O ABC da plantação em vaso
Tudo o que sempre quis saber sobre o cultivo em vaso sem nunca se atrever a perguntar!
Resumo
Cultivar plantas em vasos permite desfrutar de vegetação quando não se tem a sorte de dispor de um jardim, o que acontece frequentemente em meio urbano (pátio, varanda, terraço…). Também se apreciam os vasos pela decoração particular que proporcionam no próprio jardim. As plantas em vasos permitem igualmente ultrapassar alguns obstáculos num jardim, como contornar a questão da sua rusticidade, uma vez que podem ser recolhidas no interior, ou dar livre curso a todos os desejos, já que cada vaso pode conter plantas que nem sempre seria possível combinar no jardim. Há, contudo, que ter em atenção que estes recipientes exigem uma rega frequente no verão.
Neste artigo, explicamos tudo o que é necessário saber antes de se lançar no cultivo de plantas em vasos: conselhos, técnica e manutenção! Siga o guia, ou melhor, o abecedário…
A de REGA
É O tema crucial! Mas as plantas têm necessidades tão diferentes que é difícil estabelecer uma regra. A quantidade de terra é limitada num vaso ou numa floreira, pelo que a rega é necessariamente mais frequente do que em plena terra. A frequência e a quantidade de água são muitas vezes determinadas a olho, ou melhor, ao toque! Recomenda-se habitualmente deixar o substrato secar entre duas regas, controlando a humidade com um dedo introduzido alguns centímetros no substrato.
Tal como em plena terra, é também preferível regar abundantemente e com menos frequência do que regar um pouco todos os dias, idealmente de manhã.
Quanto aos pratos, é preciso ter cuidado para não deixar a água estagnar (o que atrai, nomeadamente, o mosquito-tigre), mas sim isolar o vaso do prato com um punhado de brita ou de bolas de argila, que permitirá a circulação do ar e evitará a asfixia das raízes.
No sul do país, e consoante a exposição, ou em caso de seca, a pulverização permite reidratar corretamente uma planta murcha devido ao calor ou com uma folhagem larga. Mas não substitui a rega. Deve ser feita de manhã, nunca sob o pleno sol, para evitar queimaduras.

