Resumo
As begónias de canteiro em poucas palavras
- As begónias oferecem uma floração generosa à sombra que dura todo o verão!
- As suas flores são impressionantes pelos tons vivos e luminosos, frequentemente rosa, vermelho ou branco…
- São também apreciadas pela folhagem decorativa e brilhante, verde, púrpura ou bronze.
- Muito populares e fáceis de cultivar, podem ser instaladas em canteiro, mas também em vaso ou floreira!
- É uma planta ideal para trazer rapidamente muita cor ao jardim.
A palavra da nossa Especialista
Muitas vezes chamadas «begónias anuais», as begónias de canteiro são plantas perenes, mas não rústicas e que é preciso recolher no inverno. Trata-se das Begonia semperflorens: são plantas que florescem durante muito tempo, da primavera ao outono, em tons de branco, vermelho ou rosa! Consoante as variedades, a floração é simples ou dupla (em pompons!). E oferecem uma folhagem decorativa, arredondada e carnuda, brilhante, que pode ser verde, bronze ou púrpura.
A begónia sempre-flor não é, infelizmente, rústica, o que faz com que seja frequentemente cultivada como anual! É extremamente fácil de cultivar e cresce com bastante rapidez. Deve ser plantada na primavera, ao sol ou a meia-sombra, num solo leve e drenante. Embora seja geralmente instalada em canteiro, também se adapta ao cultivo em vaso ou jardineira. No que diz respeito à manutenção, recomenda-se efetuar regas regulares durante o verão, retirar as flores murchas e aplicar uma cobertura morta. A begónia sempre-flor multiplica-se por sementeira ou estaquia. Também pode ser recolhida para o interior durante o inverno, de forma a conservá-la durante vários anos.
É uma planta muito popular, frequentemente utilizada para enfeitar os espaços verdes das cidades, o que se explica pela sua floração abundante, prolongada e muito colorida, bem como pela sua facilidade de cultivo… A begónia é perfeita para trazer rapidamente muita cor aos canteiros!
Descrição e botânica
Ficha de identidade
- Nome latino Begonia semperflorens
- Família Begoniaceae
- Nome comum Begónia de canteiro, begónia anual
- Floração estival
- Altura entre 15 e 30 cm
- Exposição sol ou meia-sombra
- Tipo de solo fértil, fresco, drenante
- Rusticidade entre 0 e – 5 °C
As begónias são plantas frequentemente herbáceas e carnudas, com tecidos espessos. Trata-se de um grupo muito diversificado, que conta com cerca de 1 600 espécies, o que faz dele um dos maiores géneros do reino vegetal. Estas espécies hibridam-se facilmente entre si, tendo permitido criar inúmeras variedades hortícolas! Provêm das regiões tropicais e subtropicais: encontram-se na América do Sul e Central, em África subsariana e na Ásia. Muitas são originárias de florestas húmidas. Algumas begónias possuem rizomas ou tubérculos. São apreciadas pela sua floração e, por vezes, pela sua folhagem extremamente decorativa. São plantas pouco rústicas, o que explica que uma parte das begónias seja destinada sobretudo ao cultivo em interior.
As begónias de canteiro são originadas do Begonia semperflorens, uma planta proveniente do Brasil. São apreciadas pela sua longa floração colorida e pela sua folhagem decorativa, sendo perfeitas para florescer canteiros e parterres… Embora sejam frequentemente chamadas begónias anuais, trata-se na realidade de plantas perenes, cultivadas como anuais devido à sua falta de rusticidade.
As begónias começaram a ser cultivadas em jardins botânicos da Europa no final do século XVIII, sendo necessário aguardar até 1820 para que se iniciasse o cultivo dos primeiros Begonia semperflorens (sinónimo de Begonia cucullata). Estes foram hibridados com o Begonia schmidtiana para dar origem às begónias de canteiro que conhecemos hoje. A begónia de canteiro é frequentemente designada Begonia x semperflorens-cultorum.

