O Helichrysum, também conhecido pelos nomes de «sempre-viva» ou «perpétua-das-areias», é uma pequena planta perene mediterrânica. Existem também variedades anuais: as sempre-vivas com brácteas (Helichrysum bracteatum).

A perpétua é apreciada pela sua floração estival colorida, bem como pela sua folhagem cinzenta, prateada, persistente e aromática nas variedades perenes. Fáceis de cultivar e pouco exigentes, as sempre-vivas desenvolvem-se em pleno sol, num solo seco e bem drenado, mesmo pobre e pedregoso. São também plantas fáceis de multiplicar, seja por estaquia, divisão ou sementeira.

Descubra, então, os nossos conselhos para multiplicar com sucesso o Helichrysum e obter novas plantas de forma simples e gratuita.

Como multiplicar o Helichrysum

A sempre-viva no seu habitat natural mediterrânico

E para saber tudo sobre o cultivo da sempre-viva, consulte o nosso artigo: «Helichrysum, perpétua-das-areias, sempre-vivas: semear, plantar e cuidar».

Multiplicar o Helichrysum por estaquia

A estaquia é a técnica mais eficaz para multiplicar o Helichrysum perene (Helichrysum italicum, Helichrysum stoechas e Helichrysum petiolare). Permite recriar um clone exato da planta de origem, chamada «planta-mãe». A nova planta terá, portanto, as mesmas características genéticas da planta de que provém.

Fácil de realizar e acessível mesmo a jardineiros principiantes, a estaquia permitirá obter rapidamente e de forma económica várias novas plantas de sempre-viva.

Material necessário

Quando fazer?

A estaquia realiza-se no verão, de julho a setembro, em caules semilenhosos ou semilenhificados. Isto significa que os ramos já não são muito jovens, como acontece com os caules verdes ou herbáceos, mas ainda são ligeiramente flexíveis e não se transformaram totalmente em madeira dura.

As estacas realizadas no final da primavera, em maio-junho, nos ramos do ano, também podem resultar, mas geralmente têm menos probabilidades de sucesso.

Como fazer a estaquia do Helichrysum?

  1. Com a tesoura de poda, retire da planta-mãe um ou vários caules sem flores, com cerca de 10 cm de comprimento
  2. Retire as folhas dos cerca de 2/3 inferiores do caule, correspondentes à parte que ficará enterrada: é o que se chama preparar a estaca.
  3. Encha o vasinho ou o vaso com substrato.
  4. Humedeça o substrato com o pulverizador, idealmente com água da chuva.
  5. Com o lápis, faça um ou vários orifícios de plantação, com cerca de 5 cm de profundidade.
  6. Introduza aí a estaca ou as estacas.
  7. Calque delicadamente com os dedos para manter o caule direito e eliminar as bolsas de ar.
  8. Coloque o vasinho ou o vaso num local quente e protegido do vento, da chuva e dos raios solares diretos.
multiplicar Helichrysum, perpétua e sempre-viva

Preparação do material e corte dos caules para fazer estacas, preparação dos caules e plantação no substrato

O substrato deverá ser mantido húmido até ao enraizamento, ao fim de cerca de 3 a 4 semanas. Nessa altura, deverão surgir novos rebentos, sinal de que a estaquia foi bem-sucedida.

Para aumentar as probabilidades de sucesso, também pode fazer uma estaquia abafada. Para isso, coloque diretamente sobre o vasinho um saco transparente, do tipo saco para congelação, uma campânula de proteção ou uma garrafa de plástico com a base cortada. Esta técnica permite recriar condições favoráveis de calor e humidade para a retoma do crescimento, como numa mini-estufa. Basta arejar de vez em quando para eliminar o excesso de humidade e impedir o desenvolvimento de doenças.

As plantas jovens obtidas por estaquia serão depois colocadas num local luminoso. Serão mantidas ao abrigo durante todo o período de inverno. A rega será então reduzida: espere sempre que o substrato esteja bem seco à superfície.

Na primavera, depois de afastados os últimos riscos de geada, transplante as estacas de perpétua para um vaso com pelo menos 30 a 40 cm de diâmetro, ou diretamente em plena terra.

Deseja saber mais sobre a estaquia? Consulte o artigo de Alexandra: «Estaquia: tudo o que precisa de saber sobre as diferentes técnicas e os nossos conselhos».

Dividir o Helichrysum

A divisão permite separar o sistema radicular de uma planta em uma ou várias partes. As plantas separadas já dispõem das suas próprias raízes, favorecendo assim a retoma do crescimento. A divisão realiza-se em plantas instaladas há vários anos, em média 3 ou 4 anos. Permite também rejuvenescer as plantas que começam a ocupar demasiado espaço ou a ficar desguarnecidas.

