Como cuidar de uma palmeira-de-Madagáscar no interior?
Os cuidados ao longo das estações
Resumo
Com o seu tronco espesso hirsuto e coberto de espinhos e a sua coroa de folhas compridas, a palmeira-de-Madagáscar chama imediatamente a atenção pela sua originalidade. Apesar do nome, o Pachypodium lamerei não é uma palmeira, mas uma planta semissuculenta da família das Apocináceas, originária de Madagáscar. No interior, revela-se bastante tolerante, desde que se respeite a sua necessidade de luz e se evitem sobretudo os excessos de água. Descubra como cuidar de uma palmeira-de-Madagáscar em vaso ao longo das estações.

Na primavera: o despertar da palmeira-de-Madagáscar
À medida que os dias ficam mais longos, a palmeira-de-Madagáscar sai gradualmente do seu período de repouso. Desenvolvem-se novas folhas no topo do tronco e a planta começa a consumir mais água.
É altura de retomar gradualmente as regas. Comece por regar moderadamente e, depois, aumente ligeiramente a quantidade de água quando o crescimento se tornar mais ativo. Entre duas regas, deixe sempre o substrato secar bem, pois a palmeira-de-Madagáscar não tolera o excesso de humidade.
Aproveite também o regresso dos dias soalheiros para lhe proporcionar mais luz. Coloque a palmeira-de-Madagáscar muito perto de uma janela com bastante luz, idealmente virada a sul ou a oeste. Se tiver passado o inverno com uma luz mais suave (ou se tiver acabado de a comprar), aproxime-a do sol gradualmente. As folhas jovens são mais tenras e podem ficar marcadas se passarem bruscamente de uma luz de inverno fraca para várias horas de sol intenso através de um vidro.
Esta é também a altura certa para observar o vaso com mais atenção. Raízes a sair pelos orifícios inferiores, uma planta que se inclina facilmente ou um torrão que se tornou muito compacto indicam que pode ser útil mudar a planta de vaso. Idealmente, a mudança de vaso faz-se a cada 2 a 3 anos. Escolha então um vaso com orifício de drenagem, ligeiramente mais largo, e utilize um substrato muito drenante para cactos e plantas suculentas. Também pode tornar o substrato mais leve, misturando-lhe um punhado de areia para horticultura ou de pozolana. Ao mudar a planta de vaso, use luvas grossas: os espinhos são particularmente pontiagudos e a seiva do Pachypodium é tóxica.
Quando as novas folhas se desenvolverem regularmente, aplique um adubo líquido para cactos e plantas suculentas, pobre em azoto, aproximadamente uma vez por mês. Não é necessário adubar mais: o Pachypodium é pouco exigente e a adubação deve ser interrompida quando o seu crescimento abrandar no outono.

Leia também
Palmeira-de-Madagáscar: cultivar e cuidarNo verão: gerir corretamente a rega e a luz
No verão, a palmeira-de-Madagáscar continua a produzir novas folhas no topo do tronco e aproveita plenamente o calor e a luz intensa. É geralmente a estação em que se mostra mais ativa!
Com o calor, o substrato seca naturalmente mais depressa. É então tentador querer regar com mais frequência. Não tão depressa! Mesmo no verão, deixe sempre a terra secar entre duas regas. Quando chegar o momento, regue abundantemente até a água escorrer por baixo do vaso, esvazie o prato e deixe novamente o substrato secar tranquilamente. O Pachypodium prefere claramente este ritmo a uma sucessão de pequenas regas que mantêm as raízes húmidas.
Para saber quando retomar a rega, levante o vaso: com a prática, a diferença de peso entre um torrão acabado de regar e um torrão seco torna-se muito evidente. Também pode introduzir um dedo no substrato até alguns centímetros de profundidade. Se ainda estiver húmido, deixe o regador de lado por mais alguns dias.
Se dispuser de uma varanda, de um terraço ou de um pátio luminoso, a sua palmeira-de-Madagáscar também pode passar o verão no exterior. Aí beneficiará de uma luminosidade difícil de igualar dentro de casa. No entanto, não a coloque diretamente em pleno sol logo no primeiro dia: habitue-a progressivamente ao longo de vários dias, sobretudo se vier de um interior com menos luz. Depois de aclimatada, apreciará uma exposição muito soalheira.
Basta manter-se atento à meteorologia. Alguns aguaceiros não constituem necessariamente um problema num vaso bem drenado, mas evite deixar o torrão ficar encharcado sob chuvas repetidas.
Por fim, enquanto a planta continuar a crescer bem, continue a aplicar adubo líquido pobre em azoto de quatro em cinco semanas. Não é necessário fornecer mais: com luz, calor e uma rega bem controlada, a palmeira-de-Madagáscar já dispõe de tudo o que precisa para aproveitar plenamente o verão.

