Resumo
O Pachira em poucas palavras
- É uma planta apreciada pela sua folhagem exuberante
- O seu tronco entrançado confere-lhe um aspeto único e elegante
- Cresce rapidamente, oferecendo uma silhueta densa em pouco tempo.
- De manutenção muito fácil, adapta-se bem aos interiores, suportando diferentes condições de luz
- Aprecia-se o seu lado de planta da sorte, segundo o Feng Shui!
A palavra da nossa especialista
O Pachira aquatica, ou castanheiro-da-Guiana, é uma planta tropical de interior apreciada pelo seu tronco entrançado decorativo e pela sua folhagem luxuriante. Originário das zonas húmidas da América Central e do Sul, adapta-se perfeitamente ao cultivo no interior, desde que seja colocado num espaço luminoso, sem exposição direta ao sol. A sua manutenção é simples, mas é necessário ter cuidado para não o regar em excesso, pois o excesso de humidade pode provocar o apodrecimento das raízes. O seu tronco espesso armazena água, o que lhe permite resistir aos esquecimentos na rega!
O Pachira de interior integra-se perfeitamente em todos os estilos de decoração, quer seja valorizado num vaso bonito, quer seja combinado com outras plantas tropicais. Além de dar um toque exótico ao interior, é conhecido no Feng Shui por atrair a sorte e a prosperidade, daí a sua alcunha de «árvore-do-dinheiro». Descubra a nossa coleção e adote também um Pachira, uma verdadeira planta da sorte!

Botânica
Ficha de identidade
- Nome latino Pachira
- Família Malvaceae
- Nome comum Castanheiro-da-Guiana
- Floração sem floração
- Altura Entre 2 e 3 m
- Exposição Luminosa
- Tipo de solo Substrato rico, drenante e arejado
- Rusticidade Sensível à geada
O Pachira pertence à família das Malvaceae, embora tenha sido anteriormente classificado entre as Bombacaceae. É frequentemente conhecido como «castanheiro-da-Guiana», devido às suas sementes comestíveis, que fazem lembrar a castanha, mas também como «pachira-aquático» ou «árvore-do-dinheiro», estando este último nome associado a uma crença asiática segundo a qual traria prosperidade e sorte.
Originário das zonas tropicais da América Central e da América do Sul, cresce naturalmente em meios húmidos, ao longo dos rios e nos pântanos. O seu tronco espesso permite-lhe armazenar água, tornando-o particularmente resistente às variações de humidade.

Pachira : prancha botânica de cerca de 1800
Atualmente, o Pachira é cultivado como planta de interior devido à sua folhagem elegante e à sua grande capacidade de adaptação aos nossos interiores. Suporta bem a luz indireta e um ar mais seco do que no seu habitat natural. Em interior, um Pachira bem cuidado pode viver várias décadas, com uma média de 10 a 15 anos, ou até mais se as condições de cultivo forem ideais. A sua longevidade depende principalmente da qualidade da rega, da luminosidade e dos cuidados prestados, nomeadamente evitando o excesso de água, que pode provocar o apodrecimento das raízes. Com mudanças de vaso regulares e uma boa fertilização, pode continuar a crescer e a desenvolver-se durante muitos anos.
A espécie mais frequentemente cultivada em interior é Pachira aquatica, reconhecível pelo tronco muitas vezes entrançado e pela folhagem exuberante, que faz lembrar uma mão aberta. Mais raro, Pachira glabra é muito semelhante, mas as suas folhas são ligeiramente mais estreitas e o seu tronco menos engrossado.

