Resumo
As roseiras estão presentes em muitos jardins, cultivadas de forma isolada, em vaso, para ornamentar uma pérgola ou ainda associadas a outras plantas. Permitem criar todo o tipo de atmosfera, natural ou sofisticada, romântica ou selvagem. As roseiras são também perfeitas para criar um belo canteiro florido. Este não exige necessariamente muito trabalho de manutenção, mas algumas recomendações permitem organizá-lo melhor e torná-lo facilmente estético. Jogos de alturas, harmonia de cores, floração contínua, variação de formas e texturas, plantas a associar… Descubra os nossos conselhos para organizar e cultivar um belo canteiro de roseiras!
Segundo os seus tamanhos e silhuetas
Para um belo canteiro de roseiras, as muito difundidas roseiras de arbusto, de hábito denso e tufoso, são ideais. A sua pequena altura de apenas 1 metro não as impede de oferecer uma floração abundante.
Entre elas, distinguem-se as roseiras de arbusto de flores grandes (ou roseiras perfumadas), clássicos que se encontram em muitos jardins, e as roseiras de arbusto de flores agrupadas, que são muito floribundas.
Um pouco maiores, as roseiras arbustivas também são adequadas para um canteiro, de forma a variar as alturas e silhuetas e a acentuar os contrastes.
As roseiras de tronco (‘Toscana’, ‘New Dawn’, ‘Rochemenier Village’, ‘Fiesia’…) não são muito mais imponentes e formam verdadeiros pequenos arbustos de hábito elegante: o seu tronco adorna-se com uma bola de rosas, por vezes pendente (roseiras chorosas), para um bonito efeito cascata. Nos canteiros, os pés das roseiras poderão facilmente ser cobertos por plantas perenes.
É perfeitamente possível associar várias espécies de roseiras para jogar com as alturas, formas e estilos de flores (simples, dobradas, flores grandes, rosas antigas…).

Roseira de tronco, roseira de arbusto e roseira arbustiva.
Criar uma harmonia de cores
Branco, laranja, amarelo, malva, púrpura, os indetronáveis vermelho e rosa ou mesmo os bicolores… A escolha de cores não falta quando se trata de roseiras.
É obviamente uma questão de gostos, mas para obter um canteiro de rosas harmonioso, que valorize bem as flores e as cores, o ideal é optar:
- por rosas de cores complementares
- por uma ou 2 cores, exploradas em várias nuances para obter uma bela gradação de tons
Para um toque romântico, o branco é obviamente a cor de eleição, mas uma associação de flores azul-violeta (‘Rhapsodie in Blue’, ‘Minerva’, ‘Blue Moon’, ‘Sissi’, ‘Pacific Dream’…) e de flores cor-de-rosa pode também trazer um toque verdadeiramente delicado.
Associar roseiras de flores amarelas e roseiras azul-violeta ou púrpuras funciona também muito bem.
Para um ambiente mais exótico e enérgico, o vermelho e o laranja (‘Bentheimer Gold’, ‘Urban Streetlight Phoenix’, ‘Louis de Funès’…) criarão uma combinação perfeita.
O branco aliado ao rosa dará um aspeto mais clássico, mas muito suave, enquanto o púrpura (‘Purple Voluptia’) e o violeta trarão um toque de calor.
Uma gradação de roseiras em tons rosa poderá também ser de um belíssimo efeito.
Por fim, as roseiras brancas trazem um toque de luminosidade, sozinhas ou para realçar outra cor dominante.

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Selecionar roseiras com períodos de floração complementares
Graças às florações escalonadas, desfrute das rosas no seu canteiro da primavera ao outono.
Algumas variedades de roseiras iniciam a sua floração logo em maio (‘Martin des Senteurs’, ‘Friesia’, ‘Pink Eureka’ ou ainda a adorável roseira miniatura ‘Little Sunset’), enquanto outras florescem até às primeiras geadas do inverno (como as roseiras de grandes flores ‘Sweet Love’, ‘Belles Rives’ e ‘Dame de coeur’).
Opte por roseiras reflorentes, que florescem várias vezes por ano e garantirão uma floração praticamente ininterrupta, excetuando o outono-inverno.
Leia também
Roseiras: que variedade escolher? Guia de compraPrevenir as doenças
As roseiras podem ser sensíveis às doenças criptogâmicas (causadas por um fungo), como a marsonia, responsável por manchas negras nas folhas, o oídio, que deposita uma penugem branca ou a ferrugem, reconhecível pelas suas pústulas.
Estas doenças têm um efeito particularmente inestético, a evitar para manter um belo canteiro de flores.
Pode optar por variedades resistentes às doenças. É o caso das variedades com a certificação alemã ADR, como as roseiras ‘Iceberg’, ‘Garden of roses’ ou ‘Jacques Cartier’.
E para prevenir o aparecimento das doenças:
- cultive as roseiras num solo bem drenado, que não retenha demasiada humidade e permita à água escoar-se;
- escolha o local das roseiras em sítios que permitam a circulação do ar, evitando, no entanto, os ventos dominantes;
- evite plantar uma roseira onde outra congénere já tenha sido cultivada anteriormente;
- regue ao pé da roseira, evitando sempre molhar a folhagem;
- cultive plantas companheiras, como os alhos, a alfazema, o alecrim, as ervas-dos-gatos, a artemísia…
- pelo contrário, evite a companhia de plantas sensíveis às mesmas doenças, como as malvas-reais, a malva ou os ásteres;
- em caso de doença declarada, trate pontualmente com um fungicida natural, macerado de urtiga ou uma decocção de cavalinha.

