Resumo
O oídio, frequentemente chamado de doença do branco, é uma doença causada por fungos microscópicos. O oídio é muito frequente nos jardins e pode afetar várias famílias de plantas, nomeadamente as roseiras, algumas plantas perenes como os ásters e as culturas alimentares como a videira, a curgete e o pepino, a alcachofra ou ainda o tomate. Mas como tratar o oídio?
Descubra as nossas dicas para prevenir esta doença e os nossos conselhos de tratamento contra o oídio.
Os sintomas do oídio
O oídio caracteriza-se por uma penugem branca acinzentada, de aspeto farinhento, que reveste as folhas, os novos rebentos e os botões florais. Em caso de ataque intenso, as folhas jovens, os caules tenros e mesmo os gomos afetados deformam-se.

Pé de curgete afetado pelo oídio (Photo cristina sanvito sur Flickr)
Nas plantas ornamentais, o problema é principalmente de ordem estética e não prejudica a vida da planta. Nestes casos, não é obrigatório aplicar um tratamento contra o oídio.
Pelo contrário, nas plantas hortícolas e fruteiras, a qualidade dos frutos e legumes pode ser gravemente afetada. Nessas situações, o tratamento do oídio surge como a única solução para salvar a produção, caso o problema apareça demasiado cedo na estação.
No jardim ornamental, o oídio pode aparecer já a partir de meados da primavera, mas na horta, é uma doença que surge sobretudo no final da estação, quando as produções estão em declínio. Por isso, muitas vezes não vale a pena tratar o oídio no final da época de colheita.
O oídio desenvolve-se em ambientes fechados, com ar quente e relativamente seco.
Leia também
As doenças das roseirasOs tratamentos contra o oídio
Se o oídio aparecer no seu jardim, pode escolher entre vários tratamentos possíveis autorizados em agricultura biológica:
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O fungicida à base de enxofre
O enxofre é um elemento químico simples dotado de propriedades fungicidas reconhecidas. É sobretudo eficaz no tratamento do oídio primaveril quando a temperatura se situa entre 18 e 25 °C. Acima deste valor, existe risco de queimadura para a planta. O enxofre pode ser irritante. Por conseguinte, use máscara e luvas durante a utilização.
No comércio encontra-se enxofre em flor e enxofre molhável.
– O enxofre em flor é utilizado em polvilhação, no tratamento do oídio, de forma preventiva sobre folhagem seca. A dosagem é de 20 g de pó por 10 m2 de jardim.
– O enxofre molhável é utilizado em pulverização após ser misturado com água. Em tratamento curativo e preventivo, é eficaz contra numerosas doenças, nomeadamente o oídio. A dosagem é de 7,5 g de pó diluídos em 1 litro de água para as plantas em geral: hortícolas, fruteiras e também roseiras. Para a videira, no entanto, a dosagem é de 12,5 g em tratamento curativo do oídio.
Por fim, o enxofre tem um impacto negativo sobre a fauna do jardim, por isso use-o com moderação.
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O bicarbonato de soda
Bem conhecido no uso doméstico, o bicarbonato de soda possui um pH alcalino que lhe permite bloquear o desenvolvimento dos fungos. Com efeito, em dose muito baixa, é eficaz contra todos os tipos de oídio (pepino, abóboras, feijão, etc.).

Aqui está a receita extraída do livro “Maladies et ravageurs au potager bio” das edições “Terre vivante”, para preparar 5 litros de fungicida com bicarbonato de soda:
– Comece por misturar num recipiente 5 colheres de chá de bicarbonato com 3 colheres de sopa de sabão negro, que serve para melhorar a aderência da solução sobre as plantas.
– Adicione um pouco de água morna, batendo para obter uma solução bem homogénea.
– Verta a preparação num pulverizador e complete com o restante da água.
Não espere! Pulverize logo ao aparecimento dos primeiros sintomas do oídio e de preferência à noite. Este tratamento deve ser renovado 1 vez por semana durante o período favorável ao oídio.
Por fim, não exceda a dose, sob pena de queimar a folhagem.
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O leite de vaca magro, mais eficaz do que o enxofre contra o oídio
O leite de vaca é rico em micro-organismos que permitem combater todas as formas de oídio e estimular a resistência das plantas. Pode utilizá-lo mesmo fora do prazo de validade. Prefira o leite menos rico em lípidos, ou seja, o magro, para evitar que a matéria gorda se decomponha sobre as plantas. Este tratamento contra o oídio é certamente atípico, mas eficaz.

Prepare a sua solução com 1 volume de leite para 1 volume de água para as plantas mais afetadas. Dito isto, o rácio de 1 volume de leite para 10 volumes de água já é muito eficaz.
Pulverize 1 ou 2 vezes por semana.
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A maceração oleosa com alho
Fácil de preparar, esta preparação é inseticida, inseto-repelente e fungicida, eficaz no tratamento do oídio.

A receita, extraída do livro “Maladies et ravageurs au potager bio”, é simples:
– Esmague 100 g de alho com a sua pele num almofariz. Cubra simplesmente com azeite de girassol ou de colza e deixe macerar tapado durante 24h.
– Filtre através de um passador fino, depois esmague bem a polpa com o dorso de uma colher de chá, para extrair o máximo de princípios ativos.
– Adicione uma colher de chá de sabão negro líquido, bata e verta 1 litro de água.
Conserve a preparação no fresco e ao abrigo da luz durante cerca de 3 semanas.
Pulverize este macerado diluído a 5%, ou seja, 50 ml de macerado para 1 l de água. Vaporize à noite e renove regularmente.
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Prevenir o aparecimento do oídio
Saiba que é possível prevenir o aparecimento do oídio no jardim seguindo estes alguns conselhos preventivos:
- De um modo geral: pode-se e deve-se podar, espaçar as plantações e arejar. É a melhor forma de manter o oídio à distância!
- Evite os excessos de adubos azotados, que tornam as plantas mais sensíveis à doença.
- Corte os caules contaminados na primavera e no verão.
- Recolha as plantas afetadas e as folhas mortas e queime-as, de forma a evitar a conservação do fungo durante o inverno.
- Regue e alimente bem as plantas.
- Aplique mulch para evitar a secura do solo.
- Escolha variedades pouco sensíveis sempre que possível.
- As decoções e os extratos fermentados (ou purinos) ajudam o jardineiro a prevenir bom número de pragas e doenças. A decocção de cavalinha é particularmente indicada na prevenção do oídio.

Para preparar 5 litros de decocção de cavalinha, são necessários:
– 500 g de cavalinha seca
– 5 litros de água da chuva
Ferva a cavalinha em água durante 1 hora e deixe em infusão durante uma noite. Por fim, pulverize a decocção diluída a 20%, ou seja, 1 litro de decocção pura para 4 litros de água da chuva, num pulverizador de 5 litros.
Também pode preparar purino de cavalinha para reforçar a imunidade das plantas:
– 200 g de cavalinha seca
– 10 litros de água da chuva
Pulverize o seu extrato fermentado diluído a 5%, ou seja, 0,5 l de purino puro completado com água num regador de 10 l. Regue preventivamente na base das plantas sujeitas ao oídio.
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