Begonia semperflorens : prancha botânica
As begónias têm a sua própria família botânica, as Begoniáceas, da qual são praticamente os únicos representantes! Com efeito, esta família conta apenas com um único outro género vegetal, as Hillebrandia, do qual existe uma única espécie (Hillebrandia sandwicensis).
O Begonia foi assim designado pelo botânico Charles Plumier no século XVII em homenagem a Michel Bégon, que foi governador de São Domingos, intendente da marinha de Rochefort, e que colecionava plantas. Foi ele quem enviou Charles Plumier às Antilhas para aí estudar a flora. Este descobriu a begónia e deu-lhe em troca esse nome. Quanto ao epíteto específico, Semperflorens, significa sempre em flor… E, de facto, nas nossas latitudes, a floração é interrompida no outono pelo frio, mas, sob um clima quente (ou se as recolher para interior durante o inverno), podem florescer durante todo o ano! Em inglês, chamam-lhes wax begonias: begónias cerosas, devido às suas folhas brilhantes.
A begónia forma um tufo com hábito compacto e denso. É uma planta de crescimento rápido. Atinge frequentemente cerca de vinte centímetros de altura, mas, consoante as variedades, pode medir entre 15 cm e 30-35 cm de altura. Contudo, as begónias da série ‘Big’ (por exemplo, a ‘Big Red’ Bronze Leaf’) são bem maiores, podendo atingir 60 cm de altura! Os caules da begónia são carnudos e espessos. É frequente que os tecidos, caules e folhas, apresentem ligeiros tons avermelhados.
De um modo geral, as dimensões e formas das begónias de canteiro são bastante uniformes. E nas cores, dentro de uma mesma variedade, os tons das flores variam muito pouco. É precisamente isso que permite utilizá-las facilmente em mosaicultura. Formam sempre tufos arredondados, densos e coloridos, bastante semelhantes de uma planta para outra.
A begónia semperflorens oferece uma longa floração que dura todo o verão! Floresce a partir de maio-junho, até às geadas (outubro-novembro). A sua floração só é interrompida pelo frio: se a recolher sob abrigo durante o inverno, pode florescer todo o ano.
Oferece uma floração muito generosa, composta por uma multidão de flores brancas, cor-de-rosa ou vermelhas. Os seus tons são frequentemente muito vivos e intensos… Atraem a atenção, trazendo muita luminosidade e cor aos canteiros! As flores podem também ser mais ou menos bicolores, como na Begonia ‘Super Olympia Bicolore’, que apresenta pétalas rosa suave orladas de um rosa mais intenso.
As flores medem até 3 ou 4 centímetros de diâmetro no máximo. São habitualmente compostas por quatro tépalas (sépalas ou pétalas indeterminadas): duas opostas bastante largas e duas mais pequenas. No centro da flor, estames (flores masculinas) ou estigmas (flores femininas) de amarelo vivo captam a atenção, conferindo ainda mais brilho à floração! As flores da begónia são unissexuadas: podem ser masculinas (com estames) ou femininas (com pistilos). Nas flores femininas, o ovário situa-se mesmo abaixo das sépalas e forma três alas. As flores são frequentemente simples (com quatro sépalas), mas podem também ser duplas, com uma multidão de pétalas, como na variedade ‘Doublet Rose’… As flores assemelham-se então a pequenos pompons!
As flores das begónias anuais estão dispostas em cachos. São sustentadas muito próximo do tufo, o que lhe confere um aspeto compacto, ao contrário de outras plantas que exibem as suas flores bem acima da folhagem.

