Resumo

Modificado 0,01  por Alexandra 14 min.

As aquilégias em poucas palavras

  • As aquilégias são plantas perenes de fácil cultivo que oferecem na primavera uma floração original e delicada!
  • Encontram-se numa vasta paleta de cores: azul, rosa, vermelho, amarelo, branco, púrpura…
  • As flores podem ser simples ou duplas, unicolores ou bicolores
  • A folhagem, muito recortada, é decorativa
  • Pouco exigentes, as aquilégias adaptam-se a situações variadas!
  • Ressemeiam-se espontaneamente e naturalizam-se
Dificuldade

A palavra da nossa Especialista

As aquilégias são plantas perenes que oferecem flores originais e de cores variadas. A sua floração, muito delicada, é caracterizada pelos longos espigões que prolongam as pétalas. As aquilégias florescem na primavera, em maio-junho, por vezes até ao início do verão (julho-agosto). Possuem uma bela folhagem recortada, muito fina e leve. A aquilégia-comum, Aquilegia vulgaris, que se encontra em França em estado silvestre, apresenta flores azul-escuro, mas existe uma multidão de variedades que oferecem toda uma paleta de cores: rosa, branco, amarelo, vermelho, púrpura, violeta… As flores são aliás frequentemente bicolores. Assumem também diferentes formas: podem ser simples ou duplas, por vezes em forma de pompons, ou de «Hortênsias».

A aquilégia é uma planta fácil de cultivar e relativamente pouco exigente… é perfeita para principiantes! Não se deixe enganar pela sua aparente fragilidade: é uma planta resistente, rústica, robusta. A sua plantação realiza-se no outono ou na primavera, de preferência num solo fresco e drenante, embora se adapte a muitas situações. As espécies alpinas apreciarão ser cultivadas em jardim de pedras. As aquilégias podem autossemear-se espontaneamente e naturalizar-se no jardim, mas também é possível colher as sementes para fazer sementeiras. Por fim, as aquilégias são flores ideais para compor ramos de flores!

Descrição e botânica

Ficha de identidade

  • Nome latino Aquilegia sp.
  • Família Ranunculaceae
  • Nome comum Aquilégia
  • Floração entre maio e julho
  • Altura geralmente entre 40 cm e um metro. Por vezes apenas 15-20 cm para as espécies mais pequenas.
  • Exposição sol ou meia-sombra
  • Tipo de solo humífero, fresco e drenante
  • Rusticidade - 20 °C

As aquilégias são plantas perenes originárias das zonas temperadas do hemisfério Norte. Encontram-se principalmente na Europa, na América do Norte e na Ásia, por vezes em regiões montanhosas. Algumas espécies provêm da Ásia, como a Aquilegia flabellata. Certas espécies adotaram o nome das montanhas de onde são originárias, como a aquilégia-das-Alpes, Aquilegia alpina, ou a aquilégia-dos-Pirenéus, Aquilegia pyrenaica. Quanto à Aquilegia vulgaris, também designada aquilégia-dos-jardins, está presente em todo o território francês. Contam-se entre 70 e 100 espécies de aquilégias, às quais se somam inúmeras variedades hortícolas. Na natureza, crescem frequentemente em sub-bosque claro, em orla de floresta ou em prados.

As aquilégias pertencem à família das Ranunculáceas. Uma família que reúne mais de 2000 espécies de plantas, maioritariamente herbáceas, entre as quais se encontram os ranúnculos, mas também os acónitos, as clematites, os delfínios e os heléboros.

Aquilégia ou Aquilegia - ilustração botânica

Aquilégia, Aquilegia – Ilustração botânica

Existem várias etimologias possíveis para a origem do nome da aquilégia, Aquilegia. Uma delas sugere que esta palavra derivaria do latim Aquila = águia, pois os espigões que prolongam as pétalas evocam as garras da águia. Em português, a aquilégia é conhecida por diferentes nomes vernaculares: colombina, aquilégia (nome que remete igualmente para a ideia da águia)…

As aquilégias são plantas perenes bastante rústicas, não temendo o frio. São, no entanto, plantas de curta longevidade: vivem geralmente entre dois e quatro anos, por vezes cinco, raramente mais. Compensam esta desvantagem ressemeando-se abundantemente! As diferentes espécies de aquilégias cruzam-se com muita facilidade entre si, hibridando-se de forma natural.

