Resumo
Os oxális são muito apreciados pelas suas belas folhagens ornamentais, em forma de coração ou triangulares, de cor púrpura ou verde, semelhantes às do trevo. Destacam-se também pelas suas bonitas flores estreladas, brancas, cor-de-rosa, amarelas ou cor de laranja, consoante as variedades. Alguns oxális são muito sensíveis ao frio e preferem ser cultivados em vaso no interior durante o inverno, e depois no exterior na primavera. Outros são particularmente rústicos e serão adequados para um canteiro no jardim, um jardim de rochas ou um vaso no terraço. Descubra a nossa seleção das 7 variedades de oxális mais bonitas.
E para saber tudo sobre o seu cultivo, não deixe de consultar a nossa ficha completa “Oxális: plantar, cultivar e cuidar”

Oxalis versicolor, Oxalis deppei e Oxalis triangularis
O trevo-dos-jardins
Com a sua bonita folhagem de quatro folhas verde-claras, maculadas de castanho-arroxeado, o Oxalis deppei tem realmente o aspeto de um grande trevo. É também conhecido por “lucky plant” (planta da sorte) ou “trevo roxo”. No coração do verão, oferece uma profusão de pequenas flores cor-de-rosa. Os bolbos deste trevo-dos-jardins plantam-se em plena terra nas regiões com invernos amenos, onde as geadas não descem abaixo dos -10 °C. Noutras regiões, desenterram-se os seus tubérculos todos os outonos ou cultiva-se num vaso, para o guardar durante a estação fria. Também pode ser cultivado no interior, pela sua folhagem gráfica e decorativa. Este trevo-dos-jardins aprecia o sol a norte do Loire, mas prefere a meia-sombra a sul, desenvolvendo-se bem num solo neutro a ácido, que se mantenha ligeiramente húmido.
O trevo-dos-jardins ficará perfeitamente integrado num canteiro ou num vaso, junto de plantas perenes com folhagens coloridas, como as de um sino-de-coral com folhas arroxeadas. F loxes ou um gerânio vivaz também combinarão bem com ele, pelas suas bonitas florações coloridas.

O Oxalis deppei, também conhecido como “trevo roxo”
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Combinar os oxálisO trevo roxo
O Oxalis triangularis é também conhecido por «trevo roxo» devido à sua bela folhagem de trevo vermelho-arroxeada, marmoreada de violeta. As folhas, ou melhor, os folíolos, distinguem-se pela sua forma triangular e gráfica. De julho a setembro, oferece também pequenas flores de cor branca a rosa-pálido, que contrastam lindamente com a sua folhagem escura. Muito sensível ao frio, este Oxalis original é cultivado sobretudo em floreira ou em vaso, para guardar no inverno. Aprecia o calor e a meia-sombra, mas teme o sol intenso.
A bela folhagem roxa do Oxalis triangularis fará sensação num terraço ou numa varanda, acompanhada pela generosa floração das petúnias e de outras Impatiens. Pode também ser combinado com a surpreendente folhagem de um Colocasia e com o verde suave de uma Lysimachia nummularia ‘Aurea’, para criar um contraste harmonioso.
A azedinha-listrada
A Oxalis versicolor destaca-se pela sua longa e surpreendente floração. Com efeito, quando ainda estão em botão, as suas flores brancas são marginadas, no exterior, por uma orla vermelho-cereja que desenha uma admirável espiral. Nessa fase, fazem lembrar guloseimas, como bengalas de açúcar ou rebuçados. Depois, abrem-se em pequenas flores brancas, mas conservam esta face inferior exuberante. As folhas desta oxális são muito finas, em tons de verde tenro. Originária da África do Sul, é muito sensível ao frio e não suporta temperaturas negativas. O seu cultivo em plena terra fica, portanto, reservado aos climas quentes. Em vaso, alegrará os nossos interiores, onde florescerá de novembro a março. Noutros locais, a sua floração será mais tardia, geralmente da primavera ao verão. Habitualmente, a planta entra em repouso vegetativo durante a estação quente.
