Resumo

Modificado em 18 de janeiro de 2026  por Ingrid 5 min.

Acabou de mudar as plantas para vasos novos ou de renovar a terra dos vasos e pergunta-se o que fazer com o substrato antigo? Ou então, tem vasos antigos abandonados, com terra e substrato usados? Em vez de os deitar fora, porque não reciclá-los? Com efeito, mesmo empobrecidos, ainda podem ser úteis no jardim! Acompanhe-nos: partilhamos alguns conselhos e dicas para dar uma segunda vida à terra e ao substrato dos seus vasos antigos, promovendo uma jardinagem sustentável.

Dificuldade

Por que razão é necessário renovar a terra e o substrato dos vasos?

As suas queridas plantas retiram todos os nutrientes do substrato do vaso. Assim, com o passar do tempo, o substrato empobrece e praticamente deixa de haver nutrientes para as raízes absorverem… E, embora a aplicação de composto à superfície e de adubo permita retardar este empobrecimento, chega um momento em que é preferível renovar o substrato. Caso contrário, a planta ficará debilitada, florescerá menos (ou nem sequer florescerá)… e, no pior dos casos, poderá morrer. Por isso, é necessário renovar o substrato, geralmente de dois em dois anos, para proporcionar às plantas um substrato novamente rico em nutrientes.

O mesmo se aplica à terra dos vasos e das floreiras de flores anuais. Depois da estação quente, o substrato acumula raízes mortas e empobrece em nutrientes. No caso das plantas anuais, o substrato deve ser renovado a cada nova plantação.

Por fim, as plantas doentes ou infestadas por parasitas podem ter contaminado o substrato. Ao renovar regularmente o substrato, reduz-se o risco de proliferação destas pragas e limita-se também a propagação de doenças fúngicas. No último capítulo, será explicado o que fazer com o substrato das plantas doentes ou infestadas.

Mudar o substrato das plantas em vaso

Vamos lá, substrato velho, para o composto!

A forma mais simples e rápida consiste em colocar o seu substrato velho no composto. Desfaça ou esfarele, ainda assim, o torrão para facilitar a sua decomposição. Mesmo empobrecido, este substrato velho ainda contém alguns nutrientes, sobretudo aqueles que a sua planta menos utilizou, que podem enriquecer o composto.

Graças à sua estrutura fina e homogénea, o substrato velho usado permite assim obter um composto bem arejado e fácil de trabalhar, ideal tanto para a sua forquilha como para melhorar a estrutura do solo.

Além disso, pode ser considerado um contributo de carbono, perfeito para equilibrar o composto.

Para relembrar: para fazer um bom composto, são necessárias 2/3 de matérias ricas em carbono, chamadas castanhas (como o famoso substrato velho, as folhas secas, o feno seco, etc.) e 1/3 de matérias ricas em azoto, chamadas «verdes» (como as cascas de legumes, as aparas de relva, etc.). Para saber mais, leia o nosso artigo: “Fazer um bom composto em 5 passos“. 

o substrato velho compostável

Adicione o substrato velho à cobertura morta

O seu substrato velho também pode ser espalhado diretamente junto das suas outras plantas, com (ou sob) a sua cobertura morta. Como referido acima, mesmo estando empobrecido, este substrato velho ainda contém alguns nutrientes que podem ser úteis para as outras plantas. Ao decompor-se, liberta matéria orgânica para o solo, enriquecendo o seu teor em húmus. Alimenta os micro-organismos benéficos e melhora a fertilidade do solo.

Além disso, melhora a estrutura do solo, tornando-o mais solto e arejado, o que facilita a infiltração da água e a oxigenação das raízes. Um solo bem estruturado favorece ainda um bom crescimento das raízes das plantas.

O truque da Ingrid: pode mobilizar superficialmente o solo para facilitar a incorporação do substrato velho. Não hesite em misturar 2/3 de substrato velho com 1/3 de composto bem decomposto para satisfazer as necessidades das plantas.

distribuir o substrato junto das plantações

Reutilização do substrato antigo para plantas em vasos

Para poupar, também pode misturar o substrato velho com substrato novo, numa proporção de 50/50, para as novas plantações em vaso. Certifique-se de retirar os restos das raízes antigas e de que a mistura fica bem arejada e leve, para favorecer o desenvolvimento das raízes da planta.

Se possível, adicione também uma ou duas mãos-cheias de composto bem decomposto, consoante o tamanho do recipiente.

Algumas plantas toleram melhor o substrato reciclado do que outras: as plantas perenes pouco exigentes (campânulas, alfazemas, etc.), as plantas de interior resistentes (jibóias, filodendros, etc.) e as ervas aromáticas (manjericão, tomilho, etc.) desenvolvem-se bem num substrato misturado. Estas plantas não são muito exigentes quanto ao solo e beneficiam dos nutrientes fornecidos pelo composto ou pelo substrato novo.

A ter em conta: Mesmo que o substrato reciclado seja enriquecido, pode necessitar de aplicações adicionais de nutrientes, sob a forma de adubo, ao longo do tempo. Como sempre, observe atentamente as plantas para detetar qualquer sinal de carência de nutrientes. Folhas amarelas, crescimento lento ou manchas nas folhas podem indicar que o substrato precisa de ser mais enriquecido ou que são necessários alguns ajustes.

replantar uma planta com uma mistura de substrato velho e substrato novo

E o que fazer com o substrato das plantas doentes ou infestadas por pragas?

Acabámos de ver o que se pode fazer com o substrato velho dos nossos vasos quando uma planta está saudável ou é anual, mas o que acontece no caso de uma planta doente ou infestada? Nesse caso, reutilizar o substrato tal como está pode propagar a doença ou os ovos de insetos nocivos a outras plantas ou ao novo recipiente. Recomendamos que não reutilize o substrato de uma planta doente para transplantar outra planta saudável.

No entanto, é possível tratar o substrato antes de o adicionar ao composto, de modo a reduzir os riscos de contaminação. Para isso, espalhe o substrato sobre uma superfície (lona, caixa de fruta, recipiente, etc.) e deixe-o secar ao sol durante vários dias, tendo o cuidado de o revolver regularmente para que todas as partes fiquem expostas à luz e ao calor. Se as condições meteorológicas forem favoráveis (isto é, se estiver quente e seco), a secagem poderá ser mais rápida.

Alguns jardineiros preferem esterilizar este substrato contaminado, aquecendo-o a 70-80 °C durante pelo menos 30 minutos.

É importante notar que, se dominar a arte da compostagem e souber fazer o composto atingir uma temperatura elevada (pelo menos 60 °C), poderá adicionar diretamente o substrato velho ao composto. Nos restantes casos, será indispensável secá-lo ou esterilizá-lo antes da compostagem. Como último recurso: deposite este substrato usado num canto do jardim deixado ao natural (se tal for possível) ou coloque-o nos resíduos verdes do município.

E não se esqueça de limpar o vaso com água e sabão e de o desinfetar com vinagre branco diluído (10 cl de vinagre por 1 litro de água), para eliminar os agentes patogénicos.

plantas mortas em vaso

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