A associação de culturas na horta

A associação de culturas na horta

Porquê, como? Vantagens e exemplos

Resumo

Modificado 0,01  por Ingrid B. 2 min.

Na horta, associar diferentes plantas (legumes, flores e plantas aromáticas) entre si é uma boa prática que oferece inúmeras vantagens. Descubra os nossos conselhos sobre estas associações de plantas companheiras.

Dificuldade

As vantagens das culturas associadas

  • Ganhar espaço na horta

Ao combinar legumes que se desenvolvem de forma diferente, tanto a nível aéreo como radicular, mas também ao associar vegetais de crescimento lento com outros de crescimento rápido, otimiza-se ao máximo o espaço disponível.

  • Limitar o aparecimento de ervas-daninhas

É bem sabido que a natureza tem horror ao vazio! Combinar os legumes entre si e ocupar todo o espaço disponível, ou quase, permite cobrir o terreno, deixando menos lugar para as ervas-daninhas.

  • Aumentar a produção e os rendimentos

Este fenómeno explica-se pela otimização do espaço (o rendimento por metro quadrado é superior), mas também pelo facto de as leguminosas (ervilhas, feijão, favas…) terem a particularidade de fixar o azoto atmosférico no solo, tornando-o assim disponível para as plantas vizinhas, que podem desse modo beneficiar dele.

  • Oferecer às plantas uma proteção, muitas vezes recíproca, contra doenças e pragas.

Ao misturar plantas hortícolas de famílias botânicas diferentes, reduz-se a sua concentração e, consequentemente, limitam-se os ataques em massa ou a transmissão rápida de doenças associadas a uma família ou a uma espécie. Algumas plantas possuem, além disso, um odor particular ou segregam ao nível das suas raízes uma substância que desorienta ou afasta as pragas. Por fim, muitas plantas oferecem florações interessantes para os insetos auxiliares ou servem de distração em relação às pragas (como a capuchinha, na qual os pulgões preferirão instalar-se em “detrimento” das culturas hortícolas).

Capuchinha, Coentro e Cravo-Túnico: plantas muito úteis nas associações na horta

Uma prática que não se improvisa: as associações reconhecidas

Nem todos os legumes podem necessariamente ser associados entre si. Na maioria dos casos, o companheirismo é neutro, mas pode acontecer que seja desfavorável, por vezes mesmo para ambas as partes (por exemplo: alho, feijão ou curgete e funcho).

Por conseguinte, combinar as culturas não se improvisa. Eis, a título de exemplo, algumas associações cujos benefícios foram observados cientificamente ou por jardineiros:

  • rabanete e cenoura (crescimento rápido do rabanete / crescimento lento da cenoura),
  • tomate e tagetes (os tagetes afastam os nemátodos),
  • alho-francês, aipo-rábano e cenoura (combinam-se diferentes níveis de enraizamento, reunindo dois legumes que beneficiam de estar protegidos sob uma rede anti-insetos).
  • milho, feijões trepadores e abóboras (os pés de milho servem de tutor aos feijões que, por sua vez, fornecem azoto às abóboras)

Milho, feijão trepador e abóbora (Milpa): uma associação reconhecida há milhares de anos

Existem numerosos exemplos de associações favoráveis nas obras dedicadas a este tema, tais como:

  • “Un jardin sain grâce aux cultures associées” – Gertrud Franck – Éditions Imagine un Colibri
  • “J’associe mes cultures… et ça marche” – Claude Aubert – Éditions Terre Vivante
  • “Le Poireau préfère les fraises” – Hans Wagner – Éditions Terre Vivante

Não hesite em consultá-los!

Como bónus

A Pascale explica tudo sobre as plantas companheiras na horta na nossa ficha de conselho!

Descubra o nosso vídeo: o Olivier e o Louis falam sobre as associações na horta:

Este formulário está protegido pelo reCAPTCHA - aplicam-se a Termos de Serviço e Política de Privacidade do Google.