Que roseira trepadeira escolher para o cultivo em vaso?
As melhores variedades para cultivar em vaso num jardim pequeno, numa varanda ou num terraço
Resumo
Desistir de uma roseira trepadeira quando se vive num apartamento ou se dispõe de pouco espaço? Nem pensar! É, no entanto, necessário escolhê-la bem, pois nem todas se adaptam às condições de cultivo em vaso, que são mais restritivas, sobretudo no que diz respeito às dimensões.
Como escolher corretamente uma roseira trepadeira para plantar em vaso e quais são as melhores variedades? Siga o guia!
Os princípios básicos para escolher uma roseira trepadeira em vaso
Cultivar uma roseira trepadeira em vaso é, portanto, possível. Esta é a boa notícia! No entanto, convém recordar que as roseiras foram concebidas, acima de tudo, para crescer em plena terra. O seu sistema radicular é, de facto, composto por raízes pivotantes que penetram profundamente no solo para ancorar a planta e absorver a água e os nutrientes.
Um vaso adequado
Num vaso ou num recipiente, é, portanto, necessário adaptar minimamente uma roseira trepadeira (o mesmo se aplica a qualquer tipo de roseira) ao seu recipiente, escolhendo obrigatoriamente um vaso cujo volume de substrato seja adequado. É indispensável um vaso grande, com pelo menos 60 cm de profundidade e do mesmo diâmetro, o que corresponde a um volume de cerca de 100 L.
→ Leia também os nossos conselhos em: Como calcular o volume de substrato necessário para um vaso?
Altas… mas não demasiado!
Há ainda outro aspeto a ter em conta: o desenvolvimento da roseira trepadeira, pois há trepadeiras e trepadeiras, e até roseiras trepadeiras. Num espaço reduzido ou num jardim pequeno, será preferível escolher as variedades mais pequenas, tanto em altura como em largura. Idealmente, escolha roseiras que não ultrapassem 1 m de largura e 2,50 m de altura máxima, o que permite instalá-las um pouco por todo o lado, desde uma varanda urbana com pouco espaço em altura até um pequeno terraço.
Roseiras trepadeiras reflorescentes
Prefira também roseiras reflorecentes (com floração durante toda a estação, de maio a outubro), pois, nos espaços pequenos a que se destinam, menos densamente plantados do que um jardim, pretende-se apreciar a sua floração durante longos meses.
A exposição
Uma roseira trepadeira plantada em vaso sofrerá mais com o calor intenso. O volume de substrato é limitado e o próprio material do vaso pode, por vezes, ter um efeito secante sobre o substrato. Em suma, deve privilegiar-se uma exposição de meia-sombra, e não um sol intenso durante as horas de maior calor, para cultivar a sua roseira trepadeira num recipiente.

Leia também
O ABC da plantação em vasoQue roseiras trepadeiras plantar em vaso?
São muitos os leitores que nos colocam a questão de que roseira trepadeira escolher para o cultivo em vaso. Esta seleção tem em conta os critérios referidos acima, nomeadamente uma envergadura limitada, uma floração repetida e um desenvolvimento reduzido, para se adaptar a espaços pequenos.
As roseiras inglesas são frequentemente recomendadas, pois têm a vantagem de produzir muitos rebentos e caules desde a base, oferecendo uma floração mais baixa, sempre interessante para o cultivo em vaso.
Eis seis variedades que cumprem todos estes critérios:
A roseira trepadeira ‘Blush Noisette’
É, sem dúvida, a roseira trepadeira mais adequada para plantar em vaso, graças às suas dimensões moderadas, que agradarão aos apreciadores de rosas em tons pastel.
A roseira ‘Blush Noisette’ é uma roseira antiga, obtida em 1814 pelos irmãos Noisette. É uma roseira que volta a florir abundantemente, ideal para espaços pequenos graças às suas dimensões reduzidas. Floresce várias vezes ao longo da estação, desde a primavera até ao outono. As suas flores são dobradas, de cor rosa-pálido a branco-creme, e libertam uma fragrância delicada. Cultivada em vaso, esta roseira atinge uma altura de 2 a 2,50 metros. É especialmente apreciada pela sua boa resistência às doenças.
♥ A sua mais-valia: volta a florir abundantemente, uma maravilha para espaços pequenos.

A roseira trepadeira ‘Mini Pierre de Ronsard’
A ‘Mini Pierre de Ronsard’ é uma versão compacta da célebre roseira ‘Pierre de Ronsard’, obtida em 1985 pelo produtor de roseiras Meilland. É ideal para o cultivo em vaso graças às suas dimensões reduzidas. Esta roseira produz magníficas flores dobradas, de cor branco-creme com nuances de rosa-pálido, e ligeiramente perfumadas. Tal como acontece com as outras roseiras desta seleção, o seu período de floração estende-se desde a primavera até às primeiras geadas, com uma altura entre 1 e 1,20 metros e uma largura máxima de 1 metro.
♥ A sua mais-valia: ao contrário da sua irmã mais velha, as suas flores são particularmente resistentes às intempéries.

