Resumo

Modificado em 7 de janeiro de 2026  por Leïla 5 min.

A cordilina é uma planta perene exótica, também conhecida como dracena, originária da Nova Zelândia e do Sudoeste do Pacífico, cuja folhagem persistente, frequentemente com cores muito decorativas, ornamenta o jardim ou o terraço durante todo o ano. Com o aspeto de uma pequena palmeira ou semelhante ao linho-da-Nova Zelândia, formando uma touça de folhas dispostas em leque, é pouco rústica, mas cultiva-se bem em vaso, devendo ser protegida no inverno num alpendre ou numa divisão luminosa e pouco aquecida. Em plena terra, fica reservada para os climas costeiros amenos do Atlântico ou para a Costa Azul. Aprecia um solo ligeiramente fresco e muito bem drenado, resistindo bem à seca depois de estar estabelecida.

Esta planta tropical aprecia o sol e o calor, mas as suas variedades variegadas sofrem com o sol intenso. Nesse caso, instala-se ao abrigo dos seus raios durante as horas e as estações mais quentes. Descubra as belas variedades variegadas, em tons de castanho, amarelo, verde, rosa e creme. As suas tonalidades muito bonitas são magníficas durante todo o ano nesta planta gráfica e muito ornamental.

Dificuldade

fiteira 'Torbay Dazzler'

A Cordyline australis ‘Torbay Dazzler’, muito luminosa, oferece uma bela folhagem variegada em 3 cores. As folhas são estriadas de amarelo-claro, verde-escuro e vermelho-acastanhado ao centro. Durante vários anos, forma um hábito em roseta, transformando-se depois, com o tempo, numa espécie de pequena palmeira composta por um tronco, por vezes dividido, encimado por folhas muito compridas, com até 90 cm de comprimento, reunidas em tufos densos. De crescimento lento, esta variedade ereta e estreita atinge 2 a 3 m de altura por 1 m de largura. As folhas, compridas e estreitas, em forma de espada e pontiagudas, são ligeiramente arqueadas, sobretudo as mais velhas. A planta floresce quando adulta, entre julho e setembro, com pequenas flores branco-creme dispostas em grandes panículas com até 1,60 m de comprimento.

As cordilinas são boas plantas para jardins junto ao mar, que não sofrem com o vento nem com a maresia. ‘Torbay Dazzler’ resiste à geada apenas até -7° C. Plante-a, por exemplo, com a folhagem larga e exuberante de canas-da-Índia, como a Canna ‘Picasso’, de folhagem verde e floração amarela, em harmonia. Plante também agapantos e uma sálvia de clima ameno, como a Salvia guaranitica ‘Black and Blue’.

planta exótica

Cordyline australis ‘Torbay Dazzler’

Cordiline banksii 'Electric Star'

A Cordyline banksii ‘Electric Star’ é uma magnífica variedade de folhagem escura, com uma larga faixa central cor de chocolate arroxeado, marginada a branco-creme, verde e alperce. Colorida e contrastante, tanto as suas cores como a sua forma conferem um toque exótico ao jardim. Atinge 1,20 m em todas as direções, formando um tufo folhado, sem tronco. É proveniente da espécie Cordyline x banksii, endémica da Nova Zelândia. Ramifica-se muito pouco e não fica despida, ao contrário da Cordyline australis.

A ‘Electric Star’ floresce em agosto e setembro. Rústica até -7° C no máximo, esta cordilina de dimensões compactas pode preencher um vaso para recolher no inverno, ao abrigo. Em plena terra, ou noutros vasos, instale também, por exemplo, uma Pennisetum alopecuroides ‘Red Head’, com belas espigas cor-de-rosa prateadas a castanhas, e um Carex elata ‘Aurea’, com uma folhagem muito luminosa, verde ácido, em contraste com a folhagem escura da cordilina.

planta exótica

Cordyline banksii ‘Electric Star’

Cordiline banksii 'Can Can'

Também derivada da cordiline de Banks, a Cordyline banksii ‘Can Can’ é bastante invulgar: as suas folhas combinam diferentes tons de verde-escuro, rosa fluorescente, verde-claro, amarelo, púrpura e creme, numa sucessão de cores. Muito compacta, atinge 1 m de altura e 80 cm de largura aos 10 anos, não ultrapassando 1,50 m em todas as direções quando adulta. Obteve uma medalha de prata no Plantarium, em 2013. A sua folhagem, notavelmente colorida, está em constante evolução. As folhas jovens nascem em tons de rosa e vermelho muito brilhantes. Já as folhas maduras passam do creme ao verde-claro e depois ao verde-escuro. A floração é tardia: ocorre em setembro-outubro, nas plantas adultas, com pequenas flores em tons castanhos, rosa e púrpura.

Isolada, pode ornamentar um vaso em todas as regiões. Em plena terra, tolera apenas geadas de -5 a -7° C. Fica, portanto, reservada para os climas costeiros. Num canteiro, pode combinar-se com folhagens e florações que retomem os diferentes tons da sua folhagem multicolorida. Considere as dálias, os alhos e as flores-aranha e equináceas. Escolha folhagens de cor verde-médio a condizer, para harmonizar o conjunto.

vivaz exótica

Cordyline australis ‘Can Can’

Fiteira 'Sundance'

A fiteira ‘Sundance’ apresenta uma coloração muito própria, mais baça e escura, mas de uma beleza extraordinária. As suas folhas, verde-claras no centro, são orladas de bronze. O centro da roseta parece estar inflamado por tons cor-de-rosa a vermelhos, que também riscam, de forma mais suave, o resto da planta. As flores, que surgem em junho e julho, são de cor branco-creme e os frutos daí resultantes são de um branco azulado, muito apreciados pelas aves. Esta variedade vigorosa é de grande dimensão: atinge 4 m de altura e 2 m de largura.

Tendo em conta o seu tamanho, pode ser plantada em plena terra, isolada ou num canteiro. Esta planta tropical luxuriante combina, por exemplo, com uma bordadura de cárice ‘Milk Chocolate’, em tons de bronze, castanho-claro e rosado, ou com cárice ‘Bronzita’, de tons acobreados.

planta exótica

Cordyline australis ‘Sundance’

fiteira 'Chocolate Mint'

Última da lista, mas não a última a dar nas vistas, a Cordyline australis ‘Chocolate Mint, muito original, brinda-nos com uma mistura de verde-menta e cor de chocolate. Um verde-menta fluorescente nas margens e um castanho-chocolate matizado de vermelho no centro. Esta planta de aspeto muito gráfico destaca-se ainda mais pelo contraste entre as suas cores vivas e escuras. Com o tempo, atinge no máximo 2 m de altura, com uma largura de 1 m.

Resistente apenas até -4°C, o seu cultivo em plena terra fica reservado aos climas amenos, à Costa Azul e às zonas litorais atlânticas mais amenas. Cresce em solo arenoso e resiste à seca depois de estar bem enraizada. Em qualquer outro lugar, é possível cultivá-la em vaso e fazê-la passar o inverno numa marquise sem geada ou numa divisão luminosa e fresca. É perfeita num jardim de estilo contemporâneo ou para criar um cenário exótico. Nestes dois ambientes, tanto em vaso como em plena terra, pode acompanhar-se de um bambu de sebe de pequeno porte, como o Shibataea kumasaca, com folhas muito decorativas de um belo verde.

planta exótica

Cordyline australis ‘Chocolate Mint’

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