A floração das begónias: Begonia ‘Big Red Bronze Leaf’, Begonia semperflorens ‘Doublet Rose’ e Begonia semperflorens ‘Super Olympia White’ (foto David J. Stang)
A begónia semperflorens possui folhas simples, inteiras, de forma oval e mais ou menos cordada, ligeiramente dentadas ou denteadas na margem do limbo. As nervuras são palmadas. São alternas, dispostas umas a seguir às outras nos caules. As folhas espessas e carnudas da begónia ajudam-na a suportar melhor a seca. São lustrosas, como envernizadas, o que lhes vale em inglês o nome de begónia cerosa, Wax begonia. A base do limbo é assimétrica, geralmente mais larga de um lado do que do outro. As folhas medem frequentemente cerca de 5 centímetros de comprimento, mas podem atingir até uma dezena de centímetros nalgumas variedades.
As folhas são frequentemente de um verde profundo, mas podem também ser bronze ou púrpuras. Na variedade ‘Doublet Rose’, a floração é particularmente valorizada pela folhagem muito escura, de tons bronze. Mesmo quando são verdes, pode acontecer que as folhas adquiram ligeiros tons avermelhados, nomeadamente na margem do limbo.

A folhagem das begónias pode ser verde (Begonia semperflorens ‘Olympia Pink’), bronze (Begonia semperflorens ‘Eureka Bronze Leaf White’, foto David J. Stang), e por vezes quase negra (foto Mariiapulido)
As raízes são fasciculadas e fibrosas, ao contrário de outras begónias que possuem raízes rizomatosas ou tuberosas.
O fruto da begónia é uma cápsula com três alas, que à maturidade se torna seca e castanha, abrindo-se então para libertar as sementes. Estas são minúsculas: estão entre as mais pequenas do reino vegetal… Contam-se mais de 50 000 sementes por grama! Isto torna a sua sementeira delicada. Para as semear, é preferível misturá-las com areia a fim de as distribuir mais facilmente sobre o substrato.
Leia também
Invernar as begónias tuberosasAs principais variedades
Begónia sempre-flor Super Olympia Vermelho
- Período de floração Julho à Novembro
- Altura à maturidade 20 cm
Begónia sempre-flor Doublet Rosa
- Período de floração Junho à Dezembro
- Altura à maturidade 30 cm
Begónia sempre-flor Super Olympia Branco
- Período de floração Junho à Dezembro
- Altura à maturidade 20 cm
Begónia sempre-flor Maxima Rose Bicolor
- Período de floração Junho à Dezembro
- Altura à maturidade 20 cm
Begónia sempre-flor Super Olympia Rosa
- Período de floração Junho à Dezembro
- Altura à maturidade 20 cm
Begónia × benariensis Big F1 Rosa Claro Green Leaf
- Período de floração Junho à Dezembro
- Altura à maturidade 75 cm
Begónia × benariensis Big F1 Vermelho Bronze Leaf
- Período de floração Maio à Novembro
- Altura à maturidade 40 cm
Descubra também a Begonia grandis, uma begónia perene e rústica, que pode ficar no exterior durante o inverno! É sobretudo uma planta de sombra.
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Plantação
Onde plantar?
Plante as begónias ao sol ou a meia-sombra. Apreciam os locais luminosos, mas não gostam do sol abrasador: no sul de Portugal, em região mediterrânica, é preferível plantá-las num local onde tenham sombra nas horas mais quentes. No entanto, as variedades de folhas escuras, púrpuras ou bronze, toleram melhor o pleno sol do que as de folhas verdes. As situações com sombra demasiado densa podem limitar a floração.
Preferem terrenos ligeiramente ácidos ou neutros, em vez de substratos calcários.
Plante-as num terreno leve, arejado e bem drenado, que permita à água infiltrar-se rapidamente no solo. Não apreciam solos pesados, compactos e argilosos, que poderiam asfixiar as raízes. Não gostam de solos encharcados, suscetíveis de provocar doenças criptogâmicas. É possível incorporar um pouco de areia grossa, pozolana ou terra de folhas.
As begónias apreciam solos humíferos, ricos em matéria orgânica. Aconselha-se a incorporar composto bem decomposto na altura da plantação.