No outono: reduzir progressivamente as regas
No outono, o Pachypodium não para de um dia para o outro. Enquanto os dias continuarem luminosos e amenos, ainda pode prosseguir o seu crescimento. Depois, pouco a pouco, surgem menos folhas novas e o substrato demora mais tempo a secar. É o momento de adaptar os cuidados ao ritmo real da planta, em vez de seguir o calendário à risca.
Comece por espaçar progressivamente as regas. Antes de voltar a pegar no regador, introduza um dedo no substrato: se este ainda estiver fresco ou húmido a alguns centímetros de profundidade, aguarde. No outono, o mesmo vaso que secava rapidamente no verão pode conservar a humidade durante mais alguns dias.
Quando o crescimento abrandar claramente, deixe de aplicar adubo. Não vale a pena estimular uma planta que se prepara naturalmente para abrandar o ritmo. Retome a aplicação de adubo na primavera, quando começarem a surgir regularmente folhas novas.
Se a palmeira-de-Madagáscar passou o verão no exterior, recolha-a antes da chegada das noites frias. Aproveite para examinar as folhas, o topo do tronco e o vaso. Uma pequena verificação antes de a voltar a colocar junto das outras plantas de interior permite detetar eventuais pragas (aranhiços vermelhos, cochinilhas, pulgões, etc.) e evitar introduzi-las em casa.
Começaram algumas folhas a amarelecer ou a cair? Não é necessariamente um mau sinal. A diminuição da luz pode provocar uma queda progressiva da folhagem à medida que o inverno se aproxima. Enquanto a planta se mantiver saudável, acompanhe simplesmente esta mudança, reduzindo as regas: a própria planta indica-lhe que chegou o momento de passar ao ritmo de inverno.

Leia também
Como multiplicar a palmeira-de-Madagáscar?No inverno: acompanhar o repouso da palmeira-de-Madagáscar
No inverno, os dias ficam mais curtos, a luminosidade diminui e a planta entra num período muito mais tranquilo. A palmeira-de-Madagáscar pode conservar parte das folhas, perder muitas delas ou até ficar quase sem folhas durante algum tempo. Não há, contudo, motivo para preocupação: se o tronco se mantiver saudável e a planta não apresentar sinais de podridão, este repouso sazonal é perfeitamente possível.
É sobretudo o regador que convém deixar um pouco de lado. Espaçe bastante as regas e deixe o substrato secar quase completamente entre duas regas. Quanto mais folhas a planta tiver perdido, menos crescerá e menos água consumirá. No inverno, é preferível esperar um pouco mais antes de regar do que manter as raízes permanentemente num solo húmido.
Mantenha, ainda assim, a palmeira-de-Madagáscar num local muito luminoso, o mais perto possível de uma janela, numa divisão suficientemente quente, idealmente acima de 15 °C. Evite apenas o contacto direto com um vidro frio e as correntes de ar, e não a coloque mesmo ao lado de um radiador ou de uma lareira. Mesmo durante o repouso, aprecia a luz: não é, portanto, necessário afastá-la para o fundo de uma divisão só porque deixou de crescer.
Não forneça adubo durante este período. No final do inverno, vigie depois o topo do tronco: o aparecimento de folhas novas será o melhor indicador para retomar gradualmente as regas e acompanhar o reinício do crescimento na primavera.

- Subscreva
- Resumo
Este formulário está protegido pelo reCAPTCHA - aplicam-se a Termos de Serviço e Política de Privacidade do Google.
Comentários