Crisântemo dos floristas, crisântemo dos jardins: qual é a diferença?
Descubra como distingui-los e utilizá-los
Resumo
O crisântemo é, sem dúvida, uma das plantas mais emblemáticas do outono, com as suas flores coloridas que iluminam os nossos jardins e varandas numa altura em que a maioria das outras plantas entra em dormência para o inverno. No entanto, por detrás desta flor tão popular, existe alguma confusão entre os amantes da jardinagem, quando se trata de distinguir o crisântemo dos floristas do crisântemo de jardim.
Frequentemente associado às comemorações do Dia de Todos os Santos, em que é utilizado para ornamentar as campas, o crisântemo dos floristas distingue-se do seu parente perene, o crisântemo de jardim, por vários aspetos. Com efeito, embora estes dois tipos de crisântemos pertençam ao mesmo género botânico, as suas características em termos de cultivo, resistência ao frio e até de estética tornam-nos bastante diferentes.
Este artigo tem como objetivo esclarecer estas diferenças, para ajudá-lo a compreender melhor estes dois tipos de crisântemos. Quer se pretenda cultivá-los em plena terra ou em vaso, como planta anual ou perene, é importante conhecer as suas especificidades para aproveitar ao máximo a sua beleza e longevidade. Então, como saber qual escolher para o jardim ou para a varanda? Quais são os segredos para cuidar bem deles? Conheça as particularidades do crisântemo dos floristas e do crisântemo de jardim, para orientar melhor as suas escolhas.
Origem e classificação dos crisântemos
Os crisântemos, sejam de florista ou de jardim, são originários da Ásia, principalmente da China e do Japão, onde são cultivados há mais de 2 000 anos. Introduzidas na Europa no século XVII, estas flores ganharam rapidamente popularidade, sobretudo em França, onde se tornaram um símbolo marcante do outono.
Todos os crisântemos pertencem ao género Chrysanthemum, que reúne numerosas espécies e variedades. No entanto, destacam-se duas grandes categorias: o crisântemo de florista e o crisântemo de jardim. Embora sejam frequentemente confundidos, estes dois tipos de crisântemo apresentam características bem distintas.
O crisântemo de florista é um híbrido complexo, resultante de diferentes espécies, entre as quais Chrysanthemum carinatum (também chamado malmequer-tricolor). Este tipo de crisântemo é cultivado principalmente pela sua floração abundante e colorida. Devido à sua baixa rusticidade, é habitualmente utilizado como planta anual nos jardins ou em vaso, pois suporta mal temperaturas inferiores a -5 °C (num clima ameno, revela-se, pelo contrário, uma planta perene). Contrariamente ao que se pensa, não se destina apenas a florir as campas, sendo também valioso para alegrar os espaços exteriores graças às suas cores vivas.
Por outro lado, o crisântemo de jardim, denominado Chrysanthemum indicum, é uma planta perene. É rústico e capaz de sobreviver a invernos mais rigorosos, suportando geralmente entre -10 °C e -15 °C, consoante as variedades. Esta planta é ideal para os canteiros ao ar livre e para as bordaduras, pois pode voltar a florescer todos os anos se for bem cuidada. As variedades de crisântemo de jardim são menos espetaculares do que as de florista, mas conferem um toque natural e duradouro ao jardim.
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O crisântemo-dos-floristas é cultivado como planta anual nos jardins, em plena terra ou em vaso, nas varandas e nos terraços. Distingue-se pela sua floração espetacular e muito variada.
O crisântemo-dos-floristas resulta de cruzamentos entre diferentes espécies, o que lhe confere uma vasta paleta de formas e cores. As suas flores podem ser simples, semidobradas ou dobradas, e as tonalidades vão do branco ao violeta, passando pelos amarelos, laranjas e vermelhos, e incluindo ainda flores bicolores ou tricolores. Além disso, a sua floração é longa, prolongando-se frequentemente de setembro até às primeiras geadas. Permite criar composições muito variadas e luminosas, mesmo no final da estação.
O crisântemo-dos-floristas é ideal para criar canteiros coloridos ou para ser plantado em bordadura, onde proporcionará uma floração abundante durante toda a estação outonal. É geralmente vendido em vaso, mas também pode ser semeado diretamente no jardim a partir de sementes.