Pode cultivá-las em vaso ou floreira e colocá-las num parapeito de janela, numa varanda ou num terraço. Escolha de preferência um vaso que não seja demasiado fundo nem demasiado grande, e aproveite para criar composições coloridas. Se as cultivar em vaso, não hesite em recolhê-las sob abrigo assim que o inverno começar a aproximar-se: poderá assim conservá-las durante vários anos!
Também é possível cultivar as begónias sempre-flor como plantas de interior durante todo o ano.
Quando plantar?
Instale a begónia na primavera: pode ser plantada a partir dos meses de abril e maio, assim que deixar de haver risco de geadas.
Como plantar?
Em plena terra:
Respeite uma distância de 15 a 20 cm entre as plantas.
- Coloque o torrão num recipiente com água durante cerca de dez minutos.
- Enquanto se humedece, prepare o terreno afinando a terra e retirando as ervas daninhas. Incorpore composto bem decomposto para enriquecer o solo.
- Cave um buraco de plantação, um pouco maior do que o torrão.
- Retire a begónia do seu vaso, coloque-a no buraco de plantação, depois reponha a terra e compacte à volta com a palma da mão.
- Regue abundantemente.
Efetue regas regulares nas semanas seguintes à plantação, até a planta estar bem instalada. Aconselha-se também a depositar uma camada de cobertura morta junto à base da planta para que o solo se mantenha fresco. As begónias apreciarão igualmente um aporte de adubo.
Em vaso ou floreira:
Mesmo sendo chamadas begónias de canteiro, é possível cultivá-las em vasos ou floreiras. A vantagem é que poderá recolhê-las facilmente para o inverno e, assim, conservá-las durante vários anos.
Pegue num vaso e coloque uma camada de drenagem no fundo (cacos de barro, cascalho…). Encha o vaso com terra e plante a sua begónia. Compacte à volta e regue abundantemente. Não hesite em instalar outras plantas floridas ao seu lado para criar uma composição.
→ Saiba mais com os nossos tutoriais: Como fazer uma suspensão de begónias? e Como fazer uma floreira de begónias?
Leia também
Plantar begóniasManutenção
As begónias suportam bastante bem a seca depois de estabelecidas, mas é preferível regá-las regularmente, pelo menos em caso de calor intenso, pois isso favorecerá uma boa floração. Regue as begónias na base, evitando molhar a folhagem, de forma a limitar o risco de doenças como o oídio. Atenção aos excessos de humidade: o solo não deve ficar encharcado (daí a importância de as cultivar num substrato drenante). Deixe a terra secar entre dois regas.
Recomenda-se retirar as flores murchas, pois isso estimulará o aparecimento de novas flores.
É sempre preferível aplicar uma camada de composto para que o solo permaneça fresco. Isso reduzirá as regas, mas também as mondas, ao impedir o crescimento das ervas daninhas. Pode utilizar, por exemplo, folhas secas ou BMF (Bois Raméal Fragmenté).
As begónias não são rústicas. Correm o risco de morrer logo com as primeiras geadas. Pode eliminá-las e plantar novas no ano seguinte, que é o mais habitual. Mas também pode optar por as conservar, recolhendo-as sob abrigo para o inverno, tal como as dálias. (É ainda mais simples se as cultivar em vaso ou floreira!) A begónia é uma planta perene, simplesmente não é rústica! Pode viver vários anos se a proteger do frio. Limpe a touceira retirando as folhas danificadas, coloque-a num local luminoso e arejado, e reduza as regas. Volte a colocá-la lá fora na primavera. Uma begónia recolhida para o inverno pode teoricamente florescer durante todo o ano!
Se as cultivar em vaso, deverá proceder ao transplante uma vez por ano, de preferência na primavera. Retire o torrão do vaso, desfaça ligeiramente o exterior para soltar as raízes, e transplante a begónia para um vaso ligeiramente maior. As begónias cultivadas em vaso ou floreira beneficiarão igualmente de adubações regulares com adubo líquido.