As aquilégias formam touceiras das quais partem caules erectos e ramificados. A maior parte das aquilégias mede entre 40 cm e um metro de altura. Em todos os casos, raramente ultrapassam um metro de altura. Algumas são consideravelmente mais pequenas, como a Aquilegia flabellata, que mede entre dez e trinta centímetros de altura. Da mesma forma, a Aquilegia saximontana não ultrapassa os 15 cm.

As aquilégias florescem normalmente do final da primavera ao início do verão, entre maio e julho. As suas flores são produzidas na extremidade de caules delgados. Medem frequentemente entre três e cinco centímetros de comprimento. As da aquilégia do Canadá são particularmente pequenas (entre 1 e 2 cm de comprimento), ao passo que as flores maiores são as dos híbridos Mc Kana, que chegam a atingir 10 centímetros de comprimento! Consoante as variedades, as flores das aquilégias inclinam-se para o solo ou erguem-se em direção ao céu. Podem ser solitárias ou reunidas em cachos que compreendem geralmente entre cinco e quinze flores, por vezes até vinte.

As flores podem ser unicolores, mas são frequentemente bicolores, geralmente de uma cor viva no exterior e brancas ao centro. Em todos os casos, as flores oferecem uma paleta de cores muito ampla: podem ser brancas, vermelhas, alaranjadas, cor-de-rosa, amarelas, azul-claro ou azul-escuro, bordeaux, violáceas, púrpura… por vezes, são mesmo quase negras, como na variedade ‘Black Barlow’! Quanto à aquilégia, possui uma surpreendente tonalidade chocolate e verde.

As aquilégias oferecem uma floração original. As flores apresentam cinco pétalas truncadas, prolongadas por longos espigões na parte posterior da flor. Estes espigões encerram néctar, apreciado pelos insetos que o consomem assegurando ao mesmo tempo a polinização. A extremidade do espigão é por vezes recurvada, terminando em gancho. As flores da espécie Aquilegia longissima são impressionantes pelo comprimento dos seus espigões, o que as torna particularmente graciosas! As pétalas são rodeadas por cinco sépalas coloridas e bem desenvolvidas, semelhantes a pétalas (fala-se também de tépala). É frequente as pétalas serem brancas e as sépalas apresentarem uma tonalidade viva ou escura (vermelho, azul, amarelo, negro…). As flores oferecem então um soberbo contraste! Ao centro da flor encontram-se numerosos estames amarelos.

Em geral, as flores são simples, compostas por uma camada de sépalas a rodear uma camada de pétalas, prolongadas por longos espigões. No entanto, as hibridações deram origem a numerosas variedades, por vezes com formas muito distintas. Existem assim variedades com flores duplas! Perdem a sua forma muito característica para se assemelharem mais a flores de clematite. Existem inclusive aquilégias Aquilegia clematiflora, cujo nome significa «com flor de clematite». Da mesma forma, as aquilégias Barlow (por exemplo, ‘Nora Barlow’ ou ‘Black Barlow’) oferecem flores duplas em pompom. Por vezes, as aquilégias apresentam a forma de «bonés de avó», com flores inclinadas para o solo que formam como uma saia, com camadas de pétalas sobrepostas.

A floração das aquilégias ou Aquilegia

As flores das aquilégias podem assumir diferentes formas: da esquerda para a direita, as variedades ‘Yellow Queen’, ‘Winky Blue White’ (foto FD Richards), ‘Crimson Star’ e ‘Black Barlow’

As aquilégias possuem uma bela folhagem muito recortada. As folhas são sustentadas por um longo pecíolo que parte da base, e dividem-se em três segmentos. Cada um é depois subdividido em três folíolos, de formas arredondadas e dentadas ou lobadas. Como toda a planta, a folhagem da aquilégia tem um aspeto muito fino e leve! As poucas folhas caulinares (= situadas no caule) são alternas. As folhas apresentam formas suaves e delicadas.

As folhas têm uma tonalidade verde mais ou menos azulada. As da aquilégia-comum (Aquilegia vulgaris) são glaucas e pubescentes na face inferior. Existem também variedades com folhagem variegada, como ‘Leprechaun Gold’, com folhas verdes maculadas de amarelo.

A aquilégia é uma planta de folhagem caduca. Esta seca durante o verão, após a planta ter produzido sementes, para voltar a surgir na primavera.

As folhas recortadas das Aquilegia

A folhagem das aquilégias, leve e muito recortada

A aquilégia possui uma longa raiz pivotante, bastante frágil, o que torna o seu transplante delicado.