→Leia também: A rega das plantas em vasos e os nossos conselhos para cuidar das plantas em vasos no verão: Plantas em vasos e rega: como lidar com o calor intenso durante a sua ausência, Soluções de rega para uma varanda ou um terraço, Como refrescar a varanda e o terraço no verão? Floreiras e vasos com pouca rega: é possível?; Rega gota-a-gota: será mesmo a solução ideal, e os nossos conselhos sobre a pulverização das plantas de interior.
Leia também
Plantas em vasos: cultivo, manutenção e cuidadosA de VANTAGENS
Mudança de cenário na primavera ou no outono, os vasos permitem também plantar quando as condições são difíceis (laje de betão ou cobertura plana, terra pouco fértil ou de fraca qualidade junto a uma sebe). Acolhem frequentemente arbustos de crescimento lento, permitindo que permaneçam assim «apertados» durante algum tempo.
Outra grande vantagem consiste em poder combinar, em diferentes recipientes, plantas com necessidades distintas ao nível do substrato (seco ou fresco).
Algumas plantas muito procuradas pelas lesmas também beneficiam desta solução, como as hostas, que permanecem elevadas num vaso, um pouco mais protegidas destes indesejáveis gastrópodes…
Mas plantar em vaso permite também, simplesmente, conservar e cultivar uma planta durante algum tempo, enquanto se pensa no local onde será instalada no jardim.
Por fim, poderá beneficiar-se de uma espécie de jardim móvel, colocando os diferentes vasos como entender ou mudando a sua posição de acordo com o percurso do sol, protegendo-os assim, por vezes, de uma exposição solar demasiado intensa. Isto revela-se muito útil quando existe espaço para deslocar os vasos para a sombra quando se parte de férias…
B como BOAS PRÁTICAS
Utilize, sempre que possível, água da chuva para regar. Assim, evitará, nomeadamente, que os seus vasos de terracota fiquem brancos mais depressa do que seria de esperar. Sobretudo, será muito mais benéfico para as plantas, especialmente para as chamadas plantas de terra ácida.
Convém lembrar que as plantas vendidas em contentores de plástico de cultivo não devem ser deixadas tal como estão. É importante transplantá-las sempre para um vaso adequado, ligeiramente maior. Isto porque o plástico preto não permite trocas nem uma oxigenação suficientes, e a planta precisará rapidamente de espaço para crescer.
As plantas vendidas em contentor podem ser plantadas durante todo o ano, evitando, contudo, tal como no jardim, o pleno verão e o pleno inverno.
Associe os bolbos a algumas plantas anuais ou perenes pouco volumosas, que assegurarão a continuidade da floração quando chegar a desfloração dos bolbos.
C COMO ESCOLHA DO VASO
O vaso é, por si só, um pretexto para uma decoração marcante e em harmonia com o resto do apartamento ou da casa e com o jardim, mas revela-se, antes de mais, um recipiente protetor contra o frio e o calor.
Nas suas dimensões (ver Tamanho do vaso mais abaixo) e no seu material (ver Material), mas também na sua forma e na sua cor, a escolha de um vaso deve ser bem ponderada para obter um resultado visualmente interessante e adequado ao tipo de planta. Uma planta perene de porte médio ou uma anual contenta-se com um vaso pequeno ou de tamanho médio, enquanto as plantas altas em floração (gramíneas, canas-da-Índia, agapantos) e os arbustos merecem um vaso de maior altura. As plantas suculentas, alpinas e os catos podem, por sua vez, viver bem com pouco substrato e, por isso, em recipientes geralmente mais pequenos.
As plantas mais exigentes em rega ou pouco rústicas ficarão protegidas em recipientes maiores, que lhes proporcionarão mais substrato e, consequentemente, uma proteção mais eficaz em caso de calor intenso e de frio intenso.
Outro aspeto a não negligenciar: a resistência dos vasos à geada. Deve ser cuidadosamente verificada nas peças de barro, que não são todas igualmente resistentes (depende da temperatura de cozedura da argila e reflete-se no preço do vaso).
Por fim, há formas que podem ser variadas e combinadas entre si ou, pelo contrário, harmonizadas: vasos baixos (tipo manjedoura, taças), floreiras de varanda, vasos quadrados ou retangulares, jarros e vasos arredondados ou ovoides, vasos de parede dupla, vasos com reserva de água, vasos vintage de zinco… A oferta é, sem dúvida, cada vez mais vasta! Mas atenção aos vasos em forma de urna, dos quais será difícil retirar a planta devido à parte superior estreita.

→ ler também o artigo de Olivier Vaso de plástico, biodegradável ou de barro
D como DRENAGEM
Uma etapa primordial para a grande maioria das plantas em vasos aquando da plantação. Uma camada de bolas de argila ou brita com 4-5 cm de espessura, para um vaso de tamanho médio, permite garantir uma boa drenagem à planta, cujas raízes ficarão menos sujeitas à humidade quando chega a estação menos favorável. Não é indispensável para as plantas sazonais que apreciam um substrato fresco, como as canas-da-Índia ou os jarros.