Pachira aquatica
O Pachira aquatica é uma árvore de hábito esguio que pode atingir uma altura de quinze a vinte metros no seu meio natural, embora o seu cultivo em interior limite o seu desenvolvimento a dois ou três metros. O seu sistema radicular é fasciculado, estendendo-se à superfície e apresentando uma grande capacidade de absorção, adaptada aos meios húmidos onde cresce naturalmente. O tronco, engrossado na base, permite-lhe armazenar água, uma característica que lhe confere uma boa resistência aos períodos de seca. Quando é cultivado em vaso, é frequentemente entrançado por razões estéticas. O Pachira é vendido em centros de jardinagem, habitualmente formado por cinco pés entrançados em conjunto. Este método de entrançamento, que lhe confere um aspeto elegante e original, é popular na Ásia e no Ocidente. Esta prática reforça também o seu caráter simbólico, nomeadamente no feng shui, onde o entrançamento é por vezes associado à união dos elementos e à prosperidade.
Os seus ramos flexíveis e ascendentes apresentam uma folhagem persistente, composta por folhas palmadas com cinco ou sete folíolos oblongos e brilhantes, de um verde vivo, cuja disposição confere à planta uma silhueta harmoniosa e equilibrada. Em meio tropical, o Pachira produz uma floração espetacular, com flores de longos estames sedosos, de cor creme a avermelhada, que libertam uma fragrância delicada. Contudo, em interior, a floração continua a ser excecional. Quando ocorre a frutificação, dá origem a grandes cápsulas lenhosas, ovoides, que encerram sementes comestíveis semelhantes à castanha.

A extraordinária floração do Pachira só ocorre no seu meio natural
É frequentemente incluído entre as plantas com propriedades depurativas. Terá a capacidade de absorver alguns poluentes atmosféricos, como o formaldeído ou o benzeno, contribuindo assim para melhorar a qualidade do ar.
Principais espécies e variedades
Cultivo em interior
Onde colocar um Pachira em casa?
O Pachira aquatica é uma planta pouco rústica, que não tolera temperaturas inferiores a 10 °C. O seu cultivo no exterior só é possível nas regiões tropicais ou subtropicais onde as temperaturas nunca descem abaixo dos 10 a 12 °C. Noutras regiões, deve ser obrigatoriamente cultivado no interior ou numa estufa aquecida para garantir o seu bom desenvolvimento.
O Pachira deve ser colocado num local luminoso, mas sem exposição direta aos raios solares, que poderiam queimar a sua folhagem. Uma divisão bem iluminada, próxima de uma janela orientada a nascente ou a poente, é ideal para lhe proporcionar uma luz suave e indireta. Também tolera luz difusa, mas o seu crescimento será mais lento em condições demasiado sombrias.
O local escolhido também deve estar abrigado das correntes de ar e das variações de temperatura, pois esta planta tropical aprecia um ambiente estável, entre 18 e 25 °C. É preferível evitar colocá-lo demasiado perto de um radiador ou de uma fonte de calor, uma vez que o ar demasiado seco pode danificar a sua folhagem. Precisa de uma boa humidade do ar. Uma sala, um escritório ou até uma varanda aquecida durante o inverno são locais perfeitos, desde que se mantenha uma boa humidade, por exemplo colocando um recipiente com água nas proximidades.

Quando o plantar em vaso?
O Pachira pode ser plantado em vaso durante todo o ano, desde que seja colocado num ambiente interior estável, sem correntes de ar nem variações de temperatura, para evitar qualquer stress desnecessário.
Plantação do Pachira em vaso
Para garantir um bom crescimento do Pachira, é essencial escolher um substrato drenante, um vaso adequado e respeitar algumas etapas durante a plantação.
Substrato ideal
O Pachira aprecia um substrato leve, bem drenado e ligeiramente ácido a neutro. Uma mistura bem drenante de substrato para plantas de interior e de perlite é ideal. A adição de argila expandida ou de cascalho no fundo do vaso permite melhorar a drenagem e evitar o excesso de humidade, que poderia provocar o apodrecimento das raízes.
Escolha do vaso
Recomenda-se um vaso com um orifício de drenagem, pois evita a estagnação da água. O tamanho do vaso deve ser ligeiramente superior ao do torrão, mas não demasiado grande, para evitar um excesso de humidade no substrato. Um diâmetro 3 a 5 cm superior ao do torrão é suficiente.
Etapas de plantação
- Colocar uma camada de argila expandida ou de cascalho no fundo para assegurar uma boa drenagem.
- Adicionar uma primeira camada da mistura preparada, compactando ligeiramente.
- Retirar cuidadosamente a planta do vaso antigo, tendo o cuidado de não danificar as raízes. Se estas formarem um emaranhado, desembaraçá-las ligeiramente.
- Colocar o Pachira no centro do vaso e ajustar a altura para que o colo (base do tronco) fique exatamente ao nível do rebordo do vaso.
- Encher com a mistura até cobrir as raízes, compactando depois ligeiramente para assegurar um bom contacto.
- Fazer uma primeira rega para humedecer o substrato sem o encharcar. A água deve escoar pelo orifício de drenagem.
- Colocar o Pachira num local luminoso, sem sol direto, e evitar qualquer deslocação brusca nos dias seguintes para facilitar a sua aclimatação.
Leia também
As plantas de interior mais fáceis de cultivarComo ter um Pachira bonito em casa?
Cuidados
A Pachira é uma planta de interior relativamente fácil de cuidar, desde que se respeitem as suas necessidades de rega, adubação e mudança de vaso.
Rega: como e com que frequência?
A Pachira armazena água no tronco, o que lhe permite resistir melhor aos períodos de seca. É, por isso, importante evitar os excessos de rega, que podem provocar o apodrecimento das raízes. Da mesma forma, a folhagem não deve ser pulverizada.
- Primavera e verão: regar uma vez por semana, garantindo que o substrato seca ligeiramente entre duas regas. A água não deve ficar acumulada no prato.
- Outono e inverno: reduzir as regas para cada 10 a 15 dias, pois a planta entra numa fase de repouso e consome menos água.
Utilizar sempre água à temperatura ambiente e, se possível, não calcária (água da chuva ou água filtrada), para evitar o aparecimento de manchas brancas nas folhas.

