Crepis rubra em sementes
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Crepis rubra
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Descrição
O Crepis rubra é uma planta selvagem mediterrânica, anual a bienal, que traz um toque campestre ao jardim. Florindo durante toda a primavera, forma inflorescências em capítulo sem disco central, de um bonito rosa mais ou menos intenso consoante os exemplares. Muito adaptável, cresce na maioria dos solos, mesmo pedregosos, bem drenados, frescos a moderadamente secos. Pode semear-se diretamente no lugar na primavera, quando o solo estiver aquecido, ou sob abrigo no início do outono para a instalar já na primavera seguinte e ganhar algum tempo. Encaixa-se em jardins de rochas e em bordaduras ensolaradas de canteiros.
A Crépide pertence à vasta família das Asteráceas, outrora designada Compostas, pelo facto de as flores serem, na realidade, capítulos compostos por flores férteis no centro, rodeadas por flores estéreis na periferia (e por isso geralmente equivocadamente tomadas por pétalas). Rica em cerca de 23.500 espécies, esta família botânica inclui tanto plantas ornamentais, como os Milefólios, como hortícolas (alcachofras, alfaces...), e, naturalmente, plantas espontâneas (cardos, erva-das-bruxinhas...). O género Crepis conta cerca de cem espécies, das quais uma vintena está presente de forma natural em França, sobretudo no sul (C. nicaeensis: Crépis de Nice, C. pulchra, C. vesicaria...). O Crepis rubra é originário do Mediterrâneo oriental (Sul de Itália, Grécia, península dos Balcãs e Creta). Encontra-se em ambientes variados, como prados húmidos de modo sazonal, clareiras, campos em pousio, margens de caminhos, solos pedregosos, etc. É uma planta anual, que por vezes se comporta como bienal, e que aprecia o pleno sol.
Sendo botânica, esta espécie integra-se perfeitamente num jardim pelo seu charme bucólico. A folhagem recorda a do pissenlit (erva-das-bruxinhas) ou do laiteron, apresentando limbos pinnatifidos, dentados ou lanceolados, com 5 a 15 cm de comprimento por 1 a 3 cm de largura. O crescimento inicia-se pela formação de uma roseta de folhas coladas ao solo, seguindo-se folhas mais eretas. Na primavera formam-se hastes florais, elevando-se a 30 ou 40 cm para sustentar uma bonita inflorescência. Esta é constituída por um involucro, ou seja, um conjunto de brácteas verdes que formam uma espécie de colarinho à base do capítulo. Este último, geralmente solitário (algumas hastes podem suportar duas), é composto por um grande número de líquulas, de um belo rosa suave a mais intenso. Ao contrário de muitas outras espécies de Asteráceas, o capítulo desta espécie não apresenta um disco central contrastante. A floração ocorre habitualmente de abril a junho, podendo estender-se até agosto conforme a época de sementeira. Em regiões de clima ameno (este Crepis é rústico até cerca de -10 °C), a sementeira pode efetuar-se no final do verão, o que antecipa a época de floração na primavera seguinte. As bonitas flores rosas atraem os insetos polinizadores e evoluem depois para frutos castanho-escuros, que permitem que a planta se autossemeie espontaneamente em solos leves, se o inverno não for demasiado frio.
A Crépide vermelha pertence a esse tipo de plantas simples que se integram na perfeição num jardim de ambiente campestre. Para reforçar o aspeto natural de um canteiro, recomenda-se semeá-la de forma dispersa entre as plantas já existentes, para dar a impressão de que ali se instalou por si. Vai associar-se muito bem com gramíneas num canteiro variado, ao pé de arbustos como o evónimo-europeu, ou em plano de fundo, um amelenquer. Numa jardim de rochas, pode semear-se junto a um maciço de saponárias, e também pode ser utilizada como flor de corte para buquês campestres.
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Crepis rubra em sementes em imagens...
Floração
Folhagem
Hábito
Botânica
Crepis
rubra
Asteraceae
Anisoderis rubra, Barkhausia rubra , Hieracioides rubra
Mediterrâneo
Plantação e cuidados
Sementeira:
Semeie Crepis rubra de março a maio ou de setembro a outubro, de preferência diretamente em plena terra, pois as suas raízes não apreciam ser perturbadas. Pode também semear em caixas de sementeira ou bandejas sob abrigo, mantidas a 15-20 °C, e transplantar as plantas jovens assim que puderem ser manuseadas. A luz favorece a germinação das sementes. As sementeiras de outono devem ser protegidas das geadas durante o inverno, num local fresco e luminoso. Nas regiões de Portugal com invernos amenos, a sementeira direta em plena terra, no final do verão, é possível. Se semear diretamente em plena terra na primavera nas regiões mais frias, aguarde que as últimas geadas tenham passado.