E DE MANUTENÇÃO
Ter plantas em vasos exige uma manutenção mais regular e cuidada do que ter plantas em plena terra, uma vez que a rega e a aplicação de adubo são tarefas que terão de ser realizadas com maior frequência.
Mas os próprios vasos também merecem ser bem cuidados! Elimine as marcas de calcário bem visíveis nos vasos de terracota, limpando-os com vinagre branco.
Por fim, os vasos antigos, cobertos de musgo ou sujos, deverão ser bem limpos antes de serem utilizados, sobretudo quando tiverem albergado outra planta. Utilize novamente vinagre branco, misturado, se possível, com sabão de Marselha, água quente e uma escova ou uma esponja suficientemente áspera para remover bem os resíduos e a sujidade do interior e do exterior do vaso. Este procedimento é indispensável para evitar a propagação de doenças ou bactérias e para eliminar o salitre.
→ Leia também os meus conselhos em Como reorganizar o seu terraço após o inverno?
F como FERTILIZAÇÃO
A aplicação de adubo é necessária quando a planta é cultivada em vaso. O substrato esgota-se, de facto, muito mais depressa e não beneficia, como em plena terra, de enriquecimentos orgânicos. É particularmente útil durante o período de crescimento e de floração das plantas, geralmente entre março e setembro. O adubo já não deve ser utilizado a partir do outono, para permitir que as plantas em vaso endureçam antes dos dias mais frios. Recomenda-se sobretudo adubo líquido para as plantas anuais em vaso, mais fácil de dosear, mas os grânulos de libertação lenta (chifre moído e sangue seco misturados) são mais benéficos e menos trabalhosos de aplicar (geralmente, basta uma única dose). As plantas de folhagem necessitam de adubos maioritariamente azotados (o «N») e as plantas com flores serão estimuladas durante todo o verão por adubos maioritariamente ricos em potássio (K). Não hesite em utilizar adubos para tomate, ricos em potássio e excelentes para favorecer a floração!

→ Ler também: Adubos para floreiras e vasos: quando e como utilizá-los; Adubos para floreiras e vasos: qual escolher? Varanda, terraço e jardins pequenos: substratos e adubos perfeitos para espaços reduzidos e Adubo universal ou específico: como escolher?.
G como EXEMPLARES DE GRANDE PORTE
Damos regularmente conselhos sobre a plantação de pequenas árvores em vasos. Algumas podem, de facto, viver assim num volume de terra limitado. Com menos terra, o arbusto desenvolverá menos o seu sistema radicular e terá, consequentemente, um crescimento da parte aérea menor.
É também importante lembrar sempre que a dimensão atingida por um arbusto será menor num vaso do que quando plantado em plena terra (estas são as dimensões indicadas na etiqueta ou nas características do exemplar).
Para os arbustos e as pequenas árvores, selecionam-se prioritariamente as formas compactas, anãs ou eretas (fastigiadas ou colunares), que ocuparão menos espaço em superfícies pequenas. Os bordos japoneses estão entre as estrelas dos terraços, com um hábito frequentemente espalhado, que também se adapta bem aos terraços grandes e às zonas sombrias.

Para uma planta de grandes dimensões, um vaso grande, ou até uma floreira grande
H como em HIBERNAÇÃO
Para ajudá-las a passar o inverno, as plantas sensíveis à geada ou as plantas persistentes pouco rústicas cultivadas em vaso terão cuidados especiais: serão colocadas numa estufa ou numa varanda não aquecida, ou em qualquer divisão luminosa, com uma temperatura ambiente de 10°C-12°C, ou até mais fria.
A cobertura morta (ver mais abaixo) e a colocação de uma manta de inverno sobre as partes aéreas deverão ser previstas logo a partir dos primeiros frios. Proteger o vaso também é importante, pois permite proteger as raízes, que ficam assim um pouco menos expostas ao frio (plástico de bolhas, tela de juta em várias camadas ou qualquer material que possa servir de barreira contra o frio). Por fim, guardar os vasos sobre calços ajuda-as a passar melhor o inverno, ficando menos em contacto com o solo frio ou gelado.
→ Para ler: A invernagem das plantas em vaso para as proteger do frio

Capa de proteção, para as partes aéreas, mas também para o vaso…
H como HUMIDADE
Viva os vasos sem furos! Servem para cultivar plantas de terreno fresco ou encharcado que, por vezes, não é possível plantar no jardim por falta de solo adequado. Assim, é fácil cultivar plantas que necessitam de um solo húmido em vasos sem furos de drenagem. As bonitas floreiras ou tinas de zinco são perfeitas, por exemplo, para receber cavalinhas ou jarros; os vasos de grés envernizados são úteis para plantar algumas plantas-leopardo ou Thalia brancas.

