Cravo ou Dianthus: 6 ideias para os associar no jardim
Sensatas ou impetuosas!
Resumo
Com as suas flores preciosas e o seu perfume suave e especiado, seja Cravo dos floristas ou Chabaud, cravina, cravo-dos-poetas ou cravo das pedras, o Dianthus é uma planta versátil que tem o seu lugar em todos os jardins.
O seu charme bucólico permite aligeirar, da primavera ao início do outono, os canteiros de perenes, bem como os exuberantes canteiros mistos. As variedades anãs florescem em jardins rochosos ou taludes ensolarados e em floreiras, às quais trazem poesia, mistério e leveza. Este clássico intemporal, emblema dos jardins das avós, de uma beleza simples, cria cenas de aspeto selvagem, contrastadas ou monocromáticas.
Vermelho-rubi, rosa-alfazema, branco puro ou amarelo-prímula, as suas flores simples ou muito duplas, com aspeto de pompom frangido ou de delicados botões, revelam-se em combinações sóbrias ou impetuosas. Subtil ou ardente, almofada florida ou planta perene arbustiva, esta planta sem complicações, fácil de combinar, associa-se num espírito alegre ou romântico com outras perenes que exigem, tal como ela, poucos cuidados e manutenção.
Um canto bem florido sem preocupações
Para florir um canto ensolarado com o mínimo de esforço, organize em torno dos cravos uma mistura harmoniosa de plantas perenes rústicas e floriferas que crescem com um mínimo de cuidados.
Em canteiro, plante os cravos em grupo, no primeiro plano, com séduns, milefólios e equináceas, para criar belas massas de cor. Rodeados de aquilégias, ásteres, campânulas, ervas-dos-gatos, escabiosas, coreópsis, gaillárdias anãs, cleomes e nigelas, compõem cenas de aspeto selvagem e ricas em cor.

-D. plumarius ‘Lily the Pink’- Echinacea ‘Delicious Candy’ e Eryngium ‘Picos Blue’ – Nepeta – amor-em-nevoeiro –
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Fazer estacas e semear os cravosPara pontuar um canteiro misto
Usados como pontuação para criar belas manchas de cor, os Dianthus combinam cor, robustez e leveza.
Aposta-se na vivacidade das cores de uma cravina-dos-prados ‘Flashing Light’ ou de uma cravina perene ‘Romeo’ para dar calor a uma alegre bordadura estival. Num espírito alegre e silvestre, misturam-se flox, gramíneas de pequeno porte (carriços, cabelos-de-anjo), dedaleiras, tabacos ornamentais, equináceas ou cardos-esféricos.

Achillea ‘Terracotta’-Eryngium ‘oliverianum’ – Dedaleira-lanosa bicolor –
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Em jardim rochoso a pleno sol
Algumas espécies como o Cravo-deltoide ou o Cravo-da-Charneca serão magníficas num canteiro rochoso, na encosta de um talude bem drenado, ou no topo de um muro de pedra seca.
Adaptam-se bem a solos pedregosos e secos. As variedades baixas são perfeitas entre as pedras de um murinho, onde formam almofadas floridas pouco exigentes. Entre as pedras de um murinho, acompanham outras almofadas floridas como os heliântemos, os silenes, a artemísia-de-Schmidt anã, a campânula-dálmata, o agrião-da-rocha, os flox-tapete, a margarida-dos-muros e o gerânio-sanguíneo. As suas companheiras poderão ser também alpinas e montanhesas como os alissos, as saponárias e as aubreciais.

D. ‘Romeo’ – Campânulas – Ervas-dos-gatos – Heliântemos – Crédito Fotográfico: Bios
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Como plantar bem o cravo?Com folhagens prateadas
A folhagem prateada e persistente do cravo mistura-se espontaneamente com as folhagens verde-acinzentadas das arabetas do Cáucaso, das artemísias ou dos beijos-de-freira. A vivacidade das cores rosa-magenta de um Dianthus gratianopolitanus ‘Badenia’ de intensidade rara, a pureza das flores brancas de um Dianthus plumarius ‘Haytor White’ criam harmonias ao mesmo tempo frescas e vivas sobre um fundo de veludo prateado.

Artemísia schmidtiana ‘Nana’- D. gratianopolitanus ‘Badenia’
Em vaso ao sol no terraço ou na varanda
Numerosas variedades de cravos, como os Dianthus barbatus, as Cravinas ou os Cravos-das-Areias, adaptam-se muito bem à cultura em vasos, em grandes floreiras ou em jardineiras, onde rivalizam em floribundidade com os mais belos gerânios de varanda. Com alguns adubos, uma boa drenagem e, por vezes, uma ligeira tutoragem para as variedades mais altas, florescerão em abundância.
Escolha um local de passagem, perto de uma entrada, por exemplo, para poder desfrutar plenamente do seu perfume suave. Associam-se bem com flox-tapete, cariofiladas ou milefólios, ásteres, ibéris, nigelas ou com plantas alpinas e de montanha como os alíssos, as saponárias, as Aubrecías, os Heliântemos. Para um vaso todo em leveza, combinam-se com uma Stipa pennata, uma pequena gramínea poética que produz espigas de sementes prateadas.

Num ramo de flores campestre
Os cravos são muito apreciados pelas suas flores de corte, de longa duração em vaso. Os pompons delicadamente plissados das Cravinas, tal como as opulentas inflorescências dos Cravos-dos-Poetas, formam belos e vibrantes ramos de flores de verão, misturados com helénios, mosquitinho vaporoso, roseiras antigas e margaridas.

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