Recomenda-se escolher um local muito ensolarado e um solo leve, terra bem drenada. Prepare bem o solo, rastreando-o finamente, tornando-o mais leve e livre de ervas daninhas. Semeie as sementes a 3 mm de profundidade em covas espaçadas de 30 cm. Regue regularmente o solo com regador, em particular durante os períodos secos. A germinação demora habitualmente 14-21 dias. Quando as plantas jovens estiverem suficientemente desenvolvidas para serem manuseadas, deve-se desbastar os exemplares e transplantar as plantas a 30 cm de distância.
Cultivo:
O Crepis rubra é pouco exigente quanto ao tipo de solo, mas prefere solos bem drenados. Plante em pleno sol. Esta planta adapta-se a solos de fresco a moderadamente secos, ajustando o seu ciclo de vida e o período de floração ao clima: florescerá mais cedo nas regiões do sul, podendo desaparecer no verão. Suprimir as inflorescências murchas estimulará o renovamento das flores. Robusta e rústica, esta planta anual desenvolve-se em todas as regiões.
Quando semear?
Para que local?
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A rusticidade é a temperatura mais baixa do inverno que uma planta pode suportar sem sofrer danos graves ou mesmo morrer. No entanto, esta rusticidade é afetada pela localização (zona abrigada, como um pátio), pelas proteções (cobertura de inverno) e pelo tipo de solo (a rusticidade é melhorada por um solo bem drenado).
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Os períodos de sementeira indicados no nosso site aplicam-se aos países e regiões situados na zona 8 da USDA (França, Reino Unido, Irlanda, Países Baixos).
Em regiões mais frias (Escandinávia, Polónia, Áustria...), adie a sementeira ao ar livre por 3 a 4 semanas ou semeie em estufa.
Em climas mais quentes (Itália, Espanha, Grécia, etc.), antecipe a sementeira ao ar livre de algumas semanas.
O período de colheita indicado no nosso site aplica-se aos países e regiões da zona 8 do USDA (França, Inglaterra, Irlanda, Países Baixos).
Em regiões mais frias (Escandinávia, Polónia, Áustria...), a colheita de frutas e legumes provavelmente ocorrerá 3 a 4 semanas mais tarde.
Em regiões mais quentes (Itália, Espanha, Grécia, etc.), a colheita provavelmente ocorrerá mais cedo, dependendo das condições meteorológicas.
O período de plantação indicado no nosso site aplica-se às regiões situadas na zona 9b do USDA (Litoral atlântico e vale do Tejo: Lisboa, Porto, Setúbal, Coimbra, Aveiro). Este período varia consoante o local onde reside:
- No interior centro e no Alentejo (Évora, Portalegre, Castelo Branco, Guarda, Viseu), adie a plantação de 2 a 3 semanas na primavera e antecipe-a de 2 a 3 semanas no outono em relação às datas indicadas, para evitar os picos de calor do verão e as geadas de inverno dos planaltos interiores.
- Nos Maciços do norte e do centro (Serra da Estrela, Serra do Gerês, Bragança, Chaves), é preferível plantar no final da primavera (maio), uma vez eliminados os últimos riscos de geada, ou no início do outono (setembro–outubro), quando o calor intenso do verão já tiver passado e as primeiras chuvas de outono tiverem regressado.
Em climas temperados, a poda de arbustos com floração na primavera (forsythia, espireia, etc.) deve ser feita logo após a floração.
A poda dos arbustos com floração no verão (amargoseira, perovskia, etc.) pode ser feita no inverno ou na primavera.
Em regiões frias, bem como para plantas sensíveis ao gelo, evite podar muito cedo, quando ainda podem ocorrer geadas fortes.
O período de floração indicado no nosso site aplica-se às regiões situadas na zona 9b do USDA (Litoral atlântico e vale do Tejo: Lisboa, Porto, Setúbal, Coimbra, Aveiro).
Este período varia consoante o local onde reside:
- No interior centro e no Alentejo (Évora, Portalegre, Castelo Branco, Guarda, Viseu), a floração será adiada de 2 a 3 semanas em relação às datas indicadas, por causa das primaveras mais secas e das variações de temperaturas mais acentuadas.
- Nos maciços do norte e do centro (Serra da Estrela, Serra do Gerês, Bragança, Chaves), a floração será adiada de 3 a 5 semanas. Ocorrerá principalmente entre maio e julho, dependendo da altitude.