No que diz respeito às doenças, a begónia é sensível ao oídio e à botrítis. O oídio caracteriza-se pela presença de um revestimento esbranquiçado e pulverulento nas folhas. A botrítis provoca a podridão das plantas, que se necrosam, murcham e ficam cobertas por uma espécie de «pó cinzento». Evite locais confinados e não plante as suas begónias de forma demasiado densa: o ar deve poder circular. Ao regar, dirija o jato para o solo para não molhar a folhagem. Pode efetuar um tratamento com pulverização de enxofre ou uma decocção de cavalinha.

Multiplicação das begónias
As begónias multiplicam-se com bastante facilidade. A técnica mais utilizada é a sementeira, mas é mais simples comprar diretamente plantas em vasinhos, que se plantam por volta do mês de maio.
Sementeira
Semeie as begónias em janeiro ou fevereiro, eventualmente até março. Consoante a data de sementeira, poderá fazer uma repicagem em março ou abril. Depois, instale-as em plena terra por volta do mês de maio. Algumas variedades são, no entanto, estéreis e não produzem sementes (nomeadamente as de flores duplas).
A principal dificuldade com a sementeira de begónia deve-se ao tamanho minúsculo das sementes: são tão finas como pó. Por isso, é preferível misturá-las com areia, para as manipular e distribuir mais facilmente sobre o substrato. Por vezes, encontram-se também no comércio sementes revestidas para facilitar a sua manipulação.
- Pegue numa caixa de sementeira ou num tabuleiro e encha-o com substrato leve e fino, crivado. Pode utilizar substrato especial para sementeira.
- Compacte o substrato e humedeça-o.
- Misture as sementes com areia de rio para facilitar a sua manipulação e espalhe-as à superfície do substrato. Não as cubra, pois precisam de luz para germinar.
- Regue muito ligeiramente com um vaporizador.
- Coloque o tabuleiro num local luminoso, mas ao abrigo do sol direto, a uma temperatura entre 20 e 25 °C. Coloque por exemplo uma placa de vidro por cima, para manter uma atmosfera húmida. As sementes demoram cerca de 15 dias a germinar, por vezes menos.
- Areja regularmente, de forma a evitar o desenvolvimento do fungo Pythium, responsável pelo tombamento das plântulas.
- Transplante as plântulas para vasos individuais, assim que atingirem um tamanho suficiente para permitir a sua manipulação.
- Poderá instalar as suas plantas jovens no jardim a partir do mês de maio.
Atenção ao tombamento das plântulas. Como medida preventiva, utilize um substrato saudável. Trate-o eventualmente com decocção de cavalinha, ou polvilhando-o com carvão vegetal (finamente triturado). Pode também desinfetar os vasos e o material utilizado. Por fim, é importante arejar de vez em quando.
Estacaria
É bastante simples multiplicar a begónia por estacas de caule, uma técnica interessante para preservar as variedades, e adequada se guardar as begónias sob abrigo no inverno. Intervenha na primavera, por volta do mês de maio. As estacas enraízam com facilidade.
- Encha um vaso com substrato misturado com areia e regue para que fique bem húmido.
- Corte um caule de cerca de 10 cm de comprimento (no máximo), da variedade que pretende multiplicar. Corte de forma limpa e precisa, imediatamente abaixo de um nó (ponto de inserção das folhas no caule).
- Retire as folhas da base e conserve apenas uma ou duas folhas no topo da estaca. Se houver flores ou botões florais, elimine-os.
- Faça um orifício no substrato com a ajuda de um palito ou de uma pequena varinha de madeira.
- Plante a estaca no substrato.
- Compacte à volta, de forma a garantir um bom contacto entre o caule e o substrato.
- Pode eventualmente colocar um saco de plástico sobre o vaso para criar uma atmosfera húmida. Nesse caso, será necessário arejar de vez em quando.
- Coloque o vaso num local luminoso, sem sol direto, a uma temperatura de cerca de 20 °C.