Os frutos da aquilégia são constituídos por cinco folículos alongados e pontiagudos. Trata-se de frutos secos que se abrem na maturidade para libertar numerosas sementes, ovais e negras. Não hesite em colher as sementes para uma sementeira posterior!

As espécies botânicas

É a aquilégia-dos-jardins, a espécie mais comum. Produz flores azul-escuro, com um espigão curto e recurvado. Encontra-se em estado selvagem em França.

  • Aquilegia alpina

A aquilégia-das-Alpes possui flores azul-violáceo, dirigidas para o solo. Assemelha-se à aquilégia-dos-jardins, mas as suas flores são maiores e menos numerosas. É perfeita para integrar um jardim naturalista.

A aquilégia do Canadá oferece pequenas flores amarelas e vermelhas, inclinadas para o solo e prolongadas na parte posterior por espigões alongados. Encontra-se em estado selvagem no Canadá e nos Estados Unidos.

A aquilégia apresenta pequenas flores púrpura-escuro, com longos estames e espigões recurvados. Em estado selvagem, encontra-se sobretudo nos Alpes.

As principais variedades de aquilégias

As variedades mais populares
As nossas variedades preferidas
As outras variedades a descobrir
Aquilégia chrysantha Yellow Queen

Aquilégia chrysantha Yellow Queen

Esta aquilégia possui flores amarelas, luminosas, de formas muito esguias. Cada pétala é prolongada por um longo e fino espigão. Uma variedade muito elegante!
  • Período de floração Junho, Julho
  • Altura à maturidade 75 cm
Aquilégia flabellata Ministar

Aquilégia flabellata Ministar

Trata-se de uma variedade anã, que apresenta flores bicolores, cujas longas sépalas azuis rodeiam cinco pétalas brancas. Pode cultivá-la em jardim de pedras!
  • Período de floração Junho, Julho
  • Altura à maturidade 15 cm
Aquilégia vulgaris var. stellata Black Barlow

Aquilégia vulgaris var. stellata Black Barlow

Uma aquilégia original pela sua floração púrpura escura, quase negra! As flores são dobradas e formam como pompons pendentes na extremidade de longos caules.
  • Período de floração Junho à Agosto
  • Altura à maturidade 60 cm
Aquilégia vulgaris Crimson Star

Aquilégia vulgaris Crimson Star

Uma aquilégia com pétalas brancas, rodeadas por longas sépalas vermelho-vivo! Os estames, colocados ao centro, são amarelos, trazendo ainda mais luminosidade. Uma floração deslumbrante que oferece um soberbo contraste!
  • Período de floração Junho, Julho
  • Altura à maturidade 60 cm
Aquilégia vulgaris Nora Barlow

Aquilégia vulgaris Nora Barlow

Esta variedade possui flores dobradas, compostas por pétalas cor-de-rosa matizadas de branco nas extremidades... Uma floração elegante e romântica!
  • Período de floração Junho à Agosto
  • Altura à maturidade 70 cm
Aquilégia vulgaris Blue Barlow

Aquilégia vulgaris Blue Barlow

Esta aquilégia oferece flores dobradas, que formam pompons, de um azul extremamente intenso! Aprecia-se pela intensidade da sua cor.
  • Período de floração Junho, Julho
  • Altura à maturidade 70 cm
Aquilégia vulgaris Munstead White

Aquilégia vulgaris Munstead White

A aquilégia 'Munstead White' possui flores de um branco puro! Assemelham-se a pequenos sinos inclinados para o solo, e têm um aspeto natural e delicado, simples.
  • Período de floração Junho
  • Altura à maturidade 50 cm
Aquilégia Blue Star

Aquilégia Blue Star

Esta aquilégia apresenta flores bicolores, de forma bastante clássica, com pétalas brancas ao centro, rodeadas por sépalas azul – violeta. Uma floração que se aprecia pela sua elegância e leveza!
  • Período de floração Maio à Julho
  • Altura à maturidade 60 cm
Aquilégia vulgaris Clementine Salmon Rose

Aquilégia vulgaris Clementine Salmon Rose

Uma variedade com flores cor-de-rosa e dobradas, que evocam as flores das clematites! A sua tonalidade evolui delicadamente com o tempo: inicialmente cor-de-rosa alaranjado, as flores adquirem depois nuances violáceas ou lilás.
  • Período de floração Junho, Julho
  • Altura à maturidade 80 cm
Aquilégia vulgaris William Guiness

