Estamos quase lá: ainda não chegou fevereiro e por todo o lado se vê «as mudas de batata-inglesa chegaram!». Perante uma oferta pléthórica, constantemente ampliada pelos sementeiros, a noção de embaraço de escolha faz todo o sentido: hesitas, pesas os prós e os contras, para acabar por te decidir por um grande clássico ou optar por uma novidade que fará — ou não — as suas provas no teu jardim.

Como as escolhas arriscadas nem sempre são as melhores, mesmo no caso da batata-inglesa, propomos-te desbravar um pouco o terreno para que possas fazer as tuas compras de mudas com conhecimento de causa.

Critério de escolha 1: a precocidade

O primeiro critério de escolha é a precocidade; refere-se ao tempo de cultivo entre o plantio e a colheita. Se quiseres colher já no final da primavera, orienta-te para variedades «muito precoces» ou «precoces» como Amandine ou Rosabelle, que se desenvolvem entre 90 e 120 dias. Para uma colheita de verão, do final de junho a setembro, encontrarás as opções entre as «meia-tardias» e as «tardias», como a Désirée (120 a 140 dias) ou o Institut de Beauvais (130 a 150 dias).

Critério de escolha 2: a conservação

O segundo critério é a conservação. Pergunta-te: vou consumi-las rapidamente ou guardá-las para «passar o inverno»? A duração de conservação é frequentemente sacrificada em favor da precocidade. E armazenar as batatas-inglesas exige um local adequado: escuro para que não germinem e suficientemente fresco para evitar que murchem. Em resumo: uma adega ou uma garagem que não esteja já cheia! Este critério só deverá ser tido em conta se realmente pretendes conservar as tuas batatas-inglesas.

Critério de escolha 3: a qualidade da polpa

O terceiro critério não é de somenos: a qualidade da polpa. Uma variedade de batata-inglesa polivalente como Sirtema serve tanto salteada como em puré. A Bintje, por seu lado, permite-te obter excelentes batatas fritas e purés cremosos. A tardia Samba será perfeita no forno. E para saladas e cozedura a vapor, a polpa muito firme da Roseval é a mais indicada.

Critério de escolha 4: a resistência às doenças

Por fim, coloca-se a questão da resistência às doenças, e em particular ao míldio. Se vives numa região húmida e não és do género de passar o verão com o pulverizador na mão, este critério não é apenas importante, é essencial!

Aqui, na Bretanha, em clima ameno e húmido, apreciamos a precocidade da Dolwen de Bretagne, que oferece uma polpa amarela firme e macia, mantendo-nos fiéis à Bernadette, que é a nossa referência contra o míldio… com o qual já nos confrontámos com a Bintje (somos amantes de batatas fritas autênticas!). Jardineiros entusiastas por natureza, nunca passámos por uma desilusão real e, mesmo que o rendimento da Vitelotte nos tenha deixado um pouco aquém das expectativas, a sua cor compensou a opinião mista. Este ano, são as bonitas cores da Rouge des Flandres e da Bleue d’Artois que nos tentam…

E tu? Quais foram os teus maiores sucessos? As tuas derrotas mais dolorosas? A Promesse de Fleurs propõe-te uma seleção de 38 variedades de batata-inglesa — quais serão os teus favoritos do ano?