É importante salientar que esta técnica tem menos probabilidades de sucesso do que a estaquia. Com efeito, várias plantas mediterrânicas não apreciam ser deslocadas depois de instaladas. É o caso, por exemplo, da alfazema, do alecrim e do tomilho. A mudança é mais traumática para estas plantas do que para outras, limitando as probabilidades de retoma. A sempre-viva pode, portanto, ter dificuldades em retomar o crescimento após a divisão.

dividir o Helichrysum

A divisão também permite rejuvenescer as touças de sempre-viva e obter novas plantas para o jardim

Material necessário

Quando fazer?

As plantas perenes de Helichrysum são divididas na primavera, depois de afastados os últimos riscos de geada.

Não faça a divisão no outono, pois o solo e o ambiente mais húmidos tenderiam a fragilizar ainda mais as raízes.

Como fazer a divisão do Helichrysum?

Se prever cultivar uma das partes divididas num vaso, prepare um recipiente com orifício de drenagem, com cerca de 30 a 40 cm de diâmetro, cheio de substrato e previamente humedecido. Se, pelo contrário, preferir cultivar diretamente em plena terra, prepare previamente a zona em questão: retire as plantas espontâneas e as pedras, revolva o solo, se necessário, tornando-o mais leve e adicionando-lhe substrato.

  1. Com a pá de cova, desenterre a planta, levantando-a suavemente com um movimento de alavanca e tentando partir o menor número possível de raízes.
  2. Com a faca, separe o torrão em duas partes.
  3. Transplante uma metade no local de origem e a outra metade para um vaso ou para a plena terra.
  4. Regue abundantemente para favorecer a retoma do crescimento, e depois regularmente durante as 3 semanas seguintes para favorecer o desenvolvimento das raízes.

Semear o Helichrysum perene ou anual

A sementeira é o único meio de multiplicar as variedades anuais de sempre-vivas com brácteas (Helichrysum bracteatum). No entanto, este método de multiplicação também funciona facilmente para as variedades perenes.

A sementeira é o método mais natural para multiplicar uma planta. Embora exija um pouco mais de paciência, permite obter novas plantas robustas e proporciona a satisfação de ver um Helichrysum crescer desde a semente até à planta adulta.

Material necessário

  • Um pacote de sementes (à venda em centros de jardinagem, lojas especializadas ou na internet) ou sementes previamente colhidas no jardim na estação passada
  • Para a sementeira sob abrigo, vários vasinhos com orifícios de drenagem ou uma caixa de sementeira
  • Um pulverizador para uma rega suave
  • Um substrato leve: substrato para sementeira e transplante, substrato para plantas mediterrânicas ou uma mistura, em partes iguais, de substrato universal e areia

Quando fazer?

A sementeira no local, diretamente em plena terra, realiza-se na primavera. Espere que as temperaturas tenham subido, acima de cerca de 12 °C, e que os últimos riscos de geada tenham passado, em abril ou maio, consoante a região. É importante salientar que a floração das sempre-vivas com brácteas poderá atrasar-se no verão devido à sementeira mais tardia.

As sementeiras sob abrigo podem, por sua vez, ser antecipadas para fevereiro-março. A temperatura ideal de germinação situa-se entre cerca de 16 °C e 20 °C.

Semear o Helichrysum, a perpétua sempre-viva

A colheita das sementes de sempre-viva pode ser feita diretamente no jardim

Como fazer a sementeira do Helichrysum?

Sob abrigo

  1. Encha os vasinhos ou a caixa de sementeira com substrato.
  2. Faça a sementeira à superfície: uma pequena pitada por vasinho e várias pitadas na caixa de sementeira, de forma relativamente dispersa.
  3. Cubra ligeiramente com substrato, sem enterrar demasiado as sementes.
  4. Humedeça generosamente com o pulverizador.
  5. Coloque num local quente e luminoso.
  6. Mantenha húmido até à germinação e à emergência das plântulas, geralmente ao fim de 2 a 3 semanas.
  7. Quando as plântulas atingirem cerca de 5 cm e começarem a ficar apertadas, transplante-as para vasinhos individuais.
  8. Plante-as em plena terra no final da primavera.

Em plena terra

  1. Prepare a zona onde será feita a sementeira, retirando as plantas espontâneas e as eventuais pedras e tornando o solo mais leve com substrato.
  2. Faça a sementeira a lanço, espalhando as sementes regularmente, sem as adensar demasiado.
  3. Cubra ligeiramente com substrato, sem enterrar demasiado as sementes.
  4. Humedeça generosamente com o pulverizador.
  5. Mantenha húmido até à germinação e à emergência das plântulas.
  6. Faça o desbaste, conservando apenas as plantas mais robustas, espaçadas cerca de 30 a 40 cm (as outras plantas, mais frágeis, poderão perfeitamente ser transplantadas para vasinhos individuais ou para outra zona em plena terra).

Deseja saber mais sobre sementeiras? Consulte o artigo de Virginie «Sementeira de sementes anuais: como fazê-la corretamente, em plena terra ou numa caixa de sementeira» ou o artigo de Alexandra «Fazer com sucesso a sementeira de plantas perenes».