Resumo
Está mais do que provado: a cobertura morta oferece muitas vantagens para o solo e o desenvolvimento das suas plantas! Conservação da humidade, redução das regas e da evaporação da água, limitação do crescimento das plantas indesejáveis, enriquecimento do solo: em suma, uma verdadeira aliada do jardineiro e das plantações. Mas e as roseiras? Um pouco mais exigentes, as roseiras apreciam, sem dúvida, a cobertura morta, mas sob algumas condições específicas. Descubra os nossos conselhos para aplicar corretamente a cobertura morta nas roseiras, que coberturas mortas utilizar ou evitar e como distribuí-la.

BRF, cascas de cacau e palha de linho
Quando se deve colocar cobertura morta nas roseiras?
As roseiras podem receber cobertura morta no outono ou no início da primavera, quando a terra começa a aquecer um pouco. A cobertura morta é renovada todos os anos, ou até de dois em dois anos.
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As roseiras não gostam de receber demasiada cobertura morta. Convém colocar uma camada com 2 a 3 cm de espessura, no máximo, para permitir uma boa oxigenação da cobertura morta e, assim, facilitar a sua decomposição. Uma camada demasiado espessa de cobertura morta, sobretudo em solos pesados e argilosos, pode compactar o solo e impedi-lo de respirar. A decomposição será então mais lenta, privando a sua roseira e a fauna dos nutrientes. Prefira, por isso, uma camada fina de cobertura morta, que deverá ser renovada frequentemente.
Escolha também uma cobertura morta que se decomponha rapidamente, sendo «digerida» ao longo de um ano.
Por fim, evite cobrir o ponto de enxerto da roseira na primavera, para não permitir que se desenvolvam rebentos ladrões a partir do porta-enxerto.
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Qual é a melhor cobertura morta para as roseiras?
Quer seja arbustiva, trepadeira, antiga ou moderna, a roseira, tal como muitas plantas perenes e arbustos, não aprecia ser cultivada num solo descoberto. A aplicação de cobertura morta junto às roseiras permite:
- fornecer nutrientes ao solo à medida que se decompõe;
- evitar a formação de uma crosta (fenómeno de encrostamento) que impede a água da chuva de penetrar no solo;
- criar uma barreira contra as ervas daninhas, tornando mais fácil arrancar as mais persistentes;
- conservar a humidade no verão e reduzir as regas.
É, no entanto, necessário selecionar a cobertura morta adequada, bem adaptada às nossas roseiras. Eis quais pode utilizar:
A cobertura morta de cânhamo ou de linho
Com as suas cores claras, num tom loiro-acinzentado, a cobertura morta de cânhamo e as palhinhas de linho formam um bonito tapete natural, homogéneo e muito decorativo. Apesar do seu aspeto leve, a cobertura morta adere ao solo logo com a primeira chuva ou rega, o que lhe permite resistir ao vento. Biológica e biodegradável, nutre o solo, limita o aparecimento de ervas indesejáveis e protege a base da roseira da evaporação da água e do frio. Pode também ser utilizada em canteiros de flores e na horta.
As cascas de trigo-sarraceno
Mais escuras, em tons de castanho-caramelo, as cascas de trigo-sarraceno são finas, leves, biodegradáveis e fáceis de utilizar. Nutrim o solo ao decomporem-se, mantendo simultaneamente a humidade da terra e reduzindo assim a frequência das regas. Além disso, as lesmas e os caracóis parecem não apreciar este tipo de cobertura morta.
A cobertura morta de Miscanthus
Quando os caules de Miscanthus são triturados para formar cobertura morta, constituem uma excelente planta de cobertura para as suas roseiras, para as culturas da horta ou para os canteiros de flores. Este bonito tapete claro também resiste ao vento, limita o escoamento superficial e nutre o solo ao decompor-se. Existem coberturas mortas de Miscanthus prontas a utilizar, mas também pode utilizar os seus próprios caules cortados durante a poda dos seus Miscanthus.

Depois de podada, a touceira de Miscanthus pode ser reutilizada como cobertura morta
A relva seca e o feno
Se costuma reciclar os resíduos do jardim, a relva seca resultante do corte da sua relva constitui uma excelente cobertura morta para as suas roseiras. Económicos e ecológicos, a relva seca e o feno fornecem uma enorme quantidade de nutrientes ao solo. Este tipo de cobertura morta decompõe-se rapidamente, entre 1 e 6 meses. É, no entanto, necessário ter o cuidado de não utilizar relva ou feno com sementes. Basta deixar a relva secar ao sol durante alguns dias antes de a utilizar.
→ Para saber mais, leia o nosso artigo: O que fazer com a relva cortada?
As folhas mortas
No outono, as folhas mortas constituem uma excelente cobertura morta, rica em nutrientes e formando húmus à medida que se decompõe. Tão benéficas para as suas roseiras como para a fauna do solo, as folhas mortas também limitam a erosão e o escoamento superficial, além de contribuírem para estruturar o solo. Além disso, isolam o sistema radicular do frio invernal. Tudo isto gratuitamente, com apenas algumas passagens com um ancinho para folhas.
→ Para saber mais, leia o nosso artigo sobre: As folhas mortas: como utilizá-las no jardim?

As folhas mortas são muito interessantes como cobertura morta no jardim
O conselho da Ingrid: Quando quiser aplicar um corretivo do solo (estrume, composto) junto à sua roseira, basta afastar a cobertura morta com a ajuda de um ancinho ou de uma pequena pá. Aplique o corretivo do solo, solte o solo para o incorporar na terra e depois volte a colocar a cobertura morta no lugar.
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Como cultivar uma roseira em vaso?As coberturas mortas a evitar
- Para obter roseiras viçosas, deve evitar-se a utilização de coberturas mortas com pH ácido, que podem alterar a natureza do solo e, consequentemente, o bem-estar da rainha das flores. Assim, devem excluir-se as coberturas mortas à base de casca de pinheiro, que acidificam o solo e se decompõem lentamente.
- Em solo pesado ou argiloso, deve evitar-se também a utilização de material triturado de arbustos ou de aparas de madeira pura (designado BRF: Madeira Ramial Fragmentada), rico em nutrientes, é certo, mas algumas espécies contêm muitos taninos, que podem provocar uma carência de azoto durante a sua longa decomposição. No entanto, pode corrigir-se este problema incorporando plantas perenes trituradas, folhas mortas ou relva seca resultante do corte, que fornecerão azoto. A aplicação de estrume ou de um adubo azotado também melhorará o equilíbrio deste tipo de cobertura morta. Atenção: para as suas roseiras, devem utilizar-se apenas espécies de árvores e arbustos de folhagem caducifólia e não resinosas.
→ Para saber mais, leia o nosso artigo sobre a BRF ou Madeira Ramial Fragmentada: o que é? Como utilizá-la no jardim?

BRF (fotografia: arpent nourricier – Flickr)
Para saber mais:
- Descubra todas as nossas variedades de roseiras.
- Para saber tudo, consulte a nossa ficha sobre roseiras: as melhores variedades e como cultivá-las
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