Aquilégia vulgaris William Guiness

Uma floração muito original e contrastada, composta por pétalas brancas rodeadas por sépalas muito escuras, quase negras. O resultado é uma flor envolvente e gráfica, com um estilo único!
  • Período de floração Junho, Julho
  • Altura à maturidade 60 cm
Aquilégia canadensis

Aquilégia canadensis

A aquilégia do Canadá apresenta belas flores vermelhas e amarelas, delicadamente matizadas num degradé de tons quentes. O centro da flor, pétalas e estames, é amarelo, enquanto as sépalas e os espigões são vermelhos. É uma boa planta para jardins de pedras.
  • Período de floração Junho, Julho
  • Altura à maturidade 40 cm
Aquilégia vulgaris Winky Double Red White

Aquilégia vulgaris Winky Double Red White

Trata-se de uma aquilégia muito original, que apresenta flores vermelho-escuro – rosado, matizadas de branco. Oferece generosos ramos de flores dobradas, e integrar-se-á facilmente num jardim de estilo romântico.
  • Período de floração Junho, Julho
  • Altura à maturidade 30 cm
Aquilégia vulgaris Ruby Port

Aquilégia vulgaris Ruby Port

Uma variedade que oferece elegantes flores de um vermelho escuro, muito intenso. As flores são dobradas e formam pequenos pompons, agrupados em ramos na extremidade de caules esguios.
  • Período de floração Junho à Agosto
  • Altura à maturidade 70 cm

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Plantar as Aquilégias

Onde plantar?

Aconselhamos a escolher bem o local com cuidado: uma vez bem instaladas, as aquilégias não gostam de ser transplantadas! (pois possuem uma raiz pivotante bastante frágil)

As aquilégias crescem ao sol ou a meia-sombra. Podem ser instaladas aos pés de árvores de folha caduca ou numa orla de bosque luminosa. Se residir no sul de França, prefira uma situação ligeiramente ensombrada a pleno sol.

As aquilégias são plantas pouco exigentes, capazes de crescer praticamente em qualquer lado! Têm, no entanto, uma preferência por terrenos mais humíferos e ligeiros, ricos em matéria orgânica. Sugerimos que adicione um pouco de composto na altura da plantação.

Instale as suas aquilégias num terreno drenante mas fresco. Não gostam de humidade estagnada no inverno, mas apreciam regas em períodos de seca, bem como uma camada de cobertura para manter o solo fresco. Se o seu terreno for pesado, pode instalá-las num talude ou colocar cascalho no fundo da cova de plantação para garantir uma boa drenagem.

Como as espécies alpinas apreciam as exposições ensolaradas e os terrenos arenosos e drenantes, são perfeitas em jardins de pedras. Pode cultivar desta forma espécies como Aquilegia saximontana, Aquilegia flabellata ou Aquilegia jonesii

Se não tiver jardim, ou se quiser desfrutar das aquilégias diretamente a partir de casa, também é possível instalá-las em floreiras! Escolha recipientes suficientemente fundos, coloque uma camada de drenagem no fundo, depois preencha com substrato e plante as suas aquilégias.

As aquilégias ou Aquilegia, plantadas no jardim a meia-sombra

Quando plantar?

Pode plantar a aquilégia no outono, por volta do mês de setembro, ou na primavera, em março ou abril. Aconselhamos a intervir fora dos períodos de geada.

Como plantar?

Para permitir que as suas aquilégias se desenvolvam bem, respeite uma distância mínima de 30 centímetros entre cada planta. Sugerimos também que reúna as suas aquilégias em grupos de pelo menos cinco plantas da mesma cor, de forma a obter um efeito mais harmonioso.

  1. Humidifique o torrão colocando-o numa bacia cheia de água.
  2. Se instalar várias aquilégias, pode colocá-las no solo para visualizar o efeito que pretende obter antes de as plantar.
  3. Abra uma cova de plantação, com duas a três vezes o tamanho do torrão.
  4. Adicione um pouco de substrato ou de composto bem decomposto, de forma a enriquecer o solo. E, se cultivar as espécies alpinas, pode acrescentar materiais drenantes (pozolana, cascalho…).
  5. Coloque o torrão na cova de plantação.
  6. Reponha a terra e compacte com a palma da mão.
  7. Regue e instale, se desejar, uma camada de cobertura.

