Resumo

Modificado 0,01  por Pascale 4 min.

A Anchusa azurea, também conhecida como buglossa, revela o seu parentesco com a borragem e os miosótis pela cor azul-azur muito viva das suas flores. É aliás uma das principais razões para cultivar esta planta perene herbácea, sendo as flores azuis afinal pouco numerosas no jardim. Na âncusa-azul, aprecia-se também a facilidade de cultivo, a rusticidade e as baixas necessidades em água, o que a torna a candidata ideal para rochas, jardins monásticos, ou jardins mais silvestres e naturais, mas também para o cultivo em vaso. Tanto mais que cresce em touceiras hirsutos que florescem na primavera e em pleno verão. Descubra todos os nossos conselhos e dicas para cultivar a buglossa em vaso

Dificuldade

Que vaso escolher para a buglossa?

Devido ao seu imponente sistema radicular, a âncusa-azul Anchusa azurea desenvolve-se melhor em solos profundos. Por isso, é necessário escolher um vaso com pelo menos 30 cm de profundidade, ou ainda mais se possível. Prefira a terracota a qualquer outro material, pois tem propriedades termoreguladoras e uma porosidade natural. Ora, a âncusa-azul tem um pequeno defeito: desaparece no inverno se o substrato estiver demasiado encharcado. Assim, ao escolher um vaso de barro, reduz os riscos.

Para garantir à buglossa as melhores condições de cultivo, coloque no fundo do vaso uma boa camada de brita ou de argila expandida que facilitará a drenagem.

âncusa-azul

Que substrato usar para uma buglossa em vaso?

Pouco exigente, a âncusa-azul adapta-se às terras de jardim, que devem, no entanto, ser ricas e leves. Em contrapartida, o substrato deverá ser drenante para evitar o apodrecimento do sistema radicular no inverno.

Uma vez colocadas as bolas de argila ou a brita no fundo do vaso, adicione uma mistura de 1/3 de terra de jardim, 1/3 de composto e 1/3 de areia grossa. Obterá assim um substrato drenante, mas rico em matéria orgânica.

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Quando e como plantar a buglossa em vaso?

As raízes bastante fortes da buglossa suportam mal a transplantação, razão pela qual, para uma plantação em vaso, é preferível optar pela sementeira. Ou escolher uma plântula em alvéolos do ano. Em qualquer caso, não se esqueça de agir com precaução, pois as raízes são bastante frágeis.

A plantação de jovens buglosses faz-se na primavera, de fevereiro a maio, sempre fora dos períodos de calor intenso. Mas também se pode operar no outono, de setembro a novembro, fora de geada. Neste caso, recomenda-se cobrir o vaso com uma boa camada de cobertura morta ou de folhas secas, que deverão ser retiradas na primavera.

Se pretender semear, faça-o em junho, pois as sementes germinam a 20 °C. De seguida, transplante as plantas no outono e não se esqueça de cobrir o vaso com cobertura morta. Também pode semear ao abrigo a partir de fevereiro e transplantar para vaso assim que as plantas tiverem 4 a 5 folhas. Saiba, no entanto, que são necessários dois anos para florescer após a sementeira.

Qual a exposição ideal para a buglossa?

A buglossa aprecia o sol, por isso não a prive dele. Escolha-lhe um local bem soalheiro pois, no jardim, suporta muito bem a seca graças à sua folhagem velosa. Em contrapartida, nas zonas mais a sul, se a instalar numa varanda ou terraço, ofereça-lhe a meia-sombra para que a cor das suas flores se manifeste plenamente, tornando-se mais intensa.

Como as hastes da buglossa têm tendência a deitar-se, coloque o seu vaso encostado a uma parede. Assim, a presença de um tutor não será necessariamente indispensável.

Como cuidar da buglossa em vaso?

A rega

Mesmo que a buglossa suporte uma seca passageira, em vaso, será necessário regá-la. Mas nunca em excesso, pois as raízes apodrecem rapidamente. O ideal é deixar o substrato secar à superfície entre duas regas. Nunca deixe água no prato do vaso.

anchusa azurea

A buglossa tem uma folhagem velosa que lhe permite resistir relativamente bem à seca

Tenha também o cuidado de regar a buglossa na base, pois, em tempo quente e húmido, é suscetível ao oídio.

Os adubos

Pode eventualmente fazer uma aplicação de adubo orgânico no início da vegetação, na primavera. É possível utilizar um adubo para plantas floridas, chifre moído ou húmus fertilizante.

A cobertura do solo para o inverno

A buglossa é bastante rústica, mas uma cobertura do solo no inverno ajudará a proteger a touça da humidade. Deverá ser bem retirada na primavera.

A eliminação das flores murchas

A menos que queira recolher as sementes, corte os caules desfloresidos para favorecer o aparecimento de novas inflorescências em setembro. No jardim, a buglossa é autossemeadora com relativa facilidade, mas em vaso é mais difícil.

O transplante

Como a âncusa-azul tende a esgotar-se, e por vezes até a desaparecer completa e subitamente, preveja um transplante na primavera de dois em dois ou de três em três anos. Aproveite para dividir os tufos e retirar fragmentos de raízes de modo a formar um exemplar rejuvenescido… Pode também fazer estacas de alguns segmentos de raízes.

Que variedade escolher?

  • A Anchusa azurea ‘Loddon Royalist’ é mais adequada para cultivo em vaso, pois não ultrapassa os 80 cm de altura. Além disso, os seus espigos florais são suficientemente robustos e têm boa sustentação, sem tendência para tombar. A tutoragem é, portanto, desnecessária.
anchusa azurea

A anchusa azurea Loddon Royalist atinge 80 cm de altura

  • A Anchusa azurea ‘Dropmore’ tem flores de um magnífico azul genciana. É muito fácil de cultivar, mas pode atingir 1,50 m de altura. Será necessário tutorá-la, mas pode causar um efeito muito bonito numa varanda ou terraço.
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A anchusa azurea Dropmore é menos adequada para cultivo em vaso devido à sua altura

  • A Anchusa azurea ‘Little John’: é uma variedade anã de 40 a 50 cm de altura máxima

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