Mantenha o substrato húmido até que a estaca pegue. Poderá depois fazer a mudança de vaso.
Associação
Aproveite as begónias para compor um canteiro muito colorido no verão, associando-as a perenes e bolbosas de floração estival! Crie um canteiro deslumbrante plantando a begónia (nomeadamente as variedades de flores vermelhas) na companhia de outras flores em tons de vermelho, laranja e amarelo: montbrécidas, gladíolos, canas-da-Índia, frésias ou dálias… Aproveite também a abundante floração amarela das rudbéquias! Coloque eventualmente a begónia em frente à Euphorbia griffithii e as suas flores vermelhas! Acrescente algumas folhagens escuras, negras ou púrpuras (linhos-da-Nova Zelândia, rícinos, ervas-dos-penas, sabugueiro ‘Black Lace’…), que acompanham muito bem estas flores em tons quentes. É bem provável que o seu jardim ganhe então um aspeto exótico!

Uma ideia de associação para um canteiro colorido: Phormium ‘Pink Panther’, Crocosmia, Rudbeckia hirta e Begonia semperflorens
Pode também, pelo contrário, optar por folhagens decorativas leves e plantas mais sóbrias e naturais… A floração da begónia ficará ainda mais valorizada! A ideia é colocar alguns toques de vermelho, trazidos pelas begónias, entre folhagens verdes, exuberantes e arejadas. Neste caso, associe-as a gramíneas, fetos, persicárias, ipomeias ou eufórbias… Escolha de preferência plantas com hábito esguio e folhas bastante finas. Para dar volume e estrutura ao seu canteiro, coloque as suas begónias em frente a plantas maiores: arbustos, perenes de hábito esguio ou gramíneas de porte elevado.
Se optar por cultivar as suas begónias em vaso ou floreira, pode associá-las a violetas, margaridas-do-cabo, verbenas, ipomeias de folhagem decorativa… Aproveite para colorir as suas varandas e peitoris de janela! Acrescente algumas gramíneas (Carex, Pennisetum…) para trazer um pouco de leveza e matizar as suas cores muito vivas!
As begónias combinam muito bem com as flores amarelas dos picões, que também duram da primavera ao outono e se cultivam igualmente como anuais, ou como perenes que se recolhem para o inverno… Tal como a begónia de canteiro! Pode instalá-los juntos em floreiras que recolherá sob abrigo às primeiras geadas.
Pode associar diferentes variedades de begónias para criar conjuntos uniformes ou misturar as cores. Use as begónias para compor canteiros coloridos. Quando plantadas em massa, constituem um ponto focal no jardim. Atraem a atenção pelas suas cores vivas e homogéneas. São aliás frequentemente utilizadas em mosaicultura.
No final, para associar as begónias, há duas grandes opções: combiná-las com muitas flores muito coloridas, para criar um conjunto impressionante e deslumbrante, com tons muito vivos, correndo o risco de obter um aspeto artificial, ou mesmo esmagador e sufocante. Ou então integrar as suas flores em canteiros mais leves e matizados, com folhagens decorativas. O que valorizará ainda mais as flores individualmente.
A Gwenaëlle dá-lhe 5 outras belas ideias de associação com as begónias perenes à sombra ou a meia-sombra!
Sabia que?
- Coleções de begónias
Situado em Rochefort, o Conservatório da Begónia alberga a coleção nacional do género Begonia, com mais de 1 500 espécies botânicas e variedades hortícolas. O Jardim Botânico de Lyon, por sua vez, possui a coleção nacional de Begónias botânicas.