Descubra também os nossos conselhos em vídeo: Como plantar plantas perenes?

A manutenção

As aquilégias necessitam de poucos cuidados. Recomenda-se, ainda assim, regar durante o verão e em caso de seca. É preferível instalar uma camada de mulch à sua base para que o solo se mantenha fresco e para reduzir as infestantes! Utilize madeira ramial fragmentada (BRF) ou folhas secas. As aquilégias também apreciam um aporte de composto bem decomposto na primavera.

Geralmente aconselha-se cortar as hastes e as flores murchas, pois isso favorece o aparecimento de novas flores. Mas se as deixar no lugar, é provável que as aquilégias se autossemeiem espontaneamente e se naturalizem. Também é possível recolher as sementes. No entanto, as aquilégias hibridam com muita facilidade, e as sementeiras oferecem frequentemente flores diferentes das variedades de origem. Se optar por deixar as aquilégias ressemear-se por si mesmas, terá provavelmente a surpresa de ver aparecer flores de diferentes formas e cores!

As aquilégias são plantas que raramente ficam doentes. Podem eventualmente ser afetadas pelo oídio, uma doença criptogâmica favorecida pela humidade. Se detetar a presença de manchas brancas de aspeto pulverulento, corte as folhas em causa. Esta doença não é verdadeiramente preocupante, uma vez que a aquilégia tolera muito bem que se pode drasticamente a sua folhagem. A aquilégia pode também ser atacada pela mineira das folhas. Trata-se de larvas que abrem galerias na espessura das folhas. Estas apresentam então marcas brancas, descoloridas, de traçado irregular. Tal como o oídio, a mineira das folhas não é realmente problemática: basta cortar e retirar as folhas afetadas. A aquilégia desenvolverá uma nova folhagem.

As lesmas e os caracóis roem por vezes as folhas tenras. É possível proteger as plantas jovens colocando cinza ou aparas de madeira à sua volta como barreira. Se tal não for suficiente, considere utilizar grânulos anti-lesmas.

Uma vez terminada a floração, recomenda-se podar drasticamente a folhagem. Surgirão novas folhas. Da mesma forma, se a aquilégia for afetada pelo oídio ou pela mineira das folhas, não hesite em cortar as folhas.

Multiplicação : sementeira, divisão

A melhor técnica para multiplicar as aquilégias é a sementeira. Também é possível dividir os tufos, mas esta técnica é um pouco mais delicada.

Semear aquilégias

A sementeira da aquilégia realiza-se de preferência na primavera. Aconselhamos a colocar previamente as sementes algumas semanas no frigorífico, pois necessitam de um período de frio para poderem germinar (vernalização).

Pode, à escolha, semear as sementes de aquilégias que tiver colhido, ou comprá-las diretamente. Descubra a nossa gama!

Pode semear em plena terra, ou em vasos que colocará numa estufa fria.

  1. Se semear no local definitivo, trabalhe o terreno refinando a terra e adicionando substrato. Caso contrário, prepare os vasos enchendo-os com substrato. Compacte.
  2. Semeie as sementes e cubra-as com uma fina camada de substrato peneirado.
  3. Compacte ligeiramente.
  4. Regue em chuveiro fino.
  5. Transplante quando as plantas jovens atingirem um tamanho que permita a sua manipulação.

Se semear espécies alpinas, seja paciente… as sementes podem demorar até dois anos a germinar!

As aquilégias têm também tendência para se autossemearem espontaneamente… E hibridizam-se com muita facilidade, dando frequentemente origem a plantas jovens com flores diferentes das dos progenitores. Pode aproveitar para as transplantar noutro local do seu jardim. Descubra o nosso artigo: As plantas autossemeadoras.

A divisão de tufos

É possível multiplicar as aquilégias por divisão de tufos. Esta operação é mais delicada do que a sementeira, pois a aquilégia possui uma raiz pivotante profunda e bastante frágil, mas permite obter plantas estritamente idênticas à variedade de origem. Esta técnica realiza-se no outono.

Identifique um tufo suficientemente grande, pronto para ser dividido, e separe um rebento da planta de origem cavando profundamente. Retire a planta com cuidado para não danificar as raízes. Prepare o terreno cavando um buraco de plantação e adicionando um pouco de composto bem decomposto. Replante, cubra com terra, compacte e regue generosamente.