No Manoir de la groie (49), Gunnera, cavalinhas e jarros recebem os visitantes… (© Gwenaëlle David-Authier)
I como INTERIOR
As plantas de interior plantas de interior necessitam de cuidados especiais. Trata-se, na sua maioria, de plantas tropicais que, de modo geral, não devem ser expostas aos raios diretos do sol. Borrifar ou nebulizar as mais delicadas, de folhas pilosas ou lustrosas, estas plantas exóticas sofrem frequentemente com interiores demasiado secos. Mesmo quem tem menos experiência em jardinagem pode cultivar plantas muito bonitas, incluindo plantas suculentas, que exigem poucos cuidados… Para as plantas de interior, recomenda-se a nebulização das plantas exuberantes, com folhagem brilhante ou lustrosa, que permite, ao mesmo tempo, limpar-lhes o pó. Tal como para a rega, privilegie, sempre que possível, a água da chuva.
→ Para ler: Os segredos de uma rega bem-sucedida: 7 regras de ouro para as suas plantas de interior; As plantas de exterior que também crescem no interior, As plantas de interior mais fáceis de cuidar, Cacto-estrela e orelhas-de-porco de interior: cultivar e cuidar; Como eliminar os pulgões das plantas de interior, Como regar as plantas verdes de interior? e Como limpar a folhagem das plantas de interior?.
J como JARDIM DE VASOS
Na cidade, os pequenos pátios pouco apelativos são espaços perfeitos para transformar num instante, com um toque de magia! Muitas vezes sombreados, permitem o cultivo de muitas plantas que aí se desenvolvem bem. O agrupamento de vasos resulta particularmente bem quando se utilizam os mesmos materiais ou cores. A abundância de vasos e de folhagem confere um aspeto exuberante. Combine, por exemplo, a arália-do-japão, a Aspidistra elatior, bambus não invasores num espaço de meia-sombra, ou formas podadas de tipo topiária para um estilo clássico.
Descubra as nossas ideias em O Potscaping ou jardim de vasos: um jardim modular e nómada ?, Os miniarbustos para terraço e varanda e Que plantas escolher para criar um pátio interior?

Jardins de vasos com aspetos radicalmente opostos permitem dar largas à imaginação. À esquerda, num pátio em Espanha; à direita, num pátio em Paris (© Gwenaëlle David-Authier)
L de LITRAGEM
É uma questão que surge sempre que se faz uma nova compra: de que volume de terra preciso e que tamanho de vaso é necessário para o meu arbusto, a minha planta, os meus legumes, etc.?
O volume de uma floreira quadrada ou retangular é o mais simples de calcular: multiplica-se a largura pelo comprimento e pela altura. Para os vasos redondos, o cálculo é um pouco mais complicado; aplica-se a seguinte fórmula: 3,14 x raio do vaso ao quadrado (r2) x altura do vaso.
Eis algumas indicações para vasos de tamanho standard:
- Para um vaso redondo com 30 cm de diâmetro, prevê-se cerca de 10 litros de substrato
- Para um vaso com 40 cm de diâmetro, prevê-se cerca de 30 a 35 litros de substrato, consoante a altura.
→ Saiba mais na nossa ficha prática: Como calcular o volume de substrato necessário para um vaso?
M como MATERIAL
É um aspeto a não negligenciar na escolha do seu vaso ou floreira. Cada material tem as suas vantagens e desvantagens. Em resumo, pode dizer-se que:
- O plástico é barato, leve, resistente à geada e frequentemente colorido para utilizações modernas… mas permite pouca respiração à planta, por ser estanque (embora permita regar com menos frequência), e não é do agrado de todos.
- A terracota é estética e porosa, permitindo boas trocas gasosas, além de se adaptar a muitos ambientes… mas é cara, pesada e, por vezes, sensível à geada, consoante os modelos.
- Os novos materiais sintéticos (fibra de vidro, de betão) são leves, apresentam uma relação qualidade/preço razoável e oferecem uma bela variedade de formas e volumes, mas devem reservar-se para plantas de terreno fresco, devido à menor ventilação que proporcionam.
- A madeira é bonita, permite que as raízes respirem bem e adquire uma bela patine, sendo útil para recipientes grandes, mas é cara e requer uma manutenção mais exigente.
- O metal: sob a forma de zinco ou de aço Corten, é útil em espaços contemporâneos, é leve e prático para plantas de terreno fresco, mas aquece demasiado ao sol e não permite uma boa ventilação do solo.
- A pedra e o betão: também conferem um toque estético aos ambientes urbanos e são resistentes à geada, mas retêm o calor e continuam a ser caros e demasiado pesados para terraços elevados.
→ Ler também: Vaso de plástico, biodegradável ou de terracota? com os conselhos da Oliveira e A terracota no jardim: as nossas ideias e inspirações.
O COMO OTIMIZAÇÃO DO ESPAÇO
Brinque com as formas e os tamanhos dos vasos para ocupar uma parte da varanda, do pátio, do terraço ou dos canteiros do jardim. Vasos suspensos no ar, plantas trepadeiras junto à parede divisória, grandes floreiras para arbustos, vasos tipo gamela mais baixos para plantas pequenas…
Coloque algumas plantas em altura, por exemplo, sobre um tripé ou um pequeno muro, para criar diferentes níveis e desfrutar melhor das suas flores pendentes, como os heléboros, as begónias, etc.
Num ambiente contemporâneo, os vasos também têm uma palavra a dizer! Contribuem tanto como as plantas para uma atmosfera sóbria e elegante, muitas vezes muito gráfica, quando são repetidos como um padrão. O conjunto torna-se requintado.