- A diversidade das begónias
As begónias são um grupo impressionante pela sua diversidade! Algumas têm longos caules eretos com nós engrossados e recebem o nome de Begónias-bambu (Begonia maculata), outras são arbustivas ou trepadeiras (Begonia glabra)… Algumas begónias são epífitas (Begonia quadrialata): crescem sobre o tronco de outras plantas! Embora a maioria seja sensível ao frio, algumas espécies são perfeitamente rústicas, como a Begonia grandis, que suporta entre -15 e -20 °C. Da mesma forma, a maioria das begónias é perene, mas a Begonia humilis é anual. Algumas formam caudex (Begonia dregei): a base do seu tronco é engrossada para armazenar água! Outras produzem bolbilhos (Begonia evansiana): begónias em miniatura que se formam na axila das folhas, caem e enraízam ao contacto com o solo! As begónias mais pequenas medem menos de 10 cm de altura (como a Begonia prismatocarpa), enquanto as maiores atingem até cinco metros!
A diversidade das begónias nota-se igualmente ao nível das folhas, onde são possíveis muitos tons: rosa, vermelho, verde, prateado, púrpura, negro… por vezes com padrões de pontos, riscas ou espirais! Algumas begónias têm folhas muito recortadas, como a Begonia luxurians ou a Begonia carolineifolia… folhas palmadas de aspeto muito exótico, muito diferentes das que estamos habituados a ver!
- Uma flor comestível!
As flores das begónias são comestíveis: têm um sabor acidulado e frutado, e uma textura crocante. Pode adicioná-las a saladas de frutas ou para decorar pratos. Devido à presença de ácido oxálico, é aconselhável consumi-las em pequena quantidade.
Recursos úteis
- Descubra a nossa gama de begónias!
- As nossas sementes de begónias
- Descubra também a nossa ficha de conselhos sobre o plantio de begónias
- Saiba mais sobre o forçamento das begónias tuberosas e Como fazer estacas de begónia tuberosa
- Descubra os tutoriais da Ingrid: Como fazer um cesto suspenso de begónias? e Como fazer uma floreira de begónias?
- O site do Conservatório da Begónia, situado em Rochefort, que possui a coleção nacional de Begónia (CCVS)
- Um artigo sobre os diferentes tipos de begónias e a sua cultura
- O site da Associação Francesa dos Amadores de Begónias (AFABEGO), com conselhos de cultivo
- Encontre os nossos conselhos para cuidar das suas begónias em: As doenças e parasitas das begónias
Perguntas frequentes
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Posso conservar as minhas begónias de um ano para o outro?
Sim, embora as begónias de canteiro sejam geralmente cultivadas como plantas anuais, são de facto plantas perenes. Não são rústicas, mas basta recolhê-las para o interior durante o inverno! Assim, poderá conservá-las durante vários anos!
-
A minha begónia tem manchas brancas e pulverulentas nas folhas. O que fazer?
É afetado pelo oídio, também chamado doença do branco. Se não forem demasiadas, suprima as folhas afetadas para limitar a progressão da doença. Pulverize uma solução à base de enxofre. E evite molhar a folhagem ao regar.
-
Semeei sementes de begónias, mas os jovens rebentos murcham e apodrecem. O que se passa?
São vítimas do tombamento das plântulas, causado pelo fungo Pythium, favorecido por um ambiente húmido e fechado. É difícil salvar as plântulas depois de a doença se ter declarado. Existem sobretudo medidas preventivas para a evitar: arejar regularmente, regar sem excessos, utilizar um substrato limpo e saudável, eventualmente tratá-lo com uma decocção de cavalinha ou polvilhando-o com carvão vegetal (pelas suas propriedades antifúngicas!).
-
A minha begónia parece estar a apodrecer, murcha e as suas folhas necrosam. O que fazer?
Está afetado pela Botrytis cinerea, uma doença criptogâmica. As folhas apresentam manchas acastanhadas, os caules tornam-se moles, e observa-se o aparecimento de um pó cinzento nos tecidos afetados... Este fungo é favorecido por um excesso de humidade, um ambiente confinado, temperaturas baixas e falta de luminosidade. Elimine e queime as folhas afetadas. Aconselhamos também a arejar, a limitar as regas e a regar na base da planta para não molhar a folhagem. Pode pulverizar uma solução à base de enxofre, ou uma decocção de cavalinha.
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