O Olivier explica com mais detalhe a divisão das aquilégias neste tutorial.

Associação

Pode associar as aquilégias a outras plantas perenes para compor um canteiro colorido! Plante-as ao lado de Corações-de-Maria, delfínios, ervas-dos-gatos, ou gerânios perenes. Não hesite também em acrescentar alguns bolbos de primavera! Algumas variedades de aquilégias, nomeadamente as de flores duplas, como ‘Winky Double Red White’ ou ‘Ruby Port’, encontrarão o seu lugar num canteiro romântico, em companhia de roseiras e clematites!

Pelo seu aspeto muito delicado, com flores inclinadas na extremidade de longas hastes florais, as aquilégias integram-se facilmente em jardins naturalistas. Prefira as variedades de flores simples e pequenas. A espécie-tipo, Aquilegia vulgaris, é perfeita para este uso. Plante-as com gramíneas, alhos ornamentais, astrâncias… E para reforçar este aspeto muito natural, deixe as aquilégias autossemearem-se livremente no jardim! As aquilégias são plantas perenes pouco imponentes e que não sufocam as outras plantas; quando se autossemeiam espontaneamente, instalam-se frequentemente nos espaços desocupados.

Pode integrar as aquilégias num jardim de sub-bosque, plantando-as ao lado de fetos, hostas, Corações-de-Maria… Aproveite também os espigos florais eretos e verde-tenro de Tellima grandiflora, uma planta perene com folhagem decorativa e persistente, que forma uma boa cobertura vegetal para a sombra!

Associe a floração das aquilégias à das Tellima e dos Gerânios

Aquilegia vulgaris, Tellima grandiflora e Geranium phaeum ‘Album’ (GAP Photos – J.S. Sira)

As aquilégias oferecem uma bela diversidade de florações; aproveite para jogar com as cores e criar efeitos particulares! Componha, por exemplo, uma cena em azul – lilás – branco, integrando algumas aquilégias em companhia de delfínios, clematites, ervas-dos-gatos, roseiras… Pode associar o branco puro da aquilégia ‘Munstead White’ à Amsonia tabernaemontana, uma planta perene que oferece flores estreladas e azuis. Inversamente, pode também criar uma cena em tons quentes, casando a aquilégia ‘Ruby Port’ com o funcho ‘Bronze’.

Ideias de associação: Aquilégias e Amsónia, Aquilégias e Funcho

Aquilegia vulgaris ‘Munstead White’ e Amsonia tabernaemontana var. salicifolia (GAP Photos – Pernilla Bergdahl) / Aquilegia ‘Ruby Port’ e Funcho ‘Bronze’ (Photo Jonathan Buckley – Flora Press – Biosphoto)

Por fim, as espécies alpinas são adequadas para plantação em jardim de pedras. Associe-as a outras plantas que apreciam terrenos ensolarados e drenantes: Stipa tenuissima, aubrecias, flox, cravos…

→ Mais ideias de associação com a aquilégia na nossa ficha de conselho

Sabia que…?

  • Uma planta medicinal

A aquilégia (Aquilegia vulgaris) possui propriedades medicinais. Emprega-se a raiz, em uso externo. Tem propriedades calmantes, antissépticas e diuréticas, permitindo aliviar a tosse e limpar as feridas.

A aquilégia pode também ser utilizada como planta tintureira (para tingir tecidos).

  • Crenças populares

Na Idade Média, atribuíam-se à aquilégia propriedades mágicas e afrodisíacas. As suas sementes permitiam fabricar um perfume que se acreditava tornar as mulheres irresistíveis. Esta crença valeu a esta planta o seu nome comum de Bonne Femme.

Recursos úteis

Perguntas frequentes

  • As folhas das minhas aquilégias apresentam marcas brancas de contorno irregular. O que fazer?

    Trata-se da minadora da aquilégia: uma larva que abre galerias na espessura das folhas. Se constatar a sua presença, sem pânico... bastará cortar as folhas após a floração. A aquilégia suporta muito bem que se pode drasticamente a sua folhagem. Surgirão novas folhas saudáveis.

  • A folhagem das minhas aquilégias parece roída

    Trata-se dos caracóis e das lesmas, que apreciam as folhas das plantas jovens de aquilégias, sobretudo quando a folhagem ainda é tenra. Pode colocar aparas de madeira à volta das suas plantas para criar uma barreira. Se isso não for suficiente, utilize grânulos anti-lesmas.

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