Roseiras: pulgões e outras pragas

Roseiras: pulgões e outras pragas

identificá-los para combater melhor

Resumo

Modificado 0,01  por Virginie D. 6 min.

As roseiras têm de enfrentar doenças, mas também ataques de insetos prejudiciais como os pulgões.

Em função dos danos observados, descubra a identidade da praga, bem como as nossas soluções e tratamentos para travar a invasão.

Dificuldade

Os pulgões

 

  • Sintomas

Observam-se colónias de pequenos insetos nos rebentos jovens das roseiras. O que pode causar a deformação dos rebentos e das folhas jovens, bem como o aparecimento de fumagina.

  • Retrato

Castanhos, cor-de-rosa ou verdes, com ou sem asas, pequenos ou grandes, os pulgões vivem sempre em grupo e aglomeram-se preferencialmente nos tecidos mais jovens: rebentos e botões florais. Estes insetos picam as plantas com o seu estilete e sugam a seiva elaborada.

  • Soluções e tratamento

– Pode-se esmagar os pulgões manualmente.

– Pense nas plantas relais (camomila, capuchinha, dedaleira…) que vão atrair os pulgões e libertar as roseiras de forma natural.

– Favoreça a presença permanente de predadores e a sobrevivência dos auxiliares: chapins, crisópas, joaninhas

– Pulverize uma solução de sabão negro na proporção de 15 a 30 g por litro de água logo às primeiras infestações.

– Os insecticidas, mesmo biológicos, não se justificam no caso das roseiras.

Não hesite em consultar a nossa ficha de conselhos: Pulgão: identificação e tratamento e descubra o nosso vídeo: Tenho pulgões nas minhas roseiras: é grave?

A minha roseira está a ser comida por lagartas!

  • Sintomas

Na realidade, não são lagartas! Graças às suas poderosas mandíbulas, falsas lagartas começam por raspar o verso das folhas. De seguida, consomem por completo o limbo, deixando apenas a nervura central.

  • Retrato

Os responsáveis são as larvas das tentredas. Existem numerosas espécies de tentredas. Nos nossos jardins e nas nossas roseiras, encontramos frequentemente Arge pagana e Allantus cinctus (=Emphytus cinctus), entre outras.

Da esquerda para a direita: Arge paganaAllantus cinctus

Arge pagana

Pequenas vespas vêm pôr ovos nos ramos das roseiras e a postura dá origem a larvas (falsas lagartas) de cor amarelo-esverdeada, com numerosas pequenas verrugas negras. Atacam em grupo mais ou menos numeroso, levantando a extremidade do corpo para formar um “S” característico quando perturbadas.

Allantus cinctus

Estas falsas lagartas são, por sua vez, verde-pálidas com a cabeça alaranjada.

  • Solução e tratamento

– Favoreça a presença de predadores: aves (em especial o chapim), vespas parasitoides e musaranhos.

– É fácil recolher as larvas à mão.

– O sabão negro é eficaz contra as larvas de tentredas.

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Os botões da roseira estão a ser comidos!

  • Sintomas

Observam-se buracos nos botões de rosa. Estão parcialmente devorados e a flor aberta parece deformada.

  • Retrato

A culpada pode ser uma espécie de noctuídeo, mais precisamente a Pyrrhia umbra, a lagarta de uma mariposa noturna que se alimenta com prazer dos botões de rosa.

Pyrrhia umbra (Pelouard, galerie-insecte.org)

Pode também ser a lagarta enroladeira, outra lagarta que faz galerias nos gomos e se envolve em fios de seda no interior de folhas dobradas sobre si mesmas. Se for esse o caso, consulte o ponto n.º 7.

  • Solução e tratamento

– Favoreça os inimigos dos noctuídeos: carabídeos, musaranhos, aves (melro…), morcegos, insetos parasitoides, aranhas, anfíbios e até ouriços-cacheiros.

– Procure as lagartas à noite nas plantas e retire as intrusas.

– A remoção manual das folhas que parecem enroladas sobre si mesmas é muitas vezes suficiente.

– Caso contrário, pulverize Bacillus thuringiensis (Bt) ao anoitecer sobre as jovens lagartas de tentredíneos desfolhadores.

– Por fim, se a utilização do Bt não der resultado, pulverize piretro natural vegetal.

As minhas roseiras estão a ser devoradas!

  • Sintomas

As flores ficam danificadas, as pétalas e os estames são devorados.

  • Retrato

A cetónia dourada, também conhecida como escaravelho-maio das roseiras, não peca pela delicadeza: quando este coleóptero visita as flores, “mastiga” e danifica-as ao mesmo tempo. O mesmo acontece com a cetónia cinzenta. Surgem em maio-junho. As larvas alimentam-se de matérias mais ou menos decompostas, acelerando assim a decomposição da matéria orgânica e a humificação do jardim. Os adultos são, por sua vez, excelentes polinizadores.

