Resumo

Modificado 0,01  por Marion 3 min.

A perpétua ou sempre-viva é uma planta perene arbustiva mediterrânica, muito apreciada pelo intenso aroma a caril que o seu folhame exala. É precisamente este aroma especiado que lhe vale os outros nomes deperpétua-das-areias” ou “erva-caril”.

Como a maioria dos pequenos arbustos, a perpétua requer pouco tratamento: após a sua bonita floração amarelo-dourada no final do verão, e depois no final do inverno, uma simples poda permitirá relançar corretamente o seu crescimento para melhor aproveitar o seu belo folhame.

Descubra os gestos a adotar e o material necessário para realizar com sucesso a poda da perpétua-das-areias!

Inverno, Primavera, Verão, Outono Dificuldade

Porque podar a perpétua?

A perpétua floresce sem necessidade de cuidados desde o final da primavera, em junho, até às primeiras geadas, no final do outono.

Ao contrário de outras plantas aromáticas, como a hortelã ou a erva-cidreira, a perpétua não se poda drasticamente, cortando todas as partes aéreas rente ao solo para que a planta rebrote completamente a partir da base na primavera seguinte.

Tal como acontece com a alfazema, com a qual partilha muitas características, aconselha-se a realizar podas de manutenção, mesmo que o crescimento da planta seja bastante lento.

Se não são indispensáveis à sobrevivência da planta, estas podas permitirão ao arbusto:

  • manter uma bela silhueta compacta e densa
  • favorecer a retoma vegetativa na primavera seguinte
  • evitar a lenhificação ao longo do tempo, quando uma parte da planta modifica a sua estrutura, passando de um estado «verde» a um estado «sólido» ao transformar-se em madeira.
Perpétua em flor, hábito da perpétua, podar a perpétua

Perpétua em flor com os seus ramos eretos e densos.

Quando podar a perpétua?

Distinguimos dois períodos de poda para a perpétua:

  • a poda no final do verão, após a floração
  • a poda no final do inverno, para estimular o crescimento e a floração futura

A poda é praticada tanto nos exemplares em vaso como nos cultivados em plena terra.

Descubra outros Helichrysum - Imortais

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Que variedades estão envolvidas?

Diferentes plantas de origem mediterrânica são agrupadas sob o nome de Helichrysum ou sempre-vivas.

Existem algumas variedades de Helichrysum anuais, as sempre-vivas (Helichrysum bracteatum), cujo ciclo de vida se desenrola ao longo de um ano, mas que geralmente se autossemeiam de forma espontânea.

São naturalmente as variedades de Helichrysum perenes para as quais a poda é vivamente aconselhada.

Entre elas, encontramos:

  • uma das mais conhecidas e das mais utilizadas, a Helichrysum italicum, também chamada perpétua italiana ou sempre-viva-da-córsega, da qual se extraem os óleos essenciais
  • a Helichrysum stoechas ou perpétuas-das-areias
  • a Helichrysum thianschanicum
  • a Helichrysum Korma
  • a Helichrysum arenarium
  • a Helichrysum petiolare
  • etc.
diferença folhagem Helichrysum sempre-viva

Helichrysum petiolare ‘Silver’ e Helichrysum italicum

Os gestos certos para podar a perpétua

O material necessário

Munha-se simplesmente de uma tesoura de poda bem afiada e previamente limpa com álcool ou vinagre branco, para evitar qualquer risco de transmissão de doenças, bem como de um par de luvas para se lançar na poda de uma perpétua-das-areias jovem.

Para um arbusto com já vários anos e mais volumoso, utilize antes uma cisalha ou um corta-sebes.

A poda de verão

Todos os anos, após a floração, efetue uma poda de limpeza cortando todos os escapos florais (caules floridos) e eliminando as flores murchas.

Esta poda evita que a planta se esgote e gaste energia a produzir sementes.

Aproveite para confecionar ramos secos, que se conservarão durante muito tempo, ou para integrar as flores num potpourri bem perfumado que irá embalsamar o seu interior.

A poda de fim de inverno

No final do inverno, passadas as últimas geadas e antes da retoma da vegetação (de fevereiro a abril, consoante as regiões), uma poda de manutenção mais severa permitirá eliminar o lenho morto, retirar os ramos secos e evitar que a planta se desguarneça.

Encurte os novos rebentos do ano, retirando cerca de metade do seu comprimento, para que o arbusto se mantenha redondo, compacto e denso.

Esta ação permitirá igualmente favorecer a ramificação dos ramos e o aparecimento de novos rebentos, evitando que o arbusto tenda a desguarnecer-se ao lenhificar-se pouco a pouco e ao produzir lenho velho.

Nos exemplares mais velhos, raleie os ramos que têm tendência a entrelaçar-se, que estão demasiado envelhecidos ou que já não se desenvolvem.

poda da perpétua, flores secas de sempre-viva

Após a floração, a perpétua necessita de uma poda dos caules murchos

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