Adubação: que adubo utilizar e com que frequência?
Durante o período de crescimento, de março a setembro, aplicar um adubo líquido equilibrado a cada três semanas. Um adubo equilibrado, rico em azoto (N), fósforo (P) e potássio (K), favorece uma folhagem densa e saudável. No inverno, não é necessário adubar, pois a planta abranda naturalmente o seu crescimento.
Poda: é necessária?
A Pachira não necessita de poda regular, mas pode ser podada na primavera para lhe dar uma forma mais equilibrada ou limitar o seu crescimento. Basta cortar os caules demasiado longos, amarelos ou desguarnecidos com uma tesoura de poda limpa e bem afiada. Cortar mesmo acima de um nó (ponto de onde nasce uma nova folha). Esta poda favorece também o desenvolvimento de novos rebentos e de uma folhagem mais densa.

Por que entrançar uma Pachira?
A Pachira entrançada está frequentemente associada a crenças do feng shui. O entrançamento de vários troncos simbolizaria a união e a força, reforçando assim a sua imagem de amuleto. Do ponto de vista botânico, esta prática não afeta o crescimento da Pachira, desde que o entrançamento seja bem realizado e os troncos não fiquem demasiado apertados, o que poderia dificultar o seu desenvolvimento. É possível entrançar uma Pachira, mas isso deve ser feito em plantas jovens cujos troncos ainda são flexíveis. O entrançamento é um processo delicado que exige tempo e paciência, pois os troncos continuam a crescer juntos ao longo dos meses. Olivier explica-nos como entrançar uma Pachira.

Quando e como mudar a Pachira de vaso?
A Pachira deve mudar de vaso a cada 2 a 3 anos, de preferência na primavera, quando o crescimento recomeça.
- Escolher um vaso ligeiramente maior, com uma boa drenagem.
- Utilizar um substrato leve e bem drenante, como uma mistura de substrato para plantas de interior, perlite e areia.
- Depois da mudança de vaso, esperar uma semana antes de regar, para dar tempo às raízes de cicatrizarem.
Saiba mais na nossa ficha: Pachira: cuidados ao longo das estações e Mudar uma planta de interior para um vaso maior.

