É possível plantar bambus de sebe em solo ácido?
Todos os nossos conselhos, com as variedades mais adequadas para este tipo de solo
Resumo
Os bambus de sebe são muito apreciados no jardim pelos seus longos colmos eretos, muito decorativos, e pela sua folhagem gráfica, persistente, que se agita ao vento. Crescem rapidamente e são perfeitos para criar um ambiente exótico no jardim. Existem inúmeras espécies e variedades, que diferem pela cor dos colmos e da folhagem (alguns bambus de sebe são até variegados!), pela altura, pelo seu caráter rastejante ou não, etc. Descubra se é possível plantar bambus de sebe em solo ácido, quais são as variedades mais adequadas para esse tipo de solo e conheça alguns conselhos para os combinar!
Para saber tudo sobre os bambus de sebe e o seu cultivo, consulte a nossa ficha completa: “Bambus de sebe: plantar, podar e cuidar”.
Que tipo de solo é adequado para os bambus?
A maioria dos bambus de sebe prefere solos com um pH ligeiramente ácido (entre 6,5 e 7), mas desenvolve-se também muito bem em solos neutros. Pelo contrário, não tolera o excesso de calcário. Necessita igualmente de um solo relativamente rico, fresco e bem drenado. Idealmente, o solo deve manter-se fresco no verão, mas não ficar encharcado no inverno. A maioria aprecia a meia-sombra, mas também tolera o sol.
Um solo demasiado ácido pode limitar a disponibilidade de alguns nutrientes essenciais, abrandar o crescimento das plantas e reduzir o seu vigor, tornando-as mais sensíveis às doenças. Os solos muito ácidos contêm geralmente menos minhocas e micro-organismos subterrâneos, sendo muitas vezes menos férteis. Pode, por isso, ser útil realizar um teste ao pH do solo antes da plantação e, se necessário, tomar medidas para ajustar o pH, por exemplo, adicionando calcário para reduzir a acidez.
Se o solo do jardim for realmente ácido e ainda assim pretender cultivar bambus de sebe, recomenda-se plantá-los em vaso, numa mistura de substrato e terra de jardim. Também pode, eventualmente, aplicar um corretor do solo para diminuir um pouco a acidez e aumentar o pH (aplicando dolomia, cinza de madeira, cal agrícola, calcário moído… no outono ou no início do inverno, e incorporando-os no solo através de uma ligeira raspagem). Pode igualmente adicionar composto bem decomposto.
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O pH do solo, o que é?Que bambus de sebe são mais adequados para solos ácidos?
Embora a maioria dos bambus tenha necessidades muito semelhantes em termos de pH, algumas espécies estão melhor adaptadas aos solos ácidos. Eis algumas variedades que toleram um solo com uma acidez mais elevada:
- Sasa veitchii: trata-se de um bambu-anão com folhagem variegada, pouco rastejante e muito rústico. Não ultrapassa 1,20 m de altura e forma folhas verde-escuras que, no inverno, sob o efeito das baixas temperaturas, ficam com uma margem branca-creme. Aprecia solos frescos a húmidos e é perfeito para plantar junto a um ponto de água.
- Phyllostachys edulis: também conhecido por Phyllostachys pubescens, este bambu é gigante, com colmos que podem atingir 15 a 20 m de altura. Forma grandes canas verde-azuladas. Tal como todos os Phyllostachys, é rastejante e terá de ser contido com a ajuda de uma barreira anti-rizomas. Os seus rebentos jovens são comestíveis!
- Semiarundinaria fastuosa: é um bambu de porte colunar compacto, cujos colmos podem atingir até 7 m de altura. É pouco rastejante e revela-se muito rústico, suportando temperaturas da ordem dos – 20 °C.
- Fargesia murielae : forma tufos densos, com colmos finos e verdes, cobertos de pruina quando são jovens. Com o tempo, adquire um hábito pendente, em forma de guarda-chuva. Está disponível em numerosas variedades e tem a vantagem de não ser rastejante. Pode atingir, na maturidade, entre 2 e 4,50 m de altura, consoante a variedade escolhida.
- Phyllostachys bissetii: trata-se de um bambu de porte médio, que atinge cerca de 6 m de altura na maturidade. Forma grandes canas, com 2 ou 3 cm de diâmetro, com uma folhagem densa, verde-fresca na página superior e verde-azulada na página inferior. Pode ser cultivado em vaso e é perfeito para formar sebes impenetráveis. É muito rústico e adapta-se, por isso, aos climas mais rigorosos.
- Bambusa multiplex: bastante raro em cultivo, este bambu forma tufos densos constituídos por uma bela folhagem plumosa, verde-clara. Não é rastejante, mas revela-se pouco rústico, suportando temperaturas até – 5 / – 7 °C. Nas regiões mais frias, deverá ser cultivado em vaso e recolhido durante o inverno para um abrigo protegido da geada.
Em contrapartida, Phyllostachys flexuosa e Phyllostachys viridis preferem os solos calcários.
Para obter um crescimento ótimo em condições ácidas, recomenda-se preparar o terreno incorporando matéria orgânica, como composto, que pode ajudar a estabilizar o pH e a melhorar a estrutura do solo.

Sasa veitchii, Phyllostachys edulis e Fargesia murielae
Algumas ideias de combinações
Se plantar os bambus de sebe num solo relativamente ácido, pode criar associações muito bonitas com plantas de terra de urze. Associe-os, por exemplo, a azáleas e rododendros, a camélias, Pieris japonica, Leucothoe, magnólias, skímias, sarcococas, loureiros-da-montanha, troviscos, hortênsias macrophylla… Os bambus de sebe também se associam maravilhosamente ao grafismo dos bordos-japoneses. Descubra também o Enkianthus campanulatus, também conhecido como andrómeda-de-campânula, um arbusto original que oferece flores em pequenas campânulas cor-de-rosa suave e brancas.

Pode associar os bambus de sebe a arbustos de terra de urze. Acer palmatum ‘Sangokaku’, Phyllostachys edulis, Crinodendron hookerianum, Rhododendron ‘Nova Zembla’, Camellia ‘Cinnamon Scentsation’ e Kalmia latifolia ‘Peppermint’
Pode também criar com eles um jardim de estilo japonês ou um jardim zen. Crie um pano de fundo com bambus de sebe de grande porte e associe-os a arbustos muito gráficos e estruturantes, como o Cornus controversa ‘Variegata’ ou o Cornus kousa, a pinheiros e zimbros podados em forma de nuvem (niwaki), a um Viburnum plicatum ‘Mariesii’, a bordos-japoneses… Pense também na Nandina domestica. Instale aos seus pés plantas de cobertura, como a lágrima-de-bebé ou o musgo da Irlanda, que formarão um magnífico tapete verde, acompanhando o relevo do solo. Pode também integrar fetos, como o Coniogramme emeiensis ou o Athyrium niponicum.
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