→ Saiba mais com a Ingrid: Como dispor os vasos num terraço?
P como PLANTAS ADAPTADAS
É difícil fazer uma lista, pois são muitas as plantas que suportam bem o cultivo em vaso; algumas, como os agapantos ou as clívias, apreciam mesmo ficar um pouco apertadas! Opte pelas formas ditas compactas ou anãs, mas, se se tratar de uma floreira, é possível permitir-se mais algumas extravagâncias. Varie as formas com exemplares em haste, plantas de hábito arredondado e plantas mais flexíveis. Os gostos pessoais também orientam a escolha de um tipo de planta, mas sobretudo, naturalmente, a exposição. Entre as plantas muito ornamentais que aceitam o cultivo em vaso encontram-se as verónicas-arbustivas, as Cycas revoluta, as coníferas anãs ou que não ultrapassem 2 m de altura, como o Pinus nigra ‘Nana’, os Acer palmatum de pequeno porte, a buganvília, o Deutzia crenata ‘Nikko’, o loureiro, o Acer campestre ‘Nanum’, as árvores frutíferas anãs, os troviscos, as fúcsias, os Dianthus, entre outras.
→ Descubra os melhores bolbos para plantar em vaso, Como cultivar uma verónica-arbustiva em vaso?, Os melhores agapantos para cultivar em vaso, a nossa seleção de coníferas para vasos e todos os nossos artigos dedicados às plantas em vasos.
P como COBERTURA MORTA
Cobrir a superfície da terra com uma camada protetora de alguns centímetros é indispensável para as plantas em vasos. Mantém uma certa frescura, reduz a evaporação da água e a compactação provocada pela rega. Permite também proteger a planta no inverno. A cobertura morta em vaso pretende-se muitas vezes decorativa (bolas de argila expandida ou até seixos para algumas plantas, mas, para a maioria das plantas, é preferível utilizar uma cobertura orgânica que enriquecerá a terra ao decompor-se: folhas mortas, cascas de trigo-sarraceno, aparas de pinho ou cascas de cacau, mas também material triturado do tipo BRF ou palhinhas de miscanto.