A roseira trepadeira Long Island ‘Oralinco’
A roseira Long Island ‘Oralinco’ é uma roseira trepadeira moderna, obtida pelo produtor de roseiras Orard em 2021. É vigorosa e resistente, perfeita para vasos grandes. Floresce abundantemente, praticamente sem interrupção, de junho a outubro, produzindo flores dobradas de cor rosa-vivo, agrupadas em conjuntos de três ou cinco, muito perfumadas, com notas cítricas, que podem atingir um diâmetro de 8 a 10 cm. Será escolhida pela sua evocação de uma roseira antiga, como um pequeno pedaço de jardim de outros tempos numa varanda ou terraço.
Esta roseira pode trepar até aos 2,5 metros de altura quando cultivada em vaso.
♥ A sua mais-valia: a fragrância intensa e a capacidade de voltar a florir, bem como a folhagem vigorosa, que se revela muito resistente às doenças.

A roseira trepadeira ‘Sourire d’orchidée’
A ‘Sourire d’orchidée’ é uma roseira trepadeira moderna, obtida em 1997 por Delbard. É muito elegante e apreciada pelas suas flores dobradas de cor branco-pérola com nuances de rosa-pálido, que libertam uma fragrância suave e delicada. Floresce em várias vagas, desde a primavera até ao outono, e atinge geralmente uma altura de 2 metros quando cultivada em vaso. Também se revela bastante resistente às doenças e ao frio.
♥ A sua mais-valia: a frescura das suas rosas-pálidas e as flores, muito resistentes às intempéries — pode ser uma boa escolha para regiões chuvosas.

A roseira trepadeira ‘Cornelia’
A ‘Cornelia’ é uma roseira trepadeira antiga, obtida em 1925 pelo célebre produtor de roseiras Kordes. É vigorosa e apreciada pelas suas pequenas flores muito dobradas, de cor rosa-pálido a pêssego. São muito perfumadas, exalando uma fragrância almiscarada, e particularmente generosas no outono, quando a sua cor se intensifica. Floresce em várias vagas, de junho a outubro, com uma pequena pausa durante o período mais quente do verão, em agosto. Esta roseira trepa até 1,50 m em vaso, uma altura ideal para varandas urbanas. As suas flores são bastante resistentes às intempéries e a folhagem é resistente às doenças.
♥ A sua mais-valia: o seu lado encantador e algo nostálgico, bem como o seu hábito flexível e pendente, ideal para uma varanda romântica.

A roseira trepadeira ‘Papi Delbard’
Confesso ter uma certa preferência por esta roseira e por esta cor divina, que combina o rosa, o alperce e um toque de amarelo.
A ‘Papi Delbard’ é uma roseira trepadeira moderna, obtida em 1976 por Delbard. No entanto, adapta-se perfeitamente ao cultivo em vaso. É vigorosa, cresce rapidamente e distingue-se pelas suas flores dobradas de cor rosa-pálido a rosa-vivo, agrupadas em ramos de flores perfumados e frutados. Floresce em vagas sucessivas, de maio a outubro, e atinge até 2 metros em vaso — é um pouco mais larga do que as outras roseiras selecionadas aqui. As suas flores são particularmente resistentes às intempéries e a roseira é resistente às doenças.
♥ As suas mais-valias: a sua floração abundante sem igual, as suas flores grandes e a sua tolerância ao calor.

É claro que existem ainda algumas outras, como a roseira ‘Strawberry Hill’, uma roseira do célebre produtor inglês David Austin, com uma fragrância requintada e cítrica, ou a ‘Narrow Water’, que se desenvolve bem numa situação mais sombreada e pode integrar varandas viradas a Este, ou ainda a ‘Perennial Blue’, com cores delicadas, mais azuladas, e um coração branco!

À esquerda, ‘Perennial Blue’, e à direita: roseira ‘Strawberry Hill’ (em cima) e ‘Narrow Water’ (em baixo – ©Wikimedia Commons-Willrooij)
Cuidados a ter com as roseiras trepadeiras em vaso
Para garantir uma floração abundante e um bom aspeto das roseiras trepadeiras cultivadas em vaso, devem ser tidos em conta três aspetos essenciais: a fertilização, a rega e a condução (com tutor).
A fertilização
Utilize um adubo rico em potássio e fósforo, específico para roseiras, para favorecer uma floração abundante. Aplique o adubo no início da primavera e depois da primeira floração, para estimular uma segunda vaga de flores. Os adubos orgânicos, como o composto ou o estrume bem decomposto, são ainda mais preciosos, caso deles disponha!
A rega
Como qualquer planta em vaso, as roseiras trepadeiras necessitam de uma rega regular para manter a terra fresca, sobretudo durante os períodos secos. Regue diretamente junto à base da planta, para evitar molhar a folhagem e reduzir o risco de doenças fúngicas. Certifique-se de que a água escoa livremente pelos orifícios de drenagem.
A condução de uma roseira trepadeira num vaso
Um tutor sólido ou um obelisco adequado ao tamanho do vaso será útil para sustentar o crescimento vertical da roseira e deverá ser instalado logo aquando da plantação. Para espaços pequenos, um obelisco com 1,5 a 2 metros de altura é frequentemente suficiente e muito decorativo. Para vasos maiores, será necessária uma treliça em leque ou em escada, mais robusta, para as variedades mais vigorosas. Certifique-se de que a estrutura está bem ancorada, para suportar o peso da roseira quando atingir a maturidade.
- Subscreva
- Resumo
Este formulário está protegido pelo reCAPTCHA - aplicam-se a Termos de Serviço e Política de Privacidade do Google.
Comentários