Cultivar espargos com sucesso
Preparação, plantação, amontoa, colheita
Resumo
O espargo é um legume muito particular, do qual se colhem os jovens rebentos, também chamados turiões, apreciados pelo seu sabor delicado e refinado. Consomem-se frequentemente em vinagrete, mas também em gratin, em tarte ou em creme. O cultivo do espargo, percebido como delicado e exigente, levanta frequentemente dúvidas na horta. É verdade que exige tempo (3 anos antes da primeira colheita) e espaço, mas o espargo tem também a vantagem de ser uma hortícola perene, que pode ser colhida durante vários anos! Descubra todos os nossos conselhos para conseguir cultivar espargos com sucesso e assim obter colheitas generosas.

Que variedade escolher?
A cor do espargo varia consoante a quantidade de luz recebida: para obter espargos brancos, priva-se o espargo do sol ao realizar a amontoa. A falta de luminosidade impede-os de realizar fotossíntese, o que os torna brancos. O cultivo dos espargos verdes e roxos não necessita de amontoa. A escolha da variedade faz-se em função do modo de cultivo pretendido. Entre as melhores variedades, recomendamos, por exemplo, o espargo ‘Lima’, que é uma variedade precoce com boas produções, o espargo ‘Argenteuil’, particularmente adaptado para produzir espargos brancos, ou o espargo ‘Rosalie’, que produz turiões de cor violeta-púrpura.

Onde plantar os espargos?
O espargo adapta-se a todos os climas. Prefere um solo fértil, leve e bem drenado. Tem preferência por solos mais arenosos e que aquecem rapidamente na primavera. O espargo aprecia as exposições soalheiras, embora também possa ser instalado em meia-sombra. É uma hortícola perene que produzirá durante muitos anos (> 10 anos), mas o seu cultivo requer muito espaço.
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Quando e como plantar os espargos?
A plantação realiza-se de março a abril (a partir de fevereiro em climas amenos) numa parcela que terá sido preparada e tratada com corretivos do solo no outono anterior. Os espargos plantam-se assim que chegam, pois não devem secar.
- No outono, abra valas de cerca de 40 cm de largura e 25 cm de profundidade (15 cm para os espargos verdes e roxos), espaçadas de 1,5 m.
- Descompacte o fundo de cada vala com uma pá ou forquilha de cavar.
- Misture à terra composto ou estrume bem decomposto, e eventualmente um pouco de areia grossa para melhorar a drenagem.
- De março a abril, forme em cada vala pequenos montes de terra, de cerca de 10 cm de altura e largura, espaçados de 50 a 60 cm
- Coloque as garras, com a ponta voltada para cima, sobre os montes
- Cubra a vala para cobrir os espargos com cerca de 3 cm de terra.
- Só falta regar.

Como os tratar?
A primeira colheita ocorre ao fim de três anos de cultura, durante os quais os espargos que se pretende colher brancos serão amontoados à medida que vão crescendo. Todos os espargos necessitam de regas regulares mas moderadas.
Primeiro ano de cultura:
Os espargos, independentemente da sua cor, são cobertos com uma camada de terra de 3 cm. Vão instalar-se e desenvolver as suas raízes. A manutenção consiste em desherbar regularmente ou em cobrir o solo com palha para limitar o aparecimento de ervas-daninhas.
Segundo ano de cultura:
As garras são cobertas com:
- 7 ou 8 centímetros (12 cm em solo leve) de terra para os espargos verdes e púrpura,
- cerca de vinte centímetros de terra para os espargos brancos,
De seguida, atam-se os turiões aos tutores ou ao fio de atadura, colocados aquando da plantação, à medida que vão crescendo.
Terceiro ano (e anos seguintes):
O terceiro ano de cultura corresponde à primeira colheita, que se realiza a partir de abril.
Os espargos brancos deverão ser amontoados a partir de março: isto consiste em formar progressivamente montes de terra, com uma altura de 30 a 40 cm, em redor dos turiões. Estes montes serão desfeitos no outono.
Para todos os espargos, faça uma aplicação de composto de 1 kg por m2.
A eventual amontoa / desamontoa e a aplicação de composto deverão ser renovadas todos os anos ao longo do cultivo.
Quais são as pragas e doenças do espargo?
Os espargos não são frágeis; no entanto, ao longo da sua cultura, pode encontrar:
- O criócero do espargo. É um coleóptero que enfraquece as plantas ao devorar a folhagem. O combate consiste em recolher manualmente os insetos e pulverizar uma solução à base de piretro (tanaceto).
- A mosca do espargo. As suas larvas abrem galerias nas hastes, o que deforma e inibe o crescimento dos turiões. Convém queimar, no fim da estação, as ramas secas.
A doença mais comum é a rizoctónia violeta: é uma doença causada por um fungo que persiste no solo. Afeta a base das hastes e as raízes, que ficam cobertas por um feltro violeta. Os sintomas são o amarelecimento e o dessecamento das hastes. Para a prevenir, evite instalar os espargos numa parcela contaminada e cultive alho-francês no ano anterior à criação do aspargal.
→ Consulte o nosso tutorial para realizar uma solução à base de piretro (tanaceto).
Quando e como colher os espargos?
A colheita tem lugar a partir de abril e consiste em retirar os espargos assim que emergem do solo. Realiza-se com a ajuda de uma faca de espargo que permite cortar cada turião na base sem necessidade de desfazer a amontoa. Nos primeiros anos, colha com parcimónia, durante duas a quatro semanas, e depois deixe crescer os espargos, tutorando-os à medida que crescem.

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