Marsonia, oídio e ferrugem.
Combinar as roseiras com outras plantas: algumas ideias de associações
Existem inúmeras possibilidades para associar as roseiras a outras plantas:
- bolbosas
- perenes
- gramíneas
- anuais
Misturar as roseiras com diferentes vegetais permite ainda favorecer a biodiversidade e atrair naturalmente auxiliares para o jardim.
Para deixar o ar circular e limitar as doenças, bem como permitir um bom desenvolvimento das plantas sem concorrência radicular, instale as outras plantas a cerca de 30 a 40 cm das roseiras.
As plantas mais altas serão colocadas no fundo do canteiro, enquanto as mais pequenas serão cultivadas à frente.
Por fim, tenha o cuidado de escolher plantas com as mesmas necessidades em termos de solo e exposição: solo fértil em matéria orgânica, fresco (que retenha a humidade), mas bem drenado (sem deixar água estagnada), em exposição ensolarada.
Com bolbos de primavera
Os bolbos de primavera são perfeitos para anunciar o início da primavera e lançar a floração de um canteiro: uvas-de-jacinto, narcisos, tulipas precoces, açafrões, cilas… A sua floração terminará mais ou menos quando as roseiras começarem a abrir.
Com plantas de folhagem ornamental
As plantas de folhagem ornamental permitem valorizar as roseiras e as suas cores, ao mesmo tempo que trazem um toque de modernidade: hostas, fetos, gramíneas como as estipas, os carriços, ou ainda os sinos-de-coral.
Os pequenos arbustos são também de grande efeito: alecrim, segurelha, buxo ou bérbere.
Um pouco mais exigentes em espaço, mas trazendo um toque original, é perfeitamente possível cultivar em associação legumes como acelgas de folhagem colorida e muito ornamental, ou cardos.
Com anuais ou bianuais
Se preferir mudar regularmente de ambiente, opte pelas flores anuais ou bianuais, a renovar cada ano ou de 2 em 2 anos, caso não sejam autossemeadoras: moeda-do-papa, cosmos, papoila, amor-em-nevoeiro, zínias, a muito melífera borragem, ou ainda a sua prima injustamente esquecida, a bela cerinte.
As longas flores das amarantos trarão, por seu lado, um harmonioso toque vertical.
Com outras plantas perenes
As flores em forma de espiga permitem acrescentar altura, criar um belo efeito gráfico e contrastar com as flores de forma arredondada das roseiras. É o caso, por exemplo, dos delfínios, dos tremoceiros, dos agapantos, das sálvias ou do bole-bole. As flores em campainha, como as campânulas, criarão também um bonito contraste de formas.
As alfinetes, os gerânios perenes, que florescem quase todo o ano, as cariofiladas e as alquemilas serão igualmente de grande efeito.
Cultivar os pés das roseiras
As coberturas vegetais ou plantas perenes ornamentarão graciosamente os pés das roseiras. Mas para os vestir de forma mais marcada, é também possível optar por plantas trepadeiras, desde que não sufocantes, como as clematites, as glórias-da-manhã, as capuchinhas (atenção, porém, aos pulgões que tendem a atrair) ou as ervilhas-de-cheiro. São particularmente indicadas para os pés das roseiras em haste.

(Fotos: à esquerda Ethan Gruber, em baixo à direita Allison Meier)
Um pouco de manutenção para manter um belo canteiro de roseiras
Se as roseiras não exigem uma manutenção muito regular, alguns gestos simples permitem manter um belo canteiro de roseiras:
- uma adubação generosa com composto ou com adubos naturais para roseiras no início da primavera favorecerá a floração;
- pode as roseiras após a floração (variedades não reflorentes) ou no final do inverno (variedades reflorentes) para garantir uma boa retoma vegetativa e uma bela floração futura;
- cubra com mulch a base das roseiras antes do inverno e das primeiras geadas para as proteger;
- se optou pelo cultivo de plantas perenes, corte as folhagens amareladas ou danificadas no outono, para as ajudar a recuperar bem logo na primavera seguinte.
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