Três cultivares de crisântemos-dos-floristas: ‘Fanfare Improved F1’ com flores dobradas, ‘Sunset’ de cores quentes e ‘Cockade’, muito contrastado
Crisântemo-dos-jardins: uma perene robusta para decorar durante muitos anos
O crisântemo-dos-jardins, cultivado como uma planta perene, é uma excelente escolha para quem procura acrescentar um toque duradouro e rústico ao jardim. Ao contrário do crisântemo dos floristas, é capaz de sobreviver a invernos rigorosos e refloresce todos os anos, o que faz dele uma verdadeira mais-valia para os canteiros de fim de estação.
O crisântemo-dos-jardins é conhecido pela sua boa resistência ao frio, o que lhe permite desenvolver-se bem em muitas regiões. Algumas variedades conseguem resistir a temperaturas até -15 °C. É, por isso, uma planta adequada para a terra plena, sendo frequentemente plantada em canteiros ou bordaduras.
As suas flores são mais simples e menos vistosas do que as do crisântemo dos floristas, mas proporcionam uma floração duradoura e natural, ideal para prolongar a beleza do jardim até à chegada do inverno. As cores variam do branco ao rosa, passando pelo amarelo, laranja e púrpura, com inflorescências simples ou dobradas.
O crisântemo-dos-jardins é perfeito para quem procura uma planta de floração tardia, capaz de resistir à primeira geada. É plantado em plena terra, onde pode permanecer vários anos sem necessitar de ser replantado. Esta planta perene requer poucos cuidados depois de bem instalada. Prefere locais soalheiros, mas tolera também uma sombra ligeira e adapta-se à maioria dos tipos de solo, desde que sejam bem drenados.

Três cultivares de crisântemo-dos-jardins: ‘Hebe’ com flores rosa-blush, ‘Herbstrubin’ em vermelho aveludado e ‘Poésie’ num amarelo muito suave
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Eis alguns conselhos práticos para tirar o melhor partido dos seus crisântemos, quer estejam em vaso ou em plena terra, e para desfrutar de uma bela floração outonal.
Como cultivar o crisântemo dos floristas?
O crisântemo dos floristas, embora pouco rústico, pode ser cultivado com sucesso no jardim ou em vaso, desde que sejam respeitadas algumas condições.
- Sementeira e plantação: pode semear sementes de crisântemo dos floristas a partir da primavera, sob abrigo ou diretamente em plena terra, quando já não houver risco de geadas. É importante escolher um local soalheiro, pois o crisântemo precisa de muita luz para florir bem. Se for comprado em vaso, deve ser aclimatado progressivamente ao exterior caso as temperaturas ainda sejam baixas.
- Rega e fertilização: uma rega regular é essencial, sobretudo durante o período de crescimento e de floração. Certifique-se de que o solo é bem drenado, pois o excesso de água pode provocar o apodrecimento das raízes. Recomenda-se adicionar um adubo rico em potássio no início da floração, para favorecer a produção de flores.
- Para prolongar a floração, não hesite em cortar regularmente as flores murchas. Isso incentivará a planta a produzir novos botões florais. No final da estação, quando as temperaturas baixarem, pode recolher os vasos para um local protegido ou colocá-los numa zona mais abrigada, caso pretenda prolongar a floração no interior.

Belos crisântemos dos floristas ‘Rainbow’ em vaso
Como cultivar o crisântemo-dos-jardins?
O crisântemo-dos-jardins é uma planta perene e rústica, o que facilita a sua manutenção depois de estar bem instalado. Eis algumas recomendações para garantir uma bela floração todos os anos.
- Plantação: a melhor época para plantar o crisântemo-dos-jardins é a primavera, para lhe dar tempo de enraizar bem antes do inverno. Escolha um local ao pleno sol ou à meia-sombra, com um solo bem drenado. Evite zonas demasiado húmidas, onde a água possa ficar estagnada, pois isso pode prejudicar a planta, sobretudo durante o inverno.
- Poda e manutenção anual: para favorecer uma floração abundante, pode beliscar os rebentos jovens na primavera. Isso permite que a planta se ramifique e produza mais flores. Depois da floração outonal, recomenda-se podar drasticamente a planta, cortando os caules, para que possa regenerar-se no ano seguinte.
- Rega: tal como acontece com o crisântemo dos floristas, é necessária uma rega moderada, tendo o cuidado de evitar o excesso de humidade, que pode provocar doenças fúngicas. Regue regularmente, sobretudo durante os períodos de calor, mas deixe o solo secar entre duas regas.
- Proteção invernal: embora o crisântemo-dos-jardins seja rústico, recomenda-se proteger a base das plantas com uma cobertura morta nas regiões com invernos muito frios. A cobertura morta ajudará a isolar as raízes da geada. Também pode colocar uma manta de inverno sobre as plantas jovens, para as proteger dos ventos frios.
- Divisão de tufos: a cada dois ou três anos, recomenda-se dividir os tufos de crisântemos para os rejuvenescer. Isso permitirá obter plantas mais vigorosas e multiplicar os crisântemos, para embelezar outras zonas do jardim.
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