R como RECICLAGEM
Em vez de comprar vasos ou recipientes muitas vezes dispendiosos, reciclar alguns elementos decorativos ou objetos encontrados em feiras de antiguidades pode ser uma excelente opção! Para evitar uma cacofonia de vasos, procure definir o seu estilo, mantendo o mesmo material ou a mesma cor nos vasos. O resultado é geralmente muito bem conseguido e mais pessoal do que com vasos comprados no comércio, em pequenos conjuntos de 3 a 5 vasos.
→ Saiba mais em Ideia de decoração: plantas em recipientes invulgares
R como MUDANÇA DE VASO
É uma operação importante para que as plantas cultivadas em vaso se desenvolvam melhor num recipiente maior. Faz-se na primavera, em março, e no outono, de preferência no caso das plantas de interior. É possível mudar a planta de vaso em qualquer altura do ano se, por exemplo, o vaso se partir, evitando, no entanto, os períodos de maior calor.
Os sinais que não enganam? A planta cresce mais lentamente, o substrato seca rapidamente depois de uma rega, as raízes começam a formar um novelo no fundo ou junto à parede do vaso…
Elimine o máximo possível do substrato antigo, libertando delicadamente as raízes, plante a planta num vaso maior (três dedos maior) e regue abundantemente. Não aplique adubo durante 6 meses, pois o novo substrato é suficientemente nutritivo. Se a planta oferecer resistência, terá de aceitar partir o vaso antigo.
A mudança de vaso realiza-se, em geral, a cada 2 a 3 anos.

→ Ler também: Como mudar uma planta de interior para um vaso maior? e Os passos essenciais para mudar corretamente uma planta de vaso: guia para principiantes e Como escolher o vaso ideal para mudar uma planta de vaso?; Como mudar uma orquídea de vaso?.
R como RUSTICIDADE
Tenha em atenção a menor rusticidade ao plantar em vaso, uma vez que as indicações relativas a uma determinada planta dizem respeito ao cultivo em plena terra. Geralmente, deverá contar com menos 2 a 3 °C para o cultivo em vaso, pois a planta dispõe de menos substrato e fica mais vulnerável ao frio. Deverá prestar especial atenção aos citrinos cultivados em vaso, bem como às plantas mediterrânicas ou exóticas delicadas, como as buganvílias, as Proteas, os fetos-arbóreos, etc.
→ Leia também os nossos conselhos para Proteger as plantas da varanda no inverno; 7 citrinos para cultivar em vaso
S de ESTILO
Os terraços e as varandas são espaços muito procurados, cujo aspeto é particularmente cuidado. Seja por constituírem muitas vezes a passagem entre a casa e o jardim, seja por serem o único espaço exterior quando se vive num apartamento. Podem assumir estilos muito diferentes, consoante se pretenda conferir-lhes um toque romântico, um ambiente japonizante ou exótico, ou criar uma encenação campestre ou, pelo contrário, muito moderna, para se harmonizarem com o tipo de habitação. As plantas, mas também o tipo de vaso, terão impacto na estética pretendida.
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Vaso Médici muito clássico, vasos pequenos de terracota sem acabamento ou jarras envernizadas… O vaso confere uma verdadeira personalidade às suas plantações
S de SUBSTRATO
O substrato é o suporte de cultivo, a mistura de terra onde a planta vai viver. É essencial para a boa saúde das plantas, sobretudo em vaso! Na cidade, compram-se frequentemente substratos universais ou polivalentes. Escolhidos de boa qualidade e enriquecidos com adubo para estimular as plantas com flor, serão eficazes.
Não poupe na compra de um bom substrato para a plantação de arbustos que vão permanecer durante muito tempo no vaso. As plantas anuais ou perenes sentir-se-ão bem em substratos simultaneamente ricos e capazes de assegurar uma boa retenção de água. Quanto aos substratos para plantas mediterrânicas, podem ser substituídos por uma parte de areia adicionada a um bom substrato, para facilitar a drenagem.
Se dispuser de um jardim, será sempre preferível preparar o próprio substrato, a partir de terra de jardim e composto, incluindo também uma boa terra de folhas para as plantas mais exigentes.

