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Pereira Beurré Lebrun Bio - Pyrus communis

Pyrus communis Beurré Lebrun
Pereira

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Mais informações

Variedade antiga e rara, rústica e vigorosa, que produz abundantemente uma pêra de mesa de excelente sabor. Em setembro-outubro, uma pêra refrescante e tonificante, muito macia, quase sem sementes, suculenta, pronta a comer ao natural desde a colheita, e cheia de aromas para múltiplos usos culinários. Pereira parcialmente autofértil.
Sabor
Doce
Altura à maturidade
5 m
Largura à maturidade
4 m
Exposição
Sol
Rusticidade
Até -23.5°C
Melhor período de plantação Outubro à Novembro
Período razoável de plantação Janeiro à Março, Outubro à Dezembro
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Período de floração Abril
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Período de colheita Setembro à Outubro
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Descrição

A Pereira Beurré Lebrun produz um fruto de calibre médio a grande, de forma cónica, muito alongada, ligeiramente obtusa e quase sempre irregular junto ao topo. A sua pele, amarelada esverdeada, é fina, brilhante, pontilhada de castanho claro, amplamente maculada de fulvo junto ao olho e ao pedúnculo. A sua polpa branco-amarelada é semi-fina, firme, macia, muito suculenta, muito doce, pouco acidulada, com perfume almiscarado, e quase sem sementes.colheita estende-se de meados de setembro a meados de outubro, os frutos consomem-se desde a apanha e só se conservam alguns dias,pois amadurecem com bastante rapidez. Subtilmente acidulada e rica em açúcar, é uma pera de mesa deliciosa a degustar ao natural. Cozida, presta-se bem a numerosas receitas doces ou salgadas, à transformação num excelente xarope de peras, ou à confeção de peras em calda em conserva. É uma variedade parcialmente autofértil que necessita da presença de outras variedades de pereiras nas proximidades para melhorar a polinização e assim aumentar o número de frutos. Muito pouco sensível a doenças, é resistente à tavelura. Excelente polinizador para as outras variedades.

Pyrus communis (Pereira-comum) é uma árvore de fruto pertencente à família das Rosáceas. Presente na Europa desde a Antiguidade, é originária das florestas da Ásia Ocidental. Em França, as pereiras surgem no século XVI, onde, sob o reinado de Luís XIV, várias espécies foram cultivadas nos jardins do rei. Ao longo dos séculos, surgiu um muito grande número de cultivares. A sua cultura é amplamente difundida na Europa.

A variedade Beurré Lebrun, também designada Le Brun, foi obtida, cerca de 1856, por M. Denis Gueniot, viveirista em Troyes, no departamento da Aube. Resulta do cruzamento entre as variedades Beurré d'Arenberg e Doyenné d'Hiver. Esta pereira forma uma árvore com uma estrutura bastante ereta, podendo atingir, na idade adulta, aproximadamente 5 metros de altura por 4 metros de envergadura, produzindo numerosos ramos espalhados. O seu porte adapta-se bem a formas baixas (em taça) ou palissadas (palmeta, verrier), evitando as formas de tronco alto, pois os frutos caem facilmente. A sua folhagem caduca é composta por grandes folhas de 8 a 10 cm de comprimento, alternas, ovais, verde brilhante, que assumem tonalidades outonais amarelo-alaranjadas. A floração ocorre em abril, o que a põe geralmente à sombra das geadas. As flores brancas, simples, de 2 a 3 cm de diâmetro, agrupadas em umbélas, são melíferas. Podem ser destruídas pela geada a partir de -2 a -3 °C. É uma árvore rústica que suporta temperaturas na ordem dos -25 °C, adaptando-se ao cultivo em todas as regiões de Portugal, incluindo em altitude. Esta pereira é dita auto-estéril ou auto-incompatível, as flores não se podem fecundar por si mesmas. Por isso, é necessária a presença de outras variedades de pereiras, nas proximidades, cuja floração ocorra na mesma época.Por exemplo, as variedades Beurré HardyConférenceDoyenné du ComiceJules GuyotLouise Bonne d'AvranchesWilliam’ Bon ChrétienWilliam's Rouge são adequadas para cruzar a polinização, e assim aumentar o número de frutos.

A Pereira Beurré Lebrun é uma variedade de forte produção, muito fértil, com entrada em produção relativamente lenta e frutificação abundante e regular. A colheita começa a partir do final de setembro, e os frutos consomem-se desde a apanha à medida que amadurecem. A pera consome-se tanto crua como cozida, em compotas, em pastelaria e sobremesas, em saladas de fruta ou composições, em associação com queijos ou como acompanhamento de pratos salgados, ao lado de pato, carnes brancas (aves e borrego) ou de caça. É perfeita também para a confeção de sumos ou de frutos em calda. Rica em água, a pera refresca e sacia. Muito carnuda, proporciona grande saciedade. Moderadamente calórica, é bem provida de potássio, cálcio e magnésio, com um aporte não desprezável de ferro. O seu teor em vitaminas C e E, em antioxidantes e em fibras faz da pera uma mais-valia para a saúde. É tonificante, energizante e reidratante. Recomenda-se colher os frutos alguns dias antes da plena maturidade; não ficam demasiado maduros rapidamente, mas só podem ser conservados alguns dias, ou algumas semanas se as condições de armazenamento forem ótimas.