Doenças e pragas comuns do Pachira
O Pachira é uma planta robusta, mas pode ser afetado por algumas doenças e ataques de parasitas, sobretudo quando é cultivado no interior em condições inadequadas.
Doenças frequentes
- Podridão das raízes: causada por um excesso de rega ou por uma drenagem deficiente, manifesta-se através da murchidão das folhas e do amolecimento do tronco. É fundamental reduzir a rega e, se necessário, transplantar a planta para um substrato seco e bem drenante.
- Manchas foliares: manchas castanhas ou pretas nas folhas podem indicar uma infeção fúngica, frequentemente causada por um excesso de humidade. É necessário melhorar a ventilação e evitar molhar a folhagem durante a rega.
Parasitas frequentes
- As cochinilhas: pequenos aglomerados semelhantes a algodão ou carapaças castanhas nos caules e na página inferior das folhas. Enfraquecem a planta ao sugarem a sua seiva. Pode eliminá-las com um algodão embebido em álcool a 70° ou aplicar sabão preto diluído.
- Os aranhiços vermelhos: minúsculos ácaros vermelhos que tecem finas teias na parte inferior das folhas, sobretudo quando o ar está seco. Aumentar a humidade ambiente e pulverizar água sobre a folhagem permite limitar o seu aparecimento.
- Os pulgões: pequenos insetos verdes ou pretos que colonizam os rebentos jovens. Um tratamento à base de sabão preto ou um duche morno na planta pode eliminá-los.
Uma boa prevenção passa por uma manutenção adequada: uma rega moderada, uma boa ventilação e uma verificação regular da folhagem permitem evitar a maioria dos problemas.
→ Ler também: Como eliminar os pulgões das plantas de interior? e As doenças e os parasitas do Pachira.
Como fazer uma estaca de Pachira?
O método mais simples para multiplicar um Pachira é a estaquia de caule, que dá bons resultados quando é realizada na primavera ou no verão, durante o período de crescimento ativo da planta.
Etapas para fazer estacas de Pachira
- Colher uma estaca: cortar um caule saudável com cerca de 15 a 20 cm, utilizando uma tesoura de poda limpa e bem afiada. O caule deve ter pelo menos 2 a 3 nós e algumas folhas.
- Retirar as folhas inferiores: para limitar a evaporação e favorecer o enraizamento, conservar apenas as folhas superiores.
- Deixar o corte secar: deixar a estaca ao ar livre durante algumas horas, para que a ferida cicatrize ligeiramente, limitando assim o risco de apodrecimento.
- Plantar a estaca: introduzir a base do caule numa mistura leve e drenante, como uma mistura de substrato e perlite ou de areia.
- Manter uma humidade constante: regar ligeiramente e cobrir com um saco de plástico transparente ou uma mini-estufa, para criar um efeito de estufa e favorecer o enraizamento.
- Colocar num local luminoso e quente: uma temperatura de cerca de 25 °C é ideal. Evitar a exposição direta ao sol.
- Aguardar o enraizamento: as primeiras raízes surgem geralmente após 4 a 6 semanas. Quando a estaca estiver bem enraizada, poderá ser mudada para um vaso definitivo.
A Pachira, o toque verde na decoração
Com o seu elegante tronco entrançado e a sua folhagem exuberante, o Pachira traz um toque simultaneamente refrescante e zen.
Uma localização estratégica
Para revelar todo o seu potencial, instale o Pachira num espaço luminoso, perto de uma janela que filtre a luz. Numa sala de estar, numa entrada ou até num escritório, atrai imediatamente o olhar e transmite uma sensação de frescura e elegância. Combina particularmente bem com interiores depurados, contemporâneos ou boémios.
Um vaso que faz toda a diferença
Não subestime o poder de um bonito vaso decorativo! Para criar um ambiente natural e acolhedor, opte por um cesto de salgueiro ou um vaso de terracota. Se aprecia o estilo minimalista e moderno, escolha um modelo de cerâmica mate, betão ou metal preto.
Associe-o a outras plantas para criar um efeito de selva
O Pachira adora estar rodeado! Associe-o a uma costela-de-adão XXL, a fetos de interior ou a caláteas gráficas para criar um recanto de selva muito atual. Para obter um contraste interessante, jogue com as alturas, combinando cactos-estrela ou pequenas orelhas-de-porco colocados numa prateleira próxima.
O Pachira tem tudo para agradar. E será que se deixará conquistar pelo seu charme exótico para iluminar o seu interior?

Recursos úteis
→ Descubra a nossa vasta gama de plantas de interior.
→ Existem muitos livros sobre plantas de interior, mas recomenda-se: A Enciclopédia das plantas de interior, de Solène Moutardier, publicada pelas Edições Ulmer.
Perguntas frequentes
-
Porque é que as folhas da minha Pachira ficam amarelas e caem?
O amarelecimento e a queda das folhas da sua Pachira podem ser causados por excesso de rega, falta de luz ou correntes de ar. Certifique-se de que o vaso tem uma boa drenagem, que a planta recebe luz indireta suficiente e evite mudanças bruscas de temperatura. Se apenas caírem as folhas da base, poderá tratar-se de uma renovação natural, sobretudo se surgirem novos rebentos.
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