Erica vagans Pyrenees Pink
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Descrição
A Erica vagans 'Pyrenees Pink' é uma encantadora urze vagabunda que se cobre de flores rosa-claro entre agosto e outubro. É um subarbusto baixo, denso, de porte regular e com folhagem fina de um verde muito fresco, decorativa mesmo fora da floração. Recomenda-se plantar numa grande bordadura, num canteiro de pedras ou num vaso, ao sol ou à meia-sombra. Esta variedade é reputada por tolerar melhor substratos ligeiramente calcários.
A Erica vagans 'Pyrenees Pink' é uma selecção horticola que provavelmente foi descoberta nos Pirenéus. Encontra-se, de facto, a espécie-tipo denominada urze-da Cornualha, branda ou urze viajante nesta parte do nosso território. Como todas as urzes, esta variedade 'Pyrenees Pink' pertence à família das ericáceas. A espécie botânica Erica vagans está presente na Europa Ocidental, desde Portugal até à Inglaterra. É uma planta de charneca e de sub-bosque claro que geralmente cresce em solos ácidos e bem drenados, preferencialmente arenosos e pobres. Muito rústica, cresce até aos 1.600 m de altitude em França.
A urze 'Pyrenees Pink' forma um pequeno arbusto baixo e denso, com aspeto de almofada ampla. No estado adulto, a planta mede cerca de 30 cm de altura por 40-45 cm de envergadura. Os ramos são um pouco tortuosos, bem eretos nas extremidades, cobertos por pequenas folhas lineares (8 a 10 mm), em agulha não pontiaguda. Esta urze floresce de agosto a outubro. As suas pequenas flores em forma de campainhas medindo 3 mm de comprimento são verticiladas, agrupadas em pequenas panículas compactas e alongadas, frequentemente terminadas por folhas. São muito visitadas pelas abelhas. A sua cor é um rosa claro. As estames, que sobressaem da corola, são de um vermelho-escuro. A folhagem, persistente no inverno, é de um verde claro e vivo.
A urze vagabunda 'Pyrenees Pink' planta-se numa bolsa de substrato, entre as pedras do canteiro, mas também na bordadura de um maciço elevado ou ao longo de um passeio, sempre em solo leve, de preferência não calcário. Desenvolver-se-á ao sol, em companhia de outras urzes com floração concomitante ou escalonada: Erica carnea 'Isabell', E. darleyensis 'Kramer's Rot', Calluna vulgaris 'Winter Chocolate', por exemplo. Para adicionar um pouco de fantasia à cena, associam-se algumas gramíneas baixas que irão aligeirar a sua massa. As urzes formam belos tapetes ao pé de laureis das montanhas, tojos, azáleas da China, etc.
Se as urzes, em particular as do género Erica, estão associadas às charnecas atlânticas húmidas da fachada norte oceânica (Bretanha, Irlanda, Escócia), existem também urzes de clima seco e de terrenos calcários, mediterrânicas. Mas uma das zonas do globo mais ricas em urzes situa-se muito longe, na África do Sul. Na região do Cabo encontra-se uma formação vegetal em solo ácido, equivalente ao nosso matagal mediterrânico, o Fynbos, que conta com cerca de 625 espécies de urze das 740 repertoriadas no mundo.
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Erica vagans Pyrenees Pink em imagens...
Hábito
Floração
Folhagem
Plantação e cuidados
A urze 'Pyrenees Pink' é menos exigente quanto ao solo do que a maioria das outras variedades de urze. No entanto, prefere um solo não calcário, de ácido a neutro. Esta variedade adapta-se a solos pobres. Prefere um substrato leve, arenoso, e humífero, ácido, bem drenado, fresco a pontualmente seco. Recomenda-se plantar no outono ou na primavera, sem enterrar demasiado o colo. Uma exposição ensolarada acentuará a cor da folhagem e favorecerá a floração abundante. Nos dois primeiros anos, recomenda-se eliminar cuidadosamente as ervas daninhas junto ao pé. Em caso de seca prolongada, recomenda-se aplicar cobertura orgânica ao pé para manter alguma frescura. Ao longo da primeira época após a plantação, não deixar as plantas secarem. Não utilizar estrume nem adubos artificiais; em solos muito pobres, pequenos aportes de adubos naturais, como farinha de osso, podem ser benéficos. Recomenda-se podar ligeiramente as touceiras, logo após a floração, desde tenra idade, o que permitirá às plantas manterem-se densas e produzirem uma bonita folhagem nova.
