Multiplicar uma mangave, esta planta suculenta em roseta semelhante às agaves, mas com magníficas cores escuras e maculadas, é bastante simples, pois recorre-se aos rebentos que nascem na base da planta-mãe. Neste tutorial, explica-se como obter novas plantas!

Porquê multiplicar uma mangave?
Tal como acontece com a agave, são plantas bastante caras. Fazer as próprias divisões ao cultivar uma mangave permite poupar dinheiro e oferecer algumas a outras pessoas, pois esta planta é frequentemente muito apreciada pelo seu aspeto gráfico. Também podem morrer no inverno se não forem protegidas corretamente durante essa estação.
São sobretudo monocárpicas, morrendo depois da sua única floração, e propagam-se assim naturalmente, produzindo rebentos, a sua descendência!
Também pode ser agradável ter várias dentro de casa ou num jardim de inverno, simplesmente para obter um ambiente muito exótico! E quem vive em regiões de clima quente pode desfrutar delas tanto no interior como no jardim.

Quando multiplicar uma mangave?
Intervém-se geralmente ao fim de vários anos: a mangave é frequentemente comprada em mini-torrões ou num pequeno contentor e demora algum tempo a produzir rebentos laterais à sua volta. Com efeito, é depois de ter florido numa longa haste que produz rebentos e que se pode pensar em multiplicá-la facilmente. A mangave também pode produzir bolbilhos ao longo da haste floral alta, pelo que este é igualmente um bom momento.
Intervenha em qualquer altura do ano quando estas condições se verificarem, pois a multiplicação desta bela planta sensível à geada é feita num local quente, no interior.
Como multiplicar uma mangave?
Recomenda-se vivamente a multiplicação por rebentos, separando-os da planta-mãe, pois a sementeira só é possível no caso de espécies ou variedades específicas que não produzem rebentos e morrem depois da floração, como 'Kaleidoscope' ou 'Blazzing Saddles'.
As etapas
- Espere até os rebentos terem um tamanho suficiente antes de os separar: as rosetas devem estar bem formadas, ter pelo menos 1/4 a 1/3 do tamanho da planta-mãe e ter desenvolvido as suas próprias raízes;
- Retire cuidadosamente a mangave do vaso;
- Separe cuidadosamente o rebento, o mais perto possível da sua base, com uma faca esterilizada ou à mão, se o rebento se desprender facilmente, mas sem o puxar à força, pois isso poderia danificar as suas raízes. Obtém-se um rebento com raízes carnudas;
- Deixe formar-se um calo cicatricial: 1 a 2 dias ao ar livre e à sombra são suficientes para evitar o apodrecimento depois da mudança de vaso;
- Volte a plantar num substrato bem drenante (substrato para cactos-estrela + perlite ou pozolana);
- Coloque as pequenas plantas num local luminoso, mas sem sol direto;
- Espere duas a três semanas antes de regar.
- Coloque-as sob luz indireta (sem sol direto durante as primeiras semanas).
Os nossos conselhos
- Quanto mais raízes o rebento tiver, maiores serão as suas hipóteses de sobrevivência depois da separação. No entanto, não é necessário que o rebento tenha um tamanho imponente: desde que tenha as suas próprias raízes, mesmo que sejam pequenas, pode ser separado e replantado com sucesso. Pelo contrário, evite forçar a separação se o rebento oferecer resistência: espere até estar mais desenvolvido.
- Já os bolbilhos da haste floral devem ser retirados e plantados diretamente num substrato drenante, sem os deixar secar previamente.
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