Muito popular, graças aos seus frutos, a pereira encontra o seu lugar no jardim para o prazer dos miúdos e dos graúdos. Entre uma vasta gama de pereiras, é fácil descobrir a variedade que melhor corresponde aos desejos de cada um.

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Hábito

Altura à maturidade 5 m
Largura à maturidade 4 m
Crescimento normal

Fruta

Cor do fruto amarela
Diâmetro do fruto 9 cm
Sabor Doce
Utilização Mesa, Compota, Pastelaria, Cozinha
Período de colheita Setembro à Outubro

Floração

Cor da flor branca
Período de floração Abril
Inflorescência Umbela
Flor de 3 cm
Planta melífera Atrai polinizadores

Folhagem

Persistência da folhagem Caduca
Folhagem colorida Verde

Botânica

Género

Pyrus

Espécie

communis

Cultivar

Beurré Lebrun

Família

Rosaceae

Outros nomes comuns

Pereira

Origem

Hortícola

Referência do produto178401

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Plantação e cuidados

A pereira 'Beurré Lebrun' biológica, por necessitar de calor, deverá ser plantada abrigada dos ventos dominantes, sobretudo nas regiões mais frias do país, e preferencialmente em pleno sol. A pereira adapta-se a solos frescos, ricos e sem humidade estagnada, mas não aprecia solos demasiado secos ou demasiado calcários. Recomenda-se plantar as pereiras, como todas as árvores de fruto, idealmente entre outubro e março, fora de períodos de geada. As árvores em contentor podem ser plantadas durante todo o ano, exceto em períodos de calor intenso ou geadas.

Para plantar, afrouxe o solo em profundidade, remova as pedras e as ervas indesejáveis. Acrescente um pouco de cascalho para melhorar a drenagem, se necessário. Cave uma cova ampla com pelo menos 3 vezes o volume do torrão. Coloque de um lado a terra de fundo e do outro lado a terra de superfície. Misture farinha de chifre e matéria orgânica (terra vegetal, composto, …) com a terra de fundo e deite essa mistura no fundo do buraco de plantação. Coloque o torrão, cubra com a terra de superfície sem enterrar o cordão de enxerto e compacte. Regue abundantemente (cerca de 10 L). Pode ser interessante estacar a pereira instalando um sistema de estaiamento: plante 3 estacas em triângulo a 50 cm em redor do tronco, ligue-as entre si com pedaços de madeira. Proteja a casca com um pedaço de borracha, por exemplo, e fixe as estacas ao tronco com fios metálicos. Também é possível conduzir a árvore em palmeta num suporte (palmeta em U, ou palmeta Verrier, por exemplo).

Na manutenção, anualmente, no outono, aplique composto bem maduro na superfície. Depois, no inverno, aplique uma pequena pá de cinza de madeira, rica em potássio, para melhorar a frutificação. Aree, se necessário, à volta da base da árvore. Regue regularmente, de acordo com o clima local, durante os dois ou três primeiros anos.

A pereira pode ser afetada por várias doenças e pragas. Contra a tavelura (manchas castanhas nas folhas), a moniliose (secação das flores e podridão dos frutos na árvore) e o oídio (penugem branca nas folhas), pulverize preventivamente calda bordalesa e decocções de cavalinha. Quanto às pragas, a carpocapsa, ou traça-da-maçã, pequena lagarta, pode ser combatida com a instalação de caixas-ninho para aves e morcegos, com a colocação de tiras de cartão ondulado ao longo do tronco e com a ensacagem dos frutos em papel kraft castanho. Em caso de ataque de pulgões, pulverize uma mistura de água e sabão preto.

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Quando plantar?

Melhor período de plantação Outubro à Novembro
Período razoável de plantação Janeiro à Março, Outubro à Dezembro

Para que local?

Adequado para Prado
Tipo de utilização Isolado, Pomar
Região de interesse Centre, Grand Est, Massif Central, Nord et Bassin Parisien, Sud-Ouest
Rusticidade Até -23.5°C (zona USDA 6a) Ver o mapa
Dificuldade de cultivo Amador
Exposição Sol
pH do solo Urze (ácido), Neutro
Tipo de solo Argilo-limoso (rico e leve) rico, bem drenado

Cuidados

Descrição da poda A poda da pereira realiza-se a cada 2 a 3 anos (exceto nas formas palissadas, em que a poda deverá ser anual e privilegiar as gemas de flor). Efetua-se de novembro a março, fora dos períodos de geada. Ao podar, devem ser retirados, se necessário, os rebentos que cresceram à base da árvore e os rebentos vigorosos que se desenvolvem no tronco. Devem ser eliminados os ramos mortos ou partidos, bem como os que se cruzam. Corte os ramos finos e alguns ramos interiores, de modo a permitir a circulação do ar e da luz no interior da copa. Corte as extremidades dos ramos acima de uma gema voltada para o exterior. Pincele os cortes de poda com um cicatrizante à base de argila. Em junho, quando as pêras estiverem pré-formadas, proceda-se ao desbaste: devem ser mantidos apenas dois frutos por ramalhete, privilegiando as pêras situadas na periferia. As pêras atingirã o então um calibre superior.
Poda Poda recomendada 1 vez por ano
Período de poda Janeiro à Março, Junho, Dezembro
Humidade do solo Húmido
Resistência a doenças Boa
Hibernação Pode permanecer no solo

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