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Cuidados
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A rusticidade é a temperatura mais baixa do inverno que uma planta pode suportar sem sofrer danos graves ou mesmo morrer. No entanto, esta rusticidade é afetada pela localização (zona abrigada, como um pátio), pelas proteções (cobertura de inverno) e pelo tipo de solo (a rusticidade é melhorada por um solo bem drenado).
Os períodos de sementeira indicados no nosso site aplicam-se aos países e regiões situados na zona 8 da USDA (França, Reino Unido, Irlanda, Países Baixos).
Em regiões mais frias (Escandinávia, Polónia, Áustria...), adie a sementeira ao ar livre por 3 a 4 semanas ou semeie em estufa.
Em climas mais quentes (Itália, Espanha, Grécia, etc.), antecipe a sementeira ao ar livre de algumas semanas.
O período de colheita indicado no nosso site aplica-se aos países e regiões da zona 8 do USDA (França, Inglaterra, Irlanda, Países Baixos).
Em regiões mais frias (Escandinávia, Polónia, Áustria...), a colheita de frutas e legumes provavelmente ocorrerá 3 a 4 semanas mais tarde.
Em regiões mais quentes (Itália, Espanha, Grécia, etc.), a colheita provavelmente ocorrerá mais cedo, dependendo das condições meteorológicas.
O período de plantação indicado no nosso site aplica-se às regiões situadas na zona 9b do USDA (Litoral atlântico e vale do Tejo: Lisboa, Porto, Setúbal, Coimbra, Aveiro). Este período varia consoante o local onde reside:
- No interior centro e no Alentejo (Évora, Portalegre, Castelo Branco, Guarda, Viseu), adie a plantação de 2 a 3 semanas na primavera e antecipe-a de 2 a 3 semanas no outono em relação às datas indicadas, para evitar os picos de calor do verão e as geadas de inverno dos planaltos interiores.
- Nos Maciços do norte e do centro (Serra da Estrela, Serra do Gerês, Bragança, Chaves), é preferível plantar no final da primavera (maio), uma vez eliminados os últimos riscos de geada, ou no início do outono (setembro–outubro), quando o calor intenso do verão já tiver passado e as primeiras chuvas de outono tiverem regressado.
Em climas temperados, a poda de arbustos com floração na primavera (forsythia, espireia, etc.) deve ser feita logo após a floração.
A poda dos arbustos com floração no verão (amargoseira, perovskia, etc.) pode ser feita no inverno ou na primavera.
Em regiões frias, bem como para plantas sensíveis ao gelo, evite podar muito cedo, quando ainda podem ocorrer geadas fortes.
O período de floração indicado no nosso site aplica-se às regiões situadas na zona 9b do USDA (Litoral atlântico e vale do Tejo: Lisboa, Porto, Setúbal, Coimbra, Aveiro).
Este período varia consoante o local onde reside:
- No interior centro e no Alentejo (Évora, Portalegre, Castelo Branco, Guarda, Viseu), a floração será adiada de 2 a 3 semanas em relação às datas indicadas, por causa das primaveras mais secas e das variações de temperaturas mais acentuadas.
- Nos maciços do norte e do centro (Serra da Estrela, Serra do Gerês, Bragança, Chaves), a floração será adiada de 3 a 5 semanas. Ocorrerá principalmente entre maio e julho, dependendo da altitude.
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