à Primula capitata, surpreenderá pela forma da sua inflorescência, quase esférica mas achatada no topo. Isso confere à planta um aspeto muito pouco comum. Por fim, descubra as surpreendentes flores azuis de Primula x tommasinii ‘You and Me Blue’, que parecem sobrepor duas flores uma sobre a outra.

Da esquerda para a direita: Primula ‘Zebra Blue’, Primula ‘Elizabeth Killelay’ foto (Mark Watts) e Primula capitata ssp. mooreana
- Para um efeito muito natural
Se deseja compor um canteiro naturalista, esqueça as inúmeras variedades e híbridos de cores berrantes de Primula acaulis e Primula auricula, e opte pelas espécies botânicas: a silvestre Primula veris (a chave-de-ouro), a delicada Primula secundiflora ou a elegante Primula denticulata… As prímulas candelabro podem também integrar uma decoração muito natural, na companhia de hostas ou de fetos, e na proximidade de um ponto de água. Quanto à Primula vialii, a sua estranha floração confere-lhe um estilo bastante natural, que permite integrá-la neste tipo de jardins: faz-nos lembrar as orquídeas silvestres que se podem encontrar em Portugal (por exemplo, a orquídea-piramidal, Anacamptis pyramidalis).

Primula veris, Primula denticulata e Primula secundiflora
- Para uma floração (realmente) muito colorida!
Pelo contrário, para uma floração exuberante, escolha entre os numerosos híbridos e cultivares de Primula acaulis (a primavera) ou Primula auricula. A escolha é enorme! A variedade Primula x elatior ‘Crescendo’ está também disponível numa ampla paleta de cores: amarelo, vermelho, branco, azul… Descubra igualmente Primula elatior ‘Gold Lace Red’ com flores vermelhas e amarelas, e Primula vulgaris Belarina ‘Cobalt Blue’ com flores duplas azul intenso. Sem esquecer Primula juliae ‘Wanda’: uma prímula tapizante com uma notável floração violeta.

Híbridos de Primula vulgaris – Primula elatior ‘Crescendo Rouge’ (foto David Monniaux)
Para que situação?
- Numa rocaille
Se pretender plantar prímulas numa rocaille, as Primula auricula são as mais indicadas. A espécie-tipo possui belas flores amarelas e cresce naturalmente em altitude, nos Alpes. Existem inúmeras variedades, com cores variadas e contrastantes. Primula marginata também se dará bem numa rocaille. Cresce igualmente nos Alpes e aprecia solos drenantes. A sua floração é muito suave, rosa ou violeta pálido.

Primula auricula e Primula marginata
- Em exposição ensolarada
As prímulas devem ser plantadas a meia-sombra: em geral, não apreciam o sol direto. No entanto, se não tiver espaço disponível em local sombreado, algumas espécies toleram o pleno sol desde que o solo se mantenha fresco. É o caso da Primula bulleyana e da Primula florindae. Instaladas em terreno húmido, por exemplo junto a um lago ornamental, suportarão o sol direto.

Primula florindae (foto Stan Shebs) e Primula bulleyana
- Na beira de um lago ornamental
As prímulas asiáticas apreciam ser plantadas junto a um lago ornamental. Opte pelas flores amarelas da Primula florindae ou pela floração escalonada em laranja da Primula bulleyana! As suas floraçõs altas em tons luminosos conferem um aspeto muito natural e selvagem. Primula vialii também aprecia os solos húmidos, mas não deve ser plantada demasiado perto de um ponto de água.

As prímulas candelabro apreciam ser plantadas em terreno húmido
- Em interior
Mesmo sem jardim, é possível cultivar prímulas! Primula obconica e Primula malacoides podem crescer em interior, desde que se evitem temperaturas demasiado elevadas. Coloque-as num local luminoso, ao abrigo do sol direto, e a uma temperatura inferior a 18 °C.

Primula obconica (foto Rexness) e Primula malacoides (foto Drew Avery)
- Em vaso ou floreira
As Primula auricula ou Primula acaulis são plantas de pequeno porte que podem ser cultivadas em vaso. Trarão cor a um peitoril de janela ou à beira de um terraço. Associe-as a algumas anuais ou perenes, como as violetas.

A primavera adapta-se muito bem ao cultivo em vaso! Aqui, Primula vulgaris ‘Belarina’
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