→ Para aprofundar o tema, Virginie aconselha a leitura de Como escolher um bom substrato?
S de RENOVAÇÃO DA CAMADA SUPERFICIAL
Esta operação destina-se especificamente às plantas em vasos que não podem ser mudadas facilmente de vaso, por exemplo, devido ao seu tamanho ou ao seu sistema radicular frágil. As plantas trepadeiras também estão abrangidas. Para regenerar o melhor possível o substrato do vaso, retira-se cuidadosamente cerca de 5 cm, sem danificar as raízes, da terra esgotada em nutrientes, substituindo-a superficialmente por substrato novo, ao qual se adiciona, se possível, composto, para alimentar bem a planta. Depois, rega-se abundantemente. Deve realizar-se na primavera, antes da retoma da vegetação, ao longo de março.
→ Ver também: Plantas em vasos: o que é a surfaçagem?
S como SISTEMA RADICULAR
Não permite o cultivo em vaso de algumas espécies, por terem uma raiz aprumada. Para certas plantas, é necessário renunciar a este tipo de utilização: peónias, acantos, papoilas-orientais, etc. As roseiras devem ser escolhidas em conformidade, mas existem muitas que aceitam este modo de cultivo (consulte as roseiras para vasos e as roseiras inglesas para vasos).
Por outro lado, algumas plantas invasoras no jardim, por rebentarem, são perfeitamente controladas em vaso. Aproveite para instalar as mais bonitas ou úteis, pois ficarão contidas: Sorbaria sorbifolia ‘Sem’, Houttuynia cordata, alguns bambus de sebe, mas também a hortelã ou a erva-cidreira entre as plantas aromáticas…
→ Saiba mais no artigo do Olivier: as plantas que rebentam e as plantas difíceis de cultivar em vaso.
T DE TAMANHO DO VASO
Ideia importante: o vaso não deve ser nem demasiado pequeno, nem demasiado grande, e deve estar adaptado às dimensões da planta. Há mesmo plantas que preferem ter as raízes apertadas num vaso. No entanto, quanto maior for o vaso, melhor se desenvolverá a planta, pois terá substrato suficiente à sua disposição. Os vasos com menos de 30 cm de diâmetro destinam-se a plantas pequenas ou muito compactas.
Para as plantas de maiores dimensões, será necessário recorrer a recipientes de plantação, a grandes floreiras altas ou até a vasos para laranjeiras. Nas varandas e terraços, deve ter-se em atenção o peso de alguns recipientes grandes, dando preferência a materiais leves, como o plástico, a fibra de vidro ou a resina.

Adapte o vaso ao tamanho e à dimensão das plantas
→ Ler também 8 arbustos anões para cultivar numa varanda virada a nascente ; 8 arbustos anões para cultivar em vaso numa varanda virada a poente ; 8 arbustos anões para cultivar em vaso numa varanda virada a norte ; 8 arbustos anões para cultivar em vaso numa varanda virada a sul】【。
U COMO UTILIZAÇÕES
Plante uma única planta por vaso/floreira quando a sua folhagem persistente ou o seu hábito o justificarem, para conservar um lugar de destaque. É o caso, por exemplo, das plantas podadas em topiária. Se pretender associar vários tipos de plantas ou variedades no mesmo recipiente, intercale, sempre que possível, plantas persistentes e caducas. Os exemplares mais bonitos são frequentemente colocados aos pares junto a uma entrada, para a valorizar.
X como XERÓFILOS
As plantas ditas xerófilas (de terrenos secos), as plantas suculentas (também conhecidas por plantas gordas) e os cactos constituem um caso à parte, pois têm necessidades muito diferentes: pouca ou nenhuma rega, um substrato enriquecido com brita ou pedras pequenas, pozolana e areia para assegurar uma drenagem excelente, uma exposição muito soalheira… Além disso, muitas não toleram a geada e terão de passar o inverno nas condições adequadas ou ser recolhidas, no outono, para um espaço interior não aquecido, onde poderão ser mantidas como plantas de interior.

→ Ler também: a cultura da iúca em vaso ; Cultivar um agave em vaso; Cultivar a cordilina em vaso.
Saiba mais...
Consulte as nossas fichas nas nossas rubricas dedicadas às plantas em vasos e às floreiras e flores em vaso
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