Poderá associá-la a outras plantas sensíveis ao frio, mas que suportem bem o ar seco dos nossos interiores, como uma begónia ou uma orelha-de-porco.
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Escolher oxálisO trevo-azedo-rosa 'Garnet'
O Oxalis purpurea ‘Garnet’ é uma bela variedade de folhagem púrpura em forma de trevo, mas com folhas mais arredondadas do que as do Oxalis triangularis. Esta cor escura realça elegantemente as suas pequenas flores estreladas, com pétalas cor-de-rosa vivo, que rodeiam um coração amarelo-dourado. Pouco rústico, este oxális suporta geadas ligeiras e de curta duração, até -10°C, depois de bem instalado. Aprecia o sol e o calor do clima mediterrânico, onde florescerá no outono e no inverno. Nas outras regiões, a sua floração será adiada para a primavera. Fácil de cultivar, adapta-se tanto ao jardim como ao cultivo em vaso, no terraço ou no interior.
Plante alguns bolbos de jacinto ou de uva-de-jacinto para acompanhar a floração do Oxalis purpurea ‘Garnet’. Depois, quando entrar em dormência durante o verão, as begónias e as dálias tomarão o seu lugar.
O oxális adenophylla
Originária das montanhas dos Andes, a Oxalis adenophylla destaca-se pela sua excelente rusticidade, podendo suportar geadas até – 20 °C, depois de bem estabelecida. No jardim, desaparece no inverno, mas reaparece todas as primaveras. Oferece então folhas finas de cor verde-acinzentada, muito recortadas e em forma de coração, que raramente ultrapassam os 5 cm de altura. De junho a julho, surgem bonitas flores de um rosa suave, com o centro rosa vivo, pontuado por alguns estames amarelo-claros. Para florescer bem, esta oxális apreciará o pleno sol, numa terra bem drenada, e tolerará a seca passageira. Fará um belo efeito num vaso, num jardim de rochas, numa bordadura e até no interior da casa.
Num jardim de rochas seco, a Oxalis adenophylla combinar-se-á na perfeição com as folhagens verdes e prateadas de um heliântemo, de uma alfazema, de uma aubrecia ou ainda com as flores de uma arabeta ou de uma campânula.
o trevo roxo 'Marmer'
O Oxalis triangularis ‘Marmer’ apresenta uma bonita folhagem caduca e gráfica, composta por folhas verdes triangulares, marmoreadas de branco-prateado em forma de V e com a página inferior arroxeada. De maio a julho, oferece pequenas flores brancas, por vezes rosa-claro, em forma de funil. Pouco rústica, esta bela planta bolbosa será cultivada sobretudo em vaso dentro de casa, no terraço ou na varanda durante o verão. O vaso deve ser protegido a partir dos primeiros sinais do outono. Este Oxalis apreciará uma exposição de meia-sombra, num substrato sempre ligeiramente húmido durante a época quente.
Pode associar-se o Oxalis triangularis ‘Marmer’ às flores coloridas de algumas plantas anuais, como as diáscias, os alissos, as alegrias-da-casa, as petúnias e as calibracoas.
O oxális 'Double Trouble'
O Oxalis ‘Double Trouble’ destaca-se pela sua longa floração, que começa em abril e se prolonga até ao mês de agosto. No entanto, quando é cultivado no interior, pode por vezes florescer no inverno e entrar depois em dormência no verão. As suas flores são cor-de-rosa-pêssego quando estão em botão, antes de abrirem em flores dobradas de um amarelo-dourado. Sobressaem sobre uma pequena folhagem verde, muito baixa, densa e aveludada, semelhante à do trevo. Muito pouco rústico, este oxális cultiva-se unicamente em vaso, para ser mantido dentro de casa no inverno e depois, na primavera, no terraço. Aprecia o sol não abrasador ou a meia-sombra, desde que o seu substrato se mantenha ligeiramente húmido durante o período de floração.
O oxális ‘Double Trouble’ será perfeito numa composição, juntamente com amores-perfeitos e violetas, outros oxális ou petúnias.
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