Da esquerda para a direita: cetónia dourada – cetónia cinzenta

A larva de cetónia é muitas vezes confundida com a do escaravelho-maio (larva-branca), que devora as raízes das plantas. Para as distinguir, existe um excelente recurso mnemónico:

– cetónia: traseiro grande, cabeça pequena

– escaravelho-maio: traseiro pequeno, cabeça grande

  • Solução e tratamento

– O mais simples é tolerar a cetónia e melhorar a biodiversidade do jardim. Quanto mais fontes de alimento houver (cardos, umbelíferas…), mais ela passará despercebida.

– Os tratamentos biológicos são ineficazes contra as cetónias e os inseticidas são inúteis.

– As cetónias são suficientemente grandes para serem apanhadas à mão.

– Uma taça de fruta esmagada num canto do jardim foi experimentada por vários jardineiros com sucesso. A fruta esmagada atrai as cetónias, poupando as roseiras e estes insetos úteis ao nosso ecossistema.

As folhas das minhas roseiras estão cheias de buracos!

  • Sintomas

Observa recortes nas folhas de forma regular, redonda a oval, partindo sempre da margem da folha.

  • Retrato

Não há razão para alarme: trata-se do trabalho de pequenas abelhas solitárias. Com estes fragmentos de folhas de roseiras cuidadosamente recolhidos, as megaquiles constroem verdadeiros pequenos ninhos dispostos lado a lado em galerias escavadas em troncos de madeira em decomposição ou no solo. Cada um destes ninhos é forrado com uma mistura de néctar e pólen recolhidos, sobre a qual é depositado um ovo.

Da esquerda para a direita: Megaquile – Folhas de roseira recortadas

  • Solução e tratamento

Saiba que as roseiras raramente sofrem com estes recortes de folhas, pelo que nenhuma intervenção se justifica. A presença destas pequenas abelhas é, pelo contrário, muito bem-vinda, dado o papel essencial que desempenham na polinização das plantas.

Os botões das minhas roseiras não abrem e ressecam antes de florescer

  • Sintomas

Observa-se o dessecamento completo do botão floral e o pedúnculo floral está parcialmente seccionado.

  • Retrato

Esta é a obra do antónomo (Anthonomus rubi), um minúsculo coleóptero negro (2-3 mm) que ataca morangueiros, framboeseiros, silvas e roseiras.

Anthonomus rubi (Coutin R. / OPIE)

A fêmea, munida do seu rostro, perfura o botão floral antes de este se abrir. De seguida, introduz um ovo no interior da flor antes de seccionar o pedúnculo floral para interromper a circulação de seiva. As larvas esbranquiçadas consomem os botões antes mesmo de estes abrirem. O botão que recebeu o ovo não se desenvolve, portanto, resseca, fica a pender ao longo do pedúnculo e acaba por cair.

  • Solução e tratamento

– Favoreça os auxiliares como os chapins ou as microavespas parasitoides.

– Trate com um inseticida biológico à base de piretro em caso de infestação muito importante.

As folhas das roseiras enrolam-se!

  • Sintomas

As folhas enrolam-se sobre si mesmas ou dobram-se à maneira de um charuto, mantidas por uma fina teia de seda.

  • Retrato

Trata-se da lagarta de uma mariposa (Lozotaenia forsterana) que rói os jovens rebentos e as folhas tenras. Basta afastar uma folha enrolada para descobrir a intrusa em plena ação de alimentação no seu refúgio. Surpreendida, a enroladeira recolherá recuando. As folhas enroladas são pouco estéticas, mas os pés das roseiras ficam finalmente pouco afetados. Estas lagartas, geralmente bastante discretas, nunca invadem um canteiro inteiro.

  • Solução e tratamento

– Recolha à mão as folhas ainda habitadas, antes que as mariposas se escapem durante o verão.

– Se necessário, um tratamento à base de Bacillus thuringiensis pode ser aplicado desde os primeiros sintomas.

Há uns pequenos bichos nas minhas roseiras!

  • Sintomas

Observam-se pequenos insetos negros com reflexos azulados metálicos, frequentemente em grande número nas roseiras.

  • Retrato

Trata-se de Meligethes (Meligethe aeneus), uma praga habitual da colza, mas que há alguns anos tem protagonizado uma verdadeira invasão nos jardins, e não apenas nas roseiras.

Meligetes no coração de uma roseira.

Estes pequenos coleópteros perfuram os botões florais para se alimentar do pólen que contêm. Também surgem nas roseiras abertas, mas os estragos são bem menores.

  • Soluções e tratamento

– Favoreça a presença de predadores, nomeadamente aranhas.

– Os insecticidas são ineficazes.

– Pode tentar sacudir as flores sobre um alguidar com água para reduzir a sua população.

→ Saiba mais no nosso artigo Meligetes das roseiras: como proteger as nossas rosas contra estas pragas?

Para saber mais

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