Redescubra os crisântemos, flores emblemáticas do outono
Merecem plenamente o seu lugar no jardim!
Resumo
Os crisântemos são encantadoras plantas perenes, demasiado associados à imagem de plantas de cemitério, embora mereçam plenamente o seu lugar no jardim. Formam geralmente tufos arredondados, muito densos e compactos, que se cobrem de flores no outono, a partir de agosto-setembro e até outubro ou novembro, consoante as variedades. Estas flores apresentam-se numa paleta de cores vivas e quentes: amarelo, laranja, vermelho, cor-de-rosa, fúcsia, branco… Tons ideais para iluminar um canteiro outonal. Muitas vezes, apresentam flores muito dobradas, em pompons generosos e opulentos, mas também podem formar flores simples, com as pétalas dispostas numa ou em algumas filas, deixando ver um centro amarelo. Convidamo-lo a redescobrir os crisântemos e a reservar-lhes um lugar no jardim!
Para ficar a saber tudo sobre o seu cultivo, consulte a nossa ficha completa: “Crisântemo: plantação, cuidados, poda”
História e simbolismo
Os crisântemos ou Chrysanthemum têm uma história ancestral, transportando consigo um simbolismo profundamente enraizado. Originárias da Ásia, estas flores magníficas conquistaram o coração dos jardineiros de todo o mundo.
Os primeiros vestígios de crisântemos cultivados remontam à China antiga, há mais de 2 500 anos, onde eram utilizados pelas suas propriedades medicinais muito antes de serem apreciados pela beleza da sua floração. O crisântemo continua, aliás, a ser uma planta essencial da farmacopeia chinesa e é também, na China, um símbolo de longevidade.

Os crisântemos expostos durante o Festival “Kiku Matsuri”, em Tóquio
O crisântemo é uma flor sagrada no Japão. Foi importado para o país no século 8.º, a partir da China, e também aí começou por ser utilizado pelas suas propriedades medicinais. A partir do século 13.º, o imperador Go-Toba fez do crisântemo o emblema da família imperial. Inicialmente reservado à aristocracia japonesa, tornou-se popular e acessível a todos durante a era Edo (1600 a 1868). O crisântemo é chamado Kiku em japonês e continua a ser, ainda hoje, um emblema nacional. Aliás, aparece nos passaportes japoneses e também em algumas moedas! O Kiku Matsuri é um festival do crisântemo que se realiza em Tóquio, em novembro, para celebrar esta flor e homenagear o seu papel na cultura japonesa. Existe até uma crença popular segundo a qual uma pétala de crisântemo no fundo de um copo de vinho é sinal de uma vida feliz e saudável. O crisântemo também é consumido no Japão sob a forma de chá e apreciado pelos seus benefícios. De forma mais abrangente, nos países asiáticos, o crisântemo é um símbolo de felicidade e longevidade.
O crisântemo foi importado para França no século 18.º e alcançou rapidamente um grande sucesso. Passou então a ter uma conotação positiva. Etimologicamente, o seu nome significa, aliás, “Flor de Ouro”. No entanto, no final da Segunda Guerra Mundial, mais precisamente no outono de 1918, a França teve de prestar homenagem a inúmeras vítimas. Como florescem nessa época, foram os crisântemos os escolhidos para a ocasião. Este simbolismo associado ao luto permaneceu ligado a estas flores, utilizadas para ornamentar as campas no Dia de Todos-os-Santos e, assim, homenagear os mortos no início de novembro. Daí o seu nome popular de Margarida dos Mortos. Simbolizam a imortalidade.

No Japão, o crisântemo é o emblema da família imperial e está presente até nos passaportes!
Na linguagem das flores, o crisântemo tem um significado positivo: oferecer crisântemos demonstra um amor sincero. Simboliza a felicidade, a lealdade e a longevidade. Aliás, fora de França e da Bélgica, mantém geralmente uma conotação positiva: nos Países Baixos, o crisântemo é oferecido por ocasião dos 13 anos de casamento, enquanto na Austrália é oferecido às mães no Dia da Mãe.
Atualmente, o mais cultivado nos jardins é o crisântemo dos floristas, também chamado crisântemo de outono. É o resultado de um cruzamento entre o crisântemo-do-japão (Chrysanthemum indicum) e o Chrysanthemum morifolium. Deu depois origem a inúmeras variedades hortícolas, disponíveis numa vasta gama de formas e cores. As margaridas de outono híbridas (Chrysanthemum x rubellum) também são frequentemente cultivadas.
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5 ideias para combinar os crisântemosUma diversidade incrível
Uma paleta de cores muito ampla:
Os crisântemos apresentam uma grande variedade de cores, com tonalidades vivas e quentes, que vão do vermelho intenso ao branco brilhante, passando pelo amarelo ensolarado e pelo rosa delicado.
- Flores cor de laranja: descubra as variedades ‘Mary Stocker’, ‘Cottage Apricot’, ‘Dernier Soleil’.
- Flores amarelas: recomendamos as variedades ‘Citronella’, ‘Goldmarianne’, ‘Nantyderry Sunshine’, ‘Schwefelglanz’. Para obter uma tonalidade mais suave, entre o branco-creme e o amarelo-claro, opte pelo crisântemo ‘Poésie’
- Flores cor-de-rosa: descubra a magnífica variedade ‘Orchid Helen’, com flores bem dobradas, mas também ‘Clara Curtis’ e ‘Roseum’, com flores simples em forma de margaridas.
- Flores vermelhas: ‘Cedie Mason’, ‘Rehauge’, ‘Brennpunkt’, ‘Oury’

Os crisântemos apresentam uma ampla paleta de cores, geralmente em tons quentes e luminosos. Aqui, as variedades ‘Mary Stocker’, ‘Poésie’ e ‘Duchess of Edinburgh’
Formas de flores variadas:
As espécies botânicas oferecem flores simples, formadas por uma única fila de pétalas que rodeia um centro amarelo, enquanto as variedades hortícolas apresentam geralmente flores bem dobradas, formadas por numerosas pétalas. Por vezes, têm a forma de pompons, o que lhes vale também o nome de pomponettes.
As formas dos crisântemos são tão variadas como as suas cores. Desde as flores simples, com pétalas delicadas, às variedades dobradas que se assemelham a pompons, passando pelas flores com pétalas enroladas, cada tipo evoca uma estética particular. O “Chrysanthemum indicum” encanta pelas suas pétalas desalinhadas, enquanto o “Chrysanthemum morifolium” se distingue pela sua simplicidade elegante.
- Os crisântemos com flores simples: as suas flores têm a forma de margaridas, com um aspeto muito natural, e são formadas por uma fila de pétalas que rodeia um centro amarelo. É o caso, por exemplo, das variedades ‘Roseum’, ‘Hebe’, ‘Oury’, ‘Schwefelglanz’…
- Os crisântemos com flores dobradas: oferecem flores em forma de pompons, de aspeto abundante e opulento. Descubra as variedades ‘Citronella’, ‘Orchid Helen’, ‘Brennpunkt’…

Um crisântemo com flores simples, ‘Clara Curtis’, e uma variedade com flores dobradas, ‘Orchid Helen’
Crisântemos anões, médios ou grandes
A diversidade dos crisântemos também se manifesta nas suas dimensões. Algumas variedades anãs encontrarão facilmente o seu lugar na frente de um canteiro, numa bordadura ou num vaso florido, enquanto as variedades de tamanho médio são muito versáteis. Os crisântemos maiores são perfeitos para conferir volume a um canteiro, mas deve evitar-se plantá-los em vaso.
- Os crisântemos anões (30 cm a 50 cm de altura): ‘Schwefelglanz’, ‘Roseum’, ‘Rotes Julchen’…
- Os crisântemos de tamanho médio (aproximadamente 60 a 80 cm): ‘Cottage Apricot’, ‘Rehauge’…
- Os crisântemos maiores (aproximadamente 1 m de altura): são as variedades ‘Nebelrose’, ‘Duchess of Edinburgh’, ‘Poesie’, ‘Herbstrubin’…
Como plantar e cuidar dos crisântemos?
Onde plantar os crisântemos?
Os crisântemos gostam de sol e adaptam-se a quase todos os tipos de solo, embora prefiram solos ricos e leves, neutros a ligeiramente ácidos. Precisam sobretudo de um solo bem drenante, pois receiam as terras pesadas e húmidas no inverno, que podem provocar o apodrecimento das raízes. Naturalmente, também se adaptam muito bem ao cultivo em vaso.
Quando e como plantá-los?
Os crisântemos podem ser plantados na primavera (de março a maio) ou no outono (de setembro a novembro). Evite os períodos de geada ou de calor intenso.
Recomenda-se respeitar uma distância de 30 a 50 cm entre as plantas.
- Comece por abrir uma cova de plantação com cerca de duas vezes o tamanho do torrão
- Coloque no fundo um pouco de terra misturada com composto bem decomposto
- Retire o crisântemo do vaso e coloque-o no centro da cova de plantação
- Encha com uma mistura de terra e composto e, de seguida, compacte ligeiramente
- Resta apenas regar.

As magníficas flores dobradas, de branco-creme a amarelo-pálido, do crisântemo ‘Poésie’
Como cuidar dos crisântemos?
Fáceis de cultivar, os crisântemos requerem poucos cuidados. Ainda assim, apreciam regas regulares: regue-os uma a duas vezes por semana, quando o solo estiver seco. Dirija o jato para a base da planta, junto ao solo, evitando molhar a folhagem. Espere que o substrato seque antes de regar novamente, pois o excesso de humidade pode provocar o apodrecimento das raízes.
Os crisântemos gostam de solos ricos e férteis, que favorecem o seu desenvolvimento e uma floração abundante. Na primavera ou no outono, aplique um pouco de composto bem decomposto junto à base. Durante a época de crescimento, pode aplicar adubo líquido rico em potássio, diluído na água da rega.
As variedades mais altas podem necessitar de ser tutoradas, sobretudo se estiverem expostas ao vento.
Nas regiões de clima ameno, os crisântemos podem permanecer no jardim durante o inverno: proteja-os simplesmente com uma camada espessa de cobertura morta (folhas mortas, palha…). Também pode utilizar uma manta de inverno. Nas regiões mais frias, coloque os crisântemos sob abrigo, num local protegido da geada. Poderá voltar a colocá-los no exterior na primavera, a partir do mês de maio.
Recomenda-se dividir os tufos de crisântemos a cada dois ou três anos. Além de permitir obter novas plantas, esta operação ajuda a regenerar os tufos, que, caso contrário, podem acabar por se esgotar e florescer menos.
No início da vegetação (março-abril), pode as caules secos pela base, utilizando uma tesoura de poda. Do mesmo modo, para que os crisântemos se desenvolvam da melhor forma e adquiram um hábito compacto e denso, recomenda-se cortar a ponta dos rebentos jovens na primavera, por volta de meados de maio. Durante o período de floração, retire regularmente as flores murchas